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A questão sexual e a nossa saúde - parte 1 - Dr. Ricardo de Souza Cavalcante

00:19:38
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Transcrição do episódio

Gerada automaticamente a partir do áudio. Pode conter imprecisões.

De que forma a prática espírita favorece a sua saúde física e mental? A web rádio memei apresenta saúde, espiritualidade e você? Bom dia meus queridos ouvintes, internautas que nos acompanham aqui na web rádio memei. É uma enorme satisfação estar com vocês aqui no programa saúde e espiritualidade. Você meu nome é Ricardo Cavalcante. Eu sou o membro da associação médico espírita de Botucatu e nós estamos hoje iniciando uma nova série de programas em que nós estaremos tratando sobre um assunto muito relevante para as nossas vidas, para nossa sociedade atual. Que é a questão sexual. Existem muitos problemas relacionados a nossa saúde física, a nossa saúde mental, a nossa saúde espiritual que estão diretamente relacionados às questões sexuais, a forma como nós lidamos com.

Esse aspecto com essa energia, com essa potencialidade da alma que é o sexo. E nesses próximos programas nós estaríamos conversando sobre essa questão, entendendo como que isso funciona e por que que isso está gerando problemas pra nossa vida, problemas orgânicos, físicos, problemas mentais, problemas espirituais. Como a doutrina espírita nos oferece recursos para que a gente possa lidar com essa questão de uma maneira mais equilibrada, um assunto bastante relevante, até porque na sociedade que nós vivemos hoje existe muita discussão a respeito da questão sexual, principalmente pela apologia a uma Liberdade sexual.

As pessoas poderem. Praticar o sexo de uma maneira livre, sem qualquer tipo de compromisso, sem qualquer tipo de responsabilidade. E como que a doutrina espírita enxerga isso diferente do que a gente observa nas demais religiões, em que muitas vezes entendem que a prática do sexo deve se restringir exclusivamente? Para as pessoas que desejam a reprodução, não é desta maneira que a doutrina espírita enxerga essa questão. A doutrina traz uma visão bastante ampla e bastante importante sobre a questão sexual e que todos nós precisamos refletir sobre ela. O primeiro ponto que eu gostaria de trazer aqui a todos vocês e que quem nos fornece isso?

É Emanuel, numa mensagem muito bonita, psicografada por Francisco Cândido Xavier, que está no livro encontro marcado, é de que todos os problemas que envolvem a questão sexual, nós jamais devemos ter um olhar crítico ou um olhar discriminador sobre as pessoas que sofrem. Qualquer tipo de problema que envolve a questão sexual. E aí eu trago pra vocês, uma mensagem, né? Um trecho dessa mensagem de Emanuel em que ele diz o seguinte, pra todos nós em matéria de sexo, com raras exceções. Vejam bem, em matéria de sexo, com raras exceções, todos trazemos heranças. Dolorosas de existências passadas, dívidas a resgatar e problemas a resolver.

Então, aqui, Emanuel já deixa claro que todos nós, com raras exceções, somos pessoas que trazemos do passado grandes problemas relacionados à questão sexual e que temos que resolver, seja nessa existência, seja nas existências seguintes. Mas que todos nós temos um telhado de vidro. Então, a gente parte do princípio que nós não temos condição moral para julgar ninguém, para julgar o comportamento de ninguém. E esse é o princípio que vai nos nortear em toda a nossa reflexão ao longo desses programas. Nós não estamos aqui para fazer julgamento de ninguém. Para condenar ninguém, nem apontar a atitude de ninguém.

O que nós estaremos fazendo aqui é uma reflexão, porque a doutrina espírita, ela tem como propósito formar livres pensadores. Kardec, quando codifica a doutrina, ele não codifica uma doutrina dogmática em que as pessoas têm que aceitar aquilo a qualquer custo. Pela imposição? Não. A doutrina espírita Kardec a codificou como uma doutrina que nos ensina a pensar, que nos ensina a refletir e que cada um precisa fazer esse movimento íntimo de reflexão para assimilar aquilo que lhe é útil para o seu dia a dia, para o seu comportamento, para definir as suas ações. E que, portanto, nós estaremos aqui refletindo e para as pessoas, que nós enxergarmos nelas um comportamento relacionado a questão sexual e que nós considerarmos que aquele comportamento possa ser inadequado, possa não estar de acordo com as leis divinas, que aquela pessoa possa estar agindo de uma maneira é equivocada em relação.

