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A Casa Mental de André Luiz - Caso Julieta - Dr. Ricardo Cavalcante

00:20:42
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Transcrição do episódio

Gerada automaticamente a partir do áudio. Pode conter imprecisões.

De que forma a prática espírita favorece a sua saúde física e mental? A web rádio MEI MEI apresenta saúde, espiritualidade e você? Bom dia meus queridos amigos ouvintes internautas da web rádio MEI MEI. É uma enorme insatisfação estar aqui com vocês no programa saúde e espiritualidade. Você, meu nome é Ricardo Cavalcante. Sou membro da associação médico espírita de Botucatu. Nós nos encontramos aqui todos os domingos, às 11:00 da manhã, para refletir sobre temas que são relacionados à nossa saúde, sobre uma ótica espírita, aquilo que a doutrina espírita. Nos oferece de informação e permite com que a gente analise e interprete essas situações em que envolvem a nossa saúde de 11 maneira mais ampla, num olhar mais amplo do ser não apenas restrito a vida física ou a matéria a qual nós estamos aqui inseridos, nós estamos nesse momento realizando uma série de programas.

Sobre o livro no mundo maior, uma obra de André Luiz muito interessante e que traz uma análise bastante significativa a respeito do funcionamento da nossa mente e do nosso cérebro. Nós já tivemos a oportunidade, num primeiro programa, de discutir as bases teóricas que André Luiz nos oferece pra entender que a nossa mente. Se manifesta no nosso cérebro em 3 regiões distintas, a região mais baixa, que se localiza na nossa medula espinhal, que é essa parte do nosso sistema nervoso central que desce por toda a coluna, de onde saem todos os nervos que vão se espalhar para o nosso corpo, o tronco cerebral, que é a parte mais baixa do cérebro.

O tronco cerebral é a amedula espinhal, é a parte que o André Luiz disse que é o cérebro primitivo, é aquela parte mais inicial do nosso cérebro, é a primeira que se desenvolveu ao longo da nossa evolução. Aonde guardam, se as memórias, aonde estão os automatismos, onde estão todos? O domínio dos nossos fenômenos fisiológicos e sua medicina identifica de uma maneira muito clara, então, o controle da respiração, do batimento cardíaco. Né? Da fome de todos esses. Essas é condições fisiológicas do nosso corpo. Temos o cérebro intermediário, que é o córtex motor, que é toda essa capa de substância cinzenta que envolve o nosso cérebro, que quando a gente vê uma foto de um cérebro com todas aquelas entranhas, é aquilo.

É o córtex motor que André Luiz coloca, que é responsável, é a área responsável pela aonde a mente manifesta. AO nosso esforço, a nossa vontade, né? A vida presente, aquilo que a gente precisa, as nossas ações, aquilo que a gente tem que fazer. E os lobos frontais, que é essa parte mais anterior do nosso cérebro, que é o local aonde é. André Luiz coloca que estão as manifestações das metas superiores de vidos nossos valores superiores. É a parte mais evoluída do nosso cérebro que inclusive isso não é André Luiz, só que fala, mas AA própria ciência identifica isso. É a parte do nosso cérebro que nos diferencia dos demais seres da natureza, dos demais animais, da natureza.

O que nos faz, por exemplo, diferente dos outros primatas, é essa região anterior do nosso cérebro, os lobos frontais, que é, nos tornou, vamos dizer assim. Com né? Nos deu a condição de manifestar essa inteligência que nós manifestamos como seres humanos. Então André Luiz coloca essa divisão, ele coloca que isso está no corpo físico, isso está no per espírito. Lembrando que o per espírito é um corpo muito semelhante ao corpo físico. Na no programa passado, nós conversamos sobre um caso pra gente entender praticamente como isso funciona, que era o caso do Pedro e do Camilo, e hoje a gente vai discutir um outro caso.

Que é o caso da Julieta. Também narrado no livro num mundo maior, André Luiz também faz a narrativa desse caso para ilustrar para nós a importância que a mente precisa de conseguir trabalhar essas 3 regiões do cérebro, ou seja, ela consegue se manifestar nessas 3 regiões do cérebro de uma maneira equilibrada e fluida. Ou seja, a gente precisa acessar. O cérebro inicial, que é onde estão as nossas memórias? Onde estão os nossos automatismos? Por quê? Porque isso representa para nós as experiências que nós já vivemos. E nós podemos, a partir dessas experiências vividas, poder identificar aquilo que foi bom, aquilo que não foi, para poder programar o futuro.

