Capa do podcast Saúde, Espiritualidade e Você. Saúde, Espiritualidade e Você.

Bem Aventurados os Que Choram

00:20:05
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Transcrição do episódio

Gerada automaticamente a partir do áudio. Pode conter imprecisões.

De que forma a prática espírita favorece a sua saúde física e mental? A web rádio memei apresenta saúde, espiritualidade e você? Bom dia meus queridos amigos ouvintes da web rádio nenei. É uma enorme satisfação estar aqui com vocês no programa saúde espiritualidade. E você? Meu nome é Ricardo Cavalcante. Eu sou um membro da associação médico espírita de Botucatu e nós nos encontramos aqui todos os domingos, às 11:00 da manhã, para refletirmos um pouco sobre algumas questões relacionadas à nossa saúde, sobre uma ótica espírita, sobre aquilo que a doutrina espírita nos traz de subsídios, de informações.

Pra que a gente possa compreender os aspectos relacionados a nossa saúde. E esse é o nosso primeiro programa do ano de 2026. Terminamos o ano de 2025 trazendo uma mensagem relembrando os ensinamentos de Jesus, aproveitando a proximidade do Natal. Aproveitando a mudança de ano, o momento em que nós criamos aquelas propostas, aquelas metas para o Ano-Novo, as mudanças, as melhorias que nós desejamos fazer para nós, e aproveitando esse momento, aproveitando esse espaço, nós traremos hoje aqui um ponto bastante importante. Da fala de Jesus, os ensinamentos de Jesus a respeito da nossa saúde. E aproveito para explorar de uma maneira um pouco mais significativa um capítulo escrito por Allan Kardec no livro dos espíritos, que é o capítulo 5, bem aventurados os afuntos.

Por que que esse capítulo? Ele é tão importante para nós, porque este capítulo é onde Kardec mostra a importância da resiliência. Já tivemos oportunidade de falar sobre resiliência aqui, só relembrando esse termo. Resiliência é um tema que vem da física, em que nós na física, quando a gente tem um objeto, um corpo. Que sofre uma deformidade, como por exemplo uma bola de borracha, quando nós arremessamos ela contra o chão ou contra a parede, ela sofre uma deformidade ao momento em que ela é apita, né? No momento em que ela é colide com uma superfície, mas ela retorna a sua posição, a sua forma original.

Então ela vai sofrer no momento da colisão, ela vai amassar um pouco, né? Ela vai dar uma deformada. Depois ela volta a sua posição normal, porque ela é uma bola de borracha. Isso é a resiliência da física. Esse termo ele foi transportado para ou foi incorporado para as ciências da saúde, especialmente na saúde mental. Quando nós queremos dizer que um indivíduo passa por uma situação difícil, passa por uma situação estressora e ele sofre uma deformidade, ou seja, ele sofre um impacto muito grande daqui, mas ele é capaz de reerguer se ele é capaz de enfrentar aquela situação e seguir adiante, claro, num primeiro momento.

Vai sentir aquilo, mas ele consegue se equilibrar, ele consegue se restabelecer e seguir adiante. Porém, na saúde mental, a ideia da resiliência não é você mais retornar ao que você era antes, porque aquele processo de sofrimento, aquele processo de estresse, se você encara ele com resiliência, ele gera um aprendizado. Ele gera novas informações, novos conceitos, uma nova forma de enxergar a vida, um novo modo de interpretar as situações de maneira que você já não é mais a mesma pessoa do que você era antes de sofrer aquela situação. Então, na saúde mental, esse é a ideia da resiliência, que tem muito a ver.

Com aquilo que Kardec vai colocar no capítulo 5, bem aventurados os Aflitos, porque neste capítulo Kardec traz para nós a chamada justiça das aflições. Por que que nós sofremos? Por que que nós temos que enfrentar situações tão difíceis ao longo da nossa vida? E ele faz com que propósito? Com o propósito de sermos resilientes, de. Passarmos por uma situação entendendo que há uma importância perante a nossa vida, perante a nossa, o nosso processo de evolução como espíritos imortais, há uma importância muito grande que a gente passe por essas, por certas situações de sofrimento, para que a gente possa aprender, para que a gente possa aprimorar aquilo que nós trazemos dentro de nós.

É muito importante e ao que a doutrina espírita nos ensina, que todos nós somos espíritos, que nós estamos encarnados aqui no planeta Terra. Nós somos espíritos ainda muito imperfeitos. A Terra ainda é um planeta de provas e expiações. Ou seja, os espíritos que aqui habitam são espíritos que ainda trazem consigo muitas imperfeições. Somos nós. O que significa que ainda há muito que melhorar dentro da gente. Portanto, durante a nossa existência terrena, nós passaremos por uma série de vicissitudes, por uma série de problemas, de dificuldades que servirão para quê? Para que a gente possa aprimorar aquilo que temos dentro de nós.

