Transcrição do episódio
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Bom dia meus queridos amigos, ouvintes da web rádio meimei uma enorme insatisfação estar aqui com vocês no programa saúde e espiritualidade. Você meu nome é Ricardo Cavalcante, sou membro da associação médico espírita de Botucatu e hoje nós estaremos conversando sobre um tema que é dúvida de muitas pessoas, que é bastante interessante nós trazermos aqui para nossa reflexão e o tema envolve. Envolve a nossa discussão de hoje. É a mediunidade. Essa faculdade que dentro da doutrina espírita, nós é exercermos, praticamos é de uma maneira bastante ostensiva, principalmente nas uniões mediúnicas, aonde é Oo médium tem um papel importante para trazer a comunicação.
Daqueles desencarnados para nós, sejam aqueles que estão em sofrimento, que estão passando por momentos difíceis e que necessitam dessa interlocução com os encarnados para poder se recuperar daquela condição. E também os médiuns que recebem espíritos de luz. É espíritos benevolentes, que vem trazer mensagens? É. Positivas mensagens de apoio, de de Amparo aos que estão aqui encarnados. Então a gente vai ter médiuns é trabalhando nas mais diversas áreas, médios curativos, como a gente já teve oportunidade de conversar aqui. Pessoas que têm essa capacidade mediúnica, né? E médiuns que têm a capacidade, por exemplo, de fazer pinturas, médiuns de efeitos físicos.
Nós temos aí uma enormidade de. Médiuns trabalhando? E a pergunta que existe é a mediunidade. Ela tem algum impacto sobre a nossa saúde? Ela traz algum tipo de problema para nossa saúde, algum tipo de transtorno para nossa saúde? Essa é uma pergunta bastante interessante, dúvida de muitas pessoas e que a gente vai estar conversando um pouquinho aqui sobre esse assunto. E para iniciar a nossa conversa, eu trago aqui para vocês. Uma algumas informações que já foram trazidas por Kardec nas obras da codificação, especialmente no livro dos médiuns, porque Kardec também teve essa preocupação, também teve esse olhar.
Será que exercer a mediunidade poderia causar algum problema? Na época de Kardec se associava muito a mediunidade, a loucura, algum transtorno de ordem mental que o indivíduo que a mediunidade poderia estar levando as pessoas. Há um transtorno de ordem mental. Então Kardec teve essa preocupação e ele traz no capítulo 28º do livro dos médiuns falando um pouquinho sobre essa questão do exercício da mediunidade e o impacto que tem sobre a saúde. Então, Kardec faz a seguinte pergunta lá, coloca lá, neste capítulo do livro dos médiuns, será a faculdade mediúnica indício de um estado patológico qualquer?
Ou de um estado simplesmente anômalo. Vejam bem, essa pergunta de Kardec, ela é muito importante porque ele já parte de um princípio querendo distinguir o seguinte, o médium, ele por si só, aquilo já é um problema de saúde. Por isso ele é médium ou não? O médium. Ele é uma pessoa normal, mas que tem uma experiência diferente, uma experiência anômula. Essa pergunta ela é muito importante e. Os espíritos, né? Respondem para Kardec, e ele traz aqui para nós a seguinte resposta, anômalo às vezes, porém, não patológico. Ou seja, já deixa claro aqui que realmente o médium, por ser médium, ele não importa nenhum tipo de doença.
Ele é uma pessoa saudável, ele tem uma experiência anômala, ou seja, Ela É Diferente do normal. Ela se destoa do normal, por isso que é anômalo. A médiuns de saúde robusta, eles colocam os doentes o são por outras causas, ou seja, não tem relação com a mediunidade. Então é a gente já parte desse princípio, que é um princípio muito importante pra corroborar essa ideia, a gente vem tendo muitos estudos sendo realizados aqui no Brasil já há pelo menos aí 2 décadas que vem. Definindo essa questão e demonstrando cientificamente que os médiuns não são pessoas portadoras de patologias, portadoras de doenças diferentes da população geral.
Ou seja, o médium pode ter algum problema de saúde? Pode, mas não por conta da mediunidade. Ele vai ter por conta de outras questões que estão envolvidas ao longo da nossa vida, que não tem relação com a mediunidade. É como a gente já viu as causas das doenças. Né? Em diversos outros programas que a gente já discutiu aqui, em nenhum desses programas nós colocamos assim, olha o fato do indivíduo ser médio, ele pode ter que estar doente. Algumas pessoas podem até confundir e achar, por exemplo, que é o fato de uma pessoa estar sofrendo um processo obsessivo. E a gente sabe que a obsessão, sim, ela ela participa, ela é um dos fatores envolvidos na gênese das doenças, porém.
