Transcrição do episódio
Gerada automaticamente a partir do áudio. Pode conter imprecisões.
De que forma a prática espírita favorece a sua saúde física e mental? A web rádio memei apresenta saúde, espiritualidade e você? Bom dia meus queridos amigos, final das ouvintes da web rádio minei. É uma Alegria muito grande estar aí com vocês no programa saúde e espiritualidade. E você? Meu nome é Ricardo Cavalcante. Eu sou membro da associação médico espírita de Botucatu e nos encontramos aqui todos os domingos às 11:00 da manhã, para refletir sobre assuntos relacionados à nossa saúde. Diante de uma ótica, estamos nesse momento conversando sobre uma questão que nos foi trazida, dizendo se o processo de obsessão.
Que nós observamos com bastante frequência, principalmente as pessoas que são trabalhadores da casa espírita, que observam muitas pessoas que chegam ao centro sofrendo um processo obsessivo, então, se este processo obsessivo pode desencadear uma doença, uma doença que afeta diretamente o nosso corpo, seja. Uma doença orgânica, ou seja, compromete algum dos órgãos do nosso corpo, seja doenças mentais, doenças psiquiátricas, que também podem nos afetar. Na semana passada, no nosso último programa, nós já tivemos oportunidade de trazer todo um conteúdo teórico, né? Mediante as informações que a doutrina nos oferece trazidas por Kardec.
Trazidas por André Luiz, que já tivemos, é uma explanação, uma reflexão, mostrando para nós que sim, que o processo obsessivo quando ele não tratado, inclusive Kardec, traz dessa forma, quando ele não tratado, quando ele é, persiste durante longo período, ele pode sim levar a danos à saúde, principalmente aos danos cerebrais. No programa de hoje nós iremos. Trazer um caso que é narrado para nós no livro tramas do destino. Essa obra. Ela é uma obra que foi psicografada por divaldo Pereira Franco e que foi ditada pelo espírito de Manuel filomeno de Miranda. O Manuel filomeno de Miranda traz um caso que é bastante ilustrativo para esse contexto que nós estamos estudando, que é o caso da Lizandra esse caso.
É Manoel filomeno conta para nós que ele aconteceu lá no interior da Bahia. Ele fala que Lizandra era uma menina na época que ela era criança. Ela já começa desde muito cedo a sofrer um processo obsessivo, principalmente nos momentos em que ela dormia. E no momento de desdobramento, ela acabava sofrendo ali uma influência muito forte. De desafetos do seu passado que estavam ali exercendo para ela um processo obsessivo. Então ele coloca que já na infância ela apresentava um quadro de choros inexplicáveis. Ela já tinha um botamento afetivo, ou seja, ela era uma pessoa que se comunicava menos, se relacionava menos com as pessoas, então já trazia esse quadro e também na infância apresentava quadro.
De crises, tanto crises de ausência, quanto aquelas crises convulsivas, as chamadas crises tônico crônicas, que a pessoa fica se debatendo, se contraindo toda. Então isso esse quadro já vinha desde a infância da Lizandra e esse quadro ele só foi se agravando. O que o Manuel filomeno de Miranda nos conta é que no início isso tudo era um processo obsessivo, mesmo as crises. Convulsivas que a Lizandra apresentava eram efeitos do processo obsessivo. No na semana passada, nós conversamos que o processo obsessivo ele altera o pensamento da pessoa e o pensamento é quem determina todo o nosso funcionamento cerebral, aliás, todo funcionamento do nosso corpo.
Conversamos sobre isso. Então, a produção daquelas substâncias chamadas neurotransmissores. Que são as substâncias que servem para comunicar um neurônio com outro neurônio. E é que informa a corrente elétrica que passa através dos neurônios, produzindo a informação que aparece no nosso cérebro. Então, quando esses neurotransmissores eles estão alterados, a gente pode ter doenças, por exemplo, como as doenças psiquiátricas, a gente vai encontrar, por exemplo, no quadro de depressão. Produção dos neurotransmissores, como dopamina, serotonina, estão bastante diminuídas em doenças como, por exemplo, transtorno afetivo bipolar, esquizofrenia, também há todo um desajuste, um desarranjo da produção desses neurotransmissores.
