Transcrição do episódio
Gerada automaticamente a partir do áudio. Pode conter imprecisões.
De que forma a prática espírita favorece a sua saúde física e mental? A web rádio memei apresenta saúde, espiritualidade e você? Bom dia meus queridos amigos, ouvintes da web rádio, memei. É uma enorme insatisfação estar aqui com vocês no programa saúde e espiritualidade. Você. Meu nome é Ricardo Cavalcante, eu sou membro da associação médico espírita de Botucatu e hoje nós estaremos nesse nosso programa que nós nos reunimos aqui todos os domingos às 11:00 da manhã para discutir questões relacionadas a nossa saúde sobre uma ótica espírita e hoje especificamente, nós iremos tratar de um questionamento que chegou para nós recentemente.
Vindo de um colega médico que se deparou com uma situação bastante comum, vista nos hospitais, vista em muitos consultórios e até mesmo vista dentro dos centros espíritas, que é aquela pessoa que começa a manifestar algumas alterações de ordem mental e aí surge a dúvida, será que esta pessoa tem uma doença, tem uma desordem? Mental física orgânica que justifica aquele quadro. Ou será que a gente está diante de uma pessoa que, por exemplo, está manifestando a sua mediunidade e, na verdade, não há doença nenhuma e aquilo é um médico? Como é que é possível fazermos essa distinção? Essa é uma pergunta muito interessante e muito importante, porque não é uma tarefa fácil.
Fazer essa diferenciação e o próprio Kardec, nós vamos encontrar várias referências nas obras básicas, desde o livro dos espíritos, livro dos médiuns, em que ele trata dessa questão, justamente por ser bastante difícil essa diferenciação, porque é difícil diferenciar a manifestação mediúnica de uma desordem mental. Porque elas apresentam manifestações muito semelhantes. Então, por exemplo, eu vou trazer aqui alguns exemplos pra que a gente possa compreender essa situação. Existe uma manifestação comum em algumas desordens mentais, que é o delírio. O que que é o delírio? O delírio é quando você tem uma pessoa que ela está enxergando, ela está vendo, por exemplo, um objeto que é real, mas ela distorce aquele objeto.
Ela não enxerga da forma como ela pode, por exemplo, estar vendo uma pessoa e enxerga outra, não é? Ela não reconhece aquele indivíduo. Ela pode, por exemplo, é olhar realmente para um objeto e achar que aquele objeto é outra coisa. Isso é um isso é o chamado delírio a pessoa, ela começa AAAA distorcer a realidade. Uma outra manifestação é a alucinação, alucinação. É quando a pessoa ela começa a ver coisas que não estão ali. Então ela pode ver uma pessoa que não está ali, ela pode ver objetos que não estão ali, ela pode se ver em outros locais e não no local que ela realmente está. Então essa essa condição é diferente, né?
AAO delírio. Geralmente ela está baseado numa questão real que é distorcida, e a alucinação em algo que aparentemente não está ali, não existe, não, não está presente. São sintomas bastante presentes nas desordens mentais. Outro sintoma bastante presente nas desordens mentais é a pessoa ouvir vozes, vozes de comando a faça isso, faça aquilo. Ela pode às vezes conversar com alguém porque ela escuta uma voz que conversa com ela. Essas alterações, elas são presentes em várias doenças psiquiátricas, são presentes em em condições, por exemplo. É a gente pega 111, cenário bastante comum e que, inclusive foi o cenário pelo qual esse colega médico nos questionou, que é, por exemplo, da pessoa idosa.
Quando ela interna, é muito comum que ela apresente um quadro de delírio, principalmente quando ela fica por um tempo muito longo da internação. Quando ela fica num local, por exemplo, dentro de uma UTI, aonde ela não. Ela ela perde um pouco a noção do que é dia, que é noite, porque não tem janela. Ela não sabe se está, se está claro, se está escuro. Ela não tem noção do tempo que está acontecendo lá fora, é, isso gera uma desorientação. Pessoas idosas são mais propensas a isso. Então muitas vezes a gente vê esse cenário dentro dos hospitais, a pessoa vai desorientar, começa a ter um discurso e a gente nota que está escapando um pouco da realidade, um discurso que é delirante.
