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Saúde Espiritualidade e Você - Episódio 95 - 10/08/2025

00:20:35
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Transcrição do episódio

Gerada automaticamente a partir do áudio. Pode conter imprecisões.

Olá meus queridos ouvintes da web, rádio meu e-mail. É uma enorme satisfação estar aqui com vocês no programa saúde espiritualidade. E você? Meu nome é Ricardo Cavalcante. Eu sou o membro da associação médico espírita de Botucatu e hoje nós estaremos conversando sobre um tema bastante interessante aqui no nosso programa para falar. Sobre a vontade, qual que é a importância que a vontade tem sobre a nossa saúde? E para isso, nós vamos começar contando o caso de uma pessoa que certamente a história dela se encaixa em muitas das nossas histórias, as histórias que nós vivemos ao longo da nossa vida.

Então eu conto o caso deste homem de 54 anos de idade que. Apresentava a seguinte vida, ele era um executivo, né? Tinha 11. Trabalho bastante estressante na sua vida. Assim, é uma carga de trabalho muito alta. É uma tensão muito grande que ele vivia durante o seu, o seu trabalho, no seu dia a dia, por conta das das responsabilidades, né? Das. Da das situações, das reuniões que ele tinha que participar, dos negócios que ele tinha que que fazer. Estava de à frente de uma empresa, então isso gerava uma atenção sempre muito grande para ele. Ele, por conta disso, não praticava atividade física, tinha uma alimentação completamente irregular, ou seja, não se alimentava de uma maneira adequada.

E com isso, ao longo do tempo, ele foi ganhando peso. Então ele acabou desenvolvendo obesidade e desenvolveu o que nós chamamos de síndrome metabólica, que é um conjunto de alterações é que surgem em decorrência do ganho de peso. Então, esse ganho de peso acabou conduzindo ele a ter uma hipertensão arterial. Ou seja, a pressão dele subiu, a Pressão Arterial dele subiu. Ele desenvolveu diabete. É uma que a gente chama de resistência a insulina por conta daquela. É obesidade e ele procura o atendimento médico porque ele começou a sentir dores no peito, inicialmente, dores que eram desencadeadas em momentos de estresse ou se ele fizesse um esforço um pouco maior, né?

Por mim, a subir uma escada, acabava desencadeando um pouco de dor no peito, mas que começou já a ficar mais frequente. Então ele procura o atendimento médico dentro desse cenário. Ele foi investigado. Pelo pelo médico que o atendeu. E o médico é considerou, né? Mediante todos os exames que ele fez, inclusive fez cateterismo e mostrou lá que ele tinha uma síndrome coronariana, ou seja, as artérias que irrigam o coração desse indivíduo. Elas estavam já obstruídas. Já tinha 1° de obstrução não completo, mas 1° parcial de obstrução, né? Por Placas de colesterol. Que vão se acumulando ao longo do vaso sanguíneo e que vão causando essa esse fechamento.

Isso é uma síndrome coronariana, que é consequência de todas essas condições que eu coloquei aqui para vocês. Então é consequência do estresse, mais a obesidade, mais a pressão alta, mais o diabete e que vão levando ele a ter essa condição, a ter essa alteração importante. Diante desse quadro todo, o médico que o atendeu explicou para ele que ele precisava, portanto, para que ele pudesse fazer um tratamento que fosse efetivo, que pudesse melhorar e impedir com que ele tivesse mais complicações no futuro que ele. Então é tivesse, além de várias medicações que ele precisou é receber, ele também deveria fazer uma mudança no seu estilo de vida, ou seja.

Aqueles comportamentos, todos, aqueles hábitos, todos que ele apresentava, ele precisaria modificar. Então, primeiro ele precisaria modificar a sua alimentação. Ele teria que ter 11 alimentação melhor. Precisava é comer alimentos mais saudáveis, mais naturais, né? Diminuir a gordura, diminuir o carboidrato, é procurar ter. É alimentos. É menos industrializados ou alimentos, né, que são muito ultraprocessados, que nós sabemos hoje em dia que são alimentos que geram danos significativos à nossa saúde, mas que o acesso acaba sendo muito fácil a esse tipo de alimentação. Ele precisaria praticar atividade física, pelo menos aí 150 minutos de atividade física aeróbica por semana, que é a recomendação que se tem hoje.

