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A questão sexual e a nossa saúde - parte 6 Dr. Ricardo Cavalcante

00:20:20
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Transcrição do episódio

Gerada automaticamente a partir do áudio. Pode conter imprecisões.

De que forma a prática espírita favorece a sua saúde física e mental? A web rádio MEI MEI apresenta saúde, espiritualidade e você, bom? Dia meus queridos amigos, ouvintes e internautas da web rádio minei. É uma enorme Alegria estar aqui com vocês no programa saúde espiritualidade. E você? Meu nome é Ricardo Cavalcanti. Eu sou membro da associação médico espírita de Botucatu. Todos os domingos às 11:00 nós nos encontramos aqui através dessa mídia para refletirmos um pouco sobre estas questões da nossa saúde. Sob uma ótica espírita, como que a doutrina espírita observa, interpreta, entende. Os fenômenos envolvem a nossa saúde e nós estamos, no atual momento, fazendo uma série de programas para conversar um pouco sobre as questões relacionadas ao sexo e a nossa saúde.

Como que a doutrina espírita enxerga isso? E no programa de hoje nós estaremos. Trazendo algumas informações muito interessantes que são discutidas por Kardec no livro dos espíritos, quando nós estamos aqui encarnados, nós expressamos aqui uma polaridade sexual, então a gente reencarna e ao reencarnarmos, nós ocupamos um corpo físico que pode se manifestar ou como um indivíduo do sexo masculino ou como um indivíduo do sexo feminino. Mas e o espírito que está encarnando? Ele é o espírito de um homem, é o espírito de uma mulher. O que é esse espírito? Ele tem uma polaridade sexual, ele se manifesta, o seu corpo corresponde a uma polaridade, e o espírito traz consigo.

Como que funciona isso? Então? Kardec faz esta pergunta aos espíritos durante o processo da codificação da doutrina espírita. Ele se interessou por essa questão porque ele é bastante relevante para a nossa vida. Tem sexo, os espíritos, é a pergunta 200 do livro dos espíritos. Tem sexo? Os espíritos, ou seja, no mundo espiritual livre desta, é condição física, biológica, livre, deste corpo físico que nós ocupamos durante a nossa encarnação, nós manifestamos uma polaridade sexual. Os espíritos, então, respondem pra Kardec o seguinte, não como entendeis, pois que os sexos dependem da organização, há entre eles, ou seja, entre os espíritos, amor e simpatia, mas baseados na concordância do sentimento.

Essa resposta dos espíritos ela já trazem, já traz pra nós uma reflexão bastante interessante, porque já deixa claro pra nós. Para o espírito, não há esta polaridade sexual, esta manifestação como sexo masculino ou sexo feminino, como a gente enxerga aqui no mundo físico. Ou seja, existe algo ligado ao sexo, mas não é esta polaridade e este algo ligado ao sexo, como próprios espíritos respondem a Kardec é, tem a relação com amor. Com a simpatia, com a concordância dos sentimentos. Ou seja, existe algo, mas que não é esta manifestação, esta polaridade. E aí isso é um algo bastante interessante.

Na época de Kardec, a medicina conhecia muito pouco sobre esse tema. Esse era um assunto muito é pouco sabido, principalmente porque o conhecimento médico daquela época era um conhecimento muito mais. Morfológico, ou seja, se conhecia a anatomia, a época de Kardec, final do século, né? Da segunda metade do século 19, é, os estudos de anatomia já tinham, é decifrado muito do que tem no nosso corpo físico, mas os estudos de fisiologia, ou seja, que entendem o funcionamento do nosso corpo, ainda eram estudos mais rudimentares. Então muito conhecimento se agregou na fisiologia. É principalmente relacionado a essa questão sexual a partir do século 20.