Então é importante que a gente relembre a nossa memória. Ela é fundamental para que a gente possa. É dar um passo além. É onde esquece as falhas e os erros que foram cometidos. Precisamos do cérebro intermediário, do córtex motor, porque porque é ele que nos dá o impulso, é a área de controlação, a vontade, é o esforço, é aquilo que faz a gente agir. É preciso que a gente tenha essa ação. E os lobos frontais, que é quem vai nos nortear, é quem vai dar o norte, o equilíbrio. É quem vai permitir com que a gente faça de uma maneira correta, com que a gente consiga agir dentro das leis divinas. Então a gente vai precisar que esses essas 3 regiões cerebrais trabalhem em Harmonia, em concordância, para que a nossa mente possa se manifestar de uma maneira completamente equilibrada.

No caso da Julieta, a gente vai ver que isso não estava acontecendo. Só para a gente entender o contexto da Julieta. Eu sempre recomendo que quem tiver interesse leia essa obra no mundo maior e vai encontrar esse caso bem detalhado lá. A gente vai aqui apenas passar de uma maneira mais geral para que a gente possa compreender esse aspecto ao qual a gente está estudando. A gente já discutiu o caso da Julieta aqui em outro momento, com outro olhar, vendo outros aspectos. Hoje a gente vai estar focado nessa questão do funcionamento da mente, do cérebro. Então qual que é a história da Julieta? Então?

André Luiz, juntamente acompanhando o caldeirado, eles vão ao encontro da dona Cândida, que era mãe da Julieta e que estava às vésperas do desencarne. E ela já poderia ter desencarnado, porém não desencarnou, porque estava ainda muito preocupada com a situação da filha que ficaria encarnada, que é a Julieta. A dona Cândida é uma senhora que se tornou viúva muito cedo. Tinha a Julieta como filha e tinha mais 2 filhos que eram mais velhos que a Julieta. Mas a situação econômica social dessa família era de muita dificuldade. Esses 2 filhos mais velhos dela vão embora, abandonam a mãe, dona Cândida e a Julieta.

Eles vão embora para tentar a vida em outro local e fica a dona Cândida cuidando da Julieta. Dona Cândida uma pessoa que vai trabalhar. Muito duro ao longo da sua vida para poder criar essa filha, mas sempre de uma maneira muito digna, muito honesta e sempre mantendo um espírito de muita fé, de muita confiança em Deus. E é compreendendo que essas dificuldades fazem parte da vida, mas que o mais importante de tudo eram os valores que ela alimentava em si e procurava transmitir isso para filha. Que mediante todas essas dificuldades, a gente sempre deveria manter o respeito ao próximo, sempre praticar o bem, sempre buscar fazer o melhor de nós.

E que mesmo diante de todas essas dificuldades, a gente saberia que Deus, de uma forma ou de outra, nos ofereceria ao auxílio. Esse era o pensamento da dona Kant. Dona Kant era costureira, ensinou esse ofício a Juliana. Acontece que. Num determinado momento da vida, dona Cândida cai doente. Ela tem um problema importante de saúde e isso faz com que apenas a Julieta assuma todo o trabalho da costura. E naquela época não tinha o sistema único de saúde no Brasil, então as pessoas tinham que pagar, né? Então, se a pessoa né ela todo a saúde era paga. Então se a pessoa não tivesse. É recurso. Ela ficava abandonada, então para que a dona Cândida não ficasse, né?

Sem assistência a Julieta, então começa a se dedicar ao máximo dentro de todas as suas forças para trabalhar e poder manter o tratamento da mãe, que foi um tratamento muito longo, de período, muito longo. Só que chega num ponto que é o trabalho da Julieta. Ele já não era mais suficiente para suprir as necessidades, os gastos com o tratamento da mãe. A Julieta ela procura ajuda de muitas pessoas, de amigos, de familiares. É pedindo Socorro, mas todos viram as costas para ela, uma situação que realmente acontece. Muitas vezes as pessoas na hora da situação difícil do seu próximo, viram as costas.

