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Obsessão e as doenças - deficiência física e mental - Dr. Ricardo Cavalcante

00:20:33
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Transcrição do episódio

Gerada automaticamente a partir do áudio. Pode conter imprecisões.

De que forma a prática espírita favorece a sua saúde física e mental? A web rádio MEI MEI apresenta saúde, espiritualidade e você? Bom dia meus queridos amigos internautas ouvintes da web rádio MEI MEI. É uma enorme satisfação estar aqui com vocês no programa saúde espiritualidade. E você? Meu nome é Ricardo Cavalcanti. Sou membro da associação médico espírita de botucatuba e nós nos reunimos aqui todos os domingos, às 11:00 da manhã, na web, rádio, meio e-mail para refletirmos questões relacionadas à nossa saúde diante de uma ótica espírita. Temos nos nossos últimos programas abordado uma questão que nos foi trazida, se o processo obsessivo, quando a gente tem 11 processo instalado de obsessão, se ele poderia causar um dano ao nosso corpo, causar alguma doença, que é uma pessoa que inicialmente não tem uma doença no seu corpo, seu corpo está normal, mas começa a sofrer um processo obsessivo.

Se isso daí desencadearia uma doença propriamente dita, obviamente isso surge diante de uma série de interrogações que também já tivemos a oportunidade de discutir aqui, que é se nós temos, diante de um processo de adoecimento, apenas uma doença orgânica, apenas um processo obsessivo, ou ambos? Nos programas passados, nós já vimos que SIM. 1 processo obsessivo? Quando não. Tratado quando não conduzido, né? De uma maneira a romper aquele processo, ele pode levar a um processo de adoecimento, mas sempre respeitando as condições do indivíduo, ou seja, aquele processo de adoecimento vai se instalar induzido pelo processo obsessivo, mas mediante uma, vamos dizer assim, uma.

Programação reencarnatório, ou seja, não é um acaso que a pessoa vai ter aquele problema de saúde. Os problemas de saúde. Nós temos que lembrar que primariamente, eles têm a origem em nós mesmos, a origem no espírito, que muitas vezes, diante do processo de culpa, diante do processo da mágoa, vai gerar lesões no perespírito que. Facilitam o desenvolvimento de doenças. Aí quando você agrega o processo obsessivo a esta situação, a doença pode se instalar desencadeada pelo processo obsessivo. No programa de hoje a gente vai ver uma situação um pouco diferente, porque quando a gente pensa em processo obsessivo, a gente sempre está pensando num processo que a.

Entidades desencarnadas agindo sobre o encarnado, mas o processo obsessivo ele não necessariamente segue esta ordem. A gente pode ter processo obsessivo acontecendo entre encarnados, assim como nós podemos ter processo obsessivo acontecendo entre desencarnados o caso que nós vamos relatar hoje. Ele está descrito no livro no mundo maior, uma obra que foi ditada pelo espírito de André Luiz e psicografada por Francisco Cândido Xavier. Este caso ele é um caso que merece uma reflexão e bastante estudo para a gente poder entender isso que nós estamos conversando aqui hoje, que é o caso de um menino que André Luiz, juntamente com o calderário vão visitá lo em sua casa.

Esse menino, na ocasião da visita que André Luiz promove a esse garoto, ele tinha 8 anos de idade e era um menino que era um paralítico de nascença, ou seja, ele já nasceu com uma série de problemas, uma série de deformidades, uma condição que, como André Luiz narra, para nós, gerava um sentimento muito grande de Piedade, de compaixão. Porque ele descreve o garoto como uma condição praticamente sub humana. Então esse garoto, ele não falava. Esse garoto não andava. Ele não conseguia se sentar, ele praticamente não enxergava nada. Ele praticamente não ouvia nada. Ficava emitindo aqueles uivos, aqueles sons culturais, como se fosse 11 animal.

