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A questão sexual e a nossa saúde parte 2 Dr. Ricardo de Souza

00:20:13
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Transcrição do episódio

Gerada automaticamente a partir do áudio. Pode conter imprecisões.

De que forma a prática espírita favorece a sua saúde física e mental? A web rádio MEI MEI apresenta saúde, espiritualidade e você? Bom dia, meus queridos ouvintes, internautas que nos acompanham aqui na web. Rádio MEI MEI. É uma enorme insatisfação estar com vocês no programa saúde espiritualidade. Você meu nome é Ricardo Cavalcante. Eu sou membro da associação médico espírita de Botucatu e hoje nós estaremos dando continuidade a nossa série de programas em que nós estamos refletindo sobre algumas questões relacionada ao aspecto sexual para aqueles que estão chegando aqui pela primeira vez. Importante nós compreendermos.

De que? O nosso comportamento sexual ele tem uma relação direta com a nossa saúde e é muito importante que a gente compreenda como que isso funciona. E a doutrina espírita traz para nós uma série de informações que nos auxiliam a lidar com as questões relacionadas a nossa sexualidade. E nos permitem, desta forma, agir de maneira equilibrada e trazer para nós um estado melhor de saúde um ponto importante para nós pensarmos sobre essa questão sexual. É. Que todo esse estímulo sexual que nós apresentamos, o impulso sexual, todo o estímulo que nos conduz a vivenciar. AO ato sexual em si, ele é um fenômeno que acontece no nosso cérebro.

Muitas pessoas acreditam que isso tem a ver com os nossos órgãos sexuais, seja eles masculinos ou femininos. Porém, não é lá que está o impulso sexual. O impulso está no nosso cérebro, é. Nele. Que nós encontramos as estruturas? Que foram organizadas ao longo do nosso processo de evolução e elas estão localizadas numa região chamada de diencéfalo, especialmente no hipotálamo. Esse é o nome da região cerebral aonde esses estímulos são construídos e geram as ações dos animais nossas em relação ao impulso sexual, é claro que. Nós estamos aqui considerando e partindo do ponto. De que esses? Estímulos são direcionados ao corpo físico, pelo espírito, por nós, na nossa essência, como princípio inteligente, como dono das nossas emoções, dos nossos sentimentos, dos nossos pensamentos, é que vamos estimular estas áreas cerebrais para que elas possam ser ativadas.

E que o nosso organismo físico responda de acordo com a nossa. É o nosso impulso, o nosso desejo, a nossa vontade íntima que trazemos na nossa alma. E esse é o primeiro ponto que eu queria comentar aqui e destacar com vocês, porque muitas pessoas pensam. Que. Por nós estarmos aqui encarnados, né, estarmos neste corpo físico, o impulso sexual. Vem do corpo, o corpo é que comanda isso. O corpo ele. Tem uma série de reações, mas quem está comandando este corpo é o espírito, é a alma. Ela é que comanda o corpo. E, portanto, aquela história de que a carne é fraca, o indivíduo não consegue controlar.

Na verdade, não é que a carne é fraca, é o espírito mesmo que é fraco, a alma que é fraca, que não consegue se controlar. E aí dá permissividade para que o corpo assuma o comando, que é da alma, que é do espírito. Então, isso parte sempre da nossa intimidade. Portanto, é necessário que nós eduquemos o espírito, a alma, para que a gente possa agir, nos comportarmos de uma maneira adequada em relação à questão sexual, nos animais, nos demais seres. Vivem na natureza esse impulso sexual. Ele é todo comandado pelo instinto, como nós já comentamos no programa passado e em nós, seres humanos, ele é comandado pela nossa razão, ou seja, nós temos um livre arbítrio.

Nós temos um senso moral que nos permite escolher, nos permite. Ter a opção de escolha os animais, eles não tem opção de escolha. Eles agem impulsivamente instintivamente. Porque é? O que a natureza lhes oferece? Eles não tem uma escolha. Nós, seres humanos, temos uma escolha. Então, portanto, nós podemos controlar os nossos impulsos. Nós temos como controlar como comandar esses impulsos? Como dirigir esses impulsos de uma maneira educada? De uma maneira equilibrada, de uma maneira responsável, existe 111 ideia, que é uma ideia muito difundida, principalmente no meio religioso de. Que. O sexo deveria ser algo utilizado apenas para a reprodução, realmente, na natureza, o sexo tem essa função.

Essa é uma função inegável. Não fosse o sexo, não seria possível o encontro de ganetas de células que são diferentes geneticamente delas se encontrarem poderem produzir um novo ser que geneticamente é diferente dos seus pais. Isso pra evolução das espécies no planeta foi fundamental porque antes de existir esta troca de material genético. Os seres vivos, eles se multiplicavam por divisão binária, ou seja, era aquela célula única que ela se dividia e formava uma outra célula igualzinha a ela, geneticamente igual isso pra natureza. É muito ruim você ficar formando indivíduos iguais por. Quê? Porque a partir do momento que você forma indivíduos iguais, se você tiver 11, único fator que é capaz de destruir um indivíduo desse, ele pode destruir todos os outros, todos os outros.

