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Estudando a Mediunidade - Chico Xavier com Dr. Ricardo Cavalcante

00:20:01
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Transcrição do episódio

Gerada automaticamente a partir do áudio. Pode conter imprecisões.

De que forma a prática espírita favorece a sua saúde física e mental? A web rádio memei apresenta saúde, espiritualidade e você? Bom dia meus queridos amigos internautas, ouvintes da web rádio memei. É uma enorme insatisfação estar aqui com vocês no programa saúde e espiritualidade. Você. Meu nome é Ricardo Cavalcante, sou membro da associação médico espírita de Botucatu e nós nos reunimos aqui todos os domingos às 11:00 da manhã para refletirmos sobre temas que são relacionados a nossa saúde, vinculados ou observados sob uma ótica espírita, aquilo que a doutrina espírita nos ensina para. Agregar informações àquilo que a ciência terrena já nos coloca diante da nossa saúde.

Para aqueles que têm interesse, nós trazemos aqui também um convite, a possibilidade de vocês que nos ouvem, que nos assistem, de trazerem para nós dúvidas, questionamentos, assuntos que gostariam que nós tratássemos aqui no nosso programa. E para isso nós temos um canal de comunicação que é o WhatsApp. Eu vou passar aqui para vocês um número que se vocês tiverem dúvidas, questionamentos, gostariam que novos temas fossem abordados? Tragam para nós. Enviem através desse número do WhatsApp que nós abordaremos essas questões aqui aos domingos. Então tomem nota aí do número ODDD é 14 e o número 9.

98344781, vou repetir mais uma vez. 14 ODDD 998344781. Portanto, faço esse convite para que vocês participem conosco aqui do nosso programa, trazendo esses questionamentos. No programa de hoje, nós estaremos conversando aqui sobre um estudo. Que foi recentemente publicado, que trata da análise da mediunidade de Francisco Cândido Xavier. O que que eu trago esse estudo aqui? O que que isso tem a ver com a nossa saúde? É muito importante sempre a gente considerar. E para aquelas pessoas que são médiuns, especialmente os que são médiuns ostensivos, vivem uma questão que muitas vezes é questionada, uma condição.

Que é bastante questionada pela medicina terrena que essas pessoas podem estar tendo. É alucinações terrídeos com as informações e com aquilo, com aqueles conteúdos que a mediunidade oferece a essas pessoas. Então, se elas têm claro evidência, se elas estão vendo alguém que só elas veem, se elas ouvem vozes, né? Se elas psicografam alguma coisa, a medicina terrena ainda tem dificuldade de. Compreender essas questões e essas pessoas muitas vezes são classificadas com distúrbios mentais. Mas nós, espíritas, que estudamos a mediunidade e sabemos que não há doença alguma nessas pessoas, a mediunidade não é uma doença.

A mediunidade é um dom, um dom que nós recebemos, que aqueles que têm a mediunidade ostensiva encarnam com uma tarefa, com uma missão muito importante de desenvolver. Essa potencialidade para trazer consolo, conforto para as pessoas que aqui se estão. Então, todo médium tem sempre uma tarefa muito grande e conhecer a mediunidade, ter um domínio dessa, dessa, dessa potencialidade, dessa capacidade que alguns de nós, né, tem de maneira ostensiva. Lembrando que todos nós somos médiuns. Alguns. Em maior grau, que são os que tem mediunidade ostensiva. E a grande maioria que tem uma mediunidade, vamos dizer assim, basal padrão, que vai ter algumas percepções, mas não tem essa ostensividade toda.

Mas quem tem essa ostensividade toda sofre muitas vezes com essas questões. Por isso que é muito importante que a gente estude, conheça a mediunidade. E é por esse motivo que tratamos esse assunto no nosso programa, esse estudo. Que saiu recentemente publicado numa revista chamada Explorer, que é uma revista científica norte Americana, que eventualmente traz, já já trouxe várias pesquisas, atualmente traz mais uma pesquisa relacionado a estudos espíritas sobre mediunidade e agora, especificamente estudando a mediunidade de Francisco Cândido Xavier, esse estudo. Ele foi conduzido por um grupo de pesquisadores portugueses e por um brasileiro, que é o professor Alexander Moreira Almeida, professor da Universidade Federal de Juiz de Fora, psiquiatra, certamente hoje um dos grandes, talvez um dos o maior estudioso desse tipo de assunto, desse tipo de temática dentro do meio científico, mas com o foco de tentar demonstrar.