Isso não é nenhum tipo de apologia ao sofrimento. Porque diante do sofrimento, diante das dificuldades, qual é o nosso papel? É procurar os meios de solucionarmos, de vencermos aquele problema. Pra isso que Deus nos deu o livre arbítrio, nos deu inteligência para que a gente possa ter os recursos e buscar os meios de vencer as dificuldades. Então elas estão aqui para serem vencidas, para serem superadas. E nós chegarmos ao fim desta existência, melhores do que quando nós aqui regressamos, quando nós encarnamos. Esse é o propósito da nossa vida e sairmos daqui melhor, então. Kardec, neste capítulo, ele vai abordar muito essa questão da justiça, das aflições, mostrando para nós que há causas passadas.

E a causas atuais? Mas um ponto muito importante, porque muitas vezes e dentro do meio espírita, nós ouvimos muito isso, que muitas vezes, quando a gente fala das causas passadas, as pessoas tendem a achar que todos os seus problemas estão nas causas passadas. Mas Kardec já nos alerta em escapido, a maioria dos nossos problemas são de causas atuais, ou seja, a gente não precisa. Acessar o nosso passado para saber a maior parte dos problemas que a gente enfrenta na nossa vida. Basta nós olharmos para esta vida, basta nós olharmos para o nosso comportamento. O comportamento que nós estamos tendo aqui.

Quanto do nosso comportamento é nocivo para a nossa saúde? Se nós olharmos muitas vezes a nossa alimentação que é. A maior parte das pessoas feita de maneira inadequada, ou seja, não é uma alimentação balanceada. A gente se alimenta muitas vezes de maneira é ingere alimentos com alto teor de gordura, com alto teor de sódio, com alto teor de caloria. E aí os problemas decorrentes, né? De saúde decorrentes. Dessa má alimentação não aconteceu. Eu não preciso buscar na outra vida causas, embora possam ter sim, né predisposições que a gente traz das vidas anteriores, mas uma causa presente a gente já identifica, a gente vai encontrar muitas vezes, né, o nosso sedentarismo, ou seja, a falta de uma atividade física regular, que é importante para a manutenção da saúde do nosso corpo, a gente vai encontrar.

Muitas vezes viciações então o cigarro, por exemplo, o consumo Exagerado do álcool, o consumo de drogas ilícitas que são deletérias para o nosso corpo, que trazem prejuízos, abridos ao nosso organismo, de maneira que a gente nem precisa nem buscar muito longe. Ou seja, a vida presente já mostra isso. Isso pensando. De fatores físicos, quando não é AAO nosso contato, às vezes com determinadas substâncias que são nocivas, que acontecem, que são presentes, podem ser presentes, principalmente às vezes em pessoas, dependendo do do trabalho que ela executa, da tipo de atividade que ela executa, entra em contato com substâncias que são nocivas ao corpo.

Nós podemos ainda na vida presente, encontrar. Outras condições, como por exemplo, as o nosso comportamento mental, então, a ansiedade que a gente cria, o nervosismo, a irritação, o ciúme, a inveja, todas as condições que vão levando nós de maneira agradativa, tanto a um esgotamento emocional quanto a um esgotamento físico, porque o nosso corpo vai reagir. Conforme esses sentimentos que a gente vai nutrindo dentro de nós. Vejam bem, tudo isso a gente acha na vida presente. A gente nem precisa buscar na vida passada a causa de certos problemas que a gente vai enfrentar. Claro, a vida passada traz problemas sim.

Já conversamos muito sobre isso aqui, né? Atitudes deletérias que cometemos no passado e que vão nessa vida. É gerar problemas de saúde para todos nós. Sim, isso vai acontecer. Mas se nós nos atentarmos, né? A cuidar das condições presentes, a gente já reduz muito dos nossos problemas, a gente ameniza muito dos nossos problemas de saúde. Isso é ser resiliente. Então, quando a gente recebe uma doença, um diagnóstico na nossa vida. De uma determinada doença, seja ela uma doença mais leve, seja moderada, seja uma doença muito grave, é importante que a gente pare para fazer essa reflexão. Isso é ser resiliente.

Isso é nós aproveitarmos aquela oportunidade para o nosso crescimento. É claro que a doença vai trazer sofrimento, mas isso faz parte. É importante que se não trouxesse sofrimento, nós não nos mobilizaríamos. Para uma mudança, para uma nova perspetiva. Ser resiliente envolve nós buscarmos as ferramentas para vencermos aquilo. Ah, mas eu fui diagnosticado com uma doença que não tem cura. Muitas pessoas recebem esse diagnóstico, várias doenças. Não tem cura. Por exemplo, olha, eu fui diagnosticado com diabete. Diabetes não tem cura, foi diagnosticado com uma hipertensão arterial. Não tem cura. E agora, como que eu vou fazer?

