Capa do podcast Momento Espírita - Rádio Meimei - Centro Espírita Caminho de Damasco - Garça, SP Momento Espírita - Rádio Meimei - Centro Espírita Caminho de Damasco - Garça, SP

Momento Espírita - Edição 08/02/2026

00:33:32
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Transcrição do episódio

Gerada automaticamente a partir do áudio. Pode conter imprecisões.

Muito bom dia, ouvintes. É com prazer que voltamos aos microfones da web, rádio meu e-mail para apresentação de um momento espírita. Momento espírita 53 anos no ar. O nosso programa também está sendo transmitido nesse mesmo horário. Pela web Rádio Nova alternativa e pela FMFM nova alternativa. São 11 horas e 22 minutos em Garça. Hoje é domingo 8/02/2026. Agradecemos sua audiência. Nossos cumprimentos a você e a todos que nos assistem. Você assiste saúde, espiritualidade e você momento, espírito e perspetiva. Com imagem e áudio no aplicativo da rádio memei, no YouTube, no Facebook, com o celular ou com o Smart TV?

Temas desta edição. Você já ouviu falar em religião muleta? As drogas para dormir influem em nosso contato com a espiritualidade? É possível curar a obsessão fora do espiritismo? Preto velho pode se comunicar num centro espírita. Como a doutrina espírita responde ao padrão da ciência? Qual a resposta do espiritismo ao sofrimento humano? Evangelização e Mocidade retornar as atividades hoje. Você participa de momento espírita enviando perguntas ou comentários por WhatsApp? Para o número 14 98105-1535, repetindo o número 14 98105-1535. E atenção para o livro que vamos sortear logo mais em nosso programa.

Mais forte que o tempo, romance de autoria de Eduardo França, da lúmen editorial. Mande um WhatsApp agora mesmo, repetindo o número 14 98105-1535, dizendo que quer ganhar o livro. Equipe desta edição, sonoplastia e assistência técnica, Leandro Carvalho e Augusto Tavares. O Cláudio atende os ouvintes e a apresentação é de Luiz Eduardo e Juliano. Você sabe o que é uma muleta? Certamente que sim. É um cabo comprido de metal, madeira ou plástico sobre o qual as pessoas se apoiam quando não conseguem andar e se equilibrar sozinhas. Geralmente elas utilizam a muleta quando sofreram alguma lesão ou passaram por alguma cirurgia nos membros inferiores.

É claro que essas pessoas utilizam a muleta até que se curem ou se restabeleçam, depois voltam a andar, normalmente, não precisam mais dela. Alguns ateus mais intolerantes costumam afirmar em alto e bom som que a religião não passa de uma muleta que serve de apoio aos crentes para que eles se sintam em segurança em momentos difíceis da vida. Será que é essa afirmação para o 7? Em parte, sim, isso porque há 2 tipos de religião, aquela que só serve de apoio nos nos momentos difíceis. E aquela que abraçamos por ideal. A primeira é a religião muleta e a segunda a religião ideal. A religião muleta é o último recurso que a pessoa utiliza na hora mais difícil.

Todos querem que Deus resolva seus problemas e se possível, por meio de um milagre, então apelam para a religião. Depois que resolveu, jogam a muleta de lado. E saem se equilibrando por si próprias até que sinta falta da muleta novamente. A religião muleta é a religião da conveniência dos que eventualmente a procuram, mas que na verdade não adotam, não querem responsabilidade ou compromisso. Isso porque ninguém adota uma muleta para sempre. É Ou Não É verdade? Por outro lado, a religião ideal, caros ouvintes, é bem diferente. Ela é própria das pessoas que adotam a religião como um ideal de vida, como uma diretriz para seguirem o caminho do bem e despertarem em si o seu Deus interior.

Nesse sentido, a religião ideal é própria de quem se propõe a servir e a cumprir seu papel no mundo, enquanto que a religião muleta é própria daqueles que apenas querem ser servidos. Eis a diferença. Buda, o grande mestre do Oriente, certa vez comparou a doutrina religiosa a um barco. O barco, disse ele, serve para a pessoa atravessar o Rio. Depois que atravessar, ela simplesmente deixa o barco à margem e vai embora sem ele. Esse tipo de religião a que Buda se refere é a religião muleta, e não a religião ideal. A religião ideal é aquela que está na mente e no coração das pessoas e por isso mesmo ela é capaz de mudar essas pessoas de torná las mais benevolentes, mais caridosas, mais compassivas, mais fraternas e mais confiantes.

