Capa do podcast Saúde, Espiritualidade e Você. Saúde, Espiritualidade e Você.

A cura das doenças e a espiritualidade maior - Dr. Ricardo Cavalcante

00:20:07
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Transcrição do episódio

Gerada automaticamente a partir do áudio. Pode conter imprecisões.

De que forma a prática espírita favorece a sua saúde física e mental? A web rádio memei apresenta saúde, espiritualidade e você? Bom dia meus queridos amigos, ouvintes da web rádio, memei. É uma enorme insatisfação estar aqui com vocês no programa saúde e espiritualidade. Você. Meu nome é Ricardo Cavalcante. Eu sou membro da associação médico espírita de Botucatu e nós nos encontramos aqui todos os domingos às 11:00 da manhã para fazermos reflexões a respeito da nossa saúde diante de uma ótica espírita. E para quem está chegando? Para as pessoas que começaram a nos acompanhar a partir de agora.

É possível também que aqueles que nos assistem, aqueles que nos acompanhem, nos enviem perguntas. Questionamentos a respeito de dúvidas, né? De questões que gostariam que nós discutíssemos, aquilo que nós trouxessemos para uma reflexão. O que que é a doutrina espírita? Como que ela enxerga, como que ela analisa certos fenômenos da nossa vida? Então eu convido a vocês. Que se tiverem dúvidas, se tiverem questionamentos, possam nos encaminhar. Como que funciona isso? Isso é encaminhado através do WhatsApp. Vou passar aqui para vocês o número para que vocês possam encaminhar as suas dúvidas e questionamentos.

O número então é 14998344781. Vou repetir 14 9. 98344781. Portanto, quem tiver dúvidas, questionamentos, enviem para nós, encaminhe a sua dúvida, encaminhe a sua questão e nós traremos aqui no programa para que a gente possa fazer essa reflexão e essa discussão. No dia de hoje nós iremos abordar uma questão que nos foi trazida algum tempo atrás na casa espírita. Uma pessoa que trouxe uma reflexão bastante interessante. Ela disse para nós o seguinte, partimos de um ponto EE. Isso que a esta pessoa colocou é realmente um ponto sabido e conhecido dentro da doutrina, espírito de que nós encarnados nosso mundo encarnado, ele é o reflexo do que é o mundo espiritual.

Ou seja, no mundo espiritual as coisas acontecem antes. Com tudo, o avançar do conhecimento humano, o avançar da humanidade. O primeiro ele se dá no mundo espiritual. Então as coisas são descobertas antes, lá pra depois serem trazidas. Conforme os espíritos vão encarnando, eles vão trazendo esse conhecimento. Há muitos espíritos que são missionários, eles vem com a tarefa. De agregar conhecimentos, são treinados, são preparados no mundo espiritual pra que quando eles reencarnam, eles tragam esse conhecimento e a humanidade possa evoluir, possa crescer e prosperar. É diante disso. Então esse é um ponto bastante interessante, um ponto bastante importante.

Então esse é um fato, a gente aprende isso na luta. Espírito é, a gente até brinca, né, que o mundo físico. Ele é uma cópia mal feita do mundo espiritual. Ou seja, né? O mundo espiritual é o melhor, é o mundo físico. Ele é um mundo e, vamos dizer assim, reflete muito no que a gente tem lá com esse pensamento, com esse raciocínio, essa pessoa fez o seguinte questionamento, puxa vida, se é assim no mundo espiritual, pode ser que eles já tenham o conhecimento, por exemplo, de tratamentos pra doenças. Que nós ainda não temos aqui, né? Ou seja, pode ser que a espiritualidade domine certos conhecimentos, né?

Possua certos conhecimentos que nos facilitariam muito e permitiriam com que a gente conseguisse tratar e curar uma quantidade grande de doenças. Nós não sabemos se eles sabem ou não, mas essa pessoa trouxe esse questionamento. Mas pode ser que saibam porque são mais avançados, tem mais conhecimento do que nós aqui encarnados. Então, se eles sabem, por que que não transmitem essa informação através da mediunidade de né? Muitos, quantos médiuns que a gente tem aí é, eles não poderiam trazer essa informação, revelar isso de maneira a ajudar a auxiliar a humanidade a vencer tantas enfermidades, tantas doenças que afligem uma quantidade muito grande, né?