É, pode ter alucinação, pode ter esse comando de vozes, né? Ouvir vozes. E isso tudo pode fazer parte desse quadro que que a pessoa vai apresentar naquele momento. Algumas alterações orgânicas, algumas doenças, né, principalmente aquelas que geram alterações metabólicas, elas podem também desencadear esse tipo de quadro. EE aí surge essa dúvida, será que aquela pessoa realmente tá manifestando aquilo? Porque é uma alteração orgânica ou será que tem alguma questão mediúnica é AO delírio a alucinação? Será que seria uma clara evidência? Se a pessoa está vendo realmente alguma coisa ela está enxergando?
Porque ela tem uma capacidade mediúnica. Quando ela ouve essas vozes, será que ela está tendo uma claro audiência que é uma potencialidade mediúnica? Então isso gera dúvida e é comum que é exista esse questionamento. É fazer essa distinção entre a manifestação mediúnica e a operação por doença, né? Por uma condição médica, ela não é uma tarefa fácil de ser feita. Às vezes é, é claro. Às vezes é evidente, diante do que a gente tá vendo, se aquilo é uma manifestação mediúnica ou não, ou uma doença, às vezes. Vai ser mais complicado da gente fazer essa separação. Então o que a gente vai conversar hoje aqui são algumas linhas gerais que nós utilizamos, né?
Com o conhecimento espírita para poder buscar é fazer essa distinção. Mas cada caso a gente tem que analisar sempre com bastante cuidado, com bastante cautela, para tentar chegar no melhor ponto possível. Kardec nos orienta que. Isso também a gente vai encontrar lá no livro dos médiuns, né? Que Oo que distingue o médium de uma pessoa que tem uma doença mental? Então, vamos partir desse princípio. O que que faz a gente conseguir distinguir um do outro é o fato de que o médium, ele embora tenha essas manifestações, ou seja, ele tem a clara audiência, ele tem a clarividência, ele possa ser um médium de efeitos físicos, o que quer que seja.
É, embora ele tenha essas alterações, ele é uma pessoa que tem um discurso lógico, ou seja, você conversa com essa pessoa, ela tem uma conversa, é completamente lógica, completamente é adequada, né? Vamos dizer assim, o uso da sua razão, né? O seu discurso é um discurso coerente, é AAO próprio conteúdo das suas manifestações. Então, aquilo que. A pessoa estaria expressando durante a alucinação ou durante o delírio. É algo que tem um conteúdo lógico, tem uma, tem razão naquilo, tem sentido naquilo. Então, quando a gente está diante disso e a gente está diante de uma pessoa que o médium é que vai ter essas manifestações e ele está com a sua mediunidade toda equilibrada.
Ele é uma pessoa. Que tem a sua vida, vamos dizer assim, normal. Ele não é uma pessoa doente, ele não é uma pessoa que tem é limitações ou incapacidades na sua vida. Não, ele vai ter uma vida normal, claro que dentro de uma linha que o mantém equilibrado para exercer aquela mediunidade, mas não é uma vida, é limitada de uma pessoa doente. É diferente quando a gente tem uma pessoa. É que manifesta, por exemplo, um quadro de esquizofrenia. Vamos pegar a esquizofrenia, que é uma doença clássica que traz essas alterações. A pessoa pode ter delírio, ter alucinação, ter ouvir essas vozes. É a pessoa com esquizofrenia.
Ela vai tendo uma perda progressiva ao longo da sua vida. Ela vai, ela vai ficando cada vez mais limitada, porque ela vai tendo perda cognitiva. Ela vai tendo dificuldade na sua interação com as pessoas, nos seus relacionamentos. Ela vai começar a ter limitação no seu trabalho. Muitas vezes não consegue mais executar as atividades que são essenciais para o seu trabalho. Então a gente vai vendo que a pessoa que é tem uma doença mental e isso é uma característica, inclusive é é entendido dentro de algumas das definições das doenças mentais. É quando aquela condição, aquele comportamento traz prejuízo para o indivíduo, ou seja, ele vai tendo perdas e que aquilo vai limitando ele, seja no seu convívio social, nas suas funções diárias.
