Capa do podcast Saúde, Espiritualidade e Você. Saúde, Espiritualidade e Você.

A Casa Mental de André Luiz - Emmanuel - Dr. Ricardo Cavalcante

00:20:25
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Transcrição do episódio

Gerada automaticamente a partir do áudio. Pode conter imprecisões.

Reflexões sobre fé e a ciência por trás da nossa energia vital ouvimos histórias transformadoras e compartilhamos ferramentas práticas para que você possa cultivar a. De que forma a prática espírita favorece a sua saúde física e mental? A web rádio memei apresenta saúde, espiritualidade e você, bom? Dia meus queridos amigos, ouvintes da web rádio memei. É uma Alegria muito grande estar com vocês em mais um programa saúde, espiritualidade e você? Meu nome é Ricardo Cavalcante. Eu sou membro da associação médico espírita de Botucatu e estamos aqui para discutir um pouquinho sobre temas relacionados a nossa saúde sob uma ótica da doutrina espírita.

No programa passado, nós tivemos a oportunidade de conversar um pouquinho aqui sobre o caso do Marcelo. Narrado por André Luiz no livro no mundo maior, Marcelo é uma pessoa que sofria um quadro de epilepsia e percebeu ao longo da sua existência que se ele trabalhasse bem a sua questão espiritual, no sentido de trabalhar no bem, de manter o equilíbrio, a busca, os valores superiores da vida. Ele conseguia controlar melhor a sua doença. Esse foi o tema que nós conversamos na semana passada. Esse cenário ele se desenha dentro de um estudo que André Luiz nos propõe para nós, conhecermos melhor como que funciona a nossa mente e o nosso cérebro.

Isso está muito bem descrito por André Luiz nesta obra no mundo maior, que inclusive foi motivo para que a associação médico espírita do Brasil através. De 3 importantes é participantes membros da associação médica espírita do Brasil, que são pessoas muito renomadas, estudiosas da doutrina espírita, doutora vivenia Prada, doutor écio Leandro Júnior e o doutor Sérgio Lopes. Eles escreveram uma obra intitulada cérebro triúnico baseando se especialmente. Nos capítulos 34 e 5 dessa obra no mundo maior, eu recomendo quem tiver oportunidade de estudar e ler essa obra. O cérebro triunni. É uma obra formidável, que traz uma quantidade de reflexões e de informações muito interessantes para a gente entender.

E aqui no programa de hoje, a gente vai fazer alguns pensamentos dessas reflexões e desses aspectos que são trazidos no livro. André Luiz, quando ele relata o caso do Marcelo, nós já tivemos a oportunidade de conversar na semana passada. Ele traz para nós justamente o caso de uma pessoa que é tinha a sua estrutura, vamos dizer assim, cerebral, mental alterada, decorrente de atitudes do passado e por isso, e ele apresentava o quadro de epilepsia. O que que André Luiz mostra para nós a respeito da nossa mente, do nosso cérebro? André Luiz relata para gente que o nosso cérebro, isso seja o cérebro do corpo físico, seja o cérebro do perespírito.

Lembrando que o perespírito que nós possuímos, ele tem uma estrutura que é muito parecida com o corpo físico. Já tivemos também a chance de conversar sobre isso. Aqui é muito semelhante. Então, ela tem células em órgãos, como tem o corpo físico, com leves diferenças. Porque a vida no mundo espiritual ela não é exatamente igual a vida, é quando nós estamos aqui encarnados. A gente tem algumas diferenças. Por exemplo, o nosso todo, o nosso aparelho digestório e nós temos aqui encarnados. Ele vai ser um pouquinho diferente no mundo espiritual, porque a alimentação no mundo espiritual. Não tem a mesma necessidade.

E a alimentação no mundo físico? Aparelho reprodutor diferente tem, tem suas diferenças no mundo espiritual. A gente não precisa se reproduzir como nós precisamos, enquanto nós estamos aqui encarnados. Então algumas diferenças vão existir, mas de modo geral, o corpo físico e o perespírito, eles são estruturas muito parecidas, são muito próximas, então do mesmo jeito que a gente tem. Um cérebro, um sistema nervoso no corpo físico que é bastante estudado pelas ciências, pelas neurociências que existe hoje, AA gente vai ter o corpo espiritual com estrutura muito semelhante. E André Luiz fala então para nós que o cérebro realmente se parece bastante.

