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Roteiro para a saúde integral - lei do trabalho - parte - 1

00:20:33
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Transcrição do episódio

Gerada automaticamente a partir do áudio. Pode conter imprecisões.

Bom dia meus queridos amigos ouvintes da web rádio memei. É uma enorme satisfação estar aqui com vocês no programa saúde espiritualidade. E você? Meu nome é Ricardo Cavalcanti. Eu sou membro da associação médico espírita de Botucatu e nós nos encontramos aqui todos os domingos. Às 11:00 da manhã, na web rádio memei para refletirmos sobre temas que são ligados a nossa saúde, olhando diante de uma ótica da doutrina espírita, a doutrina espírita oferece um anuncial de informações que nos auxiliam a lidar com as questões da nossa saúde, contribuindo com todo o conhecimento das ciências da saúde. Ciências terrenas que são fundamentais para que a gente construa uma saúde melhor.

Convido a vocês a participarem ativamente do nosso programa, enviando para nós dúvidas, questões, temas que julgarem pertinentes, discutirmos aqui no nosso programa e para isso. Basta vocês enviarem essas dúvidas, sugestões, temas através do WhatsApp, da web, rádio meu e-mail. Vou passar aqui pra vocês. O número ODDD é 14. O número 99834-4781, repetindo 14 ODDD 99834. 47811 caminho para nós. Aquilo que vocês desejariam que a gente conversasse aqui, dúvidas que vocês trazem e poderemos estar transmitindo essas reflexões para vocês no dia de hoje, nós estaremos dando continuidade ao a nossa série de programas em que nós estamos.

Conversando sobre as leis Morais e a saúde, especialmente a saúde mental. Baseado no livro dum querido e excecional companheiro de jornada dentro da associação médico espírita de body do Brasil. Desculpe que é o Sérgio Lopes. Sérgio Lopes é um psiquiatra lá do Rio Grande do Sul. E ele. Escreveu uma obra que eu considero como uma obra fundamental para nós estudarmos, porque ele faz uma análise profunda a respeito das leis Morais, vinculando as questões da saúde mental tão importantes para os nossos dias presentes, considerando o estilo de vida, os valores que a sociedade. Traz para nós para que a gente possa aproveitar ao máximo as oportunidades que a encarnação nos oferece para atingir os objetivos, os propósitos que temos, todos aqui como encarnados.

E hoje nós falaremos um pouco sobre a lei do trabalho, que que a lei do trabalho tem a ver com a nossa saúde mental. O primeiro a gente precisa entender um pouquinho o que é o trabalho do Kardec destino, um capítulo das leis Morais, pra falar da lei do trabalho. E ele pergunta aos espíritos superiores se o trabalho é uma lei natural. E os espíritos respondem que sim, o trabalho é uma lei natural. O trabalho está em tudo, na natureza. Tudo que a gente olha na natureza, a gente vai ver que existe trabalho, que que nós entendemos por trabalho. Trabalho é toda ação, é todo o movimento, é todo o encadear de de de coisas que vão acontecendo, de fenômenos que vão acontecendo.

Isso é trabalho. Geralmente, quando a gente fala essa palavra trabalho, a gente pensa automaticamente. No trabalho profissional, que é aquele que nós realizamos para ter uma renda, para ter um retorno financeiro que nos permite sobreviver neste mundo físico. Mas o trabalho não é apenas isso. Isso é uma forma de trabalho. Tudo o que a gente faz, todas as nossas ações, é uma forma de trabalho. O próprio pensamento nosso é uma forma de trabalhar. Então isso tudo na natureza representa trabalho. Se a gente olhar uma rocha, uma Pedra parada ali, a gente fala, mas essa Pedra não faz nada, tá? Mas se nós olharmos o mundo microscópio que existe dentro dela, se nós olharmos os átomos e as moléculas, elas estão em intenso trabalho, elas estão em atividade.