A obsessão para que o indivíduo sofra um processo obsessivo, ele não precisa ser um médio ostensivo, né? A obsessão, ela pode acontecer com qualquer pessoa. Não deporta o grau de mediunidade que tem, lembrando que todos somos médiuns, mas a gente vai ter aqueles indivíduos, na sua maioria, que tem uma mediunidade, vamos dizer assim, limitada. Ou seja, é uma mediunidade que permite apenas essa comunicação. É, é. Pouco sensível com os espíritos, uma comunicação que a gente não consegue perceber que nós estamos em contato com eles, que é a maioria de nós, a maioria de nós. Nós sabemos que a gente está o tempo todo sendo influenciado pelos espíritos que estão a nossa volta, que estão sintonizados a nós, mas a gente não está percebendo.
Então, nós temos uma mediunidade que permite esta influenciação, porém a gente não apercebe, ela é insensível. Por outro lado, a gente tem aqueles médiuns ostensivos, ninguém tem dúvida que tem mediunidade. A pessoa tem capacidade lá de psicografia, psicofonia, clara evidência, clara audiência, consegue perceber, né? Claramente a presença dos espíritos é que estão trabalhando ou estão é relacionados com aquela pessoa. É então aqui, né, a em momento algum, né, a gente falou, olha, ter a mediunidade envolve. Ter alguma patologia, porque o processo obsessivo ele independe. Ele acontece com qualquer pessoa, não importa se ele é um médium ostensivo ou não.
Muitas vezes as pessoas que é apresentam um quadro obsessivo, são confundidas com médiuns. Isso é comum e é um erro comum. A gente tem que tomar muito cuidado com isso, porque porque durante um processo obsessivo é normal e é natural que a gente manifeste certas. É percepções mediúnicas ostensivas. Às vezes a pessoa fala que está vendo, alguém está ouvindo, né? Está percebendo coisas que não é o padrão habitual dela. Porém, aquilo representa apenas uma condição momentânea e que se refere ao desequilíbrio emocional que o indivíduo entenda e que pode abrir algumas percepções, permitindo com que a pessoa enxergue isso, uma vez que o nosso cérebro, cérebro, nosso encarnado.
Ele representa um filtro para o espírito. Então é é o próprio cérebro que impede com que a gente tenha uma visão mais ampla. E quando ele esse cérebro entra em desequilíbrio. E é o que acontece, por exemplo, no desequilíbrio emocional, toda o todo o metabolismo, a produção de substâncias de neurotransmissores, que são aquelas substâncias que são usadas pelos neurônios, conversarem com os outros, elas estão desequilibradas. E aí isso faz com que o nosso filtro. Abaixe e a gente consiga perceber coisas que habitualmente não percebe. A hora que esse indivíduo se equilibra, isso tudo desaparece. Ou seja, ele não era um médio ostensivo.
Então a gente tem que diferenciar isso do quadro obsessivo. A gente tá falando aqui do médium ostensivo, aquele que tá lá trabalhando na casa espírita, né? Seja através da psicofonia, da psicografia ou, claro, em audiência claridência, né? Da picteriografia, que é aqueles que pintam dos médicos de cura. A gente está falando desses médios, seja dentro da doutrina espírita ou, né, os que trabalham para o espiritismo ou que para trabalham para demais é, é religiões, qualquer um desses. Ou seja, a gente está pensando nesse médium. Você tem esses médiuns. Eles têm sido alvo de bastante estudo, é, e um pioneiro disso nessa pesquisa foi o doutor Alexander Moreira Almeida, que é um psiquiatra.
Professor da Universidade Federal de Juiz de Fora e que já vem há muitos anos trabalhando com isso. Ele tem um trabalho muito famoso que ele estudou diversos médiuns é brasileiros, né, que com o intuito foram 24 médiuns, pra tentar justamente demonstrar, olha, esse indivíduo, ele tem a mediunidade, mas ele não é uma pessoa doente, ele não é portador de nenhuma doença diferente. Então o que que ele percebeu, né? O que que ele ele tentou elencar aqui? Porque o médium ele vai referir e ele enxerga pessoas que ninguém enxerga. Só ele que está vendo que ele ouve coisas que só outros ouvem, que são sintomas, né?
