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Roteiro para a saúde integral - parte 3 - Dr. Ricardo de Souza Cavalcante

00:19:52
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Transcrição do episódio

Gerada automaticamente a partir do áudio. Pode conter imprecisões.

Bom dia meus queridos amigos, internautas, ouvintes da web, rádio, me e-mail. É uma enorme insatisfação estar aqui com vocês no programa saúde e espiritualidade de você. Meu nome é Ricardo Cavalcanti. Sou membro da associação médico espírita de Botucatu e nós nos encontramos aqui na web, rádio, me e-mail todos os domingos às 11:00 da manhã. Para conversarmos sobre temas que são ligados a nossa saúde diante de uma ótica espírita e eu primeiramente já convido vocês que estão chegando, aqueles que já nos acompanham, a participarem diretamente do nosso programa, trazendo para nós dúvidas, questionamentos, sugestões que possamos trazer aqui para vocês na nossa conversa de todos os domingos para isso.

Basta entrar em contato conosco através do número de WhatsApp que vou passar aqui para vocês. DDD 14. O número é 998344781, repetindo 14 ODDD 998344781. Mande suas dúvidas, sugestões, questionamentos, temas para que a gente possa conversar aqui. No nosso programa e vocês estarão participando aqui conosco. Será um prazer muito grande. É poder ter essa contribuição e essa troca de experiência com todos aqueles que nos acompanham aqui. Nós estamos atualmente realizando uma série de programas. É baseado numa obra que já tivemos oportunidade aqui de comentá la que se chama leis Morais de saúde mental, escrita por um grande estudioso.

Da doutrina espírita psiquiatra Sérgio Lopes, lá do Rio Grande do Sul, da pertencente à associação médica espírita do Brasil, Sérgio é uma pessoa que é 111, grande nome dentro do movimento médico espírita e uma pessoa que traz contribuições fantásticas, reflexões muito importantes para que a gente faça. A respeito desta interface, né? Esse esse olhar que a doutrina espírita permite com que a gente tenha diante das questões da saúde, entrando nessa questão das leis Morais, nós, no último programa, falamos sobre a lei divina ou natural? E agora nós vamos para o capítulo seguinte, lembrando que a gente está seguindo a ordem que está lá no livro dos espíritos, terceira parte do livro dos espíritos, que são as leis Morais.

Então o primeiro é a lei divina ou natural? Hoje nós estaremos falando sobre a lei da adoração. A lei da adoração é algo que é bastante praticado, bastante vivido pelas pessoas que é aprece a oração, ou seja, no AA forma como nós temos de nos comunicar com Deus. Então lembrando que toda maneira, todo ato que a gente pratica, em que a gente se. É comunica com Deus em que a gente entra em comunhão com Deus. A gente se vincula a Deus. Nós estamos de alguma forma fazendo uma oração? Por que que a gente precisa ter de cara esse conceito de que é toda ação nossa, seja uma ação externa que a gente está fazendo, seja uma ação íntima que nós estamos fazendo, mas que nós estamos nos.

É aproximando, nos vinculando a Deus. É uma forma de oração. Por quê? Porque muitas vezes a gente acredita que orar é a gente sentar e fazer uma prece falada, que a gente tem que usar palavras, que a prece precisa ser uma prece longa, precisa ser uma prece bonita, com palavras diferentes que causem efeito, para que ela, essa prece, possa ter uma ação, possa ter um resultado melhor. Mas. Jesus já nos mostrou que não precisa de nada disso e a gente vai retomar alguns desses conceitos nessa nossa conversa de hoje. Mas como nosso foco aqui é AA nossa saúde, a construção da nossa saúde, saúde física, saúde mental, diante desses conceitos, das leis Morais, a primeira coisa, o primeiro ponto que é importante a gente trazer aqui é uma pergunta que Kardec coloca para nós.

Lá No No capítulo lei de adoração, quando ele pergunta o seguinte, a prece torna melhor o homem? Ou seja, através da prece nós podemos nos melhorar, nós podemos nos tornar pessoas melhores. E a resposta dos espíritos é a seguinte, sim, por quanto aquele que ora com fervor e confiança se faz mais forte contra as tentações do mal? E Deus lhe envia bons espíritos para assisti Los. É esse um Socorro que jamais se ele recusa quando o pedido com sinceridade, vamos começar com essa questão, porque ela é fundamental, ou seja, através da prece nós temos uma ferramenta super importante, super potente para nos auxiliar no nosso processo de melhoria.