Milhares, milhões de pessoas é que sofrem de doenças. A gente não conseguiria. É auxiliar as pessoas dessa forma. Pra responder essa questão eu trago aqui novamente uma pergunta que foi feita a Emanuel e que está lá no livro o consolador, porque essa pergunta ela já foi trazida em outros momentos, né? Já se pensou nessa questão? Puxa vida, a espiritualidade não poderia ajudar, não poderia é economizar o nosso tempo, EEO esforço e. Permitir com que esse Socorro com que esse auxílio trouxe fosse trazido a muitas pessoas. Então a gente vai encontrar isso lá na questão 101 do livro o consulador, uma obra que foi psicografada por Francisco Cândido Xavier e que foi ditada por Emanuel.

Que que é essa obra? Para quem não a conhece, então foram perguntas. Muitas questões que foram levantadas para Emanuel, dos mais variados e diversos assuntos. E Emanuel responde, né? Conforme cada uma dessas questões, então a questão 101, foi feita a seguinte pergunta pra Emanuel, por que não será permitida as entidades espirituais, a revelação dos processos de cura da lepra, do câncer e etcetera? Então, o primeiro parêntese que a gente tem que fazer aqui é que talvez na época que Emanuel recebeu essa pergunta, né, foi perguntada aqui a cura da lepra, né? Hoje? A lepra, que a gente não utiliza mais esse nome, a gente utiliza o nome hanseníase, até por uma questão de estigma que o nome lepra leva consigo.

É uma doença que foi muito estigmatizante na história da humanidade. Então hoje a gente utiliza o nome hanseníase e ela é uma doença curável. Hoje a gente tem tratamento pra lepra, né? Pra hanseníase, então é uma doença que é a gente faz, né? Todo o acompanhamento, tal todo o tratamento e a doença fica curada. Mas a gente sabe que existe uma enormidade de doenças que não são curáveis, né? Ele cita aí o câncer a gente hoje, né? Hoje em dia muitas, muitos tipos de câncer que são curáveis, né? A gente tem tratamento, embora nem todas as pessoas que são tratadas conseguem atingir a cura. Muitas pessoas não alcançam a cura e acabam desencarnando secundária aqui do câncer.

Mas isso é algo que já avançou. Se da época que essa pergunta foi feita para Emanuel, até agora avançou se. Mas a gente sabe que o câncer ainda é um grande desafio para a humanidade, porque ainda há um número muito grande de pessoas que desencarnam em decorrência de câncer. A gente tem, por exemplo, né? Doenças outras a gente tem, por exemplo, o próprio diabetes, a pressão alta, a hipertensão arterial, que são doenças que, a princípio não são doenças curáveis, são doenças crônicas. E que levam muitas pessoas a complicações e ao desencarne. A gente tem infecções como, por exemplo, infecção pelo HIV, que não tem cura.

Até os dias de hoje. A gente não tem nenhum tratamento efetivo que garanta cura pra todo mundo que tenha essa infecção. Então, assim, há muitas doenças no mundo que é realmente não tem ainda uma cura garantida, né? E obviamente isso leva 11 condição. É de fragilidade a 11 enormidade de pessoas. A pergunta que foi dirigida ao Emanuel é uma pergunta interessante, porque eles colocam o seguinte, por que que não é permitida as entidades espirituais? Revelar AO processo de cura, revelar como que a cura é alcançada? Vejam que interessante a pergunta, porque essa pergunta parte do pressuposto que a espiritualidade já sabe a cura.

E a pergunta que a gente faz é, será que já sabe a cura? Será que a espiritualidade terrena, né, já tem este domínio? Pode ser que sim, pode ser que não é. Mas a gente não tem certeza se realmente a espiritualidade já domina. Porque por mais que o mundo espiritual seja mais evoluído, seja mais adiantado do que nós aqui, que estamos encarnados, isso não significa. Que eles tenham respostas para tudo, que eles tenham o domínio de tudo. Muito pelo contrário, porque a gente tem que pensar que quem está no mundo espiritual são os mesmos espíritos que estão aqui encarnados. É claro que quando a gente está do lado de lá, há uma consciência mais desperta e certamente o conhecimento do lado de lá.

