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Estudando a mediunidade parte 2 - com Dr. Ricardo Cavalcante

00:21:02
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Transcrição do episódio

Gerada automaticamente a partir do áudio. Pode conter imprecisões.

Bom dia meus queridos amigos, internautas, ouvintes da web, rádio, no e-mail. É uma enorme satisfação estar aqui com vocês no programa saúde e espiritualidade. E você? Meu nome é Ricardo Cavalcanti. Sou membro da associação médico espírita de Botucatu e nós nos reunimos aqui todos os domingos às 11:00 da manhã para fazer uma reflexão. Diante de assuntos ligados à nossa saúde, perante uma ótica, como que a doutrina espírita enxerga determinados fenômenos e como que a gente pode utilizar isso para o nosso cuidado, para a nossa construção da nossa saúde? Atualmente nós conseguimos uma Conquista muito importante em relação.

A este nosso programa, que é a possibilidade dos nossos ouvintes, internautas enviarem perguntas para que a gente possa trazer essa discussão aqui no programa, então eu convido a vocês quem tiver dúvidas, questionamentos, assuntos que sejam de interesse para que a gente possa conversar aqui no programa que vocês possam enviar. Através do WhatsApp, mensagem do WhatsApp, perguntas para nós. Essas essas mensagens serão recebidas pela rádio no e-mail. E a partir daí, então nós poderemos em programas seguintes trazer esse, essas discussões, esses conteúdos. Então, quem tiver interesse, tomem nota aí do número do WhatsApp que eu vou passar agora, BDD 14.

O número 99834-4781 vou repetir de novo 14 o DDD 998344781, então quem tiver interesse eu convido a enviar para nós dúvidas, questionamentos. Assuntos que gostariam que nós conversássemos aqui e nós poderíamos ter esta linha de contato, de conversa. E nos programas seguintes nós iremos é trazendo esses conteúdos para a nossa discussão. No programa de hoje, nós daríamos continuidade a um assunto que nós começamos a conversar no programa passado, em que nós abordamos um estudo. Que foi feito sobre a mediunidade na semana passada? O estudo que nós apresentamos aqui é que foi desenvolvido por um grupo de brasileiros, principalmente um grupo que é está sediado em Salvador, na Bahia.

É. Eles estudaram profundamente, de uma maneira bastante técnica. É a mediunidade psicográfica. Então, os médiuns que são psicógrafos, aqueles que vão escrever no programa de hoje, a gente vai trazer um outro estudo que também foi recentemente publicado, publicado este ano também numa revista científica de relevância. É. Um estudo também de brasileiros, agora, principalmente o pessoal, o grupo de Campo Grande que estuda isso também é e que. Traz pra nós um estudo que avaliou médiuns ciclofônicos, ou seja, aqueles que transmitem a mensagem mediúnica através da fala. Esse estudo ele é um estudo que buscou avaliar a dinâmica das redes funcionais cerebrais.

Por que que isso é bastante importante a gente estudar em relação à mediunidade e por que que isso? É traz informações, é relevantes pelo seguinte, uma das grandes discussões que existe acerca da mediunidade, principalmente pra aquelas pessoas que acreditam que a vida é só essa, que não é, identificam a existência de uma outra dimensão, que não identificam a existência de uma vida após a morte, da existência da alma, do espírito, que. É, imagino o que consideram que apenas é a vida terrena, é a única e a forma de vida, a única forma de existência da criatura humana, que ao fim desta vida é tudo se acaba.

É essas pessoas. Quando elas olham para alguém com mediunidade, elas tendem a considerar que o médium é uma pessoa que deve ter alguma enfermidade, deve ter alguma doença. Não é normal a pessoa se manifestar como se ela fosse alguém diferente, alguma personalidade que não É Ela. Ela se encaixaria perfeitamente dentro de critérios, por exemplo, como a esquizofrenia, em que a pessoa pode ter esse tipo de manifestação. Então, é muito importante que a gente estude médiuns como uma forma de identificar que este grupo de pessoas não são. De portadores de doenças psiquiátricas. Mas, sim, eles têm uma capacidade de alterar a sua consciência em comunicação com outra pessoa que não se encontra mais neste plano físico.