Tudo na natureza está trabalhando, até mesmo nós. Quando nós dormimos, Ah, eu estou dormindo, mas a gente, o nosso corpo está trabalhando intensamente. Nosso cérebro trabalha intensamente enquanto dormimos, embora a gente não tenha a consciência plena disso. Mas o nosso cérebro está em atividade. Aliás, a gente armazena a memória nossa. Né? A gente absorve a gente sedimenta o nosso conhecimento, nosso saber no nosso cérebro, no momento em que nós estamos dormindo. Então, tudo aquilo que a gente aprendeu no dia, todas aquelas informações, elas vão ser importantes. Para que, né? Vão servir para que, durante a noite, durante o período do sono, ao dormir, elas vão sendo depositadas armazenadas na nossa memória.

A gente precisa do sono para isso, então o cérebro está trabalhando, nosso corpo trabalha, a criança, por exemplo, ela cresce enquanto dorme. Então por isso que o trabalho, ele é uma atividade constante na natureza, então tudo está em movimento, tudo está trabalhando. Então por isso que o trabalho é uma lei natural, mas quando a gente pensa no trabalho mais direto, esse trabalho que. Habitualmente associa, né? Quando a gente fala a palavra trabalho, que é a ação direta, né? Ação das nossas mãos, ação mais é imediata daquilo que de de de algo que a gente está ou que a gente está produzindo, né?

Que a gente está gerando algo ali, a humanidade, ela evolui de uma forma de que cada vez mais a gente precisa trabalhar mais. Então, conforme os anos passam, a gente cada vez precisa de mais trabalho. Muitas pessoas, mesmo quando a gente conversa com pessoas que já estão aí na sua, com seus 8090 anos de idade, muitas vezes elas elas falam assim, puxa vida. Parece que lá atrás, quando eu era jovem, né, a gente não tinha que fazer tantas coisas, não tinha tanto trabalho para fazer. E parece que a humanidade, conforme ela, caminha. Aumenta se a necessidade do trabalho, e essa é uma percepção real, realmente a necessidade do trabalho.

Ela vai aumentando conforme a humanidade avança. Por quê? Porque a vida vai se tornando mais complexa, cada vez mais conforme vai o avançar da humanidade e principalmente, o avançar tecnológico, o desenvolvimento intelectual da humanidade. Isso faz com que a vida. Vá se tornando mais complexa, mais cheias, cheia de coisas. A gente vai tendo mais funções a realizar, então, portanto, a gente tem mais atividades a cumprir, então a tendência é que o trabalho aumente. Os próprios espíritos da codificação já colocaram isso lá, está lá no livro dos espíritos, do mesmo jeito que conforme vai esse avançar da humanidade, as as, as vontades nossas, né?

As. Não só as necessidades aumentam, mas também aumentam as os prazeres terrenos, os gozos terrenos. E isso também faz com que gere mais trabalho. Então, por exemplo, se nós pegarmos lá no passado, é as pessoas. Por exemplo, vamos pegar a 80 anos atrás, a 100 anos atrás. Qual que era a capacidade das pessoas, por exemplo, de fazer uma viagem para lazer? Como que funcionava naquela época? Era fácil, era simples uma pessoa fazer uma viagem por lazer, não era isso, era uma raridade. Geralmente as pessoas não viajavam por lazer, elas já viajavam a trabalho, mas por lazer era muito difícil, os recursos eram muito mais limitados, se nós pegarmos, hoje as pessoas viajam muito por lazer, mas isso tem um custo, e aí as pessoas hoje então trabalham.

Para poder ter esse momento de viagem por lazer. Veja, não há nada de errado em viajar por por lazer, né? Isso faz parte. A gente vai ver mais adiante. Quando a gente falar sobre o repouso, a gente vai ver que tem uma importância esse momento. Então não há, não há nenhum nenhum demérito, não há nada de errado nas pessoas fazerem isso. Mas para poder proporcionar esse momento, haverá uma necessidade de trabalho. Porque a pessoa vai ter que trabalhar mais, vai ter que gerar mais uma renda, ela vai ter que se esforçar para aquilo para ter aquele momento e poder realizar, por exemplo, uma viagem. Dê o exemplo aqui da viagem, mas para mostrar aqui as os os os momentos mais prazerosos em que a gente pode aproveitar os instantes aqui da vida terrena, eles também aumentam.