Ele é um conhecimento maior, muito maior do que nós temos aqui. Mas isso não significa que a gente tenha o domínio. De absolutamente tudo. Então, pode ser que eles não tenham o domínio de tudo para nos transmitir. Pode ser que tenham o domínio, mas por algum motivo, não nos transmita. E é isso o que Emanuel vai falar para nós na resposta a essa pergunta. Vamos ver o que que Emanuel responde para nós. Abre aspas. Respostas do Emanuel, antes de qualquer consideração, devemos examinar a lei das provações. E a necessidade de sua execução plena. Vamos examinar essa frase porque ela é muito importante.

Então ele diz assim que antes que ele responda qualquer coisa, a gente precisa examinar a lei das provações e a necessidade de sua execução plena. Por que que ele, Mano, tá dizendo isso? Porque ele tá querendo dizer pra nós o seguinte, olha, é as doenças. Elas têm um papel na nossa vida. Né? Por mais que elas aflijam o corpo, né? E tragam para nós, né, uma série de consequências, de ordem emocional e tal que elas têm um papel para nós como espíritos. Não é por um acaso que a gente está doente. A espiritualidade. Para ela poder garantir que todo mundo fique curado, né? A gente teria que talvez estar numa faixa evolutiva.

E que a gente não precisasse mais das doenças e que a gente não tivesse mais necessidade de vivenciar essa questão. E aí seria muito fácil. A doença aparece, tem um tratamento ali que vai lá e cura e resolve o problema. E a gente não ter grandes dificuldades com as doenças. Será que nós estamos nessa faixa etária? Porque ele coloca, olha, vamos examinar a lei das provações e a necessidade do seu cumprimento. Ou seja. Há doenças que nós precisamos vivenciá las para o nosso aprendizado, para o nosso crescimento. Elas fazem parte do nosso processo de evolução espiritual. Não que nós não devamos, como a gente já comentou aqui, não que nós não devamos nos esforçar e nos dedicar a vencê las.

Mas se elas não existissem ou se elas fossem muito fáceis de serem tratadas, elas não provocariam certas mobilizações, especialmente mobilizações. Íntimas da nossa parte, mobilização de sentimentos, de pensamentos. E isso não promoveria transformação. Então, o fato da gente ter que lidar com doenças graves, com doenças incuráveis, com doenças que geram é danos ou fragilidades físicas importantes, faz com que a gente se mobilize mais intimamente. E aí há um papel muito importante. Que a doença tem na nossa vida. Então, será que é interessante que mesmo a espiritualidade, sabendo o processo de cura, isso seja transmitido pra nós?

Será que perante as leis divinas isso estaria adequado para o nosso estágio evolutivo em que nós nos encontramos? Talvez não. Talvez. A gente precisa ainda vivenciar essas doenças e é por isso que elas estão aí. E um outro fato, né? É preciso também que nós encarnados, né? Desenvolvamos também as nossas capacidades para enfrentar essas doenças, né? Tenhamos também esse papel como coletividade, como humanidade de nos reunirmos. Porque, vejam bem, essa é uma reflexão interessante. A gente viveu isso durante a pandemia da COVID-19, quando? Você tem uma pandemia, por exemplo. Você vê um mundo se mobilizar diante de uma doença, governos se mobilizarem diante de uma doença, de esforços, de recursos, e talvez isso traga uma mobilização global para um fim comum.

E que a gente consiga fazer isso ao invés, por exemplo, de investir em guerra, violência, em condições que só levam, né? Prejuízo à vida das pessoas. Então, tudo isso tem um sentido de ser. E não é por um acaso que as doenças estão aí e as curas podem ser difíceis de ser encontradas, continua Emanuel. Aqui pra gente, na própria natureza da Terra e na organização de fluidos inerentes ao planeta residem todos esses recursos, até hoje inaprendidos pela ciência dos homens. Jesus curava os leprosos com a simples imposição de suas mãos. Vejam bem o que que ele está dizendo que olha? Tudo que a gente precisa para cura está aqui.

