Transcrição do episódio
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Bom dia, queridos ouvintes da web radio meimei. É uma enorme satisfação estar aqui com vocês no programa saúde e espiritualidade. Você meu nome é Ricardo Cavalcante. Eu sou membro da associação médico espírita de Botucatu e nós estaremos conversando hoje sobre um assunto bastante interessante e que é dúvida para muitas pessoas. E também motivo de muita discussão dentro da medicina. Qual o melhor método para se tratar uma pessoa? Seria a alopatia ou a homeopatia? Qual desses nós deveremos buscar se nós nos encontrarmos doentes, para que a gente possa compreender esse assunto, vamos entender um pouquinho o que que significa cada um deles.
O que que é a alopatia e o que que é a homeopatia? A alopatia é a medicina considerada tradicional, aquela que emprega terapias que são baseadas no efeito contrário àquele causado por uma doença. Vamos citar aqui alguns exemplos para ficar mais fácil de compreender, então, se temos uma pessoa com febre. Para que a gente possa remediar essa febre, nós utilizamos um antitérmico, ou seja, uma medicação que diminui a temperatura. É um antitérmico, então, no caso, ele vai inibir substâncias como as prostaglandinas, que são aquelas que levam o nosso corpo a aumentar a temperatura e aí utilizando então um antitérmico essa.
Temperatura do corpo vai diminuir. Se a gente tem, por exemplo, uma pessoa que está com uma infecção bacteriana, por exemplo, tem uma pneumonia, tem uma amigdalite bacteriana, uma sinusite, uma infecção urinária, a gente vai utilizar um antibiótico, ou seja, é uma medicação. Por isso que tem o Ant, né? Porque ele vai agir contrário àquele mecanismo. Então, antibiótico, porque ele vai agir. Destruindo aquelas bactérias que estão causando a doença. Se a gente tem, por exemplo, uma pessoa que tem hipertensão arterial, tem pressão alta, então a gente vai utilizar um anti hipertensivo, ou seja, uma medicação que diminui a pressão por agir relaxando os vasos sanguíneos ou diminuindo a concentração de sal que tem organismo, levando, portanto, essa pessoa a uma melhora daquele estado.
Então é, esse é O Mecanismo da alopatia. Você é a linha do contrário. Então é o princípio dos contrários. Você faz uma medicação que é contrária àquele efeito que a doença está causando, os métodos cirúrgicos. Eles também são considerados alopáticos. Então, se a gente tem, por exemplo, um tumor, ele vai ser removido cirurgicamente. É, você retira aquilo que está causando o problema. Uma pessoa que tem Pedra na vesícula, você vai lá, retira a vesícula, tem um apendicite, você retira o apêndice. Uma pessoa que tá, por exemplo, com uma válvula cardíaca com problema, você troca aquela válvula, substitui ela, assim como alguém, por exemplo, que tá que tem, tem, por exemplo, um problema na articulação, por exemplo, do quadril, do joelho, você pode ir lá e colocar uma prótese e assim por diante.
Então a lopatia ela envolve. Esses tratamentos que são tradicionais da medicina, mais as cirurgias que são realizadas, então esses são métodos alopáticos. Por outro lado, a gente vai ter também a homeopatia, a homeopatia. Ela trabalha no sentido contrário a alopatia, porque a homeopatia trabalha com a ideia dos semelhantes, o semelhante cura o semelhante, então os medicamentos homeopáticos. Eles são produzidos a partir de substâncias que causam os mesmos sintomas da doença. Então, se eu tenho uma pessoa, por exemplo, que está com uma infecção respiratória, aquela medicação que ela vai ser dada, ela vai ser uma medicação que provoca também aqueles mesmos sintomas.
E a ideia da homeopatia é de que é esse tipo de substância, ela poderia levar a um reequilíbrio. Do fluido vital do indivíduo. Então ela a ideia da homeopatia. Ela está muito vinculada à ideia do vitalismo, que é uma ideia que foi muito presente há 23 séculos atrás e que acabou perdendo muita força dentro do meio científico. É que ficou um meio mais pragmático, um meio mais materialista e, portanto, é a homeopatia acabou também. Perdendo forças durante esse esse período. Na homeopatia, a ideia é de que a gente pegue essa substância e a gente faça inúmeras diluições, de maneira que na medicação final, praticamente a gente não encontra mais aquela substância inicial.
