Transcrição do episódio
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Bom dia meus queridos ouvintes da web radio, me e-mail. Uma enorme satisfação estar aqui com vocês no programa saúde e espiritualidade. Você meu nome é Ricardo Cavalcante. Eu sou membro da associação médico espirito de Botucatu e hoje nós estaremos conversando sobre um assunto que surge muitas vezes. Quando nós é iniciamos o estudo da da interpretação e do entendimento que a doutrina espírita nos oferece acerca das doenças e do nosso processo de adoecimento, a doutrina espírita mostra para nós que no modo geral, as nossas doenças. Elas são condições necessárias para a nossa evolução espiritual.
Elas representam, em última instância, a as nossas falhas, as nossas imperfeições, porque elas decorrem justamente das dos comportamentos inadequados, dos pensamentos, dos sentimentos. Infelizes que nós nutrimos dentro de nós. E isso vai repercutir sobre o perespírito gerando alterações. Isso vai repercutir sobre o corpo físico gerando alterações. E assim nós nos encontramos adoecidos. Por isso que diante de todo o processo de doença, é muito importante que a gente faça sempre uma reflexão. Sobre nós mesmos, para que a gente possa aproveitar aquele momento, aquela oportunidade para o nosso aprendizado, para o nosso crescimento.
Algumas pessoas, diante desse cenário, diante desse contexto que nós temos sempre comentado aqui nesses programas é, questionam se diante disso, não seria então melhor que nós aceitássemos a doença? E não nos mobilizássemos para o seu tratamento, que nós ficássemos então sofrendo pela doença, uma vez que há a necessidade daquela doença na nossa vida como uma forma de nos reequilibrarmos, como uma forma de nós, é transformarmos intimamente aquilo que nós trazemos e cultivarmos em nós as virtudes que Jesus nos ensinou. Esse pode se parecer um pensamento lógico. É o mesmo pensamento que algumas pessoas têm diante não só das doenças, mas das demais vicissitudes que nós enfrentamos na nossa vida, dos demais problemas que nós enfrentamos na nossa vida.
Ah, eu tenho que vivenciar. É uma situação, por exemplo, de muita dificuldade financeira. Eu tenho que vivenciar um conflito familiar muito grande. É conflito às vezes com outras pessoas, situações que se fazem problemas na nossa vida e que muitas vezes a gente ouve pessoas divulgando erroneamente, dizendo que aquilo é uma ideia espírita de que se é, a pessoa precisa passar por aquilo. Então a gente não deveria. Se mobilizar para auxiliar essa pessoa ou e ela não deveria procurar auxílio para vencer aquele problema e ela deveria aceitar e viver aquilo de maneira totalmente passiva diante daquilo que está acontecendo.
Então nós trazemos aqui essa questão para uma elucidação e para nos responder a essa questão. Eu trago a vocês um texto de Allan Kardec. Vejam bem, um texto de Kardec que está no evangelho segundo o espiritismo. Quando Kardec, no último capítulo do evangelho, ele traz pra nós as coletâneas de preces espíritas. E dentro dessas coletâneas de preces existe um item lá que é a prece pelos doentes e pelos obsidiados. Então, quando ele vai falar para nós, explicar para nós, né? Trazer um modelo que nos inspire de como que a gente poderia fazer uma prece para uma pessoa doente, ele explica um pouquinho como que funciona esse processo do adoecimento e qual é o nosso papel diante disso.
Então nós vamos ler aqui. É um trecho pequeno e que vale para nossa reflexão. Então, o que que Kardec nos diz? Abre aspas, as doenças. Fazem parte das provas e das vicissitudes da vida terrena. São inerentes à grosseria da nossa natureza material e a inferioridade do mundo que habitamos. As paixões e os excessos de toda ordem semeiam em nós germes mal sãos e às vezes hereditários. Vejam bem. Fecha aspas aqui vamos entender esse trechinho do Kardec, falou. Então ele coloca aquilo que a gente vem trazendo nos nossos programas, que a gente vem sempre comentando, sempre falando que as doenças então são provas.
São situações ou expiações, né? Que são. Mas são situações que vem que acontecem na nossa vida, decorrente da nossa inferioridade espiritual, entendendo que o processo de adoecimento ele guarda. Na alma guarda na nossa intimidade a sua origem, então ela decorre, como a gente já comentou inúmeras vezes, então, as atitudes que muitas vezes errôneas que cometemos no passado, que permitam com que hoje a gente nasça e a gente, durante a nossa existência, tenha predisposições a certas doenças pelas é alterações que nós provocamos no perespírito, consequentemente no corpo físico e que são transmitidas de uma.