Então tudo isso vai fazendo com que a necessidade do trabalho, né AAA? O quanto que a gente precisa trabalhar também aumenta ao longo do tempo? Isso também é uma condição, mas a gente tem que sempre ter em mente é que o trabalho de toda ação útil, como os espíritos da codificação, colocam toda ação que tem alguma utilidade. Ela representa uma forma de trabalho. E o trabalho ele é importante para quê? Ele é importante para evolução. A gente precisa do trabalho para evoluir. Nós não conseguimos progredir, não conseguimos evoluir. A lei da evolução é uma também é uma lei natural, mas nós só conseguimos promover o processo de evolução quando nós trabalhamos.

E quando a gente está falando em trabalho, a gente está referindo a toda ação útil. Mesmo que ela seja de ordem mental. Então todo esse movimento que a gente promove, seja mental, seja físico, é útil para a nossa evolução. Por isso que na natureza tudo trabalha. Por isso que há esse movimento contínuo na natureza, até mesmo os animais trabalham, mas é claro que os animais trabalham muito mais pra conservação de si mesmos. Por quê? Porque eles estão num estágio evolutivo, né? Cuja inteligência permite com que eles apenas consigam trabalhar para si mesmos. Ou seja, todo o movimento deles é útil para sua própria, pra pra sua própria conservação, conservar o corpo físico.

Então o animal, por exemplo, ele tem que caçar, ele vai ter que procurar. É Oo parceiro ou a parceira? Para se reproduzir, para poder manter a espécie. Então, sempre é focado comandado pelos instintos, focado no que? Focado na preservação do seu próprio corpo. Mas nós, seres humanos cuja inteligência já se despertou, cujo senso moral já está mais além, nós trabalhamos, nós nos movimentamos também para evoluir, para transformarmos. O que há na nossa intimidade? Por isso que o trabalho é uma ferramenta fundamental dentro desse processo. Quando nós decidimos não trabalhar, não se movimentar, nós iniciamos um processo de adoecimento.

Toda vez que o corpo para, a gente adoece. Toda vez que a mente para a gente adoece. O que que significa esse parar significa a gente estagnar. Vamos dar o exemplo do corpo, que é mais fácil da gente entender. Então, quando o nosso corpo para, ou seja, a gente resolve que a gente não vai fazer mais nada. Olha, eu vou ficar agora só ir na minha casa deitado no sofá ou deitado na cama. Eu só vou ficar da cama pro sofá. Não vou fazer mais nada, não vou, não. Não me interesso mais por nenhum tipo de atividade, não faço, não vou fazer nenhum tipo de atividade física. Eu só vou ficar em casa, deitado, parado.

O que que vai acontecer com o meu corpo? Ele vai lentamente o quê? Se atrofiando a minha musculatura, atrofia, é o que acontece muitas vezes a gente vê, nós que somos profissionais da saúde, que trabalhamos em hospitais, a gente vê muito isso acontecer. Quando uma pessoa, por exemplo, interna no hospital e por conta das suas condições de saúde, ela precisa ficar um longo tempo internado, ela tem que ficar lá um mês, 2 meses, 3 meses, 6 meses internado no hospital por problemas graves de saúde. O que que muitas vezes acontece com esse indivíduo, principalmente a pessoa, por exemplo, que vai para uma UTI, que fica às vezes meses numa UTI, o que que acontece com ela?

A musculatura toda dela atrofia a hora que essa pessoa? É melhora e, por exemplo, vai de alta ou ela sai lá da UTI. O que que vai acontece? Ela vai ter que aprender tudo de novo. Ela tem que aprender a andar de novo, a movimentar de novo. Ela não consegue mais, porque atrofiou ficou parado. Então o corpo parado, ele claramente mostra para nós que é a gente vai atrofiar. Por isso que no hospital o serviço da fisioterapia é tão importante, porque? Porque o fisioterapeuta vai justamente tentar. Manter o movimento daquele indivíduo para que ele não não tenha uma perda de massa muscular tão intensa.