E aí a gente foi conhecendo melhor como que o nosso corpo funciona. E um dos dados interessantes é que é hoje. A ciência reconhece isso. Isso também é trazido para nós. Através da psicografia de divaldo Pereira Franco pelo espírito Joana de angelis, a obra encontro com a paz e a saúde. É que a nossa expressão, a nossa polaridade sexual, vamos dizer assim, É Ela, não, ela não está vinculada. Quando a gente reencarna, ela não está vinculada ao corpo físico. Ou seja, ela não é uma expressão. É como eu posso dizer morfológico. Ou seja, as pessoas acham muitas vezes que essa expressão. Ela tem a ver com o órgão sexual e a nossa que OA orientação sexual do indivíduo.

Então assim, olha, esse essa pessoa, ela é é um homem ou ela é uma mulher porque ela tem um órgão genital masculino, ou ela tem um órgão genital feminino e que o sexo está restrito ao órgão genital, mas ele não está. Então a ciência hoje sabe disso. A ciência humana reconhece que isso está no cérebro. E numa parte específica do cérebro, que é o de em século, em século. É uma estrutura bastante antiga do nosso cérebro. Ele a gente, só pra a gente entender. O nosso cérebro ele tem, né? Uma parte bem primária, bem primitiva, que é o tronco cerebral, que é uma parte que fica bem profunda aqui, né?

Na pegando aqui quase que pouco acima do nosso pescoço, porque. É dele que sai a medula espinhal, que é essa que corre por dentro da nossa coluna. Então esse é o tronco cerebral, uma área que é responsável por muito, por muito da fisiologia do nosso corpo, do funcionamento do nosso corpo. E acima dele está o de encéfalo. É uma estrutura bastante antiga do sistema nervoso central, que existem uma série de outros animais. Ela não é, é restrita dos seres humanos e é lá no de encéfalo. Onde a gente tem o hipotálamo, é uma estrutura bastante central, hipotálamo hipófise. Mas é no hipotálamo que nós temos a polaridade sexual do indivíduo, ou seja, é ali que se manifesta.

Então a ciência identifica isso e na doutrina espírita, nós entendemos que é por ali que o espírito manifesta as suas condições. E ele pode manifestar através, né? Dessa região, uma polaridade que pode ser masculina, que pode ser feminina e que não necessariamente é uma polaridade que está em consonância com os seus órgãos biológicos. Então, não necessariamente o indivíduo que se manifesta numa polaridade masculina tem um órgão sexual masculino. Isso ele pode ter um órgão feminino e vice versa. Porque? Porque ali você tem a manifestação do espírito, está reencarnando, não necessariamente é a do órgão biológico, mostrando para nós.

Quer dizer, isso é uma comprovação de que para o espírito não há essa polaridade, não há essa divisão clara, né? O indivíduo é sempre de um sexo ou é sempre de um outro sexo? E com isso, nós é já. Encontramos a segunda pergunta de Kardec, pergunta 201, em que ele faz o seguinte questionamento aos espíritos da codificação em nova existência, pode o espírito que animou o corpo de um homem animado, de uma mulher, e vice versa? Resposta dos espíritos, de certo, são os mesmos espíritos que animam os homens e as mulheres. Vejam bem, é o mesmo espírito. Portanto, o espírito, ele não necessariamente ele é só um espírito que encarna em homens, ou ele só um espírito que encarna em mulher.

Ele vai, na verdade, confluir. Ele vai reencarnar conforme as suas necessidades, ora reencarna como homem, ora reencarna como mulher, biologicamente falando, nós estamos falando aqui pensando a questão do órgão sexual que ele manifesta e até mesmo da polaridade. Ele adota naquela existência porque isso vai ter muito a ver com as necessidades encarnatórias de cada um. E é por isso que nós não temos apenas pessoas. É que é tenham a coincidência da sua polaridade sexual com o seu sexo biológico. Por isso que existem variações dentro desse aspecto. Por conta das necessidades encarnatórias que cada um de nós trazemos.