A existência da mediunidade, a existência de uma consciência que está extracorpórea, que é o espírito, que é todo o trabalho que Kardec sempre se dedicou durante a obra da codificação. Então, o Alexander hoje tem um papel muito relevante dentro dessa, desse campo científico. Ele certamente traz contribuições que são fundamentais para que a ciência possa reconhecer. É esses fenômenos e a existência. De uma existência extracorpórea esse estudo, eles analisaram uma comunicação do Chico que aconteceu no ano de 1955, que foi gravada. Então interessante é isso. Como houve uma gravação, foi possível checar essa comunicação.

Então é 111 sessão, então é uma sessão de de aproximadamente aí quase 1 hora de sessão, então. É um período longo, né? Em que Chico vai, né? Trazendo conteúdos pela sua mediunidade, as pessoas que estavam ali presentes. Essa sessão ela aconteceu junto com um líder, é da comunidade espírita portuguesa. E é por isso que tem os pesquisadores portugueses, porque despertaram neles esse interesse que é o Isidoro Duarte Santos. Então é Chico. Estava com ele e por conta disso, foi possível. Então é fazer essa gravação e analisar essa gravação. O que é interessante é que nessa sessão é foram identificados 65 itens verificáveis.

Para os pesquisadores, isso é muito importante. Por que? Porque o item verificável. É possível você saber se ele é. Verdadeiro ou não, se há veracidade naquela informação, então, de tudo aquilo que Chico falou que ele trouxe, como é conteúdo da mediunidade, de informações que ele trouxe, 65 itens eram possíveis de serem verificados. Itens que se referiam ao que a pessoas, a locais. É informações que foram trazidas ali, que era possível eles identificarem. Chama a primeira atenção já aqui desses 65 itens. Quase 90% deles. Os pesquisadores checaram e verificaram que eles estavam completamente corretos.

Então, isso mostra um poder muito grande da mediunidade do Chico. Ah, mas por que que algumas pessoas já questionaram? Acho que que não é 100%, né? Quer dizer que Chico errou em algumas coisas, sim, e isso é possível por 2 motivos. O primeiro motivo o próprio Chico colocava, mas isso Kardec nos explica muito bem. Que toda comunicação mediúnica sempre tem uma pequena interferência do médium. Então, nem sempre o médium consegue 100% expressar aquela informação que o espírito está ditando. Pode ter uma leve interferência. Quanto mais desenvolvida a mediunidade, quanto mais a capacidade mediúnica daquele indivíduo, menor é essa interferência.

Mas o próprio Chico dizia que ele com toda a capacidade que ele tinha. Certamente Chico é o médium. Com maior capacidade e maior desenvolvimento que eu acho que a gente conheceu é, nos vamos dizer assim, na atualidade é, ele é. Dizia que uma certa interferência dele podia estar presente. Então esse é um fator que pode gerar erro. O segundo fator é que o próprio espírito comunicante nem sempre também traz a informação correta. A gente também tem que levar em consideração esse aspecto, né? Às vezes a informação que a espiritualidade traz não é correta, lembrando que. Não é porque o indivíduo está no mundo espiritual, é que ele é o detentor de da verdade, né?

Porque ele conhece tudo. O espírito que está lá no mundo espiritual era alguém que estava aqui até um tempo atrás. Então, do mesmo jeito que nós aqui encarnados, cometemos falhas, erros, equívocos, o que os que estão do lado de lá também podem cometer isso, né? Isso, inclusive, foi o motivo pelo qual. Kardec, quando codificou a doutrina, explicou. Quando ele fez todo o trabalho de codificação da doutrina espírita, ele desenvolveu um método, é científico, um método de experimentação, para poder checar a veracidade das comunicações que ele recebia. Então, o que que o Chico fazia? Ele fazia a mesma pergunta pra médiuns diferentes, pra espíritos que estavam se comunicando diferentes.