Jesus se referiu a isso quando perguntou pelos 10 leprosos que havia curado, mas apenas um deles voltou para agradecer e segui lo. Os outros 9, tão logo se viram beneficiados com a cura, afastaram se e foram embora. Eles queriam apenas ser curados, não se interessavam em curar ninguém. Pense nisso. Prezados ouvintes, a vida é muito mais do que o momento que estamos vivendo. Tudo passa e tudo se perde ao longo do caminho, menos o nosso ideal, que sempre vamos levar conosco em nosso coração. Quem vive por um ideal jamais se sente sozinho, jamais se sente desprotegido e jamais se desespera diante das dificuldades.

Façamos do nosso ideal de vida um trunfo que devemos carregar sempre, e não apenas para ser exibido, mas principalmente para servir de estímulo àqueles que precisam de um ideal de vida para prosseguir vivendo. Lembre se de Jesus. Eu não vos dou a paz do mundo. Eu vos dou a paz de Deus que o mundo não pode dar. Paz é fé. Paz é certeza de que estamos servindo a causa do amor. Não basta que Deus esteja conosco, é preciso que estejamos com Deus. Momento espírita, o rádio é do ouvinte. Primeira questão de hoje vem da ouvinte Joana Laura Marini e diz o seguinte. Medicamentos utilizados para dormir podem atrapalhar nosso contato, inclusive com os mentores, ao visitarmos o plano espiritual para as tarefas.

Não é uma questão tão simples que poderíamos apenas responder sim ou não. Ela requer um saber mais apurado, que seria mais bem tratado por instrutores espirituais com conhecimento de medicina, como André Luiz. De nossa parte, o que podemos dizer é que, se algumas drogas alteram a fisiologia cerebral, tudo indica que há repercussão no cérebro do perespírito. Que tipo de repercussão não sabemos. Nem como isso pode ajudar ou prejudicar a percepção que a pessoa terá do mundo espiritual. Salvo maior juízo, acreditamos que em se tratando de drogas para dormir, com certeza ansiolítico que serve de tranquilizante, a ação poderá ser até benéfica para o contato com os espíritos.

E pergunta de uma ouvinte que fomos buscar em nossos arquivos? Gostaria de saber o seguinte. Segundo a doutrina espírita, quase todas as pessoas são obsediadas, no entanto, quem vai ao centro espírita são muito poucas pessoas em relação à população total do planeta, como fazem essas pessoas que não sabem e nem acredita em obsessores para se curar da obsessão? Primeiramente, precisamos conceituar a obsessão do ponto de vista espírita. Na verdade, todos nós, devido a nossa condição espiritual ainda muito comprometida com o egoísmo, estamos sujeitos à influência de espíritos mal intencionados. Da mesma forma, mesmo não tendo consciência disso, estamos sujeitos ao assédio de pessoas encarnadas que não nos querem bem ou até aquelas que pretende nos causar algum mal.

A obsessão, segundo Kardec, se deve a nossa imperfeição moral. Do mesmo modo que a doença do corpo se deve a nossa imperfeição física. Assim, qualquer pessoa está mais ou menos exposta a influências docivas de espíritos adversários através do pensamento, mas, no fundo, É Ela própria quem oferece essas condições. É claro que não devemos esquecer que temos também os nossos protetores. Mas que sua ação é limitada quando não damos ensejo para nos ajudarem. O mesmo acontece quando não guarnecemos suficientemente a nossa casa, permitindo ao ladrão entrar com facilidade. Assim, a obsessão, quando não pautamos por uma vida reta e equilibrada do ponto de vista moral.