Isso aconteceu com a Julieta, até que chegou num ponto que ela não via mais saída para poder auxiliar a sua mãe e ela não queria contar isso para mãe. Ela não queria que a mãe se preocupasse com esse problema, embora a mãe desconfiasse que a situação era difícil e que aquele trabalho não renderia o suficiente para mantê la sob todo aquele tratamento. Acontece que a Julieta ela acaba no momento de completo desespero. Ela acaba, então é aceitando um trabalho, que seria um trabalho numa casa noturna é um trabalho. No sentido de expor e explorar o seu corpo para que ela pudesse então ter um provento, um recurso, um dinheiro que de uma maneira mais significativa, pudesse ajudar a sua mãe.

E é o que Julieta começa a fazer. Acontece que a Julieta era uma pessoa que teve toda essa formação da dona Cândida e ela sabia que aquele tipo de trabalho, né? Explorando o seu corpo. É se expondo dessa forma. As pessoas é isso não era uma coisa legal, isso não era 11 comportamento, uma atitude é que estaria dentro, vamos dizer assim, do, do, das leis divinas, né? Daquilo que Deus espera de nós, que a gente, né? Precisaria ter uma outra, uma outra forma de ser, mas ela não ela muito jovem. É, não encontrou outra saída. Estava numa situação de desespero, não queria preocupar a mãe, queria que a mãe já sabendo que a mãe estava muito doente.

Então ela acaba se entregando a essa vida. Mas isso gera na Julieta um conflito íntimo muito grande, porque sabendo de tudo isso é para ela. Era muito emocionalmente muito doloroso ter que assumir é essa vida. É noturna essa vida da exploração do seu corpo que é fez com que ela é, pudesse ajudar a mãe de uma maneira mais significativa. A própria dona Cândida percebe que a Julieta é estava emocionalmente muito abalada e por isso mesmo trazia uma preocupação muito grande em relação a filha. E ela pede então esse Socorro a calderário para que ajudasse a menina. Quando o calderário e André Luiz conhecem a Julieta.

Eles se deparam com 11, pessoa que realmente se encontrava muito doente, mas não doente, como a dona Cândida que estava lá num leito, né? Mas é uma doença, vamos dizer assim. Um corpo é que sofria um processo extremamente agressivo e que era uma bomba relógio. A qualquer momento ela poderia desenvolver uma doença muito grave que poderia levá la inclusive ao óbito ao desencarne é, porém. A princípio, ela não manifestava nada. Ou seja, se nós aqui na Terra, medicina tem olhássemos a Julieta, a gente não veria nada. Ah, você está saudável, você não tem nada, mas pela espiritualmente, uma tragédia.

Ou seja, ela estava completamente já adoecido. E nesse processo, André Luiz descreve uma cena muito marcante em que a Julieta, né? Então, conforme ela alimentava aquelas angústias. Né? Desse conflito que ela carregava consigo mesma, ela projetava. Ela produzia uma substância bastante escura, bastante enegrecida, que saía do seu cérebro. Vejam bem, ela ela descia ela. Ela era emitida pelo seu cérebro e aquilo ali IA descendo, IA escorrendo pelo seu corpo. E conforme ela respirava, conforme ela puxava o ar para respirar, aquela substância era inalada. IA para os seus pulmões, lá nos seus pulmões.

Isso era absorvido, caía no sangue, na corrente sanguínea, assim como é o movimento que o oxigênio faz. E dali, da corrente sanguínea distribuído para as células de todo o seu corpo, que recebiam essa energia oriunda, né? Da sua produção mental negativa, daquele sofrimento que ela trazia. E esse quadro era um quadro que. Levava a Julieta a um risco de adoecimento e de um adoecimento por doença grave muito grande. E André Luiz diz para nós, eu vou ler aqui para vocês, né, que esse processo de adoecimento ele fazia então com que é? E essa situação, esse contexto, fazia com que Julieta estivesse fixada lá no seu cérebro inicial.