A mesma coisa acontece quando a gente está diante de crises convulsivas, porque AA, você começa na crise convulsiva, você dispara uma descarga, né? Você gera Correntes elétricas por essa transmissão. É dentro da da das redes neuronais que provocam uma crise com esses sintomas. Todos que a Lizandra apresentava eram decorrentes de processos de um de um processo obsessivo muito forte que ela estava sofrendo. Mas naquele primeiro momento aquilo não aparentava ainda uma doença, mas a Lizandra foi evoluindo cada vez com piora na idade adulta. Ela evoluiu com um quadro de uma depressão bastante grave, um completo isolamento social.
Inclusive ela era isolada da própria família. O contato com a família era muito pequeno. Ela começa a desenvolver os chamados delírios perceptórios, então, sentir que está sendo perseguida. Alucinações auditivas que, na verdade já representavam o quê? Aquela aquela imposição, aquela voz que vem. Do processo obsessivo aqui já na idade adulta, Lizandra já sofreu um quadro obsessivo mais grave, já um quadro de subjugação, então começa como obsessão simples, e isso foi evoluindo para um processo obsessivo de subjugação, conforme Kardec nos classifica lá no livro dos médiuns. Então esse quadro dela é um quadro que foi muito agravado.
O que que a Manoel Filomena de Miranda nos conta? Para mostrar assim porque que Lizandra sofria esse processo obsessivo de uma maneira tão significativa. Isso, obviamente decorria dos compromissos passados, das existências anteriores. Então essa nas existências anteriores, né? O que Manuel filomeno de Miranda nos conta é que Lizandra foi uma pessoa que esteve envolvida, que participou de uma série de homicídios de crimes. Principalmente homicídios. Esteve, né? Envolvida com uma a uma vivência de uma promiscuidade sexual muito grande. E isso gerou é uma série de pessoas que foram prejudicadas, que foram, né?
Que sofreram diante das ações dela e que obviamente, agora desencarnados, estavam ali para querer reaver as contas com a Lizandra, então. Esse processo que ela sofria era decorrente dessas ações passadas. Por isso que ela angariou pra si, né? Muitos inimigos, muitos espíritos que é desenvolveram Por Ela, muito ódio e por isso que estavam ali presentes para exercer esse processo obsessivo tão intenso. Além disso, havia um outro problema, é Lizandra, ela desenvolveu pelo pai. Na presente existência, o chamado complexo de electra complexo de electra é uma condição que foi descrita por Freud. Que que é isso?
É quando a menina ela se apaixona pelo próprio pai. É, as pessoas conhecem mais o chamado complexo de édipo, né? Ele é mais famoso, que é quando o menino, né? Já na sua infância, ele se apaixona pela mãe. Que é 11, condição que Freud descreveu. Então Freud descreveu o complexo de édipo, descreveu o complexo de electra. É pra mostrar que alguns dos distúrbios apresentados na vida adulta decorriam dessa condição. Então, Lizandra sofria o complexo de electra e ele não era por um acaso. Por quê? Porque o pai havia sido um parceiro sexual dela em existências passadas. Da mesma forma que ela tinha esse sentimento pelo pai, o pai também tinha esse sentimento pela filha.
E ele vivia num conflito muito grande pelo fato de é sentir isso. Então é é. Era uma situação que era bastante difícil pros 2, tanto pra filha quanto para o pai. O pai acabou desenvolvendo um quadro de hanseníase e naquela época não se tinha tratamento da hanseníase, como se tem hoje. Era uma doença que era incurável e as pessoas com hanseníase, elas eram isoladas em leprosários e ficavam ali. Então o pai foi mandado por um leprosário e ficou completamente distante da da família, né? Que foi mais um fator de agravamento pra família, porque a família ficou completamente é abandonada em termos emocionais, financeiros, EE Lizandra, né?
Nesse contexto já de um processo de adoecimento bastante grave e então, mas esse era um fator que também agravava, então essa condição, né? É mais associada. A culpa que a Lizandra trazia das das suas ações passadas é que obviamente não eram conscientes, elas estavam no seu inconsciente, mas trazia consigo forte aquela culpa. Tinha essa questão desse conflito intenso que ela vivia pelo pela situação do complexo de electro, esse sentimento pelo pai e isso agravava de uma maneira mais significativa o processo obsessivo, porque fazia com que as vibrações é mentais da Lizandra ficassem mais baixas e consequentemente isso permitia uma ação obsessiva mais intensa, lembrando que no processo obsessivo.