Pode ser uma caminhada? Não precisaria. Sem nenhuma atividade física complexa elaborada, ele precisaria fazer aí 2 horas e meia de caminhada na semana pra poder melhorar essa sua condição. E também era importante que ele diminuísse a sua carga de estresse, não necessariamente diminuir o seu trabalho, mas ou ter como dar de trabalho, embora às vezes isso seja necessário, dependendo do contexto do trabalho que a pessoa apresenta, porém, ele precisaria pelo menos. Melhorar a sua tensão diante daquela atividade, mudar o jeito de olhar, de encarar aquilo é ou se precisar ajuda aí de psicoterapia pra poder auxiliá lo naquele momento pra que ele é, não tivesse uma carga de estresse tão grande.

Muito bem esse indivíduo. Ele então sai lá do médico, né? Com todas essas recomendações, começa a tomar sua medicação corretamente e ele começa a praticar. AA as suas mudanças de estilo de vida, conforme o médico tinha pedido. Então ele passa lá numa nutricionista, começa a fazer uma alimentação mais saudável, começa a fazer a sua caminhada, tenta ficar mais tranquila no trabalho, né? Se estressa menos. Porém, essas mudanças, elas no primeiro mês ocorrem corretamente, no segundo mês, corretamente terceiro. Lá para o quarto mês isso já começa a ficar mais difícil, já começa a ficar mais cansativo.

Ah, mas eu gosto tanto de comer tal comida, né? Estou me privando tanto, deixa só comer só essa vez. Ah, deixa né? Eu, essa caminhada me cansa bastante, essa semana eu não vou né? E é Oo estresse acaba envolvendo no trabalho. Ele começa também anão ter mais o controle. Aquilo e o remédio também. É chato de ter que ficar tomando, porque tem que tomar remédio. Isso me cansa, me atrapalha minha rotina. Começa também tomar o remédio. Tem dia que toma, tem dia que não toma e assim vai. Até que um tempo depois, esse indivíduo retorna ao serviço de saúde com piora dos seus sintomas, né? Já à beira aí de ter um infarto agudo do miocárdio.

Vejam. Este cenário, ele é um cenário extremamente comum, é nos dias de hoje, eu dei esse, trouxe esse exemplo aqui, mas isso acontece com muitas pessoas. Lembrando que as doenças chamadas cardiovasculares, que são essas doenças que é comprometem o coração, comprometem os vasos sanguíneos, principalmente em decorrência da síndrome metabólica, ou seja, do diabetes, da pressão alta, da obesidade, é que vão gerando lá. Aquelas obstruções nos vasos sanguíneos pelas Placas de colesterol. Isso hoje representa a principal causa de morte no Brasil e no mundo. Então a gente vê muita gente morrendo é por conta de doença cardiovascular, justamente porque essas doenças, elas são muito prevalentes e elas decorrem do estilo de vida ao qual nós estamos assumindo para nós.

E neste caso que eu apresentei aqui para vocês, esse indivíduo, ele teve uma mudança inicial do seu estilo de vida, porém ela não foi sustentada. Isso não durou muito tempo e logo ele volta tudo aqui, a todo aquele comportamento, a todos os seus hábitos antigos, o que acaba promovendo uma piora da sua doença, um novo comprometimento do seu coração. E a pergunta que nós fazemos aqui é, por que que é tão difícil para nós? Mudar os nossos hábitos. Por que que é difícil a gente mudar a alimentação que a gente precisa ter? Por que que é difícil, por exemplo, a gente incorporar no nosso dia a dia uma prática de uma atividade física saudável?

Não precisa ser uma atividade extenuante. Por que que é tão difícil a gente, por exemplo, deixar de fumar, deixar de nigerir álcool ou de consumir drogas ilícitas? Por que que é tão difícil para nós, por exemplo? A mudar os nossos comportamentos mentais. Mudar, por exemplo, a irritação, a falta de tolerância que a gente tem diante das pessoas. Mudar a nossa forma de enxergar e deixar de se magoar tanto, de se ressentir tanto diante das pessoas, diante do que as pessoas possam fazer para nós. Porque que é tão difícil para nós? É deixar de nos sentir culpados diante de atitudes equivocadas que a gente toma.