Lembrando. Lembrando sempre é bom a gente retomar esse conceito básico que quando a gente tá falando aqui em saúde, a gente não está falando apenas na ausência de doenças, mas a gente tá falando naquela saúde integral que nos compõe como seres espirituais, uma saúde que é muito mais ampla, que envolve um corpo saudável e equilibrado, mas que envolve também. Uma saúde mental que envolve uma saúde espiritual, ou seja, que envolve todo 11 contexto do indivíduo que não é apenas ele não ter doença. Emanuel nos traz lá no livro consolador que saúde é a completa Harmonia da alma. A perfeita Harmonia da alma.

Vejam bem, então a gente precisa o quê? Para ter uma Harmonia completa da alma, a gente precisa se melhorar. A gente precisa cultivar em nós as virtudes todas que Jesus nos ensinou. Cultivando essas virtudes, o amor, cultivando a fraternidade, cultivando a paciência, a simplicidade, cultivando a indulgência, o perdão, cultivando a prática, a vivência da Caridade, cultivando a. Resiliência, abnegação, a fé, a Esperança, cultivando essas virtudes todas dentro de nós, é que nós alcançaremos a saúde perfeita, alcançaremos a Harmonia perfeita, a Harmonia da alma, consequentemente a saúde integral. Então a gente precisa fazer esse movimento.

E aí a prece é uma ferramenta que vai nos ajudar. Então a prece por si só já nos ajuda aí. Já nos ajuda nesse ponto, ou seja, ela vai contribuir para a nossa melhoria. Então, essa pergunta que os espíritos trazem é muito importante, porém, eles trazem um ponto que é fundamental, porque eles dizem que essa prece precisa ser feita com fervor e confiança. Aí vem um aspecto que a gente já começou a falar aqui, que é o que? Como que a gente faz uma prece? Habitualmente a gente aprende isso é. Milenar a fazer preces decoradas, a gente chega lá, aprende a prece decorada, mais conhecida para nós. O nosso meio cristão é o pai nosso.

Não estou dizendo que as preces decoradas não tenham função, mas a gente tem que tomar muito cuidado com a prece decorada. Por quê? Porque a prece decorada pode ser feita só da boca para fora. A gente sabe a letra, é só recitar aquela letra, mas se aquela letra é recitada só da boca para fora. Essa prece não vai ter valor, porque o que dá o movimento da prece é justamente o quê. O sentimento que a gente mobiliza naquele instante é o estado mental que nós criamos naquele momento em que a gente realiza uma prece. Se a gente não fizer esse movimento naquele instante, aquela prece, ela não vai ter valor.

Ela vai ser uma prece fria, porque ela não atinge o seu propósito, o propósito de uma prece. Verdadeira, sincera, é essa que vem de dentro. Então, aquelas palavras, se elas forem decoradas, elas precisam ser refletidas. Então, se a gente vai fazer o pai nosso, por exemplo, cada frase do pai nosso, ela tem que ser pensada. O que que significa aquela frase? O que que eu vou sentir naquele momento em que eu imito aquela frase? Qual? Qual que é a minha expressão mental e de sentimento que eu estou imprimindo? Naquelas palavras que eu estou colocando, se eu fizer isso, aquela prece vai ter valor. Agora, se eu não preciso fazer uma prece decorada, nós podemos fazer a prece direta do nosso coração, falar aquilo que dá vontade, falar aquilo que a gente sente que é importante, mas ela precisa ser algo que vem de dentro.

Vejam, tem uma passagem muito famosa de Jesus em que ele diz para gente o seguinte, quando quiser desorar. Entrar no vosso quarto, trancar a porta e em silêncio, sozinho no vosso quarto você faz uma prece, você ora a Deus em silêncio, para que Deus escute o que você está dizendo. O que que Jesus queria dizer com isso? Ele não tava falando de um local, um espaço físico que a gente tem que entrar para fazer uma prece. Mas ele estava querendo dizer para gente que a prece tem que ser acontecer dentro de nós, na nossa intimidade. É a mobilização do sentimento. Se ela não for assim, não adianta, então não adianta eu chegar lá e fazer uma prece de 2 horas e da boca para fora eu posso fazer uma prece de 2 segundos e ela vai ter muito mais efeito se Ela Foi feita com o coração.