Então, claramente, na doença mental, a gente tem isso na mediunidade, não é para a gente ter nada disso, inclusive é. Tem um estudo muito interessante. Eu já citei ele aqui em programas anteriores, que é um estudo. Que foi conduzido pelo doutor Alexander Moreira Almeida, que atualmente é professor de psiquiatria na Universidade Federal de Juiz de Fora. Ele é um certamente ao meu ver, né? O maior pesquisador é brasileiro que a gente tem nessa área de saúde e espiritualidade, né? Tem tudo, criou toda uma linha de pós graduação na Universidade Federal de Juiz de Fora. E o Alexander, ele tem um estudo que ele fez, se não me engano, foi o doutorado dele.
Em que ele analisou é as características dos médiuns, justamente buscando entender o que olha. Quando você olha para o médium, ele vai pontuar. Quando a gente olha, é em alguns sintomas que são sintomas de doenças psiquiátricas, como, por exemplo, a esquizofrenia, porque ele vê pessoas que ninguém vê, ele escuta vozes que ninguém ouve. É. Então ele vai ter essas manifestações, porém. A vida do médium então, quando ele pegou aqueles médiuns pra isso daí, e obviamente ele pegou médiuns que já são médiuns experientes, que trabalham bem a questão da mediunidade, que são pessoas que estão equilibradas.
Então, o que que ele percedor? O médium é uma pessoa equilibrada, ele tem uma vida normal, ele tem uma vida, né, de relação normal, ele é totalmente funcional na sua vida, ele não tem limitação em relação as suas atividades, então isso diferencia. Daquela pessoa que tem uma doença psiquiátrica? Então isso é já é bem demonstrado até por estudo científico. Então isso que Kardec já trazia lá no livro dos médiuns é uma demonstração que Alexander fez e que permite a gente fazer essa diferenciação. Então, num primeiro momento, isso é o mais fácil. Olha, se eu tenho uma pessoa que tá equilibrada, ajustado, o discurso é coerente, é lógico.
O conteúdo da manifestação é lógico, né? Então aquilo ali deve ser uma manifestação mediúnica. Não é uma doença isso, seja pra uma pessoa que procura um serviço de saúde, seja uma pessoa que procura um centro, a gente pode fazer essa, essa análise já num primeiro momento, porém, a gente tem 11, condição também que é importante que a gente avalie. Que é o fato de que pessoas que é estão passando por 11. Momento de é um estresse emocional muito grande. É muitas vezes, né? Em contextos, né? De, de, de, de perdas de violência ou de estressores, né? De situações que foram muito traumáticas. Elas podem num momento de desequilíbrio.
Manifestar sintomas mediúnicos e realmente manifestar sintomas mediúnicos. E isso vai justamente dificultar a nossa avaliação, porque vai dar impressão. Poxa, parece que essa pessoa aqui tem mediunidade. Parece que ela o conteúdo que ela traz é, de certa forma, mediúnica. A gente vai ver muito isso em pessoas, por exemplo, que estão passando por um processo obsessivo e que às vezes ela vai ter esse contato, ela consegue perceber a presença. De um de uma pessoa desencarnada é contato com essa pessoa desencarnada. Houve comandos, mas ela está num momento. A diferenciação aí é que ela está num momento de grande desequilíbrio emocional.
Então, o primeiro ponto, quando a gente está diante de uma pessoa com essa situação, é ver, é ver o status de equilíbrio emocional. Se a pessoa está desequilibrada. O primeiro passo que a gente precisa fazer é equilibrar essa pessoa pra depois verificar se ali existe meio de unidade. Se aquela foi apenas uma manifestação transitória durante um momento de desequilíbrio que pode acontecer, né? Ou se aquilo era apenas uma doença de ordem emocional e que precisa ser tratada. Mas o primeiro ponto é a gente equilibrar essa pessoa. E equilibrar significa dar o suporte, o tratamento médico, que é recomendado para aquela pessoa.
Ao mesmo tempo fazer o tratamento espiritual, porque às vezes a gente não vai conseguir separar uma coisa da outra. Por isso que na doutrina espírita a gente sempre deixa muito claro de que é AA doutrina nunca recomenda o abandono ao tratamento médico. Pelo contrário, a pessoa que manifesta alguma alteração, que sugira qualquer tipo de doença, ela deve procurar assistência médica. Ela deve fazer o acompanhamento médico, psicológico, psiquiátrico e também o tratamento espiritual, porque muitas vezes. Essas 2 condições vão estar juntas. Muitas vezes, o médium ostensivo, ele está em desequilíbrio e ele pode portar uma doença de ordem emocional, transitoriamente justamente pelo desequilíbrio que ele se encontra, por não saber lidar com aquela manifestação mediúnica, por não conseguir muitas vezes compreender aquilo que está acontecendo com ele.
