Transcrição do episódio
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Bom dia meus queridos amigos ouvintes e internautas que nos acompanham aqui na web rádio MEI MEI, é uma enorme satisfação estar aqui com vocês no programa saúde espiritualidade. E você? Meu nome é Ricardo Cavalcante. Sou membro da associação médico espírita de Botucatu e nós nos reunimos aqui. Todos os domingos às 11:00 da manhã, para conversarmos a respeito de assuntos que são ligados a nossa saúde diante de uma ótica espírita. No presente momento, nós iniciamos uma série de programas para conversarmos sobre a relação entre as leis Morais que são trazidas por nós por Kardec. Que estão colocadas na terceira parte do livro dos espíritos, diante dos aspectos que nos envolvem a saúde mental.
Esta proposta Ela Foi trazida por um grande estudioso da doutrina espírita e da associação médico espírita do Brasil. Um querido companheiro de jornada, Sérgio Lopes, que escreveu uma obra se chama. As leis Morais e a saúde mental que eu convido a todos vocês a fazerem a leitura deste livro é um livro muito interessante, que traz ensinamentos muito profundos e que nós estaremos trazendo aqui para vocês alguns pontos para nossa discussão, para nossa conversa. No dia de hoje, nós estaremos pegando o primeiro capítulo que está lá no livro dos espíritos, que seria. A lei divina ou natural? Como que nós podemos analisar isso diante das questões que se referem à saúde mental?
A primeiro ponto que nós temos que é considerar em relação a isso é, o que é a lei divina ou lei natural? Nós, dentro da doutrina espírita, entendemos que lei divina ou lei natural são toda, são todas as leis, é toda a lei que rege. O universo, tanto o mundo externo, vamos dizer assim. O que que nós estamos chamando de mundo externo? Um mundo que não está dentro de nós, ou seja, o mundo exterior a nós, todo mundo externo, seja este mundo, um mundo físico. Aqui em onde nós nos encontramos, o plano de nós encarnados, seja o mundo espiritual, ou seja tudo isso é um mundo externo, todas as leis. Que regem esses 2 mundos, obviamente, são leis divinas ou naturais, assim como também são leis divinas ou naturais, aquelas que regem a nossa vida íntima, que regem os nossos pensamentos, os nossos sentimentos, ou seja, elas regem a vida do espírito nas suas relações com o mundo e consigo mesmo.
Então tudo isso compreende a lei divina ou natural? As religiões classicamente na história. Elas sempre disputaram quem era o responsável por deter consigo. As leis divinas que nós deveríamos saber para poder é nos salvarmos para podermos alcançar a nossa Felicidade, a nossa Alegria Futura, né? O nosso, a nossa Conquista. Verdadeiro. Então, isso sempre foi um motivo de muita disputa. Quando Kardec codifica a doutrina espírita, ele fez questão de abordar esse aspecto. Quando ele faz na questão 621, ele pergunta lá do livro dos espíritos, ele faz a seguinte pergunta que já trouxemos aqui muitas vezes, onde está escrita a lei de Deus?
Ou seja, onde está escrita a lei divina, a lei natural? Ele está num livro, ela é. Posse de alguma religião, de alguma filosofia, é aonde que nós encontramos isso? E a resposta dos espíritos? Ela é fantástica, porque eles respondem na consciência. Onde está a lei divina? Está na consciência. Vejam essa resposta, ela é muito importante porque porque ela tira a propriedade de qualquer. Seita, religião, filosofia. Achar que detém a verdade, mas que na no fundo, a verdade está com todos nós. Todos nós a temos dentro de nós. Todos nós a temos na nossa intimidade. Mas a partir dessa resposta, surge um questionamento, puxa vida, se a lei divina está na consciência, ou seja, está dentro de nós?
Então nós não deveríamos saber tudo aquilo que é certo ser feito, aquilo que não é. Não devíamos ter uma noção clara de do nosso comportamento. Como nós deveríamos agir perante o mundo? Não deveria ser assim, mas não é. Nós muitas vezes agimos de maneira equivocada sem sequer sabemos que estamos agindo. De maneira equivocado. Seja, nem sabemos que estamos infundindo uma lei divina. Nossas ações muitas vezes são feitas sem a gente ter essa percepção ou sem ter esta consciência. E aí vem uma pergunta, mas se está na consciência, porque não sabemos? André Luiz traz lá no livro no mundo maior uma informação bastante interessante.
Nós já tivemos também a oportunidade de conversar isso aqui, lá no livro, no mundo maior. André Luiz, através do calberário, que era um mentor que é trabalhava ali. EE acompanhava André Luiz nessa nessa jornada que ele nos narra. Nessa obra ele fala o seguinte coisa, que o nosso cérebro seja o cérebro do corpo físico, seja o cérebro do corpo espiritual. Ambos eles têm uma, vamos dizer assim, compartimentos, compartimentos. Que precisam funcionar de uma maneira integrada para que a gente possa ter uma saúde, um equilíbrio mental adequado. Esse cérebro seria o cérebro primitivo, o cérebro intermediário, e vamos dizer assim, o nosso cérebro superior, que ele diz que se localiza nos lobos frontais.