Tem a mesma suscetibilidade. Agora, quando você começa a produzir seres diferentes, isso permite com que essa, essa variedade, essa diversidade da vida, ela facilita com que a vida se mantenha no planeta. E é por isso que essa função ela surge ao longo da evolução. Então, sim, o sexo tem esta função. Porém, não tem apenas esta função o sexo, ele também. É uma maneira de nós expressarmos o nosso amor, o Nosso Sentimento que nós temos por uma outra pessoa. Então, quando um casal, né? Estabelece entre si um sentimento de amor, de união, de responsabilidade, o sexo. Ele pode ser uma das expressões que permite com que esses indivíduos façam uma permuta de energias sexuais.

Então ele tem essa função, o sexo, ele não está restrito apenas à reprodução e é muito importante que a gente entenda isso. Por quê? Porque. Como eu disse a vocês, existe uma ideia trazida por algumas doutrinas religiosas. Que. Colocam o sexo como se ele fosse algo pecaminoso, como se viver a sexualidade fosse um problema para o indivíduo. Ele só pode utilizar para reprodução. E. Ele deve se castrar diante dos seus impulsos e das suas vontades. A doutrina espírita traz uma visão diferente para nós. Nós vamos utilizar, sim, o sexo para reprodução, mas é importante que a gente também vivencie ele, porque este impulso está presente em nós.

Nós precisamos experimentá lo, precisamos vivenciá lo, mas. Isso precisa ser feito com responsabilidade, com equilíbrio e, principalmente, com amor. Sem o amor, o sexo estará entregue a uma a uma, vamos dizer assim, a uma avalanche de sensações que não vão trazer para nós a saciedade, para a alma. Ela pode trazer uma saciedade momentânea para o corpo, mas ela não preenche a alma. Quando você tem um casal que pratica o sexo, que vivencia o sexo mantendo o amor, o respeito, o carinho entre o casal, o que acontece? Acontece uma permuta de energias durante o ato sexual, né? Durante toda. Todo o momento que envolve a relação sexual, aquele casal, eles estão permutando.

Eles estão trocando energias sexuais, energias que são próprias do espírito e que estão passando de um pra outro. Isso estabelece um sentimento de união muito forte entre o casal. É uma das maneiras de nós expressarmos o amor e isso faz com que um alimente o outro. E aí aquele ato sexual que fisiologicamente é pontual, vamos dizer assim, ele, ele acontece num momento que dura um período curto, pode durar segundos, pode durar minutos. Mas é um o ato sexual ele é, ele é um. Ele é um instante curto, mas a sensação, o prazer. Quando existe amor, quando existe esse respeito, o prazer gerado por aquela relação.

Ele é duradouro, ele dura bastante tempo. Por que? Porque o amor vai gerar isso lá no nosso cérebro. O que que o amor vai fazer, ele vai fazer. Com. Que a liberação de endorfina, que é um neurotransmissor e uma substância que tá lá no nosso cérebro, que está relacionado a sensação de prazer não só em relação ao ato sexual, mas tudo na vida que gera prazer, é porque nós estamos liberando endorfina. E quando se tem o ato sexual também a liberação de endorfina. Mas quando não tem amor, aquela liberação de endorfina, ela é curtinha, libera um pouco, daí 10 minutos passou, não tem mais endorfina. Agora, quando tem o amor presente AE, essa produção de endorfina, ela dura por bastante tempo e por isso ela permite com que aquele sentimento de união do casal, ele se ele, se ele permaneça, ele se torne duradouro.

Por isso. Que uma das grandes missões que trazem para nós a doutrina espírita é justamente a necessidade. De que? Para OA vivência sexual, é extremamente importante que haja um sentimento, que haja amor envolvido, portanto, aquela ideia. De que? A pessoa poderia ter, né? Uma Liberdade sexual no sentido de que Ah, eu posso sair por aí. Eu posso sair tendo relação com qualquer pessoa. É, eu não preciso ter compromisso com ninguém, eu não preciso me envolver com pessoa nenhuma. Eu só vou ter a relação para ter o prazer daquele momento. Essa escolha, a doutrina espírita nos mostra que ela é danosa para nós.

Ela vai gerar problemas. Problemas porque? Porque eu gasto a minha energia sexual, mas eu não reponho ela. Eu não tenho com quem trocar. Se eu não tenho sentimento por aquela pessoa com a qual eu estou tendo relação. Aquela energia é dissipada, não há outra para repor. E aí aquilo vai gerando um vazio na nossa intimidade, vai gerando uma sensação de que a gente precisa se saciar com alguma coisa. E aquela saciedade não chega? Por quê? Porque nós estamos buscando a saciedade no corpo. Só que a saciedade, que realmente nós nos preenche aquilo que realmente nos completa intimamente, está na alma.

