Transcrição do episódio
Gerada automaticamente a partir do áudio. Pode conter imprecisões.
Bom dia meus queridos amigos ouvintes da web rádio. Nenê, é uma enorme satisfação estar aqui com vocês no programa saúde espiritualidade. E você? Meu nome é Ricardo Cavalcante. Eu sou um membro da associação médico espírita de Botucatu e nós nos reunimos aqui. Todos os domingos às 11:00 da manhã, para conversarmos sobre temas relacionados à nossa saúde diante de uma ótica espírita. A doutrina espírita traz para nós uma enormidade de informações que nos auxiliam na construção da nossa saúde, principalmente quando nós olhamos para a nossa saúde integral, não apenas. A ausência de doenças que nos afetam diretamente, mas o estado de bem-estar e de Felicidade que nós podemos alcançar.
Convido a vocês a participarem do nosso programa, encaminhando para nós dúvidas, questionamentos, sugestões de temas para conversarmos aqui no nosso programa para isso. Basta encaminhar para nós através do WhatsApp a sua mensagem trazendo a sua dúvida, sua sugestão, os temas que desejam que a gente acorde aqui, passo aqui pra vocês o contato DDD 14998344781, repetindo DDD 14 9. 98344781 encaminhem para nós as suas ideias para que vocês possam participar ativamente conosco aqui deste programa. Nesse momento nós estamos trabalhando aqui as leis Morais e a saúde, principalmente a saúde mental. Baseado numa obra excepcional que é o livro.
Leis Morais de saúde mental de um grande psiquiatra espírita, membro da associação médico espírita do Brasil, que é o Sérgio Lopes, lá do Rio Grande do Sul. Eu recomendo a todos que leiam essa obra, esse livro ele merece ser estudado por todos nós, porque ele traz uma reflexão profunda. Baseado na terceira parte do livro dos espíritos, que fala sobre as leis Morais olhando. Por essa ótica da saúde, principalmente aí da saúde mental, na semana passada nós começamos a conversar sobre a lei do trabalho, que é uma das leis Morais que Kardec nos apresenta no livro dos espíritos. E hoje nós vamos dar continuidade a essa discussão, trazendo alguns aspectos diferentes do que falamos na semana passada.
Um ponto. Que é muito importante, que é muito relevante. É pra que a gente converse aqui. É que muitas vezes as pessoas, quando a gente tá pensando no trabalho, na necessidade do trabalho, muitas pessoas sofrem com o fato de executarem trabalhos aos quais não a satisfazem pessoalmente. Essa é uma situação. Muito comum na nossa sociedade, muitas pessoas procuram determinados trabalhos simplesmente para terem uma renda melhor, para ganharem um recurso melhor. E por isso, acabam executando trabalhos que não trazem satisfação pessoal, mas que trazem um retorno financeiro que aquela pessoa deseja. Essa é uma balança.
Que nós temos que ter a sabedoria de encontrar qual é o seu ponto de equilíbrio, realizar um trabalho que nos satisfaça e que ao mesmo tempo, possa oferecer uma renda que seja adequada para nós. É claro que quando essa balança, ela se desequilibra muito. Ou seja, eu tenho um trabalho que me traga uma alta satisfação, mas eu não tenho renda nenhuma isso. Pode trazer dificuldades para nós, porque nós vivemos num mundo material e certamente a gente precisa de recurso. A gente precisa ter uma renda mínima para sobreviver nesse mundo. Então também não adianta eu só fazer aquilo que gosto e em detrimento de não ter recurso nenhum para sobrevivência.
Por outro lado, o contrário também é ruim. Eu vou fazer um trabalho que eu não gosto nada dele e só para poder ter uma renda e. Né? Ou seja, eu vou atender o quesito sobrevivência. Materialmente eu vou estar bem nesse mundo, mas emocionalmente em frangalhos, porque eu tenho que fazer uma atividade que não me atende às necessidades. Então é importante que a gente encontre o equilíbrio disso. Por quê? Porque a gente precisa atender as necessidades materiais do corpo da vida encarnado. E ao mesmo tempo, a gente também precisa ter satisfação naquilo que a gente faz. Uma coisa muito importante que existe nos dias de hoje é o fato de que muitas pessoas elas acabam é encontrando e isso é, obviamente é natural dificuldades no trabalho que elas fazem.
Então elas vão vão realizar um trabalho que elas fazem puxa, eu gosto disso, mas aí elas vão realizar o trabalho. E no primeiro obstáculo que elas têm, elas desistem daquele trabalho. Ah, mas é muito difícil. Ah, mas aqui eu tenho. Eu não vou conseguir. É, não era, não era bem isso que eu queria, porque muitas vezes a gente traz uma imagem, é errônea, inclusive, né? Que é a gente tem que o trabalho, ele tem que satisfazer a nós, as nossas vontades o tempo todo. Mas é muito difícil a gente ter um trabalho assim, de sabores no trabalho. Frustrações no trabalho são comuns. Todos nós teremos, todos nós teremos o dia que a gente tá contente, tá feliz, porque tá fazendo algo legal, interessante, em que a gente se sente útil lá naquele trabalho.