Por que que muitas vezes a gente nutre em nós? Revolta, pessimismo, ciúme, inveja. Por que que é tão difícil mudar isso? Essa é uma questão bastante importante e elas estão todas atreladas umas as outras, porque isso envolve, para nós, mudanças íntimas que nós precisamos praticar na nossa vida e todas essas mudanças que eu coloco aqui para vocês. Elas são necessárias para nós. São mudanças que com certeza nos trarão saúde. Não só em relação aos hábitos, vamos dizer assim, materiais nosso, como alimentação, como atividade física, mas também as mudanças em relação àquilo que nós sentimos aos nossos pensamentos, aquilo que nós nutrimos em nós em termos de emoções e sentimentos.

Que dia após dia a gente vai carregando o nosso corpo. Isso é uma questão bastante importante que a gente precisa refletir. Porque somos assim? Porque tão difícil? Lá no livro dos espíritos, nós encontramos na questão 909 Kardec fazendo a seguinte pergunta para os espíritos no momento ali da codificação, poderia sempre o homem, pelos seus esforços, vencer as suas más inclinações? Veja bem. Poderia sempre o homem, pelos seus esforços, vencer as suas más inclinações? Ou seja, a gente poderia mudar todos esses nossos comportamentos, esses nossos hábitos, sejam eles materiais, sejam eles de ordem emocional, espiritual.

A gente conseguiria mudar tudo isso apenas pelo nosso esforço? A resposta que os espíritos trouxeram a Kardec é sim, e frequentemente. Fazendo esforços muito insignificantes. Puxa vida. A hora que a gente lê essa resposta, a gente fica pensando assim, mas como assim, né? Ou seja, eles falam que a gente pode mudar, certo? Ok, isso daí a gente já imaginava que sim, que o nosso esforço, né? Com a nossa dedicação, a gente conseguiria modificar. Mas aí ele diz que a gente precisaria fazer esforços muito insignificantes. E aí a gente para pra pensar assim, puxa vida. Mas quando eu preciso, por exemplo, pegar uma coisa simples, vamos, vamos dar o exemplo da questão alimentar.

Eu tenho que mudar o meu hábito alimentar. Eu tenho que deixar de comer aquela comida que eu adoro comer, que é uma comida gordurosa, que é uma comida com muito carboidrato, que não tem nada de saudável ali dentro, mas que eu gosto muito de comer, porque ela me gera muito prazer. Eu tenho que deixar de comer aquela comida. Comer e passar a comer 11 alimento diferente tem que comer mais salada, mais fruta, é mais legumes. E aí a gente fica pensando assim, poxa vida, mas ele está dizendo aqui que para fazer essa mudança eu preciso de um esforço muito insignificante. Mas parece que quando eu tenho que fazer isso, eu tenho que fazer um esforço imenso e assim mesmo assim eu tenho dificuldade, não consigo sair do lugar.

Eu não consigo progredir porque eu faço um esforço tremendo, mas aquele esforço ele é tão grande que em pouco tempo eu não consigo sustentar aquilo. E aí eu volto a comer aquela, aquele alimento que não é saudável, porque eu esgoto as minhas forças em ter que continuar é com aquela mudança. Então parece que tem alguma coisa errada nisso que os espíritos estão dizendo. Mas quando a gente vê essa resposta, né? Sim. E frequentemente, fazem esforços muito insignificantes. É só a primeira frase da resposta. E aí eles continuam pra explicar o que está acontecendo conosco. Eles dizem o seguinte, o que lhe falta é a vontade.

Olhem essa frase, o que lhe falta é a vontade. A quão poucos dentre vós fazem esforços? Vejam bem o que lhe falta. É a vontade. Será que nós realmente temos vontade para modificar todos esses comportamentos que estão dentro de nós? Será que nós estamos realmente é empenhados em querer mudar? Ou será que essa mudança ela é superficial? Eu sei que tenho que mudar porque eu tenho uma doença, porque eu preciso fazer um tratamento, mas no fundo. Eu não quero mudar, no fundo, eu quero continuar comendo aquela comida que eu gosto, que me dá prazer. No fundo, eu não quero fazer atividade física, porque isso me cansa.

Eu prefiro continuar sedentário. No fundo eu prefiro ficar acomodado emocionalmente e não ter que desenvolver a tolerância, paciência, humildade, porque isso dá trabalho, cansa a gente. Eu prefiro ficar do jeito que eu estou. Então, vejam bem, será que no fundo? A gente realmente está disposto a mudar. Será que a gente tem vontade para mudar? Então, o que os espíritos estão dizendo aqui para nós é que realmente está faltando vontade. Da nossa parte, nós não temos vontade de mudar, nós não temos interesse em mudar, embora conscientemente, pelo conhecimento, a gente saiba que precise mudar, mas a gente no fundo não quer.