Então esse isso é muito importante. Ela tem que ela tem que acontecer na nossa intimidade, ela tem que mobilizar o sentimento que está na nossa intimidade, a prece, ela tem que ser um estado mental. André Luiz ensina muito para gente. Que o nosso estado mental, ele é extremamente transformador e mas ele pode transformar para o lado ruim como para o lado bom. Se as nossas vibrações são baixas, os nossos pensamentos são envolvidos com cargas negativas. Pensamentos de pessimismo, de revolta, de ódio, de ciúme, pensamentos carregados de mágoa de culpa, isso tudo é prejudicial. Já falamos muito disso aqui.

Por que? Porque esse tipo de pensamento só bombardeia o nosso corpo. E desequilibra a nossa mente por completo. Agora, quando os nossos pensamentos são bons, a gente tá lá pensando no amor, a gente tá pensando na fraternidade, a gente tá pensando no bem do próximo, desejando o bem do próximo, a gente tá né? Num momento de gratidão, agradecendo a Deus, reconhecendo AAAA importância e tudo que Deus faz por nós. Esses pensamentos, esses sentimentos gerados, eles também são muito transformadores, mas eles vão transformar pro bem. Eles vão nos fortalecer intimamente e é importante que a gente faça isso.

Aprece qual é a grande ferramenta dela? É nos fortalecer intimamente. A gente tem muitas vezes o hábito de ficar pedindo na prece, ficar pedindo o que? Ah, meu Deus, resolve isso aqui para mim. Eu tenho tal problema. A gente faz barganha com Deus. Olha, meu Deus, se eu. Se se você me conceder, se o senhor me conceder, essa graça que eu tô querendo é eu. Eu prometo que eu vou fazer alguma coisa aqui, sei lá, eu vou ajudar uma pessoa ou eu vou fazer uma restrição, eu vou, não vou fumar, ou eu não vou beber, ou não vou tomar refrigerante, comer chocolate, tomar cerveja. As pessoas fazem isso, nós somos assim.

A gente quer fazer essa barganha com Deus, mas isso mostra que a gente não entende. O que é a aprece. A prece não tem essa função. Deus não, não é um mercador que trabalha com barganha. Deus, quando a gente faz uma prece sincero, o que que ele vai fazer conosco? Ele vai nos fortalecer. Essa comunhão, essa vinculação que a gente cria com Deus, ela permite um fortalecimento, a gente vai se sentir melhor, a gente vai se sentir mais em paz, mais tranquilo, mais forte para enfrentar os problemas que nós temos que enfrentar. Não é Deus que enfrentará por nós. Ele não vai resolver o problema por nós.

Quem resolve o problema somos nós, até porque é nós que temos que encarar aquilo entendendo aquilo que a doutrina espírita nos ensina, que todo problema, toda dificuldade, representa uma condição que nós temos que enfrentar, senão não estaria aqui para nós. Se estamos passando por um problema, por uma dificuldade, é porque ela é necessária ao nosso processo de evolução. Então a gente tem que aprender com aquilo. O que que a prece vai nos dar? Vai nos dar forças, forças para gente enfrentar, forças para gente refletir e parar para pensar naquilo que a gente precisa fazer no, no, no que nós podemos melhorar em nós diante daquele problema, para que a gente possa desenvolver a resiliência, que já comentamos bastante aqui, para que a gente possa desenvolver a paciência, então e aprece.

Ela, essa vai ser a ferramenta. Então Deus não vai dar um recurso material direto, não vai resolver o problema pela gente. Esse essa é a nossa parte. Deus vai nos dar todo o suporte para que? Então isso é muito importante, que a gente traga essa consciência e que a gente use aprece como uma ferramenta de transformação próprio Kardec coloca para nós, né? Que aprece? Ela deve ser o que? Uma reflexão de si mesmo, uma reflexão de si mesmo. Ou seja, a gente precisa usar a prece como um momento de refletir. Veja, não adianta a gente achar que é. A gente vai enganar a Deus. Deus sabe o que cada um de nós é em sua essência.