Então o André Luiz fala para gente, aquele garoto, quando você olha para ele, era 1° de de deformidade de né? De de deficiência. Tão intenso, né? Que ele parecia até que ele quase que não era um ano de tamanho. Era essa deformidade, uma situação que realmente transmite para gente, né? Uma sensação de dó, de Piedade muito grande quando vê aquela cena. Mas obviamente o André Luiz coloca, né? Por que que esse garoto que estava nessa condição e ele foi lá junto com o calderário para prestar um Socorro a esse, a esse garoto e a sua mãe, né? E aí vem um ponto importante, né? São um parênteses dentro da nossa história aqui, mas que é bastante.

É um detalhe, mas extremamente importante dentro dessa história. Por que que calderário e André Luiz vão ao encontro desta mãe, desse garoto, desta mulher? Ela tinha o hábito sempre de orar junto com um menino, né? Ela era uma pessoa que era trazia consigo uma fé muito grande. Então ela sempre tinha o hábito de todos os dias no mesmo horário, fazer uma prece junto com um menino, sempre pedindo a Deus. É o Socorro para para com o filho que tinha aquela deformidade. Era o primeiro filho do casal, era um casal que é havia se casado não há muito tempo. E o seu primeiro filho já trazia toda essa, essa ele só tinha aquele filho, né?

E trazia já todos toda essa demanda que imagine na época que André Luiz narra isso, né? Os desafios eram muito maiores do que hoje. A gente tinha uma medicina que era muito menos desenvolvida, que se conhecia muito menos recursos para tratar essa situação. E as as as próprias dificuldades, né? Em casa, os cuidados que se oferecia, eles eram muito mais difíceis, né? Não tinha os recursos que nós temos hoje. Hoje se tem muito mais recursos de adaptação para pessoa que tem deficiência, né? Existe todo hoje um planejamento para isso. Naquela época não tinha nada, então era muito mais, muito mais desafiador, muito mais difícil uma pessoa cuidar de uma de alguém nessa condição.

Então esse era o cenário que tinha ali. Mas o fato de calderar e André Luiz irem pra lá, esse é o detalhe entre parênteses aqui que eu queria destacar. É que este hábito da prece é que permitia o auxílio da espiritualidade maior e que vem muito de encontro ao que a gente fala quando a gente se refere ao evangelho molar, né? Que tem dia e hora marcada. A gente tem aquele hábito de reunir a família ou mesmo se a família toda não pode se reunir pelo menos uma parte dela. Mas aquele hábito de fazer a prece, né, naquele horário. Por quê? Porque a gente permite o apoio da espiritualidade maior, nos auxiliando é das nossas dificuldades, né?

E dando aquele suporte para o ambiente familiar. Então esse era um mérito muito grande, desse tamanho. E então eles vão se deparar com esse garoto, o que que caldeiraram conta para André Luiz, porque aquele garoto tinha essa situação tão difícil. Essa situação obviamente decorria de um problema do passado, então inexistência anterior. Este garoto foi um homem que tinha uma condição, um poder, né? Vamos dizer assim, político muito grande e durante uma situação é de instabilidade política civil, né? No local onde ele vivia, eles não entram em detalhes. Isso aonde o que aconteceu, né? Quando foi, mas aproximadamente 200 anos antes daquele momento é que que eles estavam.

Então, deve ter sido em torno de 1700 e alguma coisa, né? Metade do século é 18 em que esse fato deve ter acontecido. Então, naquela época, ele foi responsável pela morte de muitas pessoas, né? Pelo poder político que ele tinha, pela situação que ele ocupava. Muitas pessoas morreram ao seu. Comando é ele é. Também provocou o falecimento o desencarne de muitas das dos seus adversários, daquelas pessoas que ele consideravam adversários, ele provocou a ruína. É o ódio de muitas pessoas. E o que que aconteceu depois do desencarne, esse espírito, ao chegar no mundo espiritual, ele tinha o que? Uma legião de espíritos que.

Nutriam para com ele um ódio muito grande, né? Que criam vingança por tudo aquilo que ele fez. E no mundo espiritual? Vejam bem, por isso que eu estou falando que o processo obsessivo nem sempre é entre o encarnado e o desencarnado no mundo espiritual. Esse garoto, né? Esse espírito, ele recebe um processo obsessivo intenso por aqueles espíritos que. Desenvolveram para com ele um ódio muito grande. Então ele sofre uma perseguição intensa no mundo espiritual. E essa perseguição é que vai levando ele a um processo de um adoecimento espiritual. Isso vindo carregado, obviamente, de um sentimento de culpa muito grande.