Ah, mas quais são essas necessidades? O que que leva isso? Nós temos uma infinidade de causas, mas certamente o nosso conhecimento espiritual a respeito desse tema ainda é muito limitado. Portanto, diante desse cenário em que nós temos pessoas que vivem essa experiência, como? AA, os homossexuais, os transexuais, as pessoas que vivem é experiências que são diferentes daquilo que é considerado o comum, que seria o indivíduo com a sua polaridade masculina e com o seu sexo biológico masculino, indivíduo com a sua polaridade feminina e o sexo biológico feminino. Então, aqueles que não tem essa coincidência é, tem, vivem uma experiência porque.

Tem uma necessidade de viver aquela experiência, aquilo para aquele indivíduo. Tem um motivo, tem um sentido. E acima de tudo que a doutrina espírita nos ensina é que ele deve ser respeitado, deve ser acolhido sempre tratado com muito respeito, com muito carinho, porque é uma necessidade daquele indivíduo e nós não temos a menor possibilidade de querer julgar ou criticar as pessoas. Que vivem essa experiência. Aliás, sobre essa questão, eu gosto sempre de trazer uma fala de Emanuel. Uma fala de Emanuel está no livro vida e sexo, um livro pequenininho, psicografado por Francisco Cândido Xavier.

Vida e sexo, ditado por Emanuel e que vale muito a pena ler. Eu recomendo que quem não conhece essa obra. Lê esse livro é extraordinário. Ele ensina muitas coisas sobre essa questão pra nós. E aí eu tiro um trechinho desse livro que Emanuel diz o seguinte pra gente, abre aspas a coletividade humana, ou seja, nós, a coletividade humana, aprenderá gradativamente a compreender que os conceitos de normalidade e de anormalidade deixam a desejar. Quando se trate simplesmente de sinais morfológicos, ou seja, nós dizermos que as pessoas e coincidem a sua polaridade sexual como expressão da alma com o sexo biológico, chamar isso de normalidade e chamar aqueles que não coincidem de anormalidade, como algumas pessoas no mundo ainda insistem.

Isso deixa a desejar quando se trate simplesmente de sinais morfológicos. Ou seja, a gente não pode se apegar a questão de que, olha, aquele indivíduo nasceu biologicamente com aquele sexo. Então a sua orientação sexual, a sua identidade de gênero tem que corresponder com aquele órgão biológico? Não, isso é muito pequeno. É isso que Emanuel está nos dizendo, compreender isso, né? A humanidade precisa compreender que. Isto é um conceito muito pequeno. A gente precisa expandir esse conhecimento e nós, encarnados, pensando no aspecto espiritual, ainda sabemos muito pouco sobre esse esse assunto, sobre esse tema.

Então a gente não deve de modo algum tomar qualquer conduta no sentido de prejudicar, de excluir ou de marginalizar qualquer pessoa que. Viva esta experiência. Porque se ela está vivendo essa experiência é porque é necessário para ela. E a gente tem que dar todo apoio. E eu estou dizendo isso porque o preconceito que ainda existe na atualidade sobre as pessoas que são homossexuais, que são transexuais, que não coincidem o seu sexo biológico com o seu comportamento, com a sua orientação sexual, sua identidade, essas pessoas sofrem muito na nossa sociedade. Infelizmente, sofrem muito preconceito, sofrem marginalização, sofrem violência.

E nós, como espíritas, temos o papel de mostrar que essas pessoas merecem todo o respeito e cuidado pro mundo. Nós temos que acolher a todos, até porque Jesus já nos ensinou que nós não temos. Condição moral de criticar ninguém, de apontar o dedo pra ninguém, porque todos nós temos um telhado de vidro, todos nós temos imperfeições. Hoje nós podemos não estar vivendo esse essa condição. Não está experimentando uma situação como essa, mas pode ser que na existência seguinte, sim, nós não sabemos, pode ser que no passado já tenhamos experimentado, então não tenhamos a menor condição de fazer qualquer crítica.