Aquilo gera um estresse, gera, né? Muita ansiedade, isso pode. Agravar o indivíduo e levar ele ao processo de adoecimento. Isso Kardec também nos traz é nas obras da codificação. Então é muito importante que a gente procure primeiro equilibrar o indivíduo primeiro, né? Colocar, vamos dizer assim, os pingos nos IS essa pessoa. É, pode frequentar o centro, tomar passe, ouvir as palestras, procurar se modificar nas suas, nos seus pensamentos, nas suas ações para se equilibrar primeiro, primeiro ela vai se equilibrar. Enquanto isso, faz o tratamento médico se equilibrando. A gente já vai vendo assim, puxa vida, essa pessoa mantém AA as manifestações, então ela deve ser um médium e aí a gente vai trabalhar a mediunidade dela.
Mas não melhoraram as manifestações, então é provável que ela não seja um médio ostensivo. Ela só estava num momento de desequilíbrio. E aí melhorando ela vai, né? Seguir o seu caminho, a sua trajetória, sem necessariamente ter que vivenciar uma mediunidade ostensiva. O que pode acontecer, muitas vezes, é a gente estarmos, é estarmos diante de médiuns ostensivos é que entram em desequilíbrio porque não trabalham adequadamente a sua mediunidade muitas vezes. A casa espírita recebe essa pessoa que já é sabidamente um médium. Isso já foi às vezes trabalhado, já foi visto em outros momentos, porém, é a pessoa, por algum motivo, não quis trabalhar a mediunidade e ela entra num estado de desequilíbrio importante, procura a casa espírita.
Essa pessoa é mais fácil da gente lidar, porque a gente já sabe que o problema dela é mediunidade. Então, ela precisa trabalhar essa questão da mediunidade, mas a gente tem que tomar cuidado. Se ela também não pode estar portando, principalmente se ela ficar muito tempo vivendo sobre uma condição de desequilíbrio, já uma doença de ordem emocional. E aí ela vai precisar de um tratamento, né? De um apoio profissional, seja médico, seja psicológico, pra poder é se equilibrar naquele momento. Porque é muito importante que a pessoa que exerça a mediunidade, principalmente no auxílio do próximo, numa reunião de desobsessão, por exemplo.
Ela esteja no estado mais equilibrado possível, mas lembrando que para se equilibrar, ela vai precisar trabalhar a mediunidade. Então, a gente tem que casar essas 2 questões. E um outro ponto muito importante dentro de todo esse cenário é a gente lembrar que quando a gente está diante de uma pessoa que chega e procura a casa espírita, a gente não tem ainda o diagnóstico. Se ela é um médium ostensivo, se não é, mas está manifestando. Sintomas mediúnicos pode ter doença é de ordem emocional presente ali. Essa pessoa, ela não deve, pelo menos a gente é, não recomenda que ela seja imediatamente colocada dentro de uma reunião mediúnica, mas que a gente procure equilibrá la antes de fazer esse processo.
Por quê? Porque se ela não for um médio ostensivo, aquilo pode gerar mais transtornos para ela. E se ela for um médio ostensivo e tiver muito desequilibrada? Talvez isso também aconteça. Ela precisa ter um mínimo de equilíbrio, até para não é. É prejudicar o andamento, por exemplo, de uma reunião mediúnica, onde você já tem um grupo ali com pessoas que já estão sintonizadas, é que que se estabelece todo um padrão de de de atmosfera espiritual para que o trabalho possa ser desenvolvido. Então é muito importante que a gente tome esses cuidados. É não, não, não lhe dar. Com as pessoas que apresentam esse tipo de manifestação?
Então fica aqui para nossa reflexão, compreender esse fato que acontece e procurar sempre cada caso a gente analisar com detalhes para verificar, olha, estou diante de uma situação ou de outra e lembrar que de modo geral, a gente tem as 2 acontecendo, por isso que se recomenda o apoio profissional e o apoio espiritual para as pessoas que estão. Nessa condição, até que se defina bem, né? Em que cenário nós estamos? É vivendo que tenhamos todos uma semana de muita luz e de muita paz.