O que se o que ela deixa ali é um potencial energético. E é esse potencial energético que age sobre o indivíduo. E manda no livro o consolador. Ele fala para nós que o medicamento homeopático, ele tem uma capacidade de atuar sobre o perispírito do indivíduo, justamente por agir através de um potencial energético. É justamente o contrário ao tratamento holopático que o efeito ele é direto no corpo físico. Portanto, a gente fica com essa questão, puxa vida. Buscamos o tratamento alopático, buscamos o tratamento homeopático, a alopatia e, vamos dizer assim, AAA ciência médica, na sua grande maioria, quando a gente olha para as faculdades de medicina, para as universidades, e elas são muito vinculadas a medicina tradicional, a medicina alopática, e eles criticam muito a homeopatia porque não entendem muito.
É os, vamos dizer assim, Oo sentido da homeopatia. Os métodos que são aplicados para a alopatia para se medir os efeitos de uma terapia alopática. Eles não servem para medir os efeitos da terapia homeopática. São métodos distintos e isso geralmente é é esquecido por pelos alopatas e que acabam fazendo muitas críticas porque não entendem que o método para se avaliar uma outra terapia também precisa ser um método diferente e muitas vezes então surge essa discussão. Será que nós devemos usar a alopatia para tratar as nossas doenças? Será que nós devemos usar a homeopatia muito bem? Como que a doutrina espírita pode nos auxiliar em relação a isso?
Como que ela nos nos traz de informações e que poderia nos socorrer nessa decisão para nos auxiliar aqui nesta resposta? Eu vou trazer a vocês uma mensagem de doutor Bezerra de Menezes. Doutor Bezerra de Menezes, que foi médico na última encarnação, um grande difusor da doutrina espírita. Ele teve um papel muito importante na difusão da doutrina espírita aqui no Brasil. É chegou a ser presidente da federação espírita brasileira e doutor Bezerra de Menezes era médico e ele trabalhou muito com a homeopatia, com uma pessoa que. Tem 11 bom senso, muito grande, assim como Kardec tinha que, portanto, traz pra nós uma mensagem é muito interessante pra pra nossa reflexão a respeito das dessas terapias como terapias.
Nós devemos escolher essa mensagem. Ela está publicada. É numa obra que se chama cartas ao doutor Bezerra de Menezes, editada pela associação médico espírita do Brasil. E só para vocês entenderem um pouquinho o contexto dessa obra, ela é uma obra baseada em cartas que estudantes de medicina escreveram dirigidas ao doutor Bezerra de Menezes, colocando ali suas angústias, suas aflições, seus conflitos. E dentre eles, dentre esses conflitos, estava lá, puxa vida, doutor Bezerra, eu vou ser médico. Que linha eu devo seguir? Eu devo ser um homeopata, eu devo ser um alopata, qual é o qual, o que que a espiritualidade nos ensina?
O que que é melhor para as pessoas que estão doentes? Então um acadêmico fez essa pergunta para doutor Bezerra e doutor Bezerra respondeu as mensagens de doutor Bezerra, elas foram todas é psicografadas pelo Roberto. Lúcio Roberto Lúcio é um médico psiquiatra. Ele é membro da associação médico espírita de Minas Gerais, da associação médico espírita do Brasil. Uma pessoa que está sempre na liderança desse movimento, uma pessoa muito envolvida com AAA difusão da doutrina espírita, né? Com essa Bandeira da, da, da, do médico espírita, então, uma pessoa que tem uma participação muito grande também com uma mediunidade.
Muito grande. E teve essa oportunidade então de trazer essas essas informações de doutor Bezerra para os esses acadêmicos. Isso foi transformado num livro. E nesse livro então, há esse questionamento, será que nós devemos usar alopatia ou homeopatia? Então, como eu disse a vocês, a mensagem de doutor Bezerra é uma mensagem bastante é interessante e que traz um bom senso muito grande. É uma reflexão muito grande sobre esse assunto. É, ele coloca para nós que antes da gente pensar se a gente vai utilizar a homeopatia ou a holopatia, a gente tem que sempre colocar adiante de tudo isso o indivíduo, o ser que se encontra ali, o espírito encarnado que está ali e que se manifesta doente.
