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A questão sexual e a nossa saúde - parte 7 Dr. Ricardo Cavalcante

00:20:27
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Transcrição do episódio

Gerada automaticamente a partir do áudio. Pode conter imprecisões.

De que forma a prática espírita favorece a sua saúde física e mental? A web rádio meimei apresenta saúde, espiritualidade e você? Bom dia meus queridos internautas que nos acompanham aqui na web rádio meimei. Uma enorme satisfação estar com vocês no programa saúde e espiritualidade. Você meu nome é Ricardo Cavalcante. Sou membro da associação médico espírito de Botucatu e estamos realizando uma série de programas atualmente para abordar a interface que existe entre as questões sexuais e a nossa saúde no olhar da doutrina espírita. E hoje, no nosso programa, nós estaremos refletindo um pouco sobre as situações, as condições que se diferem daquilo que é considerado o comum, aquilo que para muitas pessoas é considerado natural e seria o heterossexual, ou seja, aquela pessoa e.

Durante a sua existência terrena, tem o seu afeto, o seu, o seu desejo direcionado no mesmo sentido, e os órgãos sexuais compõem o seu corpo. Essas pessoas são chamadas de heterossexuais, porém existem muitas pessoas que não se encaixam nessa situação. E vão vivenciar uma condição diferente, em que o seu afeto ele destoa. Ele não combina exatamente com o seu órgão sexual que ele manifesta fisicamente. Essas pessoas, elas apresentam uma série, uma, vamos dizer assim, um espectro de condições é muito variado. O mais clássico é. AAA, homossexualidade, são os indivíduos que se declaram, se enxergam homossexuais.

Existem também os transexuais, os bissexuais e assim por diante. Há uma diversidade dentro deste universo bastante grande, mas que se destoa daquilo que muitas pessoas consideram como sendo o natural. É dessas condições. Nós estaremos hoje tentando trazer um pouco daquilo que a doutrina espírita nos ensina. No programa passado, a gente já deu uma palha, um spoiler a respeito dessa situação. O primeiro ponto que nós precisamos sempre partir é é que a doutrina espírita, por mais que ela nos traga informações. Bastante relevantes, muito úteis, a compreensão da vida, a compreensão de todos os fenômenos que nos cercam, o nosso conhecimento.

Ele ainda é muito limitado a respeito de certas questões, e essa é uma delas. O próprio Emanuel nos avisa, e esse tema, essa questão, ela é tão profunda e ela é tão complexa para ser compreendida e é muito difícil. A espiritualidade, neste momento, conseguir nos trazer algo que ofereça uma amplitude, ofereça uma cobertura maior de tudo aquilo que acontece com as pessoas que vivenciam, que experimentam. As condições são diferentes da da heterossexualidade o segundo ponto que a gente deve considerar e que a gente vem abordando isso em todos os. Programas em que nós estamos debatendo esse assunto, não só referente a essas condições, como homossexualidade ou transexualidade, mas também as a toda a vivência da da sexual que as pessoas apresentam, é que nós jamais devemos ter um olhar crítico, educatório para com as pessoas.

Mediante as suas escolhas, mediante os seus comportamentos. Porque todos nós, como Emanuel, também afirmo no livro vida e sexo, temos um telhado de vidro, ou seja, Nenhum de Nós encarnado neste planeta tem condições Morais mediante as suas vivências passadas e mediante a condição a qual nós nos encontramos para criticar. Ou para chamar atenção de alguém referente a estas questões ligadas ao sexo, porque todos nós ainda trazemos grandes dificuldades para lidar com este aspecto na vida. Então o nosso olhar aqui ele jamais é, tem a intenção de fazer qualquer crítica, qualquer apontamento, qualquer.

É pensamento preconceituoso, muito pelo contrário, nosso olhar aqui. É um olhar acolhedor para que a gente possa, como espíritas e acima de tudo, como cristãos, buscar compreender as situações em que muitos de nossos irmãos vivenciam durante a sua vida física e que levam consigo grandes sofrimentos, porque esta, infelizmente, é a nossa realidade, muitas pessoas que vivem, por exemplo. A condição da homossexualidade ou da transexualidade, por exemplo, vivem conflitos internos muito grande. Vivem preconceito muito grande. Um preconceito que muitas vezes vem da de casa. Preconceito que vem da família e vem do trabalho e vem da escola.

Preconceito, né? De toda uma sociedade. Muitas vezes até preconceito de si próprio com a dificuldade de se aceitar na condição a qual está apresentando. Infelizmente a gente vê pessoas sendo marginalizadas, sendo alvo de violência, de agressão, de violência Extrema, a ponto de levar essas pessoas ao desencarne, infelizmente. A nossa sociedade ainda lidar com essas, com essas questões de uma maneira bastante diferente, mas nós, como espíritas, temos que ter conosco a clara noção de que cada indivíduo, cada ser criado por Deus merece toda atenção, todo carinho, todo respeito, independentemente das suas escolhas, dos seus caminhos, das condições pelas quais vive.