Damos ensejo à intromissão de malfeitores desencarnados. Kardec nos diz que a cura da obsessão só acontece no espiritismo. Aliás, Kardec não diz que a cura da obsessão só acontece no espiritismo. Pelo contrário, ele afirma, no último capítulo do evangelho segundo espiritismo, que na maior parte das vezes, essa cura se dá pela simples mudança de comportamento do obsedado. Sem que haja necessidade de intervenção de terceiros. A oração é importante em qualquer religião, quando a pessoa percebe que pode estar sendo conduzida e decide de uma vez por todas mudar o rumo de sua vida sob o Amparo de Deus.

Entretanto, quando em estágio mais avançado, a obsessão pode ser ajudada também por intervenção de psicólogos, de médicos, pessoas que amigas e das diversas religiões. Quando essa intervenção contribui para o equilíbrio espiritual do paciente? Devemos compreender também que nem todos os processos obsessivos são ostensivos ou violentos. Na maioria das vezes, a obsessão se caracteriza por um tipo velado de condução da pessoa por parte de alguma entidade espiritual. A pessoa mesma nem percebe que está a serviço de uma entidade mal intencionada. Esse tipo de envolvimento é muito comum entre as pessoas que se deixam levar pela desonestidade, pela corrupção ou por outra má conduta.

Nesses casos, os obsessores são seus parceiros e atuam no sentido de mantê la nesse perigoso caminho. É o caso, por exemplo, das pessoas dependentes da nicotina e do álcool. As pessoas que chegam ao centro espírita são um grupo muito reduzido, que vem por indicação de outras pessoas ou mesmo por convencimento de que algo está errado com sua vida espiritual e precisa mudar. Se elas procuram o centro é porque estão sendo encaminhadas para descobrir o lado espiritual da vida, para iniciar uma nova etapa da existência. Algumas acabam optando pelo espiritismo. Mas a maior parte ainda não consegue compreender a necessidade e a importância desse caminho.

Assim, em geral, as pessoas em qualquer parte do mundo, ou permanece indefinidamente sobre ação disfarçada de espíritos habilidosos para o resto da vida, ou caem malhas inestrincáveis de desequilíbrio. Tendo de recorrer constantemente a terapias psiquiátricas e psicológicas para manter o mínimo de controle de suas emoções. E atenção para o livro que vamos sortear logo mais em nosso programa mais forte que o tempo, romance de autoria de Eduardo França, da lúmen editorial. Se você quer participar do sorteio, ainda dá tempo, mande o WhatsApp agora mesmo para o número ODDD 14, o telefone 981. 051535 dizendo que quer ganhar o livro.

Uma nova questão de nossos arquivos, muitas vezes levantadas por pessoas que chegam ao centro espírita. Por que na umbanda, o preto velho vem se comunicar, mas ele não se comunica no espiritismo? A figura do preto velho, tanto quanto da preta velha, está ligada à tradição cultural e espiritual do povo brasileiro. Todos sabemos que no seio de uma comunidade negra, como aconteceu entre os escravizados, o preto velho tinha um papel importante. Ele se destacava pela sua sabedoria, assim como a pessoa idosa em outras coletividades e culturas do mundo, do ocidente e do Oriente. Era aos pretos velhos e pretas velhas que os escravos recorriam quando tinham problemas que não conseguiam resolver.

Não só os escravos, os brancos também e até pessoas da família do senhor de escravos recorriam o preto velho e outras mais impressionadas, que ficavam diante de suas palavras e conselhos que inspiravam segurança, confiança e fé. Desse modo, quando esses pretos e pretas velhas que se destacavam pela sua sabedoria e bondade, desencarnavam no plano espiritual, eles passavam a orientar as pessoas através da mediunidade muito própria dos grupos religiosos africanos, desde o candomblé até a umbanda e suas derivações. Quando o espiritismo chegou ao Brasil, ainda nos seus primeiros anos de sua formação.

Nas últimas décadas do século 19 já encontrou esse Panorama? Esse Panorama, pois as práticas religiosas africanas e depois as afro brasileiras são bem mais antigas que o espiritismo e aqui já se encontravam há séculos. Com o tempo, porque o espiritismo também atua no campo da mediunidade, alguns desses pretos e pretas velhas passaram a se comunicar também em centros espíritas. Como eles vinham de outra cultura, enraizados em suas formas tradicionais de manifestação, inicialmente causaram um certo constrangimento entre os espiritas, dada a dificuldade que encontravam em se comunicar de outra maneira.