Clássicos de doenças psiquiátricas, como, por exemplo, a esquizofrenia, como, por exemplo, um indivíduo pode ter um transtorno afetivo bipolar, que poderia manifestar esse tipo de de condição, porque ele pode ter alucinações, pode ter delírios. Que realmente existe essa condição. Então, não significa que todos as pessoas que tenham a doença psiquiátrica tenham uma mediunidade, mas podem estar expressando algum sintoma mediúnico ou podem ser puramente da da doença, aquela aquela manifestação. Mas o médium, aquele que está lá trabalhando na casa espírita, ele, né? E nas demais religiões. Mas aquele médium que trabalha, que faz tudo certinho, ele é uma pessoa normal, ele não tem nada de diferente.
Ele só tem uma capacidade, uma potencialidade diferente das outras pessoas, mas ele vive bem. Então, o que que ele chega na conclusão do seu trabalho, do seu estudo, avaliando e comparando com as pessoas que têm doença? É psiquiátrica aqui os médiuns, né? Então eles foram semelhantes as outras, as pessoas de da população geral. É os médiuns. É, por exemplo, eles diferem das pessoas que têm doenças psiquiátricas. Por quê? Porque eles têm ajuste social, ou seja, eles estão bem situados na sociedade, eles trabalham, eles têm amizade, eles têm uma vida normal como as outras pessoas, né? É, eles não são pessoas que dependem de ficar fazendo tratamento psiquiátrico para ajustar.
AA questão da mediunidade, então, eles. Conduzem. Se eles precisar de um tratamento psiquiátrico, é por outro motivo. Não é a mediunidade em si que está levando aquilo, são os próprios distúrbios mentais que o indivíduo pode é carregar com ciclo, né? Então ele mostrou isso que a gente não tem, esse, essa, essa diferença, né? É, a gente tem estudos mais recentes que vem sendo trabalhados, por exemplo, como o estudo, que é que tem um grupo de estudo. Que é do do do professor kelsen, que ele é um professor de neurologia, é aqui do Brasil. E ele tem trabalhado muito com a questão cognitiva dos médicos, né?
Então ele mostra que, olha os médiuns, eles cognitivamente, são pessoas normais, eles são iguais a população que não é considerada médico, né? Não tem nenhum problema cognitivo nessas pessoas. O que o kelsen chama atenção? E que realmente é um fenômeno que a gente observa que a gente vê dentro da doutrina espírita. É o fato de que é o quanto mais tempo de mediunidade, quanto mais experiência de mediunidade, mais ajustado é o indivíduo cognitivamente. E isso é uma coisa natural, porque no começo, quando o indivíduo começa AAA expressar a sua mediunidade, geralmente isso acontece na adolescência.
Então, quando ele começa a expressar a mediunidade. Começa a ter as suas primeiras manifestações. É comum que, no início, esse indivíduo entre num desajuste. Por quê? Porque ele começa assim, olha, eu estou vendo gente que ninguém vê, eu ouço vozes que ninguém ouve. É o indivíduo num primeiro momento, especialmente se ele for uma pessoa que não tem esse conhecimento. Se a gente tem um indivíduo, por exemplo, olha, ele já está numa família, por exemplo, que é espírita ou que é, né? Segue alguma religião? Em que a mediunidade é algo natural, é mais fácil para essa pessoa, porque? Porque essa pessoa vai se conduzir tranquilamente sem grandes problemas.
Mas se essa pessoa vem de uma religião, aonde a mediunidade não é entendida como algo normal, como algo natural, e o indivíduo pode se assustar e num primeiro momento ele pode entrar num desajuste para poder se conhecer melhor, então, isso pode acontecer no início. Né, como 11 consequência da mediunidade, mas ela não leva o indivíduo, né? A mediunidade, por si só, não vai levar o indivíduo ao desequilíbrio. O desequilíbrio vem pelo pela forma como ele reage. A mediunidade não É Ela que está levando, mas é a forma como ele enfrenta aquilo, né? É isso que o indivíduo vai ter que ajustar o modo como ele vai enfrentar aquilo, porque se ele começa, né, AAA se desequilibrar por conta da, do, do.
Dos sintomas das manifestações que ele está tendo. Aí ele pode entrar num processo de desequilíbrio, de ordem emocional importante. E isso acontece. A gente vê, né, muito pessoas que muitas vezes chegam na no centro, chegam na casa espírita completamente desequilibrados e são médios. E muitas vezes, por quê? Porque não foram instruídos de uma maneira adequada, porque não foram acolhidos contra aqueles sintomas de mediunidade. E aí, a hora que você que ele começa. A entender o que está acontecendo com ele. A gente começa a trabalhar aquela pessoa, o que que acontece? Essa pessoa se ajusta e aí ela passa a ter uma vida normal.