No fundo, a gente gostaria que a nossa doença fosse curada. E que nós continuássemos do mesmo jeito que nós estamos. Que nós não precisássemos mudar nada, que a nossa vida continuasse a mesma que a gente continuasse, né? Com com aquilo que nos gera prazer, que nos gera satisfação na vida terrena. E isso a gente não tivesse que abrir mão. No fundo, é isso que nós estamos vivendo. E é por isso. Que se a vontade é tão pequena, o esforço acaba sendo muito grande e a gente não consegue alcançar o nosso objetivo. Faz um esforço tremendo, que nos esgota e não dá certo. Mas se a vontade fosse muito grande, como os espíritos estão dizendo aqui, o esforço poderia ser bem pequenininho.

Então eles são inversamente proporcionais, se eu tenho pouca vontade, eu preciso de muito esforço. Se eu tenho muita vontade, o esforço é pequeno. Tanto que quando a gente deseja de mais alguma coisa, no fundo, no íntimo, a gente consegue com muito mais facilidade, fazendo um esforço muito menor. Por quê? Porque aquilo não gera sofrimento em nós. Quando a gente deseja muito alguma coisa, a gente faz aquilo, abraça a causa, a gente não fica, é é sofrendo, se desgastando. Aquilo ali não é penoso para nós. Agora, quando a gente tem que fazer algo que no fundo a gente não quer, aquilo é muito penoso, aquilo gera muito sofrimento.

Então o esforço ele é muito grande e a gente se esgota com isso. Então, muito importante a gente considerar que a vontade ela é fundamental. A gente precisa trabalhar em nós a vontade. Emanuel, no livro pensamento e vida, no capítulo 2, ele fala, ele é um capítulo só sobre a vontade. E ele disse para nós que a vontade é a gerência esclarecida e vigilante governando todos os setores da ação mental. Para considerar lhe a importância, basta lembrar que ela é o Leme de todos os tipos de força incorporados ao nosso conhecimento. A vontade ela é essencial para nós, para nos dirigir, para as para as nossas ações, para as nossas atividades.

E vejam só o que que o Emanuel fala para nós? Olha sem ela, né? O desejo, nosso desejo, né? Para o nosso desejo, ele pode comprar um engano. Ao pode comprar ao engano, aflitivos séculos de reparação e sofrimento. A inteligência pode se aprisionar na enxovia da criminalidade. A imaginação pode gerar perigosos monstros na sombra. Vejam bem a falta de vontade. Ela é algo extremamente grave para nós. Então nós temos que agir na fonte. A fonte é nós trabalharmos. A nossa vontade. E como é que a gente vai fazer isso? Como que a gente trabalha a nossa vontade? A doutrina espírita traz para nós um manancial de informações, de recursos, que nos auxilia dentro desse processo.

Claro, o conhecimento, ele é um primeiro passo, mas ele não é suficiente. Mas a gente ter a noção da realidade, da vida, a nossa realidade existencial, da vida Futura, da vida no mundo espiritual, ele já nos permite, é. Pelo menos ter a noção de que essas questões que nos satisfazem momentaneamente na Terra, elas são passageiras e temporárias. No mundo espiritual, a gente não vai precisar de nada disso. Que que eu vou me apegar aquele prato de comida, por exemplo, não no exemplo da da alimentação, que eu acho que é o mais comum a todos nós, né? Então por que que eu vou me apegar aquele aquele prato de comida, aquele aquele tipo de alimento, né?

É, será que ele vai ter importância daqui? 200, 300 anos da minha, da minha existência como espírito. Qual que é o significado daquilo, né? Se eu comer hoje, eu não comer, que diferença vai fazer, né? Então a gente tem que trocar o foco, né? A gente tem que tirar o foco da vida terreno, o foco daquilo que nós estamos vivendo e mudar o foco para a nossa realidade espiritual. E certamente, a prática do bem está diretamente envolvida nisso. Quanto mais a gente faz o bem ao próximo, quanto mais a gente pratica o bem, a gente vai mudando o foco. A gente tira o foco daquilo que nos satisfaz só momentaneamente na Terra e passa a alimentar em nós aquilo que satisfaz a alma.

Consequentemente, a gente vai melhorando a nossa visão e a nossa vontade de querer mudar e se transformar. Que fique aqui a nossa reflexão para essa semana, que tenhamos todos uma semana de muita luz e de muita paz.