A questão sexual nós devemos sempre agir com misericórdia, acolhendo, amparando, auxiliando, instruindo e jamais condenando, criticando, julgando a pessoa, porque todos nós trazemos do passado. Então, se nessa presente existência a gente possa guardar uma aparente, um aparente controle, um aparente equilíbrio. Em relação à questão sexual, não nos enganemos porque do passado nós certamente trazemos importantes comprometimentos nessa área. Vejam bem, a questão sexual, ela está na gênese de muitos dos nossos problemas e isso não é nem a espiritualidade maior através das revelações espíritas que nos trazem isso, o próprio Freud.

Que é considerado um Marco na história da medicina, da psiquiatria, da saúde mental, que desenvolveu a psicanálise. O próprio Freud entendia que a questão sexual estava na gênese de muitos dos nossos problemas. E a gente precisa refletir sobre isso, porque realmente isso se apresenta dessa forma. A gente muitas das nossas ações, dos comportamentos equivocados. Terão relação com o impulso sexual e com o nosso comportamento. Diante disso, para este primeiro programa, nós procuraremos entender um pouco o estágio evolutivo que nós nos encontramos como espíritos encarnados aqui no planeta, para entender o nosso comportamento e para isso.

AO primeiro ponto é nós entendermos que nós, seres humanos, nós vivemos num momento de transição, transição entre a animalidade e a angelitude, então nós, seres humanos, não somos o fim de um processo de evolução, embora no planeta Terra, especialmente na. No seu plano físico, vamos assim dizer, nós possamos representar a maior evolução da vida das espécies vivas nesse planeta, porque nós, seres humanos, fomos a última espécie a surgir neste planeta, neste corpo, para albergar uma alma, um princípio inteligente que conseguiu desenvolver consigo a razão. O livre arbítrio, o senso moral. Mas nós ainda estamos numa fase de transição.

Esse não é o nosso Ponto Final. Como espíritos, nós ainda temos muito que avançar, mas durante esse nosso processo de evolução, em que nós caminhamos ao longo desse planeta, em inúmeras e inúmeras reencarnações. Biologicamente, então, nos 2 planos, isso foi acontecendo? Foi acontecendo no plano físico. Biologicamente, com o corpo, foi acontecendo no mundo espiritual, com o princípio inteligente, com o perispírito que foi desenvolvendo ao longo desse tempo, nós desenvolvemos uma potencialidade que é o sexo. Ele é uma potencialidade da alma que nos dá um impulso sexual. Ou seja, nós temos. Esse comportamento de agir pelo impulso sexual, que é um comportamento, a princípio controlado pelo instinto.

Dentro do nosso processo de evolução, instintivamente a gente agia pelo impulso sexual. E também no nosso processo evolutivo. Nós desenvolvemos uma capacidade de ter de sentir prazer nas relações sexuais. Isso é extremamente importante porque sem um impulso sexual e sem o prazer nas relações sexuais, a vida no planeta Terra, principalmente, essa vida mais elaborada, né? Dos seres que são multicelulares como nós, né? De seres que conseguem juntar ali, né um, vamos dizer assim, a carga genética de indivíduos diferentes, no caso, o indivíduo masculino e o feminino. Para que isso pudesse acontecer e a vida pudesse se diversificar no planeta e sobreviver a todas as adversidades que possam acontecer no planeta Terra.

O desenvolvimento dessa questão sexual Ela Foi muito importante porque ela permitiu com que com que os seres vivos. Então isso a gente vai encontrar em muitos animais não é exclusivo de nós seres humanos, mas em muitos animais a busca pelo parceiro sexual. Para ter a relação, uma relação que gera prazer e que tinha na natureza o propósito da reprodução. Então ela surge com esse propósito. Então nós trazemos isso conosco. Porém, nesse período em que nós ainda estávamos na fase é animal, vamos dizer assim, o instinto é que nos comandava por completo. Porém, a partir do momento em que nós adentramos a condição humana, nós passamos a ter a razão, a razão passamos a ter livre arbítrio e a possibilidade de escolha das nossas ações.