Mas vai ter o dia que a gente vai ficar triste, que a gente vai ficar aborrecido, que não deu certo o que a gente fez. Ou que algo deu completamente errado, porque isso é natural. Todo o trabalho vai ter esse tipo de condição. Então a gente não deve achar que o trabalho também tem que ter toda a satisfação, todo o prazer. Todo o trabalho envolve sacrifício. Então é difícil a gente trabalhar em só em aquilo que a gente gosta. A gente muitas vezes vai ter que trabalhar coisas. Vai vai. O ideal que a gente coloca é, a gente vai estar ter esse mesclado, ou seja, vai ter um momento legal. Pode ser que tenha um momento que é um pouco mais chato da gente executar, mas faz parte do nosso processo, porque até esse que é chato é uma ferramenta de aprendizado para nós, da gente ter que executar um trabalho que não é tão interessante, que não é tão agradável a gente, mas que tem a sua importância.
É, muitas vezes a gente traz conosco. Certos preconceitos em relação a isso, achando que, por exemplo, só determinado trabalho tem valor ou só determinada profissão tem valor. Mas todo trabalho e toda profissão é válida, é, é valorosa. Se ela é feita, se ela é executada com amor, com dedicação, se ela tem o propósito sempre de auxiliar as pessoas, porque o que importa é o que está no íntimo. Um grande exemplo disso para nós foi Paulo de Tarso. Gosto sempre de citar esse exemplo. Por quê? Porque Paulo, ainda quando era Saulo, ele vivia numa posição social, né? Ele era um doutor da lei, ele era 11, indivíduo de destaque dentro da sociedade judaica daquela época.
Depois que ele passa pela experiência no caminho de Damasco, que ele vê Jesus é e que ele. Passa por aquela transformação toda, né? Deixa de ser aquele indivíduo é prepotente, aquele indivíduo imponente que ele era lá entre os judeus. É o que que Paulo vai fazer? Paulo vai trabalhar como um tecelão, como uma pessoa simples, humilde, e aquilo para ele, vai ser importante para quê? Para mostrar que todo trabalho tem valor. Quer dizer, a gente não precisa estar ocupando cargos altos. Posições altas de destaque. Todo o trabalho. A pessoa que varre a rua tem muito valor, porque se ela não varrer a rua, a rua fica suja, fica um ambiente intransitável, um ambiente inabitável.
Se a gente deixar acumular aquela sujeira, esse trabalho tem muita importância. Todo trabalho tem importância porque ele é útil. Todo trabalho que é útil e que é feito e é executado com amor, com carinho, porque quando a gente executa um trabalho dessa forma. A gente o faz sempre melhor, sempre com com mais primor, e isso permite com que a gente possa contribuir de maneira útil para a humanidade. É muito importante que todos nós tenhamos essa consciência para que para que a gente não desvalorize o que a gente faz. Porque muitas vezes a gente acha que o trabalho que a gente está executando tem pouco valor.
Não tem todo trabalho. Tem a sua importância e todas as pessoas têm a sua importância dentro da humanidade, né? Todo mundo pode, dentro das do universo, que é possível executar sempre as tarefas de uma maneira amorosa, de uma maneira a promover o bem das pessoas. Muito importante que a gente faça isso, porque porque a gente reconhecer isso em nós reconhecer. Essa tarefa ela é salutar para nossa saúde mental, porque muitas vezes a gente trabalha achando que a gente não está sendo útil, achando que é o nosso trabalho. Não tem valor, porque a gente não está executando exatamente o que a gente gostaria, porque a gente não está realizando uma tarefa grandiosa ou de destaque.
É importante que a gente faça essa reflexão. Porque o mais importante de tudo é que a gente tenha a consciência tranquila. Se nós lembrarmos, né? Kardec faz essa pergunta lá no livro dos espíritos, né? O que que era necessário pra gente ter a Felicidade relativa aqui na Terra? Um dos itens é ter paz de consciência. O que que é ter paz de olha, eu posso pôr a cabeça no Travesseiro quando eu vou dormir e dizer, puxa vida, eu fiz a minha parte. Eu contribuí da minha forma, mesmo que essa contribuição não seja algo gigantesco. Mas eu fiz a minha parte, o que me cabe dentro das minhas possibilidades.
Porque na vida nem todo mundo tem as mesmas possibilidades. Quando a gente olha para uma única encarnação, quando a gente olha para o espírito como um ser imortal que vai passar por diversas encarnações. As nossas possibilidades, vamos dizer assim, as nossas oportunidades são as mesmas. Deus. Ele é justo, ele não vai permitir com que um tenha chance e outro não. Mas quando a gente olha só para uma existência, vamos pegar a nossa existência. Agora, muitas vezes as possibilidades não vão ser a mesma, a gente não vai ter as mesmas oportunidades, então tem pessoas que vão ter mais e pessoas que vão ter menos.