Primeiro a gente olha para ele porque. Ele coloca, doutor Bezerra, que nós não temos uma receita única para resolver todos os problemas da humanidade, para tratar todas as doenças, para cada doença, para cada indivíduo, para cada situação, a gente vai ter tratamentos que diferem uns dos outros e que vão ser melhores para um, piores para outros. Depende da situação. Então vai ter situação em que a holopatia é mais interessante, vai ter situação em que a homeopatia é mais interessante. Todas tem a sua utilidade. E isso ele deixa muito claro para nós e nós, encarnados, temos que ter o bom senso de identificar para aquele indivíduo, para aquela situação, para aquela doença que ele está enfrentando, qual que é a melhor terapia que ele tem que passar?
O que que vai mais oferecer a ele? As condições que ele necessita para alcançar a sua cura. Então, não há um tratamento ideal para tudo. Mas o tratamento ele vai acabar sendo particularizado de acordo com o indivíduo, de acordo com a doença, com a situação que se encontra. Para a gente entender um pouquinho, vamos trazer aqui alguns exemplos que facilita um pouco a gente entender. E para isso eu vou pegar aqui alguns exemplos extremos. Que fica mais fácil da gente entender. É claro que isso é uma variação que vai ao infinito, mas eu peguei os extremos porque fica mais fácil da gente compreender.
Então, se a gente tem, por exemplo, uma pessoa que sofre um acidente de moto e tem um trauma crânio encefálico, ou seja, essa pessoa bate a cabeça e ela tem um sangramento no seu cérebro, faz o chamado hematoma ou hemorragia subdural. Ou suberaknoídia que são sangramentos importantes que acontecem dentro do nosso cérebro e que se você não fizer uma drenagem cirúrgica, ou seja, se você não levar esse indivíduo pro centro cirúrgico, abrir o crânio dele, acessar o cérebro e tirar aquele sangue de lá de dentro, em poucas horas essa pessoa pode desencarnar por conta dos do comprometimento cerebral que esse sangramento vai causar ali.
Então vejam, é uma situação de Extrema emergência. Nesse caso, a gente vai fazendo a cirurgia, a gente tá adotando um tratamento alopático. Puxa, mas será que nesse caso, né, que que seria melhor esse caso? É um caso que não gera muita dúvida, né? A gente precisa da alopatia para resolver isso, assim como uma situação, por exemplo, que chega 11 indivíduo, por exemplo, com uma meningite muito grave, muitas vezes já chega em coma. Uma meningite bacteriana precisa de um antibiótico para que rapidamente a gente reverta o quadro e a meningite, como por exemplo, a meningite meningocócica, que uma dose do antibiótico, ela salva o indivíduo.
Quando feita de uma maneira rápida, a gente consegue salvar muitas pessoas que têm meningite meningocócica morrem. É uma doença que mata muitas pessoas, mas se você agir, der o antibiótico ali em poucas horas. A pessoa tem uma melhora, mas se você não tratar em poucas horas aquela pessoa desencarne, então, vejam, são situações extremas e que em geral, não gera muita dúvida. Puxa, a alopatia aqui ninguém vai ficar discutindo muito. Precisa ser ela, porque é nesse momento a ferramenta que nós temos para enfrentar aquela situação. Por outro lado, se a gente pegar, por exemplo, uma pessoa que tem uma asma, que tem uma enxaqueca.
Que são doenças crônicas, que são doenças claramente vinculadas aos nossos estados emocionais. Não deixam muita dúvida, quem tem asma, quem tem enxaqueca, sabe disso. Porque muitas vezes o os momentos de estresse vão desencadear essa situação. É. São doenças que vão acompanhar a gente ao longo de muito tempo na nossa vida. Então são situações, por exemplo, em que AAA homeopatia ela pode. Ser 11 ferramenta muito interessante para que esse indivíduo alcance o seu reequilíbrio orgânico, emocional, controle essas enfermidades. Mas, claro, isso sempre vai depender do indivíduo. Não adianta você oferecer alopatia para uma pessoa que não acredita na alopatia e nem homeopatia para uma pessoa que não acredita na homeopatia.