Os lobos frontais são é esses lobos que estão bem atrás aqui da nossa testa aqui. É a parte mais anterior do nosso cérebro e a parte mais recente, os lobos frontais, nossos de seres humanos. Eles só existem em nós, os outros animais, sem mesmo nós pegarmos os primatas, por exemplo, eles não têm o lobby frontal desenvolvido como nós temos. Essa é uma característica particular da espécie humana, e não é por um acaso. Por quê? Porque na espécie humana. Nós estamos manifestando um comportamento, uma condição que já nos coloca numa posição diferente dos outros seres vivos do planeta. Uma posição em que nós já assimilamos o que nós chamamos de senso moral.
Ou seja, a gente precisa definir o que é bom, o que é mau. A gente precisa escolher. Quando ou não a gente deve agir dessa ou daquela forma? Esse senso moral, ele é exclusivo dos seres humanos, os animais. Eles não tem essa possibilidade. Eles ainda não tem um pensamento contínuo como o nosso. Nós temos um pensamento que é contínuo, o que nos dá a possibilidade de perceber o que é o passado, o que é O Presente e o que é o futuro. E isso permite então a gente definir o que está correto, o que não está correto, o que precisamos mudar, o que nos precisamos mudar. E os lobos frontais? Eles vão ter uma participação muito importante em relação a isso.
Por isso que André Luiz diz para nós o seguinte, lá no livro, no mundo maior, é calderário, explicando para ele, olha o trecho que ele nos coloca nos lobos frontais, André. Então o calderário falando para André Luiz nos lobos frontais. André. Esterilização fisiológica dos centros perispiriticos importantes, ou seja, esterilização daquilo que o perispírito está trazendo de mais nobre, de mais elevado para o indivíduo. Então isso é feito lá no lobo frontal repousam, veja, lá nos lobos frontais repousam milhões de células a espera para funcionar do esforço humano. No setor da espiritualização, então, o que que ele está pondo ali?
Olha ali no lobo frontal, está cheio de neurônio que a gente não está utilizando, não utilizamos na sua plenitude, porque porque a gente ainda está nesse processo de espiritualização essa estrutura, ela é muito importante para nós. Mas conforme a gente vai evoluindo é que a gente vai conseguindo acessar aquilo, ó nenhum homem. Dentre os mais arrojados pensadores da humanidade, desde o pretérito até os nossos dias, logrou jamais utilizá las na décima parte, veja bem, quer dizer, nem 10% nós não conseguimos utilizar desse recurso que temos lá. São forças de campo virgem. Que a alma conquistará não somente em continuidade evolutiva, se não também há golpes de autoeducação, de aprimoramento moral e de evasão sublime.
Vejam, é muito interessante essa passagem, porque ele deixa claro para nós que há uma área do nosso cérebro que ela ainda é muito pouco utilizada. Isso, tanto do cérebro físico quanto do cérebro perispiritual. Poxa, será que não é ali, então, que está? Esta estas leis divinas inscritas e que nós ainda não estamos sabendo acessá las um outro pesquisador espírita, uma pessoa também de grande importância, de muita relevância no estudo da doutrina espírita, foi um psiquiatra chamado Jorge Andréia Jorge Andréia, na sua obra as forças sexuais da alma, ele coloca para nós. Que nós que a nossa mente, ela é como se fossem diversas camadas.
Então a gente vai ter a camada mais exterior, que seria aquilo que nós temos, a consciência, ou seja, aquilo que é é perceptível para nós no dia de hoje. Então, a nossa personalidade atual, ela está toda nessa camada exterior. Por quê? Porque nós temos a noção. A noção do que está acontecendo no hoje. Ah, mas e aquilo que aconteceu nas nossas vidas passadas? Nós não temos memória disso. Nesse momento, a gente não está expressando essa memória, mas a gente tem ela armazenada na nossa mente e ela está onde? Em camadas mais inferiores que a nossa consciência presente não consegue acessar. E lá no centro de tudo.
Né, dentro de todas essas camadas, imagine como se fossem círculos concêntricos, né? Várias camadas. E lá naquele centro, naquele miolo, o que está ali, o que está ali é o que é. Jorge André chama de inconsciente puro. Inconsciente por quê? Porque nós não acessamos a isso com facilidade. E ele chama de puro por quê? Porque é ali que está depositada as. Potencialidades divinas, ou seja, esta lei divina está ali, está lá naquele local, lá naquele profundo da nossa mente. E é por isso que, embora ela esteja inscrita na nossa consciência, nós não conseguimos acessá la com facilidade. A gente precisa trabalhar para que aquele conteúdo possa se exteriorizar, para que aquele conteúdo possa.