E aí já não era mais somente o instinto, embora o instinto ainda seja muito presente nas nossas vidas. Mas nós temos uma possibilidade de escolha e a partir do momento que a gente tem uma possibilidade de escolha, nós passamos a ter responsabilidade. Sobre os nossos atos, sobre as nossas ações. E aí a nossa escolha diante do nosso comportamento, das nossas atitudes ligadas à questão sexual, elas passam a ter uma importância muito grande. E aí passa se a nossa própria consciência a exigir de nós que nós possamos agir em relação à questão sexual de uma maneira equilibrada e não agir. Simplesmente comandado pelo instinto, simplesmente comandado pelas vontades para atender os prazeres terrenos.

Então é importante que a gente entenda isso, porque nós estamos nessa fase de transição e é por isso que os nossos comportamentos muitas vezes são inadequados em relação à questão sexual, principalmente os do passado, ainda que na atualidade. Muita consciência se pode ter a respeito disso, como a própria que a doutrina espírita nos permite desenvolver. Mas no passado, o comportamento sexual era completamente inadequado da nossa parte, quantas atitudes equivocadas nós não tomamos? E na presente existência, na atualidade que nós vivemos, o que nós identificamos é que ainda há um número muito grande de pessoas que agem em relação a essa questão.

Também de maneira equivocada, agem entendendo que o sexo ele pode ser praticado a ao bel prazer, vamos dizer assim, simplesmente para atender os prazeres terrenos e não como uma potencialidade da alma, não como um ato que nos coloca numa permuta importante de energias. Quando há entre os parceiros sexuais um sentimento, quando há amor entre essas pessoas e que aí sim aquela relação passa a ter o sentido e passa a exercer a sua verdadeira função de ligação, de união entre aquelas pessoas e não apenas a saciedade, de um prazer momentâneo. Que se esgota em breve, assim que a relação termina. Portanto, é muito importante que a gente compreenda esse estágio que nós nos encontramos e que a gente entenda que isso, se nós não agirmos de uma maneira adequada, de uma maneira consciente, nós poderíamos estar nos comprometendo espiritualmente com a nossa consciência que nos vai cobrar.

Mas ao mesmo tempo, também com aquelas pessoas a quem nós podemos prejudicar, porque muitas vezes as nossas ações relacionadas a questão sexual, nós achamos que a outra pessoa não sofreu nada com aquilo, não teve nenhum impacto com aquilo, mas muitas vezes tem impactos muito profundos, dores muitos, muito profundas. E que podem gerar marcas na alma dessas pessoas. E que nós fomos os responsáveis por gerar aquilo. Então, é muito importante que a gente reflita sobre essa questão. Esse será o tema que nós estaremos discutindo nos próximos programas. Nós traremos aqui casos que são trazidos na literatura espírita, casos da nossa experiência profissional para entender os problemas.

Que um comportamento inadequado em relação à questão sexual pode nos trazer. Lembrando que para a Dutra espírita a vivência do ato sexual, ela é algo sublime. Não há nada de errado nisso e que não é restrito apenas as pessoas que querem se reproduzir, querem ter filhos, mas que ele pode ser vivenciado. Banhado pelo amor norteado pelo amor que vai guiá lo e que vai permitir essa permuta de recursos que fortalecem aquele aqueles parceiros sexuais dentro de uma relação emotiva salutar e, portanto, nós temos que ter essa consciência para saber como nós devemos agir, lembrando sempre que. Se não agimos até então desta forma, ou se vemos outro agindo de uma maneira diferente, nós não devemos nem nos condenar, nem nos julgar e nem condenar ou julgar o próximo, entendendo que o caminho nosso AA trilha evolutiva nossa, ela não é um caminho fácil e que nós tropeçaremos muitas vezes que nós teremos dificuldades no caminho.

E que muitas vezes as nossas ações serão completamente equivocadas, mesmo tendo consciência daquilo. Mas ter a consciência é um primeiro caminho pra gente tentar mudar isso. Nunca é tarde pra nossa evolução. E nós a qualquer momento podemos escolher um novo caminho para agir com responsabilidade, para agir com consciência e procurar. Não angariar novas dívidas diante de nós mesmos e diante do próximo. Mas é procurarmos agir de uma maneira mais equilibrada. Fica aqui essa primeira mensagem para esta semana para nossa reflexão e convido a todos para os próximos programas que nos acompanhem dentro de toda essa discussão que nós estaremos trazendo aqui para.

Compreendermos melhor esse aspeto e melhorar as nossas ações. Que Jesus nos abençoe. Que tenhamos uma semana de muita luz e de muita paz.