É importante que a gente entenda isso. É claro que essa alternância de é uma hora o espírito pode reencarnar numa polaridade masculina. Numa menina poderia justificar essas mudanças ou essas discrepâncias? Poderia. Mas nem sempre é isso o motivo pelo qual leva o indivíduo a essas condições. No próximo programa, a gente vai conversar mais sobre essa questão. Trazendo casos em que a gente pode entender melhor esse aspecto, mas já fica aqui a nossa conversa de que a gente precisa é sempre ponderar muito a crítica que a gente possa fazer as pessoas que vivem essa situação. Na questão 202 do livro dos espíritos, Kardec continua quando errante, ou seja, quando nós estamos no mundo espiritual.

Que prefere o espírito encarnar no corpo de um homem ou no de uma mulher? A resposta dos espíritos é isso, pouco lhe importa. O que o guia na escolha são as provas por que haja de passar. Ou seja, a gente escolhe, mediante a necessidade, encarnatória. E aí. Por isso que Kardec faz o seguinte comentário na sequência, os espíritos encarnam como homens ou como mulheres, porque não tem sexo, ou seja, ele não tem a polaridade. Como a alma, como nós, na nossa essência, nós não temos a polaridade, a ideia é que continua, visto que lhes cumpre progredir em tudo. Cada sexo, como cada posição social, lhes proporciona aprovações e deveres especiais e, com isso, o ensejo de ganharem uma experiência.

Ou seja, importante que a gente ora encarne como um homem, ora como mulher, que a gente viva essa diversidade de experiências. Por quê? Porque isso? É importante para o crescimento do espírito para todos nós. Então vivenciar essas experiências é importante, cada um tem a tem uma importância naquilo. A gente precisa é aquela história para poder conhecer. A gente precisa vivenciar aquilo, senão a gente não sabe o que. Não adianta que alguém conte, que alguém nos mostre, só sabe quem vive aquela situação e claro que cada um vive. É, vai reencarnar naquela posição e vai experimentar as situações que são que regem naquela sociedade, que regem a vivência dentro daquela condição, seja como o sexo biológico, seja uma polaridade sexual diferente.

Mas é importante que a gente entenda que, para cada um, aquilo tem uma importância muito grande. Por isso, meus amigos. É a doutrina espírita. Ela traz um esclarecimento a todos nós muito relevante para as nossas vidas, porque nós ainda trazemos muitos atavismos, ou seja, muitos comportamentos, muitas ideias, pensamentos que são estão arraigados na sociedade, estão arraigados em nós por múltiplas encarnações em que nós viemos acreditando ou pensando de uma forma. E hoje a doutrina espírita, ela descortina pra nós um universo para que a gente possa compreender melhor e para que a gente possa de alguma forma mudar OA nossa forma de lidar com as pessoas.

E foco aqui muito nessa questão, porque infelizmente, o preconceito diante desse aspecto. Aliás, falar sobre o assunto sexo. Já gera preconceito. Tem muitas pessoas que sequer aceitam conversar sobre esse assunto e sequer é admitem a importância desse assunto. Certa vez eu fui falar numa casa espírita sobre este tema. Eu conversar sobre este tema numa casa espírita e eu achei interessante porque o dirigente da casa comentou assim comigo, olha. Se fosse anos atrás que era outro dirigente da casa espírita, era uma outra pessoa que dirigia a casa espírita, ele teria posto você pra fora. Ele não aceitaria que você falasse sobre esse assunto, que é um assunto relevante.

O dirigente atual considerava o assunto muito relevante, mas o anterior não vejam, porque ainda há muito tabu, muito preconceito, mas é importante que a gente converse, porque isso faz parte da nossa vida, das nossas experiências e das vivências. E nós necessitamos passar durante a vida terrível. Fica aqui para nossa reflexão. Quem tiver interesse no próximo programa, traremos alguns casos para a gente exemplificar esta situação. Uma boa semana a todos.