Por isso que essa essa atividade, né? A presença do fisioterapeuta, ele é tão fundamental. Porque para garantir a saúde daquele indivíduo, a mesma coisa acontece com a nossa mente. Se a gente opta, né? Por parar a mente. O que que significa parar a mente? A gente desocupar a nossa mente, né? Deixar de pensar em coisas úteis, em coisas que são produtivas, e a gente, né? Ou focar a mente em algo que não tenha utilidade, né? Ou é deixar de usar a nossa mente para coisas boas. O que que vai acontecendo? A gente também vai contribuindo para um processo de adoecimento mental, a gente contribui para isso.

Muitas vezes, quando a gente encontra com pessoas que são é que estão nessa condição, a gente nota isso de uma maneira clara, por exemplo, né? Isso é uma situação que muitas pessoas já devem ter vivido, esse tipo de de de condição. Quando você, por exemplo, pede para uma pessoa que não tem muita ocupação na vida dela, ela já tem uma ocupação bem pequena, você pede. Uma tarefa para essa pessoa, olha, eu precisaria que você fizesse isso e você faz esse mesmo pedido para uma pessoa que é muito ocupada, que tem muita coisa para fazer, já tá, já tem assim o seu, o seu dia, a sua agenda toda preenchida de coisas.

Quem tem mais chance de conseguir fazer executar aquela tarefa, de modo geral, é aquela pessoa mais ocupada. Por quê? Porque ela já tá com a mente trabalhando. De uma maneira contínua, né? Aplicando, utilizando os seus recursos, essa pessoa consegue mais facilmente administrar uma atividade nova do que aquela que não tá fazendo quase nada. Por quê? Porque para esta pessoa, de modo geral, ela já está nessa condição, porque ela já está sofrendo um processo de adoecimento. Por quê? Porque ela já foi se colocando nessa posição e se colocando por quê? Ah, porque ela, né, como algumas pessoas podem achar.

Ah, porque ela não quer saber de nada, porque essa pessoa não tem interesse por nada, não. Algum problema está conduzindo ela a isso. E esse é um sinal de adoecimento, que a gente deve ficar atento, que muitas vezes quem está ao nosso lado está sofrendo um processo dessa forma. Quando a gente pega uma pessoa com depressão, por exemplo, o que que acontece? A pessoa com depressão, ela não tem vontade de fazer nada, ela fica lá. Inerte. Ah, mas ela está assim porque ela quer estar assim. Muitas pessoas acham isso. A pessoa com depressão, olha, vai, pega uma enxada, pega, vai trabalhar, vai arrumar um serviço para você fazer que a depressão passa.

Não é tão simples assim, porque a pessoa que está nesse processo, ela não está assim, porque ela simplesmente não quer trabalhar, porque ela não quer fazer nada, mas ela não consegue fazer. Ela vive um processo de adoecimento. Em que a sua mente vai estagnando e por isso que muitas dessas pessoas, elas podem evoluir para condições até como o catatonismo de não conseguir, né? É fazer praticamente nada, ficar em completamente inerte. Mas isso é um processo de adoecimento. Mas a gente tem a oportunidade de poder refletir sobre essa questão. Por quê? Porque a gente pode no nosso dia a dia. Se nós não ocuparmos de uma maneira útil a nossa mente, a gente pode ir evoluindo para essa condição.

Então isso é um ponto fundamental para que a gente possa se atentar para o próximo programa. Como o nosso tempo aqui já está se esgotando, nós iremos conversar um pouquinho sobre como a gente pode trabalhar a nossa mente de uma maneira útil. Será que trabalhar à mente de uma maneira útil é estar o tempo todo pensando em alguma coisa? Será que trabalhar é continuamente todo o tempo todo? Tendo que fazer alguma coisa é salutar? Será que o repouso tem alguma importância dentro desse processo? A gente não tem um momento que a gente precisa parar. Fica para conversarmos sobre isso para próximo programa.

Convido a todos vocês a estarem conosco aqui, que tenhamos uma semana de muita luz e de muita paz.