A questão é que nós ainda não conhecemos, não temos o domínio, não temos ainda, não aprendemos ainda como lidar com todos esses recursos que a própria natureza terrena oferece para nós. Mas há quem saiba, Jesus sabia fazer isso pela sua grandeza, pela sua evolução espiritual, e ele conseguia promover a cura, como promoveu curas incríveis que até hoje a medicina ainda não consegue fazer dessa mesma forma. Continua em Marco, o plano espiritual não pode quebrar o ritmo das leis do esforço próprio. Como a direção de uma escola não pode decifrar os problemas relativos à evolução de seus discípulos, isso cai bem dentro daquilo que nós comentamos.

Ou seja, né? Se para nós viver o processo do adoecimento ainda é importante para o nosso aprendizado, então não é interessante que a espiritualidade resolva esse problema, assim como na escola. Se você dá um problema lá, uma questão para o aluno resolver, ele precisa saber resolver aquela questão para que ele possa ir adiante nos seus anos escolares. Ele precisa que ele não adianta o professor ir lá e responder por ele, ele precisa aprender a responder. É a mesma coisa fazendo essa analogia que o Emanuel nos coloca aqui, continua ele. Além de tudo, a doença incurável traz consigo profundos benefícios.

Vejam bem. O que seria das criaturas terrestres sem as Moléstias dolorosas que eles apodrecem? A vaidade? Até onde poderiam ir o orgulho e o personalismo do espírito humano sem a constante ameaça de uma carne frágil e atormentada? Essa colocação do emano ela é enfática. Ou seja, se não fosse a doença, talvez o nosso comportamento fosse muito pior. Vejam bem. Hoje nós conhecemos uma série de fatores de risco para certas doenças. Vou pegar uma doença comum, como por exemplo, o infarto, né? As as doenças é cardiovasculares, né? Doença coronariana, OAVC, doenças que são bastante comuns na população.

A gente sabe que tem uma série de fatores de risco. Olha, sedentarismo aumenta risco o tabagismo, fumar aumenta risco. É alimentação inadequada, então isso aqui come uma comida muito gordurosa, por exemplo, é estresse, aumenta risco, então a gente sabe que tem uma série de condições que aumenta risco. Então imagine, né, que mesmo sabendo de tudo isso, há muitas pessoas que apresentam todos esses fatores e tá tudo certo, né? E elas não, não, não se mobilizam pra isso, então elas continuam sendo sedentárias, elas continuam fumando. Elas continuam tendo uma alimentação inadequada, vivendo sobre questões de estresse, não controla a pressão, não trata o direito de diabetes, mesmo sabendo que isso pode levar a um problema.

Vejam, mesmo sabendo que pode levar a um problema, elas continuam agindo assim. Então imagina se isso não levasse a problema algum ou se levasse o problema? Era facilmente resolvido. Será tão que elas iriam se mobilizar? Então, mesmo sabendo que vai levar, já não há mobilização. Imagine o contrário. É isso que o major está nos dizendo. Veja, né? Se a gente já tem a dificuldade de se mobilizar desse jeito, imagine se a doença não tivesse. Então, a doença ela ainda é necessária, né? Para mostrar que ela ainda é necessária, nós vivenciarmos esse contexto e, para finalizar, ele diz o seguinte. Observamos as dádivas de Deus no terreno das grandes descobertas, mobilizadas para a guerra de serminho e contemplamos com simpatia os hospitais isolados e escuros, onde tantas vezes a alma humana se recolhe para as necessárias meditações.

Vejam, viver esse processo do adoecimento. Ele é, neste momento, um ponto muito importante para nós. Para quem quiser também uma visão interessante sobre isso, eu recomendo lá no capítulo 5 do evangelho, o segundo espiritismo bem aventurados os Aflitos. Lá no, na parte das instruções dos espíritos, Kardec coloca uma mensagem que se chama o mal e o remédio, que fala diretamente sobre essa questão da necessidade que nós temos ainda. De experimentar essas situações difíceis, essas vicissitudes da vida, como uma forma de nós repararmos aquilo que nós temos de errado dentro de nós como uma ferramenta de transformação.

Então é muito importante que a gente considere. Eu recomendo que quem tiver interesse leia esta missa. Esta é a reflexão dessa da nossa semana. Espero que todos tenham a semana de muita luz, de muita paz e de muitas bênçãos. Muito obrigado.