E nós temos que respeitar o ser humano acima de tudo. A doutrina espírita oferece para nós alguns aspectos e vem nos mostrar pontos para que a gente possa compreender sobre essa questão desta diversidade. Por que que algumas pessoas, elas vão ter essa diversidade entre as suas, o seu afeto, a sua personalidade. Com OA, sua apresentação biológica do sexo. Primeiro ponto, nós já comentamos na semana passada no nosso último programa, indicando para vocês que AO nosso afeto, a nossa orientação sexual, ela não está vinculada aos órgãos sexuais que se manifestem no corpo feito, mas sim, há uma área cerebral.

Então isso é cerebral, porque isso? Manifesta uma condição daquele espírito que está encarnando. Nós também falamos na semana cor de que o espírito ele não tem sexo, ele não tem uma polaridade. Mas o que pode acontecer muitas vezes é que um determinado espírito ele pode reencarnar múltiplas vezes, sucessivas vezes dentro do mesmo sexo, dentro da mesma polaridade. Então ele pode. Sucessivas existências terão uma polaridade masculina? Sucessivas existências, polaridade feminina. E quando ele tem que fazer a mudança. Lembrando que para o espírito é importante que ele reencarne em ambos os sexos, para que ele possa experimentar as diversas vivências, as diversas experiências terrenas pelas quais a gente precisa aprender e precisa experimentar para o nosso crescimento espiritual, quando ele tem que fazer essa mudança.

Isso pode gerar uma dificuldade em relação a esse aspecto. Ele pode trazer consigo, ainda muito impregnado, essas impressões. Por outro lado, a doutrina espírita também mostra para nós que o mau uso do sexo também nos induz a ter certas, ter certos comportamentos divergentes, ou seja, nós não manifestarmos. A heterossexualidade, eSIM, uma divergência disso, né? Podemos manifestar a homossexualidade. A transexualidade, pelo fato de não termos é utilizado adequadamente o sexo. O próprio Emanuel nos traz isso quando ele é coloca para nós lá no livro vida e sexo, indicando para nós e. Essa esse esse tipo de manifestação pode acontecer diante do abuso de nossas faculdades.

Então, Emanuel diz o seguinte, o homem que abusou das faculdades genésicas, ou seja, abusou do sexo, arruinando a existência de outras pessoas, com a destruição de uniões construtivas e lares diversos, em muitos casos, é induzido a buscar nova posição. O renascimento físico em corpo morfologicamente, aprendendo em regime de prisão, a reajustar os próprios sentimentos e a mulher que agiu de igual modo é impulsionada a reencarnação em corpo morfologicamente masculino com idênticos fins, ou seja, indicando para nós, e muitas vezes essa pode ser um motivo pelo qual uma pessoa vivencia. A homossexualidade, a transexualidade como uma maneira.

Então aquela experiência, e é importante que a gente diga isso, ou seja, que aquela experiência, aquele indivíduo está vivendo, ela é importante para ele. Então nós não podemos é agredir essa pessoa por conta dessa condição. Pelo contrário, a gente deve acolher, porque aquela condição pode ser necessária para aquele espírito, pode ser importante. Aquela vivência das quais fazem parte todo o conjunto, de todo o conjunto que vem vem somado a ela como o próprio preconceito pelo qual se passa a marginalização, a violência, porque isso para o espírito vai ter um significado de crescimento. Não que nós devamos é aplaudir ou apoiar qualquer postura nesse sentido.

E, pelo contrário, a doutrina espírita é veementemente contrária a qualquer tipo de agressão ou de é arbitrariedade em relação às pessoas que vivem em qualquer tipo de condição. Não importa se ela é de ordem sexual ou qualquer outra. Mas nós temos que entender que para aquela pessoa, isso pode ter sentido e muitas vezes, talvez essa possa ser um índice. As pessoas que vivem essa condição que emana, escreve, trazem consigo grandes conflitos, e a gente vai perceber isso. Há pessoas, por exemplo, que divergem da heterossexualidade, mas elas são. Elas estão bastante tranquilas consigo mesmas. Elas se aceitam facilidade, compreendem a sua condição, lidam com essa condição de uma maneira mais calma, mais tranquila, ao passo que outras.

