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Episódio 87 - Terapia de Vidas Passadas

00:20:09
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Transcrição do episódio

Gerada automaticamente a partir do áudio. Pode conter imprecisões.

Bom dia meus queridos ouvintes da web, rádio, meio e-mail. É uma enorme insatisfação estar aqui com vocês no programa. Saúde, espiritualidade, e você? Meu nome é Ricardo Cavalcante, eu sou membro da associação médico. Espírita de Botucatu. E hoje nós estaremos conversando sobre um assunto bastante interessante. Que muitas pessoas questionam. E que vale? Aqui a nossa reflexão. Que é a terapia de vida passada qual que seria a utilidade da terapia de vida passada? Quando que nós deveríamos procurar? Esse tipo de? Atendimento anos atrás, houve um. Um período. Em. Que as terapias de vidas passadas elas é?

Ficaram bastante conhecidas e muitas. Pessoas procuravam terapeutas que. Utilizavam. Desse recurso, pessoas. Que sabiam, é? Induzir a essa. Recuperação de memória de uma outra existência. E. Mas muitas delas que tinham. No fundo, um. Interesse apenas de. Curiosidade de saber? Quem foi saber o que que aconteceu na sua vida anterior, se era alguém importante, se não era tanto que a muitas vezes, né, vimos pessoas alegando, né, que fui pessoa importante, fui alguém com muito poder, trazendo histórias. É. Bastante. É Fortes e. Bastante intrigantes. Do passado. Mas muito mais com o. Objetivo de? Curiosidade de querer sanar.

As suas dúvidas? É e não com o objetivo essencial. Pelo qual a terapia de vida passada é foi instituída. É muito importante que a gente entenda. Que a terapia de vida passada. Ela é um. Recurso terapêutico. É. Que se reúne? A psicoterapia. Dentro do mesmo objetivo, quando nós procuramos um profissional. Para. Realizar uma psicoterapia o grande objetivo desse tratamento é nós buscarmos reeditar memórias que trazemos dentro de. Nós, para que a gente? Possa fazer um enfrentamento diferente, nós sabemos que muitos dos acontecimentos. Que se dão na nossa? Vida. A nossa interpretação diante daquele daquele acontecimento, ela pode ou não gerar memórias que podem ou não ser traumáticas.

E que. Possam gerar no futuro algumas alterações do nosso comportamento, como por exemplo, a ansiedade, a depressão. Pode gerar problemas com o próprio transtorno do estresse pós traumático, como a. Psiquiatria, classifica. Então, são situações. Que. No na linguagem popular, se a gente fosse dizer, né? São mal digeridas por nós. Então são situações que nós não conseguimos lidar. Nós não conseguimos gerar um enfrentamento positivo diante daquela situação. E por isso aquele, aquele. Pensamento, aquela memória. Ela é guardada? Com muito sofrimento. E isso pode refletir mesmo. Que seja uma memória.

É. Pouco lembrada ou algo? Que ficou a que tá? Escondido mais o nosso inconsciente, ela pode realmente? No futuro, é. Desencadear é comportamentos alterações que é geram, né? As as os. Chamados aí? É. Transtornos de ordem emocional. Como como exemplos que eu coloquei. Aqui, a ansiedade é a. Depressão, transtornos é dos mais diversos, né? Transtorno obsessivo compulsivo, transtorno do estresse pós traumático, fobias, né? A pessoa tem medos que não são lógicos, né? Que não são, é. Não tem um motivo claro. Porque que a? Pessoa tem aquele medo excessivo? Então, essas. Alterações elas acontecem. Um.

Psicoterapeuta padrão, que não trabalha com. Terapia de vida passada ele vai. Obviamente. É buscar auxiliar o indivíduo. Que traz essa demanda, desse, dessas condições, conhecendo EE, explorando as memórias. Daquele indivíduo. Ele vai tentar. Trabalhar para que aquele indivíduo possa. Reeditar a essas memórias? Obviamente que. O fato em. Si que aconteceu, ele não vai ser, ele não vai mudar o fato aconteceu o que? O psicoterapeuta trabalha. É uma nova interpretação diante daquele. Fato, então ele auxilia o indivíduo a reinterpretar aquele. Fato de maneira que. Você tira daquilo aquela carga. De sofrimento que aquela memória está induzindo o indivíduo quando a gente.