Deus está dentro de nós, então não adianta a gente achar que a gente vai enganar a Deus. Então, a prece a gente tem que se entregar, a gente tem que abrir o nosso coração e ser sincero, sincero com Deus, sincero conosco mesmo, quem eu sou, quais são as minhas qualidades e quais são os meus defeitos, as minhas dificuldades. E a gente ser sincero e usar a prece para quê? Para nos fortalecer, para que Deus nos fortaleça e a gente consiga superar essas dificuldades. Isso é muito importante, esse movimento. Ele vai permitir com que a gente faça essa transformação. Mas a gente tem que ser sincero, igual na parábola que Jesus nos ensina do fariseu e do publicano que vão ao tempo o que o fariseu faz?

O fariseu se coloca na frente do templo, né? Do altar. E ali ele faz uma prece alta, em voz alta, falando com palavras bonitas, mas da boca para fora não tem valor nenhum, o publicano. Reconhecendo se com os seus defeitos ficou no fundo do tempo, fez uma prece, olhando para baixo, mas faz uma prece sincera, meu Deus, me perdoe porque eu sou um pecador, mostrando o que para nós, que que Jesus quis mostrar para nós com essa parábola que olha aquele publicando a prece dele é muito mais ouvida, é muito, tem muito mais efeito essa prece, porque ele está fazendo um estudo de si mesmo. Ele está reconhecendo as suas dificuldades, reconhece que ele precisa mudar e ele está pedindo forças para que Deus o ajude a vencer a má tentação a vencer as suas dificuldades, que ainda é muito preso ao seu egoísmo, ao seu orgulho.

E aí ele tem ele, ele, esse indivíduo vai ser muito mais ajudado. Então é isso que a gente precisa compreender, que não. E não é o tamanho da prece. A prece, aliás. A gente pode estar em prece ao estar fazendo as coisas. Se a gente está ajudando uma pessoa naquele momento, a gente pode estar em prece, né, praticando uma boa ação. Por quê? Porque aquele movimento íntimo de desejar o bem do próximo nos estabelece uma conexão com Deus. E aí aquele momento também é um momento de prece, é um momento de fortalecimento. Da nossa parte, esse fortalecimento, ele não só nos ajuda. Mentalmente a nos equilibrar, mas ele também vai a ter uma ação direta no nosso corpo.

Como tanto já conversamos aqui da ação que a nossa mente tem sobre cada uma das nossas células. As nossas células vão responder a nossa produção mental e o hábito da prece nos ajuda nisso. Por isso que a gente deve ter o hábito da prece e não deixar para fazer a prece. Só na hora que a situação aperta, que em geral é a hora que a gente lembra de fazer a prece, mas a gente ter o hábito. Por que? Porque o hábito é que vai nos fortalecer. Na hora que o problema vier, a gente já está forte, a gente já tem muito mais bagagem emocional, espiritual para lidar com aquela dificuldade. Vai ser mais fácil enfrentar, porque a gente já está abastecido daquele recurso, não deixaram para fazer a prece só na hora que a situação.

Difícil acontece por quê? Porque essa hora é a hora que a gente já está desequilibrado, a hora que a gente já se encontra muitas vezes numa situação mais difícil. E aí é até mais difícil a gente se concentrar. É até mais difícil, muitas vezes a gente emitir um sentimento melhor, porque a gente ainda não se não se se preparou para aquele momento. Por isso, a importância da prece contínua, a importância do evangelho no lar. Que estabelece um clima, uma atmosfera espiritual muito mais fortalecida dentro das nossas casas, permitindo com que a gente se abasteça desses recursos diariamente dentro do nosso ambiente.

Então, a lei da adoração, ela ela mostra para nós uma ferramenta importantíssima para que a gente possa utilizar ao nosso favor, ao nosso equilíbrio e para a nossa saúde. Que a gente possa refletir sobre essa questão, é refletir sobre as nossas ações, os nossos hábitos e fazer com que a gente consiga, desta forma, aproveitar um recurso tão simples, tão fácil, mas tão transformador, que é a prece, que é a oração, que é a lei da adoração, esta lei divina que nós temos. A nossa disposição que tenhamos todos uma semana de muita luz e de muita paz.