Ela passa a ter uma vida sem limitações, né? No sentido assim, ela tem amizades, ela trabalha, ela consegue fazer as suas atividades, né? Normalmente sem aquele desajuste que a gente vai ver numa pessoa com um problema mental. Outra questão que Kardec. É traz aqui, a respeito da mediunidade, que vale a pena a gente considerar é o seguinte, o exercício da faculdade mediúnica, ele pode causar fadiga, ou seja, ele pode cansar o médium. A resposta que os espíritos trazem é o seguinte, o exercício muito prolongado de qualquer faculdade é a correta fadiga. Ou seja, não precisa ser mediunidade. Qualquer coisa que a gente faça muito, a gente vai cansar.
A mediunidade está no mesmo caso. E, principalmente, a que se aplica aos efeitos físicos. Ela necessariamente ocasiona um dispêndio de fluido que traz a fadiga, mas que se repara pelo repouso certo. Então, a mediunidade pode levar a fadiga, assim como qualquer atividade que a gente faz no nosso dia a dia. E ele chama atenção aqui que AAA mediunidade que mais tem chance de fadigar o médium é a de efeitos físicos e realmente. Isso é um fato, porque há 11 desprendimento de fluido vital de recursos por parte do médium muito grande numa numa a uma manifestação mediúnica de efeitos físicos. Quem já teve a oportunidade de ler o livro missionários da luz, de André Luiz, vai se recordar que André Luiz fala sobre essa questão quando ele mostra para nós os bastidores.
De uma reunião mediúnica, aonde há manifestação de efeitos físicos e o que que ele fala para nós ali e a preparação que a espiritualidade prepara, ela é tão intensa, tão significativa. Para quê? Para preservar o médium, para que esse desprendimento desses recursos todos não gere esgotamento do médium, em que ele possa receber o Amparo, o auxílio, e possa reparar recuperar os fluidos. Que são emanados, que são emitidos durante a manifestação de efeitos físicos. Então, a espiritualidade, né? Para quem está trabalhando Sério, para quem está ali com o propósito de ajudar o próximo, de socorrer quem está precisando, certamente vai receber um Amparo muito grande da espiritualidade para que esse médium possa sair dali com recuperação, amparado.
E o próprio Chico dizia, né? Muitas vezes. É quando é o Chico, né? Refere. Em muitas entrevistas, em muitas falas dele, é que muitas vezes AAAA manifestação mediúnica realmente esgotava. Chico trabalhava com a mediunidade de uma maneira muito intensa, né? E o próprio Emanuel orientava ele, olha, Chico, você precisa se alimentar, você precisa ter um momento de de repouso para você recuperar o seu corpo, porque isso é uma questão física. Né, esse, esse desprendimento de fluido, ele é uma questão física e você precisa reparar isso, precisa repor pra conseguir é trabalhar de uma maneira é adequado, né?
Conseguir cumprir com as suas é a com as suas tarefas, com as suas, é atividades. Então esse é é é uma condição. Só queria pra pra gente poder finalizar aqui, né, trazer a última pergunta que Kardec faz sobre essa questão, né? Se a mediunidade pode produzir a loucura, que é o que a gente tava conversando, a resposta dos espíritos é a seguinte, não mais do que qualquer outra coisa, desde que não haja predisposição para isso. É o que a gente tava falando. Em virtude da fraqueza cerebral, a mediunidade não produzirá a loucura quando esta já não existe em germe. Ou seja, o indivíduo já tinha aquela condição.
E a mediunidade, só o fato dele não trabalhar bem aquilo dele, não conseguir lidar com aquilo, só pode agravar, mas não é a causa. Porém, existindo este, o bom senso está a dizer que se deve usar de cautelas sobre todos os pontos de vista, enquanto qualquer abalo pode ser prejudicial, ou seja, se a pessoa já tem essa predisposição, e isso acontece com várias pessoas, a gente tem que tomar um cuidado grande. Fica aqui, portanto, para esta reflexão da nossa semana, entendendo um pouco melhor como que funciona a questão da mediunidade. E o impacto que isso tem sobre a nossa saúde? Temos todos uma semana de muita luz e muita paz.