Fazia a perguntava a mesma coisa, de maneira diferente, para checar o que? Para checar se aquela informação se repetia ou se era apenas um espírito que vinha falar aqui ou aquilo não se repetia mais. Será que aquilo é verdadeiro? Será que não é? Então isso porque Kardec compreendeu esse aspecto, que os espíritos que se comunicam também podem ter suas falhas. Então esse é um ponto muito importante e por isso que a gente não espera que haja 100%. De veracidade nas informações. Você pode ter um pouco de falha, mas alcançar e bater aí muito próximo aos 90 foi 88% de informações verificadas e que estavam corretas.

É um índice extremamente alto e que mostra a grande capacidade mediúnica de Chico Xavier. Gostaria de destacar que nesse trabalho. É, tiveram 2 pontos que eu acho que vale muito a pena a gente colocar. O primeiro foi a comunicação de um espírito de uma senhora chamada Isabel ramos. Por que que foi bastante marcante? Porque se pode checar muita coisa a respeito desse espírito. Esse espírito é um do espírito desconhecido para todos os presentes na reunião. Então, nem Chico, nem o isidor Duarte, nem nenhum dos presentes conhecia quem era Isabel ramos, nenhuma, era uma pessoa. Que não, não fazia parte do do círculo de amizade de ninguém que estava ali.

Então ninguém sabia quem era essa pessoa. E foi muito interessante. Por quê? Porque ela trouxe uma série de detalhes a respeito da sua vida e que permitiram com que pudessem ser, inclusive checados. Então esse espírito, ele ela coloca, era uma brasileira, mas que desencarna em Portugal, então ela. Colocou ali o nome do marido dela, que foi checado. Então verificar realmente aquele nome estava correto. Era o nome do marido, né? Que se chamava Alexandre Rodrigues de Souza ramos, é dizia a ela que tinha falecido na cidade de chaves, em Portugal, e esse dado foi confirmado no dia 20/11/1934. Esse dado também foi confirmado.

É também dados de precisão, né? De alta precisão. Como, por exemplo, o fato dela ter se mudado para Portugal em busca de tratamento por alguma doença que ela estava apresentando. Foi 11 dado que foi confirmado porque ela dizia que ela buscava uma fonte de água, curativa e chaves. Tem uma instância termal que existe essa questão de que pessoas mudavam para lá para poder buscar tratamento nessas águas. É Ela a Isabel ramos descreve detalhes da cidade. E que também foram confirmados, como por exemplo, a ponte de Trajano, que é 11, construção da ainda da época do Império Romano, que existe lá e que ela descreve na sua comunicação.

Então tem muito detalhe, muitas coisas que puderam ser checadas. Então, o caso da Isabel ramos, ele ficou muito bem documentado dentro dessa sessão de comunicação aí é do Chico e isso chama bastante atenção. Porque mostra assim, olha, Chico não podia conhecer, não, não sabia quem era Isabel ramos, Isidoro não sabia, nenhum dos presentes sabiam quem era essa pessoa. Então da onde que veio essa informação, né? Como que como que Chico acessou esse conteúdo todo? Então a melhor explicação pra isso é de uma consciência extracorpórea que está se comunicando, está transmitindo essas informações a ele, né, pra que ele possa é transcrever isso daí, então isso.

É algo que chama muito a atenção e traz, né? De uma maneira bastante robusta. AA uma comprovação da comunicação mediúnica, né? E da existência do espírito de uma consciência que está além desse corpo, que quando esse corpo morre, ela continua existindo. Outro ponto muito interessante dessa sessão foram 2 poesias que Chico recebeu. Chico recebe 111 poesia do espírito João de Deus e uma outra de um terro de quintal, que foram 2 poetas portugueses já desencarnados há muito tempo. E Chico então é recebe 22 das 2 poesias durante a reunião. Essas poesias, elas foram submetidas a uma análise linguístico.