Então isso também é um ponto a se considerar. A gente tem que considerar o cenário que a gente está, Ah, será que esse indivíduo vai ter acesso ao tratamento, por exemplo, Ah, eu quero prescrever um tratamento homeopático. Se a pessoa vai ter acesso ao tratamento, às vezes não tem, então não adianta prescrever. Então tudo isso que ser levado em consideração. A gente tem que pensar que a gente tem que para aquele indivíduo oferecer a melhor ferramenta que a gente possa ajudá lo na sua, é construção da sua cura. Lembrando que a cura é uma Conquista do indivíduo. O médico e a terapia que ele vai propor são apenas ferramentas, são instrumentos para que ele possa alcançar a sua cura.
Então, portanto, fica claro que ambas seja a homeopatia, seja a holopatia. Elas são ferramentas importantes para se exercer a medicina na Terra. Não é uma melhor que a outra? Cada uma tem a sua particularidade, cada uma tem o seu jeito, a sua metodologia. E dentro disso, nós, encarnados, é que temos que usar a nossa inteligência, o nosso bom senso, para identificar para aquele indivíduo o que que é melhor para ele. E nesse contexto, Kardec ainda traz para nós, chamando atenção lá no livro o evangelho segundo o espiritismo, que a própria mediunidade curativa. Ela também se soma a este cenário, porque ela não é oferecida por nenhum profissional aqui na Terra, é oferecida por um médium que através dele a espiritualidade pode agir.
E promover uma situação de cura, como a gente já discutiu nos nossos 2 últimos programas. Então ela também é uma ferramenta e ela também pode ser empregada a depender da situação. Então, para tudo tem o seu espaço. Elas não são concorrentes entre si, elas são auxiliares entre si. Essa é a visão que a gente tem que entender. E essa é a visão que a doutrina espírita nos oferece, que nós não estamos competindo. Entre a homeopatia, entre a hoopatia ou mesmo as curas espirituais. Mas elas são complementares. Elas se auxiliam dentro dos seus Campos, cada uma dentro da sua área, contribuindo para que o indivíduo possa alcançar a sua cura.
No entanto, é muito importante isso. Doutor Bezerra ressalta muito na sua mensagem é que nós devemos sempre refletir sobre. Né? O sentido pelo qual nós nos apresentamos doentes, né? A doença, ela é um desrespeito a lei divina. Ela representa uma falha nossa diante da lei divina e que causa 11 momentânea desarmonia da alma e que, em última instância, leva ao comprometimento do corpo orgânico, mental, levando ao adoecimento. Então, dessa forma, é a busca das causas profundas do do adoecimento e a proposta de uma terapia que leve à educação da alma. Elas devem sempre estar presentes, independente da linha terapêutica, se é homeopática ou se é alopática, né?
O doutor Bezerra? Ele coloca abre aspas na sua mensagem, medicar, operar ou qualquer outro procedimento profissional são meros instrumentos de Amparo e sustento temporário. Ou seja, são ferramentas. Mas a saúde, como Emanuel mesmo nos contempla no livro o consolador é a completa Harmonia da alma. Então, portanto, para que a gente alcance a saúde, a gente precisa da transformação íntima do ser. Doutor Bezerra de Menezes ainda traz para nós uma frase que eu gostaria de encerrar o nosso programa aqui com ela dizendo o seguinte, abre aspas. Portanto, todo instrumental que ampara, alivia e sustenta é bênção para o caído e sofredor da Terra, sem nunca se esquecer de que só a transformação moral é a verdadeira terapêutica.
Com total eficácia e que no evangelho de Jesus encontramos todas as medidas preventivas e todos os verdadeiros métodos terapêuticos para a cura integral. Fecha aspas alertando a nós que jamais esquecemos de que, independente da linha em que nós busquemos a nossa terapia, a transformação íntima é. A grande ferramenta que nós temos que trabalhar para alcançarmos a nossa verdadeira cura, que Jesus nos abençoe e que tenhamos todos uma semana de muita luz e de muita paz.