Faz terapia de vidas passadas. É o processo, é. Exatamente o mesmo. Então se busca. Fazer uma regressão de memória do indivíduo, então? AAA. Memória do indivíduo vai sendo. Regredida isso? Existem técnicas? Para se. Fazer a regressão de memória, então, o indivíduo. Ele vai? Regredindo nesta presente existência, muitas vezes a gente vai encontrar quando você quando. Se trabalha com? A com a regressão de memória, muitas vezes você encontra. A. Origem de determinados problemas, não numa vida anterior, mas às vezes na infância, num período em que às vezes o indivíduo não tinha uma consciência muito.

Clara das coisas. Mas uma memória do período, da infância, da vida intruterina podem ser? A causa de? Determinados problemas que estão acontecendo na vida presente, então não necessariamente ele precisa. Chegar na vida? Passada, mas muitas. Vezes o indivíduo. Alcança realmente a memória? Trazida de outras. Existências e aí? O terapeuta, ele vai ter que. Trabalhar na reedição daquela memória novamente, procurando fazer com que o indivíduo. Reinterprete aquele fato. Aquilo que aconteceu? Para que se tire aquela carga de? Sofrimento. Essa. Regressão é? Muitos espiritas questionam. Se ela seria algo?

Vamos dizer assim, se nós não estaríamos indo contrário a uma lei divina? Porque é uma lei. Divina, o esquecimento. Do passado. Quando nós reencarnamos é nós é abandonamos aquela memória da existência anterior no mundo? Espiritual a gente. Dependendo da condição em que nós nos encontramos, nós até podemos. Recobrar a memória de existências anteriores. Mas isso não é algo tão simples para a maior parte de nós. Espíritos geralmente de condições mais elevadas é que conseguem ter. Essa capacidade de? Perceber memórias mais antigas. Nós, em geral. Vamos ter a memória da última encarnação quando nós estivermos no mundo espiritual, mas ao reencarnarmos essa memória toda.

Vai ser perdida, e ela é perdida porque, porque que existe? Essa lei divina? A lei divina existe justamente. Para nos auxiliar a reeditar. O novo comportamento para presente. Vida. Se nós lembrássemos dos acontecimentos passados, se nós é tivéssemos espontaneamente essa memória de uma maneira fluida, muitas vezes nós teríamos grandes. Dificuldades de fazer? Diferente, então a gente teria muita. Possibilidade de. Recorrer os mesmos erros, por exemplo. De não conviver adequadamente com pessoas dos quais no passado nós tivemos alguma desavença, algum problema. E aqui nós, essa pessoa pode ser uma alguém da nossa família, um pai, uma mãe, uma esposa, um filho, uma filha, um irmão, um tio, um avô, avó.

Pode ser alguém muito próximo de nós e que nós estamos tendo a chance. De reeditar aquela, aquela. Relação, construir uma nova relação, uma relação mais amorosa, mais fraterna, em que a gente abandone comportamentos. Do passado. Então, o esquecimento do passado ele é muito importante se nós lembrássemos. De todos. Os erros que nós cometemos, nós poderíamos entrar num processo depressivo muito. Profundo porque? Muitas vezes, a. Gente identificaria. Que cometeu? Erros, terríveis crimes. Hediondos. Porque certamente no passado nós não fomos pessoas do bem, muito tranquilas. Porque se tivéssemos? Sido?

Nós não estaríamos aqui. Se estamos encarnados neste mundo, o mundo que ainda é de provas e expiações, é porque nós trazemos. Do passado, muitos. Erros cometidos então, se nós lembrássemos? Desses erros isso. Poderia gerar um sofrimento muito grande que nos mais estancaria do que nos. Auxiliaria a vencer essas dificuldades, então? A perder a memória, nesse sentido, é bom. É bom que a gente não recorde, mas o que que acontece eventualmente quando a gente está diante de uma pessoa? Que traz consigo um. Sofrimento muito grande traz algum transtorno de ordem emocional, então um transtorno de ansiedade, uma depressão, transtorno do estresse pós traumático, uma fobia, muitas vezes alterações.

No seu comportamento que não conseguem encontrar na presente vida uma. Justificativa para aquilo é possível, sim. Que a gente. Acesse essa terapia. Ela é uma. Terapia que é desenvolvida e que pode auxiliar. E que é benéfica para muitas pessoas. No entanto, o primeiro. Cuidado que a gente deve ter aqui é a busca de um. Profissional que seja. Qualificado para essa? Função, porque não são todos os profissionais. Que sabe? Lidar com isso, a pessoa necessita de treinamento, de capacitação. Pra que ele possa fazer. Isso de uma maneira. Adequada, porque essa terapia você vai. Mexer com memórias? Do passado, que a princípio era por ficar esquecidas, então o terapeuta tem que saber fazer.