Ele é um ele é 11 processo de sintonia mental. Então pra que ele aconteça, tanto o encarnado quanto o desencarnado, eles tem que estar vibrando na mesma faixa, então eles tem que estar comungando os mesmos pensamentos. E é por isso que quando a pessoa que está ali sofrendo um processo obsessivo, e geralmente já já sofre o processo obsessivo porque permite, é mentalmente que isso se dê, mas isso se agrava. Quando essas condições, elas se elas são recorrentes, esses fatores que vão alimentando aquela vibração mais baixa e, consequentemente, é contribuem para a manutenção daquele processo obsessivo.
Então era esse, era o era a situação que Lizandra se deparava e o que que acontece realmente? Lizandra, ela vai evoluindo, quer dizer, ao longo de tantos anos, sofrendo todo esse quadro obsessivo. Ela realmente ou no início, ela não tinha nenhuma doença psiquiátrica. Ela tinha um quadro obsessivo, mas ela vai desenvolver com o tempo, conforme uma nova Filomena de Miranda nos informa, um quadro de esquizofrenia. Então ela realmente evolui, principalmente após a sua puberdade. Ela vai evoluir para um quadro, é claro, de esquizofrenia, ou seja, aí você já tem uma doença psiquiátrica. Instalada o dano cerebral, ele já é intenso, ele é significativo a ponto de produzir uma doença.
Então isso mostra para nós esse caso. Ele mostra para nós é que se nós não identificarmos adequadamente um quadro obsessivo e não tratarmos aquela pessoa, essa pessoa pode ter uma evolução, pode ter um desfecho. Bastante negativo, ou seja, aquilo pode evoluir para uma doença. Pode haver um comprometimento cerebral importante e chegar a um ponto que esse quadro fica completamente é, é instalado, né? Lembrando que a esquizofrenia, ela não é uma doença curável, ela é uma doença que tem tratamento. Existe controle da doença, mas não existe cura. Pra esquizofrenia é assim como acontece, por exemplo, com o transtorno afetivo bipolar, ele não é 111 doença curável, é uma doença controlável.
A pessoa que tem esse quadro, ela vai ter que cuidar disso a vida toda, ela vai estar sempre atenta, fazendo o seu acompanhamento e tal. Então isso é mostra pra nós que o dano ele é muito importante, ele é muito significativo. Mas uma grande lição que a gente aprende também desse, desse, desse caso trazido, né? Sobre Lizandra, EE de tantos outros que chegam à casa espírita, pessoas sofrendo o processo obsessivo. É que, como Kardec nos fala lá no livro dos médios, é muito difícil a gente conseguir separar. E vejam bem, em Kardec, segunda metade do século 19, o conhecimento psiquiátrico. É infinitamente menor do que se tem hoje.
É muito difícil você diferenciar um quadro psiquiátrico de um quadro obsessivo, né? Existe muita similaridade nas manifestações, nos sintomas que essas pessoas, nas manifestações que elas referem. Então, é muito difícil, mesmo que a gente receba uma pessoa, por exemplo, na casa espírita, e ela claramente. Aparenta um quadro obsessivo, às vezes, muitas vezes até um médium que a vê pode falar, olha, ela realmente está ali acompanhada. Há uma comunicação na reunião, mediúnica ali e que aparece algum espírito dizendo que está ali exercendo um processo obsessivo que está ali presente. Mesmo que isso aconteça, isso não isenta essa pessoa de ter um quadro psiquiátrico, esse quadro.
Pode ser decorrente daquele processo obsessivo, como no caso da Lizandra? Pode, mas pode não ser. Pode ser que esse quadro já exista de base. Essa pessoa já tenha um quadro, já tem algum problema psiquiátrico e o processo obsessivo vem a agravar o quadro. Por isso, porque na doutrina espírita existe sempre uma recomendação muito importante é que nós tratemos as 2 coisas, que essa pessoa faça um acompanhamento psiquiátrico. Psicológico e faça o tratamento espiritual. Então é muito importante isso. Divaldo é ele nos alerta, inclusive discorrendo sobre esse próprio caso da Lizandra. Isso está num livro que se chama doenças ou transtornos espirituais, que foi produzido pela associação médico espírita de Minas Gerais.