Mas, com o tempo, muitos desses pretos velhos acabaram se aproximando dos espiritas. Identificando se com os ideais da doutrina e com as atividades dos centros, e por isso até mudaram a sua forma de se manifestar. Esses acabaram por se integrar em várias atividades mediúnicas de orientação kardecista, por isso, não é difícil hoje encontrar grupos que recebem colaboração significativa desses espíritos que geralmente fazem questão de se apresentarem como pretos velhos. E mais uma pergunta formulada pelo ouvinte de Vera Cruz. No meio científico, utiliza se muito o chamado padrão Sagan, proposto pelo cientista Carl Sagan, que diz que afirmações extraordinárias exigem evidências extraordinárias.

E continuou, ouvinte como a existência da alma e a comunicação com os espíritos são afirmações extraordinárias para a ciência tradicional. Elas são frequentemente rejeitadas por falta de provas que alcancem esse rigor. E, finalmente, pergunta, ouvinte, como o espiritismo responde a esse padrão? Sagan, o que a doutrina apresenta hoje como evidência empírica extraordinária para provar a existência do espírito? Na verdade, caro ouvinte, esta é mais uma questão de preconceito do que propriamente de ciência. O preconceito que alimentamos na alma, em muitos casos, tem mais força que a verdade. Se nós formos seguir o princípio segundo o qual o Sol com amadurecimento moral da humanidade nos levará a verdade, teremos ainda muito que caminhar.

Quando Kardec revelou a doutrina. Ele deixou claro que o espiritismo trataria do mundo espiritual, enquanto a ciência trataria do mundo material. Mas como ele valorizou a ciência a ponto de dizer que o espiritismo não caminharia sem ela, vários estudiosos do século 19 passaram a utilizar a metodologia da ciência para chegarem ao espírito. Foi o caso do químico e pesquisador inglês William kruoks. Que estudou por 3 anos a jovem Florence cook, através da qual se materializava o espírito Keith King. Cercado de alguns estudiosos interessados como ele, o trabalho de krucz coordenado pelos cientistas passou completamente ignorado, a tal ponto que a comunidade científica o desertou.

Era o castigo que se aplicava aos que ousassem desafiar os princípios do materialismo. Que se impunha ao espiritualismo das religiões. Apesar de William kruoks ter Descoberto o elemento químico, talho e a forma radiante da matéria não lhe deram a chance de provar a sobrevivência da alma por meio de uma evidência extraordinária. Foi o que veio acontecendo com todo o cientista, que ousasse ultrapassar os limites do materialismo. Buscando verdades que os homens de ciência, inimigos da religião, jamais eram admitir. Existem muitas coisas aqui, às vezes não damos o devido valor a vida, por exemplo, a vida é uma bênção divina.

Através dela podemos ser felizes e proporcionar a Felicidade aos outros. Por isso é preciso defender a vida, a nossa vida e a do próximo. Pena de morte, aborto, suicídio e eutanásia são formas de violência contra a vida com as quais não podemos concordar. Lutemos em defesa da vida. Pena de morte, um crime não justifica outro crime. Diga não, suicídio. Um. Gesto infeliz, dê uma chance a você mesmo. Existe sempre alguém para ajudá lo amor? Um ato de covardia. A vítima não pode defender se eutanásia uma ação criminosa. Com confiança em Deus e o firme desejo de obedecer suas leis, a vida terá outro sentido, mensagem, defesa da vida.

Apoio. Federação da espinta brasileira. Neste primeiro mês do ano, o clube do livro espírita de Garça está entregando aos seus associados mais uma recente da literatura espírita. Para receber esse livro, basta você se associar ao clube por apenas 27 BRL por mês, ligando ou passando um WhatsApp para a Sônia marra. No DDD 14, celular 99669-5008 ou enviando um e-mail para o seguinte endereço, clube do livro@caminhoddamasco.org, dando nome e endereço de entrega. E atenção, ouvintes. As atividades do centro espírita caminho de Damasco, passes, reuniões de estudo e biblioteca já retornaram à normalidade.