Isso com muito cuidado, com muita. Cautela para que aqui aquela abordagem? Beneficie o indivíduo e não cause mais dano a ele. Então isso é muito importante, então, além da gente. Procurar a terapia de vida passada como terapia, ou seja, é porque eu trago. Realmente uma demanda. Procura o terapeuta, o terapeuta. Vai encontrar os caminhos. Como eu falei muitas vezes, o terapeuta não precisa fazer a regressão para uma vida passada. Às vezes, vai encontrar na vida presente. As justificativas e vai abordar essa. Questão, mas eventualmente. Ele vai, puxa. Não está aqui, deve estar mais para. Trás e aí?

Ele vai chegar naquele ponto? E vai procurar auxiliar o? Indivíduo nesse sentido, então é muito importante que a gente tenha essa consciência. A outra? O outro ponto fundamental, quando a gente pensa em terapia de vida. Passada. É que ela não é uma ferramenta útil. Para a gente checar fatos? Que aconteceram no passado, muitas pessoas. Que. É, fazem. Ou né? Fazem ou que procuram, né? Que tenham interesse em. Procurar a. Regressão de memória com uma terapia. De vida passada, como eu falei pra vocês? É muito mais pra uma curiosidade do que realmente pra solucionar o seu problema. Porque as que nem?

Sabe o que que aconteceu? Mas o que aconteceu? Nós não temos como. Saber através. De uma regressão de memória, por que? Porque aquilo que a gente recupera do. Indivíduo da memória do indivíduo é a percepção. Que aquele indivíduo teve da realidade? Mas ela não é a? Realidade verdadeira? Mas é. Como o indivíduo. Viu e interpretou. Aquele fato? Então, a percepção. Você. Associa, né? As informações sensoriais, então, aquilo que os nossos órgãos do sentido nos permitem captar de informação. Mas a gente associa isso. A nossa cognição, né? O nosso raciocínio. As nossas memórias anteriores, as experiências anteriores, e a gente cria o que, uma interpretação daquele?

Fato, então aquilo. Que o indivíduo vai narrar diante? Do terapeuta é. Como ele interpretou? O fato? O fato em. Si. Pode ter acontecido como pode não ter acontecido. Pode ter acontecido de uma maneira diferente da de como o indivíduo tá narrando, mas é como ele entendeu aquilo. E muitas vezes, a gente. A gente nem precisa fazer regressão de memória, né? Mas quantas vezes na nossa? Vida. A gente é vê um. Fato e acaba. Interpretando ele não da maneira como ele realmente aconteceu, mas de acordo com a nossa percepção é, recentemente, eu estava até é vendo uma discussão. A respeito dessa. Questão é não relacionado até a perdida dos passados, mas a questão da nossa percepção, que é 11111.

Um fato. Que que é bem descrito que está na nossa. Literatura brasileira. Que é uma obra de Machado. De Assis. Chamada dom kasmurro é uma. Obra clássica da literatura brasileira. Nessa obra, dom kasmurro, o Machado de. Assis. Coloca como personagem principal o Bentinho. E que tinha um. Relacionamento com a Capitu. E essa obra toda, ela se. Passa dentro de um drama que o Bentinho vivia. Se Capitu haveria o traído? Ou não. Na obra Machado de Assis, ele não responde essa pergunta, se houve ou não houve traição por. Parte da Capitu. Na percepção do Bentinho? Ele acreditava que ela. Tinha traído, mas ficava sempre com aquela coisa assim.

Eu acho que ela me traiu, eu acho. Que ela me traiu, mas em nenhum momento ele ele teve uma situação de flagrante de, né? Pegar ela num momento que ela realmente estivesse fazendo alguma coisa e ela nunca confessou. Qualquer tipo de. Traição para ele, mas ele acreditava naquilo. E a obra? Justamente, né, que Machado de Assis nos traz. É essa? Questão, né? Então não foi à toa. Que ele escreve esse esse livro? Justamente para trazer a nossa reflexão é como que nós percebemos a realidade? A percepção da. Realidade, ela é muito variável. Para. Nós e ela. Vai depender muito. Da bagagem. Prévia que a gente carrega e da?