Então ela não conseguia nem Oo córtex motor e nem os seus lobos frontais, nem o cérebro intermediário, nem no superior. Então veja só o que André Luiz é narra pra gente aqui, ó? Então o trecho é o seguinte, nesse atrito incessante, esse atrito, era esse conflito íntimo que a Julieta apresentava, nesse atrito incessante, agravado pelas péssimas emissões fluidicas. Do ambiente em que se tornou frequentador habitual. Ou seja, porque aquele ambiente, né? Da casa noturna não era um local cujos fluidos ambientais eram adequados, não é? Então aquele ambiente também gerava Pra Ela uma energia muito negativa.

Sua mente desce a região dos impulsos instintivos, ou seja, desce lá no seu cérebro inicial. A sua mente desce. A região dos pulsos distintivos. Então ela ficou presa ali, fixa ali, experimentando Extrema dificuldade em subir ao castelo das noções superiores, que é lá no lobo frontal. Lembram quando a gente fez o primeiro programa? Eu comentei que André Luiz, né? Compara essas 3 regiões do cérebro a um castelo de 3 andares. Então o andar primeiro lá, o térreo dele. É a região do cérebro inicial, a região dos instintos, do automatismo, das memórias, cérebro intermediário, córtex motor. É o andar de cima, né?

O segundo andar e o terceiro andar é os lobos superiores, as metas superiores de vidros, nossos valores mais superiores, a nossa conexão com o mundo maior. Está tudo ali nos lobos frontais. E aí então ele coloca, olha. É experimentando Extrema dificuldade em subir ao castelo das noções superiores, ela não conseguia acessar o seu lobo frontal. Nesse sentido, é de onde a luz da consciência lhe dirige, ou seja, lá dos lobos superiores, né? Da onde a luz da consciência lhe dirige vigorosos apelos para que retorne a simplicidade e a Harmonia tal situação. Impede lhe a prece fervorosa olha só, eu não conseguia fazer uma prece fervorosa, uma prece do fundo do coração impede lhe a prece fervorosa.

Santificante e regeneradora. E daí o caos em que a pobrezinha ateia. Então vejam essa esse descritivo do André Luiz. Ele mostra a gravidade da situação e o fato da mente. Não conseguir seja, ela não consegue acessar mais os seus ideais superiores de vida e isso faz com que ela entre num processo de adoecimento extremamente importante. Mais adiante, André Luiz mostra pra nós o seguinte, né? Falando dela, né? Avizinha se da loucura com estadios com estádios por distúrbios vários. Ou seja. Ela tinha grande chance de desenvolver um quadro de uma doença psiquiátrica grave, então havia essa possibilidade para AA Julieta.

Além disso, ele coloca, é capaz de apanhar uma pleurisia como anticâmera para a tuberculose. Pleurisia é 11. Problema pulmonar, né? Da pleura, da do pulmão e que serve como porta de entrada para a tuberculose. Com facilidade, será vítima de deploráveis intoxicações do sangue que se caracterizarão por Moléstias, ou seja, por doenças indefiníveis dos vasos ou da epiderme da pele, sem excluir as desarmonias fatais do fígado, prováveis portadoras da ruína e morte para o veículo bens. Então vejam, meus amigos, a gravidade que isso pode alcançar e vejam a medicina terrena. Não tá enxergando nada disso?

A gente vai olhar o corpo da Julieta, tá tudo certo. Mas a hora que eclode a doença, ela vem de uma maneira muito agressiva, porque pela espiritualmente, ela está em frangalhos. Por isso a grande importância da gente manter esse equilíbrio e buscar esse equilíbrio. Ah, mas como que a gente vai impedir? Com que a gente se fixe em determinado local. É através da prática do bem, da vivência, do evangelho, da prece, as ferramentas pelas quais a gente pode trabalhar para manter a nossa mente equilibrada e funcionando nessas 3, nessa, nessas suas 3 partes do nosso cérebro, compreendendo aquilo que a doutrina espírita nos ensina a respeito da vida.

A respeito das nossas ações, nos vendo como espíritos imortais e não apenas restritos a essa vida, isso tudo nos auxilia dentro desta caminhada para o próximo programa, nós estaremos conversando sobre um outro caso que André Luiz também narra nessa obra, para entender um pouco melhor deste fenômeno. Que tenhamos todos uma semana de muita luz e de muita paz.