Vamos aprender a conviver com aquela doença. Se é uma doença que não tem cura, é uma doença que eu posso conviver com ela. Algum sentido. Ela quer trazer para mim algum significado para minha vida. Aquilo traz. O que que eu posso fazer de melhor? O que que eu posso melhorar com isso? Pensando tanto nas nas vivências, nas nos comportamentos relacionados às questões materiais, mas principalmente nos comportamentos de ordem emocional, o que que nós estamos nutrindo nos nossos corações? Será que ele está cheio de culpa, de mágoa, de ressentimentos, de inveja, de ciúme, de pessimismo, de revolta? Porque são tudo isso?

As condições que vamos levar ao adoecimento, ser resiliente envolve nos uma postura ativa de buscar uma nova, uma nova perspetiva para a nossa vida. E isso muitos estudos na atualidade tem sido realizados para mostrar o efeito da resiliência. Se nós procurarmos, por exemplo, do pubmed, pubmed é uma grande base de dados de pesquisas científicas que é mantido pelo governo norte americano, e lá no pubmed que talvez seja a maior base de dados que a gente tem no mundo, é se nós digitarmos a palavra resiliência pra gente saber quantos estudos hoje? As áreas da saúde tem realizado para estudar o efeito da resiliência na nossa vida.

Se nós buscarmos hoje lá a gente vai ter aproximadamente 18000 estudos realizados, publicados, ou seja, que ali só tem um trabalho que já está finalizado, 18000 estudos que mostram que resiliência está sendo estudada e mostrando de modo geral, o que. O impacto positivo que ela tem tem um estudo muito elegante. Eu gosto bastante de citar ele, que é um estudo que foi realizado em Leipzig, na Alemanha, porque ele é um estudo de base populacional, ou seja, pegou uma quantidade muito grande de pessoas. Tem quase 4000 pessoas analisadas nesse estudo. É um estudo muito grande em que eles avaliam o grau de resiliência das pessoas.

Então eles olham lá, olha, será que essa pessoa é resiliente ou não? Existe uma escala com isso, como um questionário que a pessoa responde e você consegue identificar se ela é resiliente ou não. Então isso foi aplicado pra essas quase 4000 pessoas que foram participantes do estudo. E o que que eles observaram nesse estudo? Que as pessoas que tinham maior grau de resiliência, elas tinham muito menos depressão, elas tinham muito menos ansiedade. Elas tinham uma sensação de bem-estar em relação à vida muito grande. Melhor qualidade de vida, dormiam melhor o sono? A qualidade do sono era muito melhor.

E obviamente, essas condições que melhoram a saúde mental do indivíduo, consequentemente também irão melhorar a saúde física dessa pessoa. Eles viram que eles praticavam mais atividade física, por exemplo. A própria qualidade, né? O sono era melhor, então a saúde dessa pessoa vai melhorando, vai trazendo benefícios pelo fato dela ser mais resiliente. Isso vem muito de encontro, aquilo que Jesus nos ensinou que era necessário ser resiliente. Quando ele disse, bem aventurados os que choram porque serão consolados, está lá no seu irmão do Monte. Bem aventurados os que choram porque serão consolados.

Que Jesus queria dizer Pra Ele, corta pra gente com essas palavras, olha, nós podemos passar por situações difíceis, podemos passar por momentos de dificuldade, mas isso é transitório. A gente tem que sempre lembrar que as dificuldades que a gente enfrenta, elas são para esta vida. Mas se nós. Aceitarmos o problema e procurarmos os meios de vencê Los aqui aprender com aquele problema, nós seremos consolados. Pode ser, se o problema não for tão grande, que OA solução ainda esteja nessa vida, mas pode ser que não. Mas se não tiver, estará na vida Futura. Lembrando que toda a mensagem de Jesus, ela só tem significado.

Se nós olharmos para a vida Futura, porque há muitos problemas, há pessoas, por exemplo, que sofrem de doenças que não terão solução. Aqui, por exemplo, uma pessoa que tem uma deformidade grave, que tem uma grande deficiência, Ah, o seu problema de saúde será solucionado enquanto encarnada? Provavelmente não. Pelo menos não neste momento em que nós nos encontramos, embora a humanidade. Caminhe a ciência, caminhe para solucionar esses problemas, mas nesse momento ainda não tem solução. Ah, mas quando isso será nacional na vida Futura? Porque o perespírito daquele indivíduo não é verdadeiramente deformado, não traz uma deficiência grave.

Ele é um perespírito bonito, é pleno. E ao se libertar desse corpo físico, ele retomará sua forma original. E esse indivíduo poderá gozar na vida Futura de todas as suas capacidades, de todas as suas funcionalidades. Então é importante que a gente compreenda isso para que a gente possa enfrentar as situações difíceis e aproveitar aquelas oportunidades para nosso aprendizado, para o nosso crescimento. Fica aqui para nossa primeira reflexão. Do ano de 2026 tenhamos uma semana de muita luz, de muita paz e um ano maravilhoso para todos nós. Muito obrigado.