Encarnação a outra. Vejam bem, ele até coloca isso, olha as paixões dos excessos de toda ordem semeiam em nós. Germes mal são às vezes hereditários. Ou seja, a gente mesmo vai criando essa hereditariedade, a gente vai levando de uma encarnação a outra. E essas é. Condições essas predisposições a certos adoecimentos decorrentes justamente daqueles comportamentos errados, daqueles comportamentos que são contrários às leis divinas, como a inveja, o ciúme, como o pessimismo, a revolta, né? Que são manifestações, muitas vezes do que do nosso orgulho, do nosso egoísmo, da nossa vaidade. Condições todas que são certamente contrárias.
As leis divinas. Então, quando a gente precisa resgatar isso, a doença vai vir dessa forma. Então ela é uma característica presente no nosso mundo. E aí Kardec continua aqui, olha nos mundos mais adiantados. Então ele falou primeiro do nosso mundo. Então, nos mundos mais adiantados, física ou moralmente, o organismo humano mais depurado e menos material. Não está sujeito as mesmas enfermidades e o corpo não é minado surdamente pelo corrosivo das paixões. Vejam que interessante. Por quê? Porque nesses mundos superiores nós, né? OA humanidade que ali vive já está numa condição melhor. Já tem um outro, um outro pensar, já nutri outros sentimentos.
Então são mundos. Em que o bem predomina sobre o mal. Por isso que são mundos em que não há mais a necessidade do adoecimento, como nós o vivenciamos aqui. E por isso o corpo está mais depurado, a alma está mais depurado e, consequentemente, estão mais livres das doenças. Temos assim, Kardec continua. Temos assim de nos resignar as consequências do meio. Onde nos coloca a nossa inferioridade até que mereçamos passar a outro. Ou seja, a gente tem que, primeiramente, diante da doença, aceitá la entendê la que aqui no mundo em que nós nos encontramos e se estamos encarnados nesse mundo, é porque a nossa condição evolutiva é, vamos dizer assim, é, ela é, é.
Sintonizada a esse padrão de evolução que tem no planeta. Então ninguém está encarnado aqui por um acaso. Os que estão aqui é porque precisam estar aqui, ou seja, se encontram nessas condições de evolução. Então temos que entender que a gente será acometido pelas doenças, nós seremos afetados por elas, decorrente dessas nossas é dos nossos comportamentos inadequados. Mas aí Kardec continua, olhem só. Isso, no entanto, não é de molde a impedir que, esperando tal CD, façamos o que nos o que de nós depende para melhorar as nossas condições atuais. Vejam bem, olha isso, no entanto, não é de molde a impedir que esperando.
Tal CD, ou seja, esperando a doença, façamos o que de nós depende para melhorar as nossas condições atuais. Então aqui ele já traz a resposta, ou seja, não é porque nós estamos no mundo inferior, não é porque nós precisamos vivenciar a doença. E isso não vale só para a doença, vale para qualquer problema na nossa vida. Deus nos oferece todas as condições para que a gente possa vencer aquilo ali. Então não é por um acaso que Deus permite com que a humanidade, através da sua inteligência, desenvolva a medicina, que vai nos oferecer recursos para o tratamento, desenvolva a enfermagem, desenvolva a psicologia, a nutrição, a fisioterapia, a terapia ocupacional, a Fonoaudiologia e tantas outras áreas que vão contribuir para.
O tratamento das doenças para o Alívio do sofrimento das pessoas. Então, essas, essas condições, esse avanço intelectual, tecnológico, ele é parte do nosso processo e a gente é responsável por procurar esses caminhos. Então, nós devemos sim procurar o tratamento diante das nossas doenças. Não é porque a gente tem que que vivenciá la que a gente vai ficar de braço cruzado. A gente deve aceitá la é diferente. Aceitar significa nós não vamos nos revoltar diante de Deus, diante da vida, porque aquilo está acontecendo conosco, entendendo que o processo de adoecimento é parte da nossa evolução. Mas nós vamos procurar o que que eu vou fazer para tratar isso, como que eu vou manejar isso, como que eu vou alcançar um estado melhor?