Né associada a? Cognição naquele momento, né, do daquilo que nós estamos vivendo. E aí? A gente gera uma interpretação que pode ser. Real. Pode realmente o fato ter acontecido, ter? Sido daquela? Forma como pode não ter sido. Então isso é muito importante que a gente entenda, porque quando a gente faz a regressão de. Memória o terapeuta. Ele não está preocupado com o fato, ele não está buscando o fato em si, mas ele está buscando as interpretações. Do passado que nós tivemos? Para que ele possa reeditar aquilo, ajudar. O indivíduo, numa reedição, tem um. Um relato trazido é. Na obra saúde integral, né, um livro?

Que foi publicado pela ame Brasil pela associação. Médico. Espírita do Brasil, e. Que é bastante interessante para a gente. Poder refletir a respeito. Dessa questão, porque é um. Caso prático? Né, de quem? Está habituado a trabalhar com isso, que é o Júlio Peres. Que é 111 grande. Pesquisador dessa área. É e dentro da da, desse, das questões. De saúde e espiritismo. E ele traz para nós é um caso muito interessante de um. Jovem músico que ele referia. Né, ele procura. OAAA. Psicoterapia. Porque ele tinha. É. Alguns sintomas, algumas manifestações, como por exemplo, ansiedade, sentimento de impotência, que ele não não sabia da onde que vinha isso, né?

11111, questão que era íntima dele. Ele sentia aquilo de uma maneira muito forte, mas ele não achava uma causa, não, não, não estou passando por nenhuma situação difícil. Por que que eu estou me sentindo dessa maneira, né? Por que que eu tenho essa sensação de impotência muito grande? Então AAO. Psicoterapeuta começa a. Trabalhar o esse rapaz? EE num determinado ponto da psicoterapia, né? Esse rapaz conta que ele tinha um sonho. Um pesadelo. Que era continho. Ele se repetia muito Pra Ele. Era um pesadelo em que ele se via, né? É diante de um grande lobo. Que era feroz. Com dentes afiados? E que estava?

Sempre pronto para atacar ele, mas ele sempre acordava antes que acontecesse qualquer coisa. Esse era um sonho, se repetia muitas vezes. O psicoterapeuta acabou buscando. Né Na Na regressão de memória 111. Resposta para. Isso uma maneira de tentar entender, será que havia? Relação desse? Pesadelo, mas muito provavelmente sim. Do pesadelo. Com aquele sentimento de impotência? Com aquela ansiedade? E esse indivíduo, realmente ele tem 11 regressão em que ele se viu como uma. Criança que estava. Dormindo, né? Dentro de um barraco de madeira, num. Local todo cheio. De neve é? Ele relata que quando ele acordou, ele estava sentindo muito.

Frio e ele? Viu que havia diante dele um lobo grande. Que olhava para ele. Através de uma porta que estava. Aberta e ele foi atacado por esse lobo. Foi morto? Por esse. Lobo foi uma morte muito traumática, não havia ninguém ali que. Pudesse socorrê lo é. A pergunta é, né, será que ele realmente? Essa. Foi AA maneira como ele desencarnou. Foi assim que ele desencarnou na última existência, por exemplo, nós não temos como ter certeza, mas de qualquer maneira, essa imagem, essa memória. Havia dentro dele e ele precisava lidar com. Aquilo, essa memória ele estava levando ele. A esses, a essa. Condição atual, levando ele a ter ansiedade, levando ele a ter esse sentimento de impotência.

Então o psicoterapeuta trabalhou esse aspecto. Então ele entendeu que né? A ansiedade Oo desamparo. Eles pertenciam aquela memória dele, que podia ter sido acontecido no passado, mas que agora ele vivia num outro ambiente, num outro contexto. Era uma outra. Vida e aí? Ele realmente conseguiu, né? Ele não era desamparado, ele tinha apoio da família. E aí ele sentiu então que. Aquilo é, ele reeditou a interpretação e isso fez com que ele parasse de ter aqueles pesadelos que ele melhorasse a sua ansiedade, melhorasse seu sentimento de. Impotência. Então, dessa. Forma. Que a terapia de vida passada vai trabalhar e.

Como eu disse a vocês, né, não importando, não é? Objetivo do terapeuta, querer saber se o. Fato aconteceu ou não, mas é reeditar a memória do indivíduo. Então fica aqui. Para nossa reflexão, para conhecimento das pessoas, é uma terapia que. Tem as suas utilidades, um ponto muito importante. É que a gente só deve utilizar a terapia de? Regressão, né, de? Vida passada? Né, regressão de memória? Para as pessoas que. Aceitam isso? A gente não deve forçar ninguém a essa questão, mas. Que pessoas que aceitam esse tipo de abordagem que. Jesus nos abençoe, que tenhamos uma semana de muita. Luz e muita paz.