E divaldo comenta sobre alguns casos, inclusive o caso da Lizandra. E ele coloca, olha, é. Vou dar aqui um recado da espiritualidade que eles sempre repetem. Abre aspas que que divaldo nos fala quando Deus deseja promover a humanidade faz que grandes missionários se reencarne nas várias áreas do conhecimento tecnológico e científico. E na área médica, os missionários da saúde vem equipados de recursos para promoverem o bem-estar da criatura humana. A qual já não necessita daquelas enfermidades degenerativas do passado, as quais reduziam o período de vida durante a reencarnação. Igualmente os pesquisadores, cujo encargo é o de descobrir vacinas profilaxias e terapias valiosas para o enriquecimento da vida.
Fecha aspas? Então vejam, o próprio Edivaldo nos traz isso. Dizendo assim, olha, a medicina terrena, ela está aqui e ela precisa ser, vamos dizer assim, é praticada, ela precisa ser exercida. As pessoas precisam procurar esse recurso. Por quê? Porque há um problema orgânico quando a gente dá uma medicação que trata a doença psiquiátrica para uma pessoa que, por exemplo, está sofrendo um processo obsessivo, isso vai auxiliar ela a controlar o processo obsessivo. Por quê? Porque ela vai ajudar a equilibrar aqueles neurotransmissores, aquelas substâncias que fazem os neurônios se comunicar. E aí aquele sintoma obsessivo, ele pode melhorar, pode aliviar para aquela pessoa para que ela tenha um respiro, vai ajudar ela a passar por aquele momento, mesmo que ela não tenha uma doença psiquiátrica tão intensa ou tão significativa.
Ah, mas eu vou dar. E essa pessoa tem um mas ela vai ajudar a controlar. Então, não, não vai haver prejuízo. Se a pessoa recebe um tratamento, então é sempre recomendado que a gente faça esse tratamento, porque o tratamento da obsessão, ele não é um tratamento imediato. As pessoas às vezes acham que a tratar obsessão você é primeira coisa, né? Muitas pessoas tenham muitas casas espíritas. É colocam a pessoa que está sofrendo um processo obsessivo na reunião mediúnica, é recomendado que não se faça isso. Essa pessoa está em pleno desequilíbrio. Então o que a gente faz é, a gente atende essa pessoa no centro, a gente acolhe, a gente aplica passe, ela assiste palestra, mas na reunião mediúnica na reunião de desobsessão ela não entra, a gente leva o nome dela, vai fazer prece Por Ela, vai pedir Por Ela e.
AA própria espiritualidade. Os benfeitores da casa é que vão trazer aquele espírito pra comunicar ali, e aí se faz o trabalho de desobsessão. Mas isso não é suficiente. A gente pode até convencer naquele primeiro momento, aquele espírito pode se afastar, vai dar um Alívio pra pessoa, mas aí vai depender dela. Enquanto ela não melhorar o padrão mental dela, ela vai continuar vinculada. Ela vai trazer de volta aquele espírito. Por vinculação, se ela não muda o seu padrão mental, então esse é o grande trabalho da desobsessão Lizandra. Ela Foi internada num hospital espírita e ela teve uma melhora muito significativa quando ela recebeu este tratamento, mostrando o impacto do processo obsessivo no seu adoecimento.
Mas o comprometimento de Lizandra ele era tão intenso que ela acabou também desenvolvendo hanseníase, assim como o pai. E ela desenvolveu uma insuficiência cardíaca que a levou ao desencarne. Muito precoce ela é visando ela desencarnou muito jovem por conta de todas essas complicações que também decorriam dos seus sentimentos de culpa, do passado e das suas necessidades encarnatórias. Fica aqui, portanto, para nossa reflexão. Domingo que vem nós continuamos com 11. Outro caso. Para refletirmos sobre este tema que temos uma semana de muita luz e de muita paz.