Ele divide o nosso cérebro em 3 partes e ele diz que. Funciona isso como se fosse um castelo de 3 andares e deixa muito claro para nós que não são 3 cérebros diferentes, são 3 partes de um mesmo cérebro. E aí por isso, inclusive, que a própria obra da doutora ervênia, Décio e Sérgio coloca o título cérebro triuni, não, cérebro trino. Na verdade, triuni indica que é uma coisa única, mas que tem partes. Diferentes você é isso chama atenção. O próprio André Luiz chama atenção a essa questão no livro no mundo maior. Então ele coloca que o nosso cérebro, ele poderia ser dividido em 3 partes. Essas partes seriam é regiões do nosso cérebro aonde a nossa mente se manifesta, lembrando que a mente, ela não é uma estrutura produzida pelo cérebro.

Essa ideia de que a mente é produzida pelo cérebro é a ideia que a ciência tradicional materialista, acredita que a nossa mente é um produto do cérebro, é um epifenômeno do cérebro. Mas nós, espíritas, consideramos que a nossa mente é algo que está fora do corpo físico. Ela é um atributo do espírito, está ali encarnado daquela alma que está ali. Então ela não tem, ela não é produzida pelo corpo. Mas ela se manifesta através do nosso cérebro. O nosso cérebro é a grande ferramenta de manifestação do espírito para o corpo físico. E aí nessas 3 regiões ela tem manifestações específicas. São atividades dentro do nosso cérebro e aquele espírito vai estar manifestando.

Então ele coloca que o nosso cérebro. Ele é como se ele fosse um castelo de 3 andares. Por que que ele traz a ideia de um castelo, um castelo de 3 andares? Porque essas estruturas no cérebro, elas realmente elas estão uma sobre a outra. Então AA estrutura mais primitiva é a que está mais embaixo, a mais avançada é a que está mais em cima. Então é como se fosse um castelo, tem o primeiro, o segundo e o terceiro andar e as suas funções. São diferentes. Elas vão mudando de acordo com esses locais. O andar mais inferior, que é a parte mais baixa do nosso cérebro, é o que André Luiz chama de cérebro inicial, que corresponde ao que corresponde a nossa medula espinhal, que é essa porção que passa aqui, ó, traz dentro da nossa coluna.

Sai do nosso cérebro e passa por toda a nossa coluna, que é de onde que sai todos os nervos. Que vão para o nosso corpo. Então, essa é a medula espinhal e também faz parte desse cérebro inicial, o tronco cerebral. O tronco cerebral é a parte, vamos dizer assim, quando AA medula espinhal adentra a nossa caixa craniana, é a estrutura que vai estar ali em continuidade com aquilo que forma a medula espinhal. O tronco cerebral é a porção. É mais primária, mais primitiva do nosso cérebro. Ali a gente tem os centros que controlam todas as nossas funções fisiológicas básicas. Então, a respiração, o batimento cardíaco, o próprio controle do do ciclo, sono, vigília, tudo passa ali no tronco cerebral, o tronco cerebral, ele controla as funções viscerais.

Está tudo no tronco, o tronco, ele é a parte, vamos dizer assim, mais primitiva. E aonde a gente vai ter o que nós, né? Que a própria. Medicina e na própria neurociência identifica, né, todos os fenômenos automáticos, então todo o automatismo, né? Nas nossas funções fisiológicas pro nosso corpo funcionar, estão ali. Então, por exemplo, a gente não precisa pensar pra respirar, a gente simplesmente respira, a gente não precisa pensar pro coração, bateu, o coração bate, né? A gente não precisa pensar pra ter sono, pra acordar, são funções fisiológicas pra ter fome. São coisas que a gente simplesmente sente.

Por que? Porque é automático. Nosso organismo aprendeu a fazer aquilo automaticamente. Então são os automatismos. Eles estão ali. E o André Luiz coloca que toda essa estrutura é compreende o cérebro inicial, aonde é a sede dos automatismos, aonde está ligado também as áreas do cérebro que. Aonde a gente acumula as nossas memórias? Então André Luiz, ele coloca aqui, esse também é um setor importante, vingado as nossas memórias e também a tudo aquilo que a gente traz do passado, com todo o nosso vínculo, com o nosso passado, com tudo aquilo que nós já vivemos. Então, não só o automatismo, mas as memórias, todo o conteúdo do passado também está vinculado a esta região.