Então, esse grupo de pesquisadores quis estudar esse grupo de médiuns especificamente. Médiuns psicofônicos esses médiuns todos foram. É. Selecionados na cidade de Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul, foram 14 médiuns estudados. É contra um grupo controle, que também era composto de 14 pessoas, porém que não eram médios. Isso foi um ponto bastante importante. É porque o fato de você comparar com um grupo que não tem médiuns, né? Isso mostra as diferenças que acontecem nos médiuns com as pessoas que não tem a chamada mediunidade ostensivo. Nesse estudo, foram incluídos apenas mulheres. Mas isso não foi algo, vamos dizer assim, proposital.

Vamos estudar só as mulheres. Optou se por estudar apenas as mulheres, porque entre os médiuns que foram selecionados, porque nesse estudo eles queriam médiuns que fossem experientes. Então o médium tinha que ter, pelo menos, 5 anos de atividade mediúnica. Eram todos médiuns espíritas? Lembrando que em todos esses estudos não se incluem pessoas, por exemplo, que cobram pela mediunidade, né? Pessoas que. É, é. Utilizam a mediunidade para fins pessoais. É todas, todos os médicos que sempre são, é avaliados e estudados, né? Nesses estudos é, são aqueles que cumprem os princípios, os preceitos que a doutrina espírita considera como uma boa conduta diante da mediunidade.

Ou seja, são pessoas que trabalham. A sua mediunidade é de uma maneira gratuita. E sempre pensando, sempre dedicando essa mediunidade ao bem do próximo, nunca a interesses próprios. Então, esse é um ponto fundamental. Acontece que quando eles foram. É. Vamos dizer assim, é recrutar os médiuns para, é avaliar, para incluir. Nesse estudo, a sua grande maioria era formada de mulheres. E aí eles optaram então. Por trabalhar apenas com as mulheres, porque ficaria mais fácil, porque seria uma diferença muito grande, então seria muito poucos homens, muitas mulheres, e para que não houvesse interferência.

E a possibilidade de você ter mais ou menos o mesmo número de homens e mulheres seria o ideal para você não ter impacto, né? Ou não ter é risco da, da, da de diferenças biológicas entre o corpo masculino e o corpo feminino. Tem alguma interferência nisso? Eles optaram, então, por pegar apenas mulheres. É por isso que apenas as mulheres fazem parte desse estudo. Então, tanto no grupo médio e aí obviamente no grupo controle também foram selecionados apenas mulheres no grupo controle é, foram colocadas pessoas é que trabalhavam no centro, que apoiavam os grupos mediúnicos, ou seja, são espíritas, conhecem bem aquilo.

Porém, não tem nenhum tipo de mediunidade ostensiva, ou seja, não são pessoas que é desenvolvem o que trabalham com a sua mediunidade na casa espírita de uma maneira ostensiva. Ou seja, não são médicos psicógicos, não são psicofônicos, não são clarividentes, clardientes. São pessoas que dão o suporte, né? E estudam a doutrina, trabalham dentro da casa espírita ou conhecem aquilo, mas não tem. Esse grau de mediunidade. Então, esse foi o grupo é controle, tá? E eles foram pareados também pela idade. Ou seja, pra cada médium, né? Se pegava um grupo, uma pessoa do grupo controle, com uma idade bastante próxima, eles eram pareados pela idade e também pelo seu contexto social, cultural, pra que também não houvesse diferenças em relação aos estímulos e as atividades cerebrais que podem existir.

Se a gente tem pessoas, por exemplo, que tem diferenças em termos de conhecimento, por exemplo, muito grande, então você pega, por exemplo, uma pessoa que é tem 11 faculdade feita, uma pós graduação, e você vai pegar uma pessoa que é analfabeta, por exemplo, as conexões, as redes cerebrais, elas são diferentes. Por quê? Porque uma recebeu muito estímulo ao longo da sua vida. Para determinado atividade cognitiva e o outro não recebeu, pode ter recebido para outras coisas. Isso pode dar diferença às vezes na interpretação dos exames. Então é, eles tentaram pegar pessoas que tivessem as suas condições cognitivas próximas, né?