Vira a superfície dessas camadas num processo de transformação do indivíduo. E isso vai acontecer com como que a gente vai conseguir fazer esse acesso lá dentro, desta, desta, desta camada, deste inconsciente tão profundo, deste inconsciente puro. Como que é possível fazer isso? O próprio André Luiz, nesse trechinho que nós acabamos de ler, já nos coloca isso. Quando ele diz que esta área da mente é um campo virgem e que a alma conquistará vejam bem, não somente em continuidade evolutiva, se não, também há golpes de auto educação, de aprimoramento moral e de evolução sublime. Ou seja, a gente só vai conseguir acessar aquilo no processo nosso de evolução.
Então, só aprendendo. E como que a gente faz isso? Experimentando. Vivenciando, então, das das inúmeras experiências que nós vamos passando ao longo das diversas encarnações pela lei de causa e efeito, é que nós vamos permitindo com que com que a gente acesse esse conteúdo, ou seja, com que a gente desenvolva todas as potencialidades que estão ali dentro, e aí? Com o passar do tempo, a gente vai acessando esse conteúdo, ou seja, está lei divina. Ela vai se expressando através de nós. Mas para isso é necessário todo este processo de aprendizado, de aprendizado evolutivo. A lei de causa e efeito.
Ela está aqui justamente para nos auxiliar nesse processo, para que a gente consiga superar as nossas dificuldades e vencer. Este, essa, essas Barreiras que nos impedem. E quais são essas Barreiras? Vejam bem, para que a gente possa desenvolver esse conteúdo que a gente tem lá dentro, é preciso que a gente vença algumas Barreiras que estão no meio do caminho. Que Barreiras são essas? Kardec também nos traz isso lá no livro dos espíritos. É o egoísmo e é o orgulho. Essas são 2 grandes Barreiras para a gente vencer. Porque ao superar estas Barreiras íntimas, a gente permite com que esse conteúdo se exteriorize.
E como que a gente vai vencer o orgulho? Como que a gente vai vencer o egoísmo? Vide Jesus. O que que Jesus veio fazer aqui foi justamente nos ensinar a agirmos de uma maneira, a superar o orgulho, a superar o egoísmo que nós temos dentro de nós, o orgulho e egoísmo. Eles são responsáveis pelo nosso processo de adoecimento. Quando nós nos manifestamos envolvidos de orgulho e de egoísmo, isso gera para nós o que isso gera para nossa culpa, isso gera para nós revolta. Isso gera para nós pessimismo, isso gera para nós mágoa, todos sentimentos que são adoecedores, como tanto já conversamos aqui por isso.
Que se nós não trabalharmos este conteúdo dentro de nós, se nós não procurarmos agir conforme as leis divinas, nós não atingiremos o nosso estado de bem-estar mental, não atingiremos uma saúde mental adequada. Viveremos carregando essas patologias da alma. Oo. Ciúme, a inveja, a revolta, o pessimismo, a lamentação, a culpa, a mágoa. Tudo isso é doença da alma. Quando nós estamos expressando isso, estamos manifestando essas doenças, isso significa que ainda há orgulho, que ainda há egoísmo. Portanto, a gente precisa trabalhar isso como qual que é o caminho para isso? É. Procurarmos seguir aquilo que Jesus nos ensinou.
Deus nos facilitou a vida porque nos permitiu que tivéssemos Jesus aqui encarnado conosco para nos ensinar este caminho para nos mostrar qual é o rumo que nós devemos assumir nas nossas vidas para que a gente possa verdadeiramente superar essas questões íntimas. Atualmente, na área da saúde mental se discute. A presença de algumas inteligências, né? A gente tem a clássica inteligência cognitiva, que todo mundo conhece, que é a capacidade do indivíduo de é pensar, de raciocinar. Aquela inteligência mais clássica, conhecida nos nas últimas décadas, se discutiu muito sobre inteligência emocional, que também é importante, ou seja, o indivíduo ter o equilíbrio e saber lidar com os que estão a sua volta.
Agir de uma maneira adequada é conseguir? É. É ter AA paciência, tranquilidade, saber esperar. Tudo isso faz parte da nossa inteligência emocional. Mas a proposta que a própria doutrina espírita faz, ela vai além da inteligência emocional, porque ela propõe pra gente uma inteligência moral, a inteligência cognitiva. A inteligência emocional. Elas nos ajudam a vencer o mundo, a ser uma pessoa que, vamos dizer assim, foi bem sucedido ao longo da sua vida. Mas a inteligência moral, ela vai nos ensinar a vencer a nós mesmos, a vencer o egoísmo, a vencer o orgulho que ainda estão presentes na nossa intimidade e que nós precisamos superar.
Porque quando a gente não supera isso, quando a gente não vence esses obstáculos, a gente cai num processo de adoecimento e num processo de adoecimento mental que nos prejudica e nos atrasa ao longo da nossa jornada. Fica aqui, portanto, para reflexão da nossa semana e para aqueles que tiverem interesse. Convido estar conosco na próxima semana, ouvindo o segundo capítulo. Da terceira parte do livro dos espíritos, que é a lei de adoração, muita luz e muita paz a todos.