A evangelização infantojuvenil e as reuniões de Mocidade no alarme e meia estão de volta após as férias escolares, com início às 9 e 45. Às 10:00 do domingo, também contamos com tais atividades um grupo de adultos lendo e discutindo o livro dos espíritos. A roda de estudo está aberta a todos, mas conta principalmente com os pais das crianças da evangelização. Foi reativado também o brechó do alarme e-mail, às sextas-feiras, a partir das 13:00, com entrada pela rua 7 de Setembro. No site do centro espírita caminho de Damasco, você vai obter uma série de informações sobre o centro e sobre o espiritismo.

Acessando o link www.caminho de Damasco ponto ordem, você vai encontrar todo o material informativo sobre o centro e suas atividades. No menu você encontrará, entre outras matérias, as gravações das edições anteriores de momento espírita. Encontrará também informações sobre o clube do livro, vídeo, palestras de temas variados e mensagens espíritas em card em áudio. Próximo tema? Que explicação dá ao espiritismo? Ao sofrimento humano? Este é um dos temas mais importantes da doutrina e fundamental para a humanidade. A vida não é fácil para ninguém, não deve ser também para você. Esta é uma constatação tão clara quanto a luz do Sol.

Não há quem passe pela vida sem sofrer, embora o sofrimento dependa mais da imperfeição e dos defeitos Morais de cada um do que propriamente de causas que vem de fora. Alguém já disse que a dor é inevitável, mas o sofrimento é construção nossa. Isso explica porque há pessoas que sofrem muito por muito pouco e outras que parecem não sofrer tanto, mesmo passando pelos maiores reveses. Você certamente conhece pessoas nessas 2 situações. Pois bem, a doutrina espírita, sendo o consolador prometido por Jesus, veio para nos ajudar a entender melhor as leis que regulam a vida humana. E onde podemos buscar a razão do nosso sofrimento, compreendendo nossas necessidades de crescimento e evolução?

A viagem que o espírito empreende desde sua criação através das reencarnações, é para se libertar da cadeia da imperfeição e aos poucos conhecer e vivenciar novas etapas que o levem a sua plena realização, ou seja, a sua Felicidade. Assim, caros ouvintes, vivemos pela Felicidade. O Reino de Deus, segundo Jesus, é a nossa meta, o caminho que estamos tentando trilhar. Mas isso não quer dizer que não vamos percorrê lo, pelo contrário, rumamos nessa direção, cada um procurando abrir o seu próprio caminho, sua própria realização. Mesmo assim, ninguém quer sofrer. As menores contrariedades do dia a dia nos afetam.

Tiram nos do Sério, como se costuma dizer. Mas se é, se são elas, se elas existem e as leis de Deus são perfeitas, é porque precisamos delas. É porque com elas é que desenvolvemos certas qualidades preciosas, como a fé, a paciência e a perseverança. Muitas vezes passando por uma situação de constrangimento físico ou moral, uma doença, a perda de um ente querido. Uma frustração revoltamo nos contra a vida. Não admitimos que isso possa estar acontecendo conosco. Então, no impulso de rebeldia, descremos da bondade de Deus e nos julgamos injustiçados e infelizes. Contudo, isso só nos agrava a situação e, em consequência, passamos a sofrer mais.

Alguns revoltados consigo mesmos dizem que estão pagando pelos erros de vidas passadas, mas isso, caros ouvintes, de forma alguma alivia as suas dores ou contribui para a sua melhoria? Se o médico nos passa seu diagnóstico e ficamos sabendo de que doença fomos acometidos, essa simples informação do médico não é suficiente para que alcancemos a cura. O mesmo se pode dizer das doenças da alma. O simples fato de saber que nada acontece por acaso e que, portanto, o sofrimento de hoje pode ser consequência dos erros do passado, não cura as feridas da alma, não contribui para a nossa melhoria. O que precisamos de fato, nessa hora da dor, de frustração e de decepção é perguntar para nós mesmos, o que esse sofrimento está querendo conosco?