É científica, né? Linguístico literária. É tanto quantitativa, qualitativa. Fizeram comparações com as poesias que esses autores é tinham enquanto encarnados. Então foi feita por alguma análise para checar assim, olha, será que aquilo que Chico escreveu é condizente com o estilo desses autores? E realmente isso foi é confirmado pelo pelo pelos pesquisadores que fizeram essa análise, pelo fato de que o estilo da poesia era o mesmo, então. Eram sonetos, decassílabos, heróicos, clássicos desses 2 autores estilos como, por exemplo, é João de Deus, que gostava muito de falar sobre a questão da natureza, né?

Das flores, dos pássaros, tal. Isso fica marcante nessa poesia que Chico recebe. Ao mesmo tempo, Antero de quental, que gostava de usar muitas alegorias, metáforas, tal, também vai aparecer nessa nessa poesia do Chico. É, então isso chama bastante atenção, né? O tipo de rima, né, que cada um desses autores trabalhava também aparece nesse, nessa, nessa, nessa, nesse estilo. Lembrando que Chico, né? Quando a primeira obra que o Chico psicografou foi parnazolin túmulo, que é um livro todo de poesias e com uma quantidade enorme de autores ali e que já foi inclusive submetido a uma série de análise, foi até tese de de né, de.

De doutorado de alguns pesquisadores. E que mostra assim, né? Que se Chico dominasse todos esses, o estilo de todos esses autores, a ponto de conseguir imitar todos eles, né? Chico obviamente teria o deveria ocupar todas as cadeiras da academia brasileira de letras, porque é impossível uma pessoa dominar tantos estilos assim. E então isso e o Chico. É uma pessoa que estudou só os primeiros anos da escola, né? Então não era uma pessoa que tinha uma formação acadêmica tão apurada assim a ponto de dominar tudo isso é apenas né por aquilo que ele recebeu nessa presente existência, então isso chama muita atenção.

E na nessa, nesse estudo aqui, nessa publicação aqui que tá na revista Explorer, chama atenção porque esses 2 poemas fica bastante claro que não. Não era possível o Chico ter esse domínio. Desses estilos todos. Mas os poemas são claramente, né? Muito característicos desses 2 poetas portugueses que já desencarnaram. Então esse esse trabalho ele vem né? Corroborar uma com mais uma informação a respeito da comunicação, mediúnica a respeito da existência do espírito e trazer, né? Essa, essa, esse conceito, essa realidade para a ciência. Isso é muito importante porque a partir do momento que a ciência tenha começar a entender que a nossa saúde, a nossa situação de hoje, ela não depende apenas deste corpo físico.

Ela não é apenas o produto de corpo físico que a nossa mente não é o produto do nosso cérebro. Mas é o contrário, ela preexiste ao nosso cérebro. Ela continuará existindo após este corpo perecido. E que É Ela o grande comandante para todos os fenômenos que acontecem no nosso corpo, que a nossa saúde, ela é diretamente dependente das nossas, da nossa casa mental, como o Emmanuel chama, é a nossa saúde é diretamente dependente disso. Por isso que todas essas esses estudos trazem essa vem reforçar essa a existência. Desta mente, desta consciência extracorpórea, eles são fundamentais para que a ciência alcance esse conhecimento que a doutrina espírita vem nos oferecer, para que a gente possa entender mais profundamente aonde estão a gênese dos nossos problemas, aonde que as nossas doenças vão surgir verdadeiramente, entender que o corpo é apenas a expressão de um problema que está lá na nossa intimidade.

Que começa lá os fatores ambientais, os fatores externos. Eles são contribuintes, sim, mas que a origem de tudo. O problema nasce lá na nossa intimidade, na grande parte dos problemas. Não que a gente não possa ter outros problemas de saúde que são de causas externas. Isso pode acontecer. André Luiz coloca isso pra gente, Emanuel coloca isso pra gente, mas de modo geral. Para a maior parte das nossas doenças, principalmente aquelas doenças mais graves, aquelas doenças crônicas, aquelas que não tem cura, aquelas doenças que a gente vai ter que levar, aprender a conviver com elas durante a vida.

Essas todas, com certeza, guardam na nossa intimidade, na nossa consciência, na nossa mente, a origem do seu problema, da sua formação. Fica aqui então para reflexão dessa nossa semana. Que possamos todos ter uma semana, muita luz. De muita paz.