Trazem grandes conflitos e isso inclusive é motivo de adoecimento pra essas pessoas. Pra essas pessoas adoecem mentalmente, adoecem fisicamente, diante do conflito que traz e que muitas vezes não recebe apoio familiar, não recebe apoio da sociedade, dos amigos. Muitas pessoas, por exemplo, que são homossexuais, eles. Passam a vida escondendo essa situação. Passam a vida oprimindo essa situação com medo, porque não conseguem muitas vezes encontrar espaço para falar, para expressar essa condição que apresenta. Muitas pessoas vivem. Isso é muito triste porque mostra que nós não somos acolhedores para com o nosso próximo, seja ele um familiar.

Seja ele um amigo, seja ele um colega de trabalho. Nós somos pouco acolhedores e muitas pessoas sofrem com isso. Eu já e situações né? De que muitas, né? Isso é relativamente comum, infelizmente, de determinadas pessoas que quando se expressam para sua família, os seus familiares, sobre a sua homossexualidade, família. Se afasta daquela pessoa, isola aquela pessoa, nora, perde se o contato, porque não consegue aceitar, não consegue o conflito. E essas pessoas podem estar trazendo consigo grandes conflitos. Eu recomendo para quem tiver interesse no livro loucura e obsessão, uma obra ditada pelo espírito Manuel filomeno de Miranda e psicografada por divaldo Pereira Franco.

Há um caso muito interessante. É o caso do lício, que é narrado nesse livro. E Manoel filomeno de Miranda deixa claro para nós o quanto sofrimento o lício apresentava o lício. Ele desde muito jovem vive uma experiência homossexual junto com seu tio. E isso. É, traz um grande conflito Pra Ele, conflito tremendo. Foi muito difícil Pra Ele lidar com isso, a ponto dele estar ali, prestes AAA, um completo colapso mental mediante todo o sofrimento e aquilo estava causando. Aí, no caso narrado, acontece justamente isso que o Emanuel nos fala ilício no passado. Prejudicou muitas pessoas, abusou do sexo.

E é por isso que ele precisou nascer nesta condição, para que ele pudesse se reajustar, para que ele pudesse perceber os sofrimentos, né? E se reajustar diante daqueles aspectos ligados ao sexo. Então, para ele, era extremamente importante e ele experimentasse essa situação. Por outro lado, como eu disse a vocês. Há pessoas, por exemplo, que vivem a homossexualidade de uma maneira muito tranquila, pessoas que se aceitam que compreendem aquela situação e vão estabelecer para com o companheiro ou companheira, dependendo se o indivíduo é do sexo masculino, e vão estabelecer uma relação extremamente saudável, salutar.

Eu conheço, por exemplo, casais homossexuais e são exemplos de pessoas de relação extremamente amorosa, relação em que um ajuda o outro o tempo todo, relações que quando a gente olha, quando a gente observa, a gente pensa assim, puxa vida. Quantos casais heterossexuais conseguem ter uma relação mistosa como essa? Conseguem manifestar um companheirismo com um texto, uma fidelidade, um amor um ao outro, uma dedicação, uma abnegação um pelo outro. Quantos hetero casais heterossexuais não conseguem expressar isso ali? A gente vê, claro, a mim uma expressão de amor extremamente elevado. Almas que são afins, que mutuamente se auxiliam, se ajudam.

Como que a gente vai dizer para essas pessoas que aquela relação está errada porque ela é uma relação homossexual? Como poderemos fazer esse tipo de julgamento possível? Não podemos, porque porque cada um passa por aquela situação mediante as suas condições. Emanuel, lá no livro ida e sexo. Continua ainda falando sobre essa questão da homossexualidade e que ele diz o seguinte, e ainda, em muitos outros casos, espíritos cultos e sensíveis aspirando a realizar tarefas específicas na elevação de argumentos humanos e, consequentemente, na elevação de si próprios, rogam aos instrutores da vida maior que os assistem a própria internação no campo físico.

Investimento a carnal oposta a estrutura psicológica pela qual transitoriamente se defende. Veja bem, emano nos dizendo que mesmo espíritos mais adiantados, espíritos mais elevados moralmente pedem para reencarnar a condição diferente da heterossexualidade, aqui, especificamente, não estava falando da homossexualidade. Para a sua necessidade de encarnatório, porque a experiência pode trazer para ele, para aquele espírito, uma condição importante. Por isso, meus amigos, fica aqui para nossa reflexão, nós não temos condição de julgar ninguém. Devemos acolher a todos e compreender e dentro de todos os fenômenos, de todas as manifestações, sempre que houver amor.

Sempre que o amor. For o grande sentimento que movimenta as pessoas. Nós estaremos fazendo a coisa certa. Que Deus nos abençoe, nos ilumine, que tenhamos todos uma semana de muita luz e muita paz.