Que recado ele tem para nós em que precisamos nos modificar para adquirir uma nova, uma melhor condição espiritual? Porque esse é o objetivo da dor, mostrar o que está errado conosco, que decisão e que rumo devemos tomar na vida para a nossa melhoria. Começando, é claro, pelo exercício consciente e imediato da paciência e da resignação. Conhecendo a doutrina espírita, melindres o melindre, caros ouvintes, é um fator de sofrimento e de fracasso na vida de cada um de nós. Melindrar se é sofrer pelo que os outros falam a nosso respeito ou pela forma como eles se conduzem diante de nós, infantilidade de nossa parte.

Quanto maior o orgulho, mais dói o melindre. Um gesto, uma palavra ou mesmo um silêncio por parte de alguém pode ser motivos de sofrimento quando os interpretamos como ofensa. Nesse caso, o orgulho no seu aspecto negativo é como um tecido inflamado, com que nos revistimos para aparecer superiores aos outros e que ao mais leve toque causa nos profundo desconforto. Como queremos parecer mais do que somos, ficamos muito sensíveis a tudo que pareça ameaçar a nossa pretensa superioridade, passamos a dar excessivo valor à forma como somos tratados. É claro que nesse particular há muita diferença entre nós, mas inegavelmente existem pessoas muito mais sensíveis do que outras, que sofrem por muito pouco, que se deixam machucar com muita facilidade, que envelhecem rápido ou ficam facilmente doentes quando elas podiam ter uma vida mais tranquila e viverem mais em paz consigo mesmas e com as pessoas que as rodeiam.

Veja, caro ouvinte, se o seu maior problema não é este. Por isso precisamos estar atentos quanto a esta faceta da nossa personalidade, a fim de que não nos percamos no lamaçal do orgulho ferido e queiramos dar um excessivo valor a nossa presença, em prejuízo do valor que poderíamos dar aos outros, inclusive aos nossos adversários, que também são filhos de Deus e tão amados pelo pai quanto nós. Não nos esqueçamos, porém, que a humildade foi a primeira e a última lição que Jesus nos deixou melindrar se, como afirma André Luiz, é perder as melhores oportunidades de conviver com Alegria, sendo que conviver bem é o objetivo maior da vida.

Quando nos fechamos no orgulho e queremos ser melhores do que os outros, qualquer coisa nos fere com muita facilidade. Ficamos vulneráveis a tudo, enquanto buscamos motivos para sofrer, como se estivéssemos nos castigando a nós mesmos. E chegou o momento do sorteio do livro que anunciamos, mais forte que o tempo, romance de autoria de Eduardo França, da lúmen editorial. O livro sai para a nossa ouvinte, suelaide spigalon. Parabéns, sueleide. Vá buscar o seu livro durante a semana e no horário comercial na loja leves, na Rua Minas Gerais, número 148. Agradecemos a sua amável audiência. E atenção, se você permanecer na rádio memei, vai assistir na sequência o programa perspetiva com o Maris Carvalho, o Victor bergo, o Paulino, temas atuais sobre a ótica espírita.

Ao final desta edição, momento espírita, desejo a você e a todos que nos acompanham. Saúde e paz para encerrar, vamos ouvir uma mensagem espiritual na voz de Chico Xavier. Bendito sejas, bendito sejas coração amigo, pelo pão que dás a porta ao companheiro que se desconforta. Na aflição da penúria, sem abrigo, Deus te faça feliz pela roupa de ofertas aos trazem descobertas. Deus te conceda o primo da aventura pela ternura sorridente com que levas ao doente o Amparo do remédio e Esperança da cura. Deus te guarde na fonte da Alegria para lenir. Fofa a kitidez, a ofandade e a gilvês que vivem para a dor de cada dia.

Deus, porém, te abençoe, coração brando e pasmo com a mais sublime recompensa quando ouvidas a intromissão da ofensa, o golpe da injustiça e a Pedra do sarcasmo. Deus te exalte no Santo esquecimento do mal que te golpeia. Reduzindo a extensão da chaga alheia, sem cogitar do próprio sofrimento. Bendito sejas coração submisso, embora sábio, entre os mais sábios pela palavra bô de que aos lábios, no exemplo da bondade, do serviço, porque o amor transforma a sombra em luz e o perdão. Onde ampare nunca erra, auxiliando a vida em toda a Terra para o Rio Divino de