Então isso é uma obrigação da nossa parte. A gente deve. Né? Então a gente não pode impedir, né? Que este pensamento nos bloqueie de procurar um tratamento. E aí Kardec continua, se, porém, malgrado aos nossos esforços, não o conseguirmos, ou seja, se mesmo a gente se esforçando, né, procurando, indo atrás, a gente não consegue tratar aquela doença, a gente não alcança êxito nos tratamentos que nos são oferecidos, ele põe. O espiritismo nos ensina a suportar com resignação os nossos passageiros males, porque nós já discutimos isso aqui também, que muitas vezes, diante do processo de resgate daquele processo expiatório, o adoecimento, ele pode ser tão tenso, tão grave, que nesta vida nós não conseguimos vencê lo, nós não conseguimos curar aquela doença.
Ou às vezes nem controlaram uma determinada doença. Já apresentamos casos aqui de pessoas, né? Que Oo dano perispiritual era tão intenso que levou essa pessoa ao desencarne. Então é uma doença grave que levou a pessoa ao desencarne, não teve a possibilidade dela se recuperar por mais tratamento que fosse dado e Ah, e isso? Então a gente vai se revoltar diante disso. Não. A gente tem que entender que o processo pode ser esse e que às vezes, não é nesta existência que nós conseguiremos alcançar esse êxito. É mais na vida Futura, seja no mundo espiritual, seja na existência seguinte. Tanto que ele coloca aqui, né?
Dos passageiros, males, passageiros, porque a gente sabe que é só aqui. É só esse momento que nós estamos vivendo, que para uma existência Futura, para a vida Futura, isso pode não existir mais. Kardec continua, se Deus não houvesse querido, que os sofrimentos corporais se dissipassem ou abrandassem, em certos casos, não houverá posto ao nosso alcance os meios de cura. A esse respeito, a sua solicitude, em conformidade com o instinto de conservação, indica que é dever nosso procurar esses meios e aplicá Los. Vejam que interessante. Então, reforçando para nós, ou seja, é um dever da nossa parte procurar o tratamento, buscar os caminhos que nos auxiliam nesse processo de cura, porque Deus nos proporcionou isso.
E isso faz parte de uma das leis naturais que Kardec discorre lá no livro dos espíritos, que é a lei, que é o instinto de conservação, a lei da conservação. Todos nós procuramos conservar a vida. Isso é instintivo em nós e a gente precisa então procurar os caminhos para os nossos tratamentos. Nós crescemos com isso, alcançar a cura de uma doença ao momento em que nós é, procuramos o tratamento e alcançamos a cura. Aquilo permite um crescimento, permite 11 melhoria, um avanço para todos nós. E para encerrar o texto, Kardec ainda continua. A par da medicação ordinária, ou seja, daquilo que a medicina terrena oferece para nós, elaborada pela ciência, o magnetismo nos dá a conhecer o poder da ação fluidica e o espiritismo nos revela outra força poderosa na mediunidade curadora e a influência da prece.
Vejam bem, né? Então, mostrando para nós que além daquele tratamento que a medicina terrena vai nos oferecer. Nós também temos AO compromisso de procurar o tratamento espiritual para as nossas doenças. Porque se o problema está lá na alma, na nossa intimidade, não é só o remédio, a medicação, não é a cirurgia que vai só simplesmente resolver o nosso problema. A gente tem que resolver o que está dentro de nós. Então, AAO processo de doença, a gente tem que sempre lembrar que demanda. A nossa transformação, a nossa mudança. A mudança de pensar, a mudança de sentir os nossos comportamentos, dos valores que a gente cultiva na vida para que a gente possa verdadeiramente curar a nossa doença, alcançar a cura integral das, do, do daquilo, né?
Que nós estamos sofrendo. Então fica aqui para nossa reflexão desta semana. Importante que a gente não se esqueça de que se a doença veio para nós, é porque nós precisamos dela e nós devemos procurar o seu tratamento, procurar os meios de nos auxiliar, seja oferecido pela medicina terrena, seja como ele falou aqui, pela mediunidade de cura, como nós já comentamos em programas anteriores, então faz parte do nosso. Trabalho do nosso dever. Procurar é os meios de nos curarmos física e espiritualmente. Que Jesus nos abençoe, nos ilumine, que tenhamos todos uma semana de muita luz e de muita paz.