Por quê? Porque obviamente, ao chegar do lado de lá, aonde a gente toma a consciência. Dos nossos atos, muitas vezes que não deu tempo ou não foi possível em vida. Aí vem a culpa. E aí, sentindo culpa e com toda aquela legião de espíritos exercendo contra ele, né? Uma influência muito negativa. Ele começa então a desenvolver um processo de adoecimento geralmente, né? E já tivemos também a oportunidade de falar isso aqui, quando a gente é o nosso cérebro. Né? Quando a nossa mente funciona é quando ela se manifesta no nosso cérebro. Isso tanto no cérebro físico quanto no pé espírito. Ela pode se manifestar em 3 partes, né?

A gente tem a parte mais básica, que fica o nosso tronco cerebral, né? A parte baixa do cérebro, que é onde estão os os automatismos, a área dos instintos, né? Da memória, a gente tem o córtex motor, que é o cérebro intermediário. A área da ação, da vontade, do esforço. E temos a parte dos lobos frontais que são, vamos dizer assim, AAA sede das noções superiores da vida, onde estão os nossos ideais, a parte mais superior do ser humano, a nossa conexão com o mundo maior, com com os ideais de vida. O que que acontece quando a pessoa geralmente comete muitos erros? Ela geralmente vai fugir. Dessa área aonde são as noções superiores da vida.

Por quê? Porque ali que a consciência vai cobrar a gente, porque é justamente ali que se manifestam quem é as leis divinas. E ali vai haver a cobrança. Então a gente foge dessa área cerebral como mecanismo de fuga mesmo. A gente geralmente se concentra na área do córtex intermediário, né? Que é a área do esforço, da vontade, porque a gente pode ir agindo, fazendo já. Comentamos isso aqui em outros momentos, a gente vai agindo, fazendo como uma maneira de fugir, não ter que pensar nos erros que nós cometemos. Mas a ação desses espíritos obsessores no mundo espiritual, agindo sobre esse indivíduo, fez com que ele também não conseguisse se manifestar.

No córtex é motor, no cérebro intermediário, que é a área do esforço, da vontade, que fez ele se concentrar, se fixar todo. Lá na sua área mais primitiva, no seu cérebro mais primitivo, essa condição foi tão intensa a ponto de gerar uma deformidade perespiritual. Também já conversamos sobre esse assunto aqui em programas anteriores, o perespírito se deforma e se deforma porque se deforma porque o pensamento todo está canalizado nessa área do cérebro do próprio perespírito e que vai gerando essa deformação. Algumas pessoas podem questionar, isso puxa vida, mas quando a gente sofre essa deformação, assumindo muitas vezes formas que não parecem humanas, já falamos sobre isso, sobre a zoantropia, por exemplo, né?

Assumir uma forma de animal, né? É que é 11. Relato que muitas vezes a gente, né? Vem nas próprias obras da literatura espírita. É espíritos que se manifestam dessa forma. Perdem a forma humana, os ovoides, por exemplo, né, que perdem completamente a forma. Puxa, mas ali tem uma involução, esse espírito, ele está andando para trás, ele está retrocedendo no seu processo de evolução. Não, isso não é um retrocesso, que quando a gente fala em evolução, né, e de uma evolução que só caminha para frente, só em né, em direção, vamos dizer assim, sempre adiante a gente pode estacionar. Mas AO processo evolutivo, por mais que ele possa, né, ter várias curvas, EE, caminhos diversos, mas ele sempre caminha adiante, né?

Nunca há retrocesso. Kardec já nos explica isso lá no livro dos espíritos. A gente está se referindo à evolução do espírito, do princípio inteligente, né? A evolução da da nossa essência, daquilo que nós somos, não das nossas formas. A gente não tá falando do corpo físico, a gente não tá falando do per espírito. Esses sim podem sofrer processos de retrocesso. Por quê? Porque este processo de retrocesso ele pode ser necessário como um processo terapêutico para o espírito. Então, como neste caso, né, aquele aquela fixação naquela área fez gerar toda essa deformidade, faz esse garoto reencarnar numa condição super difícil.