Então a gente tem que entender o que que olha dentro das oportunidades que eu tenho dentro do universo que me cabe nesse momento, o que eu posso fazer de melhor e. Eu posso ser útil em tudo que faço. Isso para nós é muito importante para nossa saúde mental, porque a gente precisa nesse momento ter esse caminho para que a gente compreenda o nosso papel e ter paz de consciência, paz que nós fizemos algo de útil, que nós podemos produzir algo de útil sem querer. Ter coisas. Ah, mas eu desejo ter 111 profissão melhor, um emprego melhor, realizar um trabalho maior. Tudo bem, não deixemos de fazer o trabalho que a gente pode fazer e a gente pode, paralelamente, buscar coisas maiores.
Mas o uma coisa que a gente não pode fazer quer dizer que não pode, que a gente não recomenda que façamos. Por quê? Porque isso adoece. É o fato de que. É da gente não fazer nada agora, esperando o dia futuro, para que no futuro a gente olha, eu só vou fazer alguma coisa, né? A hora que eu tiver esta condição, Ah, olha, eu só vou ajudar o próximo a hora que eu me aposentar, eu só vou ajudar o próximo a hora que eu tiver um emprego melhor, ganhar melhor. E aí eu posso ajudar? Não. Ah, se eu almejo essa, essa condição Futura, ok? A gente deve buscar, porque a gente deve estar sempre melhorando. A gente não deve também ficar estagnado, mas ao mesmo tempo, a gente não pode parar de fazer o que está ao nosso alcance.
Isso é muito importante para nós, porque porque isso é reconhecer a oportunidade que Deus está nos oferecendo naquele momento de fazer algo de bom. E em todas as situações, em todos os momentos, em todos os trabalhos, em todas as profissões, a gente pode. Fazer algo de bom as pessoas, a gente pode dar este retorno, porque é isso, é algo que é universal. Então esta reflexão é importante que nós façamos todos os dias pra gente pensar o que a gente está contribuindo de bom pra humanidade, para o nosso próximo? Porque? Porque o que a gente contribui de bom para o outro vai se reverter a nós, para a nossa saúde, para nossa saúde mental, para o nosso estado de bem-estar.
Por que? Porque senão a gente adoece no trabalho. Quantas pessoas não adoecem no trabalho, quantas pessoas não sofre o que se chama hoje de burnout? A pessoa não aguenta, ela não vê a hora de chegar a sexta-feira, quando chega no domingo à noite, ela está em desespero, porque segunda começa tudo de novo. Quantos de nós não vivemos nessa situação adoecidos pelo trabalho, mas por que muitas vezes? Porque a gente muitas vezes cria essas ilusões. E temos dificuldade depois de lidar com isso e não sabemos aproveitar essa oportunidade. Mas, é claro, a gente tem que aprender a pôr a balança, o trabalho que satisfaz com o recurso que ele gera para nós, para nossa sobrevivência nesse mundo.
Há trabalhos que são adoecedores pela pressão que se sofre, pelo ambiente que se tem. Tem trabalhos que são adoecedores e talvez a pessoa precise repensar bem, vale a pena continuar ali num ambiente como aquele? Às vezes não. Às vezes, se a gente está com tanta dificuldade de lidar com aquilo, é melhor que a gente busque uma alternativa, é melhor que a gente busque um outro caminho, um caminho que satisfaça, porque às vezes a pessoa só está ali pelo financeiro e não pela satisfação. O contrário também vai acontecer. Ah, eu tenho um ambiente que me satisfaz muito, mas financeiramente eu passo dificuldades.
Mas será que eu não deveria então procurar uma outra alternativa? Tudo isso? Gente, não há resposta. Nós não estamos, nós estamos aqui, né? Trazendo nenhuma resposta pronta pra Nenhum de Nós, porque cada um de nós precisa fazer a sua reflexão, analisar a sua vida, porque cada um de nós está numa situação, está numa condição. O que a gente traz aqui são reflexões, reflexões pra que a gente faça. Pra que? Pra que a gente procure alcançar um equilíbrio na nossa vida, que nos traga equilíbrio mental e nos traga saúde. Para que a gente possa cumprir com a tarefa que todos nós assumimos para executar nesta vida.
Isso é um ponto muito importante para todos nós. Então essa é uma reflexão que a gente precisa sempre trazer para todos nós aqui podendo fazer dentro. É desse cenário o melhor que temos, né? Fazer aquilo que traga paz. De consciência para todos nós. Então fica aqui para a nossa reflexão, lembrando para nosso para o nosso próximo programa. Nós estaremos conversando sobre a necessidade do repouso, sobre a importância de como nós podemos atuar, como que nós podemos trabalhar essas questões na nossa vida? Porque? Porque o trabalho constante, né? O trabalho é ininterrupto, vamos dizer assim do tempo todo.
Será que ele é salutar para gente, né? Que que será que a doutrina espírita mostra para nós sobre a importância de nós termos que parar, a importância de nós termos, que é mudar de atividade ao longo da nossa jornada? Então fica aqui para nossa reflexão, para nossa semana. Convido a vocês a estarem conosco no nosso próximo programa para darmos continuidade a essa nossa conversa, a essa nossa discussão. Que tenhamos todos uma semana de muita luz e de muita paz.