Então é que tinham é mais ou menos a mesma atividade cognitiva muito bem. O que que foi feito para essas pessoas, então? Para tanto no grupo do médio quanto no grupo do controle, eles foram mapeados. Os seus cérebros foram mapeados através da atividade elétrica cerebral, que é feito por um exame chamado eletroencefalogram, o mesmo que foi feito no estudo que nós comentamos na semana passada. Então você coloca uma série de eletrodos aqui no couro cabeludo da pessoa, né? São plaquinhas que a gente cola ali. E aí? É, você capta as ondas cerebrais que são reduzidas. Lembrando que os nossos neurônios, eles formam redes, né?

Dentro do nosso cérebro e eles se comunicam através de corrente elétrica. Então você tem 11 corrente elétrica que caminha ao longo do neurônio, é comunicando um neurônio no outro, isso forma um circuito elétrico e isso é captado por esse exame que é o Eletro cefalograma. Então você consegue captar. As ondas elétricas é que são produzidas. É. Na comunicação cerebral, nos 2 grupos grupo médio, um grupo controle, eles receberam foram avaliados na sua atividade elétrica cerebral basal, ou seja, o que essas pessoas como que o cérebro delas está numa situação basal? O grupo médio foi também submetido a uma avaliação eletrocefalográfica durante o trânsito mediúnico.

Então, durante o período em que estava ali em transmitium, realizando uma psicofonia, elas estavam sendo analisadas, mapeadas quanto atividade elétrica, cerebral e o grupo controle. Ele foi mapeado durante um momento de prece, então foi pedido que essas pessoas fizessem prece e se concentrassem, e durante a prece elas eram mapeadas. O que que a gente encontrou, que que a gente observa que que esses? Pesquisadores conseguiram identificar nesse estudo que o grupo seja o grupo médio, seja o grupo controle, ou seja, o médium no transe medium, o grupo controle. Na sua pressa, eles modificam o padrão de onda cerebral, o padrão de atividade elétrica cerebral.

Ao realizarem essa tarefa, então o basal, a situação é em repouso, vamos dizer assim. É pros 2 grupos, ela não muda, ela é a mesma. Ela não difere entre os grupos, elas vão diferir dentro de cada grupo A hora que eles fazem uma atividade. Então o transe mediúnico é diferente do basal? A pressa é diferente do basal, né? Do repouso. Porém, entre o transe mediúnico e a pressa é bem diferente também, e isso é que chama atenção, ou seja. Né? O estado da prece. Ele gera uma alteração cerebral, como já é conhecido. A gente tem, inclusive, estudos de neuroimagem que mostram ativação de áreas outras cerebrais que não as do dia a dia, não as ativações comuns das atividades diárias, mas ativam áreas distintas.

É durante o momento da prece, porque há uma mudança. Há uma atividade elétrica aumentada do nosso cérebro quando nós estamos em prece. E quando então se entra no transe mediúnico? Essa mudança é muito mais intensa durante o transe mediúnico do que durante a prece. E aí vem o primeiro achado, bastante interessante pra nós, né? Embora a comunicação mediúnica esteja sendo dada por um espírito desencarnado para o encarnado, ou seja, quem tá imagine que o cérebro do. Desencarnado está tendo que trabalhar muito para comandar o cérebro do encarnado, mas o cérebro do encarnado, apesar de estar sendo comandado nessas tarefas, ele está em altíssima atividade.

Então, durante o trânsito médio único, observa. Se realmente uma intensa alteração que não é provocada, né? Por algo que fosse semelhante, que é, por exemplo, uma prece, então ela é muito diferente de uma prece. Isso é um achado importante porque mostra primeiro que o transe mediúnico. Ele tem uma particularidade, ou seja, ele é diferente daquilo que o próprio indivíduo pode provocar. Então, ele abre espaço para sugerir que há uma interferência externa e, segundo, mostra que esse indivíduo, ele tem uma característica, né? Ele tem um padrão bastante próprio de alteração, que é completamente diferente daquele encontrado, por exemplo, numa esquizofrenia.