Não tá no corpo. Por isso que precisa do amor. Por isso que precisa do sentimento. Sem esse sentimento a gente não consegue. Estabelecer numa relação sexual uma troca adequada de energias. Então vem aí a primeira recomendação que a doutrina espírita nos faz. De que? Nós não temos nenhum impedimento em vivenciar a sexualidade. Nós não estamos aqui ainda. Vamos discutir mais adiante a questão da orientação sexual, da identidade de gênero. Isso, mais adiante, nós vamos discutir. Mas, independentemente disso, a viver a sexualidade, ela acima de tudo, ela exige de nós o amor, o respeito, a o entregar se ao outro de uma maneira verdadeira, para que haja essa permuta de energias que nos abasteça a alma.

E passa daquela relação um ato que vai contribuir para o nosso bem-estar emocional, para o nosso bem-estar físico. Isso é muito importante. A gente precisa sempre se lembrar disso, principalmente as pessoas jovens e principalmente o adolescente, que está numa fase da vida que traz consigo um impulso, uma vontade, um impulso sexual muito forte. E que tem a vontade de sair tendo relação com todo mundo. E. Nos valores pelos quais tem sido alimentados na sociedade atual, dá a impressão que está tudo certo, né? Eu posso sair por aí tendo esse, né? Vivendo essa experiência, mas ela não é salutar. A doutrina nos mostra que há uma série de consequências graves, emocionais e fisiológicas para as pessoas que vivenciam isso, para as pessoas que.

Praticam o ato sexual como se ele fosse 111. Ato simples e simplesmente pra trazer um prazer que é momentâneo, que é curtinho, que não dura nada. Então fica aqui esta mensagem pra nossa reflexão pra que a gente possa né? Nas nossas atitudes sempre se recordar da necessidade que nós temos. De ter conosco o amor como o grande Leme que nos conduz nas nas, vamos dizer assim, nas na forma como nós vamos lidar com a nossa sexualidade, com o nosso impulso sexual. Porque ele é natural de todos nós. Raríssimas pessoas encarnadas não terão um impulso sexual. Ou não terão essa necessidade, porque essas energias já foram desviadas para outros aspectos da vida, como acontece com o nosso processo de envelhecimento.

E às vezes as pessoas não se dão conta disso. Mas é natural que o impulso sexual, né? A vontade de ter a relação sexual, ele é muito maior quanto mais jovem a gente é. Então ele vai. Eclodir lá na no período da adolescência, vai da idade adulta, a gente vai ter isso. Depois, com o tempo, conforme a gente vai envelhecendo, isso vai diminuindo e a gente vai substituindo aquela necessidade do impulso sexual. Mas a energia sexual, ela ela continua na alma, no espírito, mas ela vai ser desviada para outros aspectos. Ela muitas vezes é desviada para as artes, para as forças criativas que nós trazemos na alma, para a própria religião.

Então é importante que a gente compreenda isso. E que naturalmente, esse processo vá acontecendo para que a gente aja de uma maneira equilibrada e não force uma situação para que nem pela castração, que não é salutar para nós emocionalmente e nem pelo abuso, pelo exagero, que também não é salutar para nós o equilíbrio, ponto do equilíbrio. Ele é muito importante para que a gente possa agir de uma maneira adequada diante é de toda essa questão, para que a gente não leve, então a esse esgotamento de energias e compreendendo, tirando de nós aquele peso de que se eu tenho uma relação sexual, eu estou cometendo um pecado, estou cometendo um delito diante de Deus.

Pelo contrário, Deus não iria criar. O permitir que neste planeta, né? Existisse essa condição que é da natureza, que está na natureza, e que ela pudesse ser prejudicial a nós. Pelo contrário, né? Ela é boa em todos os seus aspectos, seja no aspecto da reprodução, seja no aspecto de permitir com. Que. 2 Almas possam se unir de uma maneira. É efetiva de uma maneira integrada através do amor, expressando o amor pela relação sexual. Então não há nenhum problema nisso. Não há nenhum é demérito neste comportamento. O demérito está AO problema. Aparece quando se abusa das questões sexuais, especialmente para as pessoas que vivenciam o sexo sem estar regado.

Com o amor, que Jesus nos abençoe. Que possamos refletir esta semana sobre essas questões e no próximo programa nós estaremos de volta aqui, continuando esta temática e trazendo casos que são relatados para nós, seja na nossa vivência prática, seja através da psicografia, na doutrina espírita. Nós vamos encontrar isso para que a gente possa compreender bem. Essas questões relacionadas à sexualidade, uma boa semana a todos.