Que é o tronco cerebral mais a medula espinhal. André Luiz também fala para nós que no cérebro inicial está sede do nosso subconsciente. Ou seja, aquelas memórias espirituais que também ficam ali armazenadas, elas estão vinculadas, né? Elas são expressas nessa localidade. Depois nós vamos ter o cérebro. Intermediário, ou seja, é o segundo andar, é o primeiro andar. Cérebro inicial, segundo andar é o cérebro intermediário, que ele diz para nós que é o nosso córtex motor e que é o córtex motor. Córtex motor é toda aquela substância que reveste o nosso cérebro. E quando a gente olha aquela imagem, né?

Ou seja, na TV, na internet, que a gente vê a imagem de um cérebro, a gente vai ver aqueles Monte de estruturas. Tortuosas sinuosas ali, né, que compõem, né? A superfície do nosso cérebro, aquilo é o córtex motor, que que ele é. O que que é o córtex motor? Como o próprio nome diz, né? Ele é a parte do nosso cérebro responsável por todo o nosso movimento, por tudo aquilo pra por toda nossa interação com o mundo presente aqui, com aquilo que nós estamos vivendo. Então como é que a gente interage com o mundo? É com o cortex, motor, então os nossos. A os nossos nervos, né? Os nossos neurônios, eles chegam até a periferia, aonde os nossos sentidos estarão presentes.

Então, a nossa visão, AAO nosso tato, o olfato, o paladar de eles vão chegar na periferia, aonde a gente vai ter o contato com o mundo externo. E essa informação? Ela é processada toda no córtex motor, e aí esse processamento da informação gera as nossas ações, então o córtex motor. Ele vai servir para coordenar, para comandar todas as nossas atitudes presentes. André Luiz fala para nós, então, que o córtex motor ele é responsável pelo que? O que que manifesta da mente ali manifesta o esforço, a nossa vontade, o nosso desejo de fazer as coisas. Está tudo manifesto no córtex motor. E ali é a sede do nosso consciente.

Daquilo que nós somos agora, da nossa vontade de agir e de fazer. E, por fim, nós temos um terceiro andar, um andar superior. O andar que representa a nossa última estrutura cerebral que nós adquirimos ao longo do nosso processo de evolução, que são os nossos lobos frontais. É esse que tá bem aqui, ó, bem atrás da nossa testa, né? É o lobo frontal. Essa parte do nosso cérebro, ela é uma parte que realmente nos diferencia dos demais animais na natureza. Mesmo quando a gente pega, por exemplo, os primatas, né, que nós conhecemos o que que a gente vai ver, o que que faz nós, por exemplo, seres humanos ser diferente do primata?

É Oo nosso lobby frontal. O nosso lobby frontal, ele é muito mais desenvolvido do que os demais, é animais. Tanto que quando a gente pega a própria evolução da espécie, né, do homo sapiens. Quando a gente pega as espécies que antecederam o homo sapiens, como o australopitecos, o homo neandertalenses, né, que é o homem de neandertal, o que que eles diferenciavam essa região aqui do cérebro? Ela era uma região menor, a nossa própria caixa craniana. Quando a gente pega as ossadas lá, que o pessoal descobre lá, né? O. Os os antropólogos, né, que estudam isso, né? Paleontólogo, Ah, achou lá um osso, né, de uma ossada humana de 11 pessoa que era um homem de neandertal.

Como que é a caixa craniana dele? É diferente da nossa, porque? Porque essa região aqui é uma região bem menor, porque porque o lobo frontal era menos desenvolvido. Qual que foi o grande avanço que a gente vê no homo sapiens? É o desenvolvimento do lobo frontal. Isso fez a gente. Ser completamente diferente, né? Assumir essa postura mais ereta, desenvolver a fala, liberar as mãos para agir. Então isso foi um grande avanço do homo sapiens e é e a nossa estrutura mais superior do nosso cérebro. E André Luiz, ele destaca o ele fala o seguinte, olha, é ali nos lobos frontais, aonde é AA mente manifesta toda as suas metas, os seus.