De grande sofrimento, encarcerado naquele corpo todo deformado, mas que era necessário para que para que ele pudesse espiritualmente se libertar do sofrimento que ele sentia, da culpa que ele carregava diante dos erros que ele cometeu e o próprio. Ah, mas o processo obsessivo não estava gerando aquilo. Sim, o processo obsessivo contribuía fortemente para aquela condição. Mas isso faz parte, né? A própria justiça divina, a própria misericórdia divina, vai se utilizar desses dessas situações para que o indivíduo consiga se reequilibrar, se reerguer. E o que André Luiz narra para nós é que de todos aqueles espíritos que desenvolveram esse processo obsessivo e que criaram aquele ódio para com aquele garoto, é.

Esses espíritos, eles foram pouco a pouco se libertando daquela condição, né? Reconhecendo que não era esse o caminho. O caminho era do perdão, aquilo que Jesus nos ensinou. E eles foram, pouco a pouco se libertou, mas restaram 2 e esses 2 espíritos, depois que esse menino reencarna, o acompanhavam enquanto encarnados naquela condição. E André Luiz narra que uma cena, né, em que um desses espíritos ele coloca a mão. Sobre o cérebro do menino e ao fazer isso, ele intensificava aquele processo de deficiência de deformidades, evitando que aquele garoto não conseguisse acessar o seu cérebro intermediário, ficasse tudo concentrado lá na sua área mais primitiva, né?

Se comportando agindo como se fosse realmente uma criatura sub humana e que impedindo ele de. Ter forças para vencer aquela situação. Ele coloca que aquela ação, né? Aquela carga é energética, negativa, destrutiva, de ódio que era projetada sobre o cérebro do menino. Por esses 2 espíritos. Ela intensificava a dificuldade de fala, de visão, de audição, né? De de qualquer sinal de recuperação desse menino. Tanto que qualquer tratamento médico era completamente inefetivo. É em no sentido de tentar trazer melhorias à saúde desse garoto. Então aí a gente vê um processo obsessivo que está instalado já no mundo espiritual, que gera a deformidade, gera a doença lá no mundo espiritual e que continua durante a vida terrena.

E que por isso todo é o apoio e o Amparo que é a espiritualidade. Oferecia para esse caso. O que é muito bonito neste caso é o fato de que André Luiz narra para nós que qual era a solução. Aquela vida para este garoto IA ser essa mesmo. Ele precisava vivenciar aquela situação de deformidades, de deficiências graves. Isso para ele como espírito, para que ele se libertasse daquele sentimento de culpa e pudesse recomeçar. Que aquela existência, para ele, seria de um ganho espiritual muito grande. Mas e o que fazer com aqueles 2 espíritos obsessores? Vejam só, a mãe deste garoto era uma criatura tão é benevolente, tão resiliente, abnegada que ela aceitou recebê Los como filhos.

Ou seja, esses espíritos iriam reencarnar como irmãos daquele garoto. E reencarnando como irmão daqueles daquele garoto, iriam desenvolver por ele todo um afeto ao ver a mãe cuidando daquele irmão mais velho, todo doente, e que se preocupariam com ele. E que ele é auxiliariam no cuidado junto a mãe, aquele irmão. E que isso permitiria, portanto, que todo aquele ódio, todo aquele sentimento desaparecesse e uma nova história fosse escrita e editada. Entre aqueles espíritos que ao fim da desta existência, para todos eles, né? O ganho, o Salto, a Conquista é espiritual seria gigantesca. Fica aqui para a nossa reflexão.

Lembrando então que este é um efeito que nós temos do processo obsessivo, mas que Deus, espiritualidade maior sempre está pronta. E disponível para o auxílio daqueles que precisam. Que Deus nos abençoe, nos ilumine, que tenhamos todos uma semana de muita luz e muita paz.