E, portanto, é. A atividade cerebral é diferente. Você tem um estado alterado de consciência. Porém, ele não é patológico, ou seja, ele não se configura como nenhuma das doenças que são classificadas pela psiquiatria e pela neurologia. De maneira que é, esse é um Machado importante para corroborar. Que os médiuns não têm nenhuma doença e que realmente eles têm uma capacidade diferente das pessoas que não são médiuns. E que a gente, né, precisa avançar nesses estudos. Então, esse estudo ele traz uma contribuição muito grande. É. Pra que a ciência possa enxergar a importância da mediunidade e identificar que há algo ali que precisa ser olhado com mais detalhe.

Com mais atenção outro dado interessante desse estudo é que eles verificaram que o as atividades elétricas no hemisfério esquerdo, elas foram muito intensas durante esse período do trânsito mediúnico. E vejam que interessante, é do lado esquerdo do nosso cérebro que fica o chamado giro de brocar, que é a área responsável pela fala. Para que nós? Possamos falar. A gente ativa essa área cerebral que fica do lado esquerdo, que é o chamado giro de procar. E é a partir daí que a gente emite a fala. Obviamente que o espírito que está se comunicando por psicofonia deve acionar essa área. Então, o lado esquerdo do cérebro, ele é muito ativado.

No estudo que eu apresentei na semana passada, em que. A atividade mediúnica era psicofônica, era a psicografia, era escrita, era o lado direito do cérebro que ativava mais. Vejam que interessante. Isso significa que, de acordo com o tipo de mediunidade, nós temos áreas distintas, locais distintos do nosso cérebro, que são ativados para que aquela mediunidade, a que tipo específico de mediunidade possa ser manifestada? Isso é um achado também bastante interessante, que Abre Campo para uma série de estudos novos a respeito da mediunidade. Portanto, os achados desse estudo, eles são muito significativos.

Eles mostram então, para nós que a mediunidade, ela se diferencia de qualquer doença. Ela não é um estado patológico. Os médiuns são pessoas que vivem, né? Normalmente. Eles não têm alterações que impeçam eles de ter uma vida de relação, de ter um trabalho, de ter a relação familiar, de ter as relações de amizade, de poder, né? Desenvolver as atividades do seu dia a dia é os médiums. São pessoas que têm uma vida normal, né? Eles, claro. Muitas pessoas podem questionar assim, puxa, mas é o médium? É recomendado que ele não faça certas atividades, porque isso pode interferir na mediunidade. Sim, isso acontece.

O médium, ele precisa ter os seus regramentos pra que ele consiga executar a sua tarefa de uma maneira melhor. Porém, né, isso não o impede de ter uma vida absolutamente normal, né? Ele não tem limitações no sentido de não consigo trabalhar, não consigo é ter uma vida de relação. Exceto se eles estiverem em estado de desequilíbrio, que muitas vezes acontece em médiuns que não estão trabalhando a sua mediunidade. É comum a gente ver isso nas pessoas que começam a manifestar a mediunidade ainda não sabem controlar. É a sua mediunidade, não sabem como lidar com aquilo. Então, num primeiro momento, o desequilíbrio vem, mas ao controlar a mediunidade, essa pessoa entra em estado de equilíbrio e a sua vida é normal.

Esse estudo ele corrobora porque ele mostra que a mediunidade não é um estado patológico, mas uma capacidade que o ser humano tem de se comunicar com o outro lado. Fica aqui, então? É. Essa AA discussão desse trabalho, importante estudo que a gente possa é ter mais. É, é. Informações a cada dia que a ciência possa ir avançando. Até que a gente consiga comprovar a existência do espírito do mundo espiritual, um ponto que é fundamental para que a ciência possa compreender mais profundamente a criatura, tenhamos uma semana de muita luz e de muita paz.