Valores superiores, ideais de vida. Está tudo ali no lobo frontal. Ou seja, a parte mais nobre do nosso cérebro é aonde a gente vai ter o contato com a vida superior, com a vida Futura, com o mundo espiritual, com a nossa própria transcendência. O lobo frontal, ele tem uma importância muito grande, porque é essa área do cérebro aonde a gente vai processar todas essas informações, onde a mente manifesta essas informações. Esse é OC, é o terceiro andar. E que André Luiz coloca para nós que seria o nosso super consciente. Ou seja, é a porção também aonde a mente manifesta aquilo que ela tem de melhor.

Então isso forma esse chamado castelo de 3 andares, né? Então o andar inferior, que é o nosso tronco cerebral e é a nossa medula espinhal. Responsável, portanto, pelos automatismos, pelas memórias sede do nosso subconsciente. Temos o segundo andar córtex motor, responsável então pelo esforço, pela vontade, pelo nosso consciente. E temos os lobos frontais, que é a nossa estrutura mais elevada, né? O nosso cérebro superior, aonde é a sede das nossas metas ideais de vida. É os os valores superiores que nós alimentamos. Está tudo ali, manifesto nos lobos frontais, portanto, é muito. É importante que a gente compreenda essa dinâmica.

Por quê? Porque essa dinâmica, né, dessa do conhecimento desses, de como esse cérebro funciona. Ele vai nos auxiliar a entender o que acontece conosco. Então, quando a gente é, não tem. 11. Funcionamento adequado. Quando a nossa mente não consegue se expressar nesses 3 cérebros de uma maneira fluida, a gente acaba desenvolvendo algum problema. Então é importante que a mente se utilize dessas 3 partes. Dessas 3 partes, elas são igualmente importantes. Não existe uma parte mais importante que a outra. Ah, é, por exemplo. Se eu falo assim, olha, Ah, o lobo, o lobo frontal, ele é mais é evoluído. Então, se eu fixar minha mente no lobo frontal, eu não vou ter problema.

Ou eu vou ser uma pessoa avançada, uma pessoa evoluída moralmente, engano nosso. Se a gente fixar nossa mente no lobo frontal e esquecer o quarto, que os motores esquecer AO nosso cérebro primitivo, lá no tronco cerebral, na medula espinhal. O que que vai acontecer conosco? A gente vai viver uma vida de contemplação. A gente vai ficar lá, né? Simplesmente, né? Vivendo, né? Num contexto de de é de contemplação. Por exemplo, uma pessoa que fica ali simplesmente só em oração ou em prece é, ou simplesmente em meditação. E ela não faz nada. Ela precisa do quartex motor para tomar uma ação. Ela precisa.

É do córtex motor para manifestar sua vontade. Ela precisa, por exemplo, do seu, do seu cérebro primitivo para utilizar as experiências que ela já passou, aquilo que ela já viveu, aquilo que já aconteceu com ela, para que ela possa saber o que ela vai fazer no futuro. Porque as nossas experiências passadas, elas são importantes para nós, elas são essenciais para que a gente possa. Agir daqui para frente, não cometer os mesmos erros, aprender com aquilo que já aconteceu. Então a filmidez nesses 3, nessas 3 partes do cérebro, ela é importante? A mente precisa se manifestar nesses nessas 3 partes.

Claro que em determinado momento ela pode ficar mais fixa ou em determinado momento ela pode se intensificar num determinado ponto, mas ela não pode. Ter bloqueios pra passar por isso. Senão a gente adoece quando a gente pensa. No caso do Marcelo, que a gente discutiu na semana passada, o Marcelo era uma pessoa que havia é por conta dos erros do passado. Ele havia se fixado no cérebro intermediário e isso dificultava ele de fazer as coisas. E isso foi levando ele ao processo que. Culminou num adoecimento, numa encarnação em que ele era portador de uma epilepsia. No próximo programa, a gente vai conversar sobre casos que André Luiz nos traz para exemplificar para nós como que o funcionamento desse cérebro, quando ele não é adequado, ele pode levar a nós a um processo de adoecimento.

Então, convido a todos para o próximo programa estar aqui conosco. Pra gente refletir um pouco mais sobre esse assunto, tenhamos todos uma semana de muita luz e muita paz.