Transcrição do episódio
Gerada automaticamente a partir do áudio. Pode conter imprecisões.
Bom dia, queridos ouvintes, internautas que nos acompanham aqui na web, radio meu e-mail. É uma enorme satisfação estar aqui com vocês no programa saúde, espiritualidade. E você? Meu nome é Ricardo Cavalcante. Eu sou membro da associação médico espírita de Botucatu e nós estamos nesse momento realizando uma série de programas para falar sobre uma questão que colocamos. No programa passado, que se as doenças que nos afetam nos afligem durante a nossa existência terrena, se elas podem provocar alterações sobre o perispírito da pessoa após o seu desencarne, ou seja, se quando a gente desencarna, a gente chega do lado de lá levando consigo essas alterações que as doenças poderiam é ter causado em nós.
No programa passado, nós fizemos um apanhado geral sobre as características do perespírito, como é esse corpo espiritual, qual a sua natureza, quais as as condições que é regem essa relação dele com o corpo físico e com o espírito, e hoje nós iremos propriamente adentrar na resposta a essa questão. Buscando identificar se o perespírito pode sofrer alterações que são produzidas pelo próprio corpo físico. E para isso eu já começo aqui com uma pergunta, aliás, uma resposta que os espíritos trazem a uma pergunta de Kardec, a pergunta 375 a, que está no livro dos espíritos e que os espíritos dizem o seguinte, a Kardec.
Convém não perder de vista que assim como o espírito atua sobre a matéria, também esta, ou seja, a matéria reage sobre o espírito dentro de certos limites e que pode acontecer impressionar se o espírito temporariamente com as alterações dos órgãos pelos quais se manifesta. E recebe as impressões nesta pergunta que Kardec faz e com esta resposta que os espíritos trazem. A Kardec já deixa claro para nós que esta relação entre o espírito, pelo espírito e o corpo físico, ela é uma relação de dupla via. Ou seja, a gente sempre quando discute aqui no nosso programa saúde e espiritualidade de você, a gente sempre fala muito.
Das alterações que estão partindo do espírito, ou seja, que partem dos sentimentos, dos pensamentos que o espírito traz consigo e que vão impressionar o perespírito e, consequentemente, o corpo físico. Mas o que Kardec fala para nós aqui nessa questão é que o contrário também acontece, ou seja, um problema que afeta o corpo físico, ele pode afetar também o perespírito e consequentemente o espírito. Então esta. Esse processo ele também acontece na via contrária, de maneira que já nos dá um spoiler de que após o desencarne, nós podemos sim levar problemas para o mundo espiritual. Por pelas impressões que estão projetadas sobre o perespírito.
Para ilustrar a nossa resposta, eu trago aqui um caso super conhecido. Que é o caso do André Luiz, que está narrado lá no livro nosso lar. Como o livro nosso lar. Ele é um dos livros mais difundidos da doutrina espírita. É que se tornou um filme. Inclusive a divulgação é muito ampla acerca do nosso lar. Eu gosto de trazer esse exemplo porque é mais fácil das pessoas conhecerem essa história. E lá no livro nosso lar, André Luiz narra como foi o seu desencarne, então, André Luiz? Inicia essa obra narrando a sua permanência ali na numa região que ele denominou de umbral, que era um local aonde espíritos com grande sofrimento se encontravam, até que ele pode ser recolhido ao despertar para aquela nova realidade, ao compreender melhor o que pode estar acontecendo com ele, ele pode então ser recolhido e levado para o nosso lar, que é uma colônia espiritual.
Quando ele chega lá no nosso lar é que ele vai tomar realmente conhecimento daquilo que havia acontecido com ele. André Luiz durante a sua última existência, ele desencarnou vítima de uma oclusão intestinal por um câncer de intestino que ele teve. Isso é pra quem é da área da saúde é está habituado a essa condição, então é comum que pessoas que são portadoras. De um câncer no intestino, evoluam para aquilo que a gente chama de uma oclusão intestinal, ou seja, o intestino, pela obstrução que o tumor causa, ele fecha e você perde o trânsito intestinal. Isso gera uma complicação bastante grave para pessoa e que é potencialmente fatal.
Ela pode levar a pessoa a óbito. E isso foi o que aconteceu com o André Luiz. Então ele é sofria, né, desse câncer. E acabou evoluindo como uma oclusão intestinal. E isso foi um motivo pelo qual ele desencarnou. Quando André Luiz chega lá no nosso lar, o que que ele apresentava? Ele apresentava 11 grande ferimento na região do abdômen. Quem assistir o filme nosso lar vai poder verificar que quando lísias. Que foi o enfermeiro que acolheu André Luiz lá nas câmeras de retificação, para que ele pudesse ser assistido, é vai ver que lísias aplicava passes sobre a região abdominal do André Luiz. E no filme fica ilustrado que aquela região abdominal dele estava toda machucada, como se tivesse um grande ferimento na no abdômen do André Luiz.
O que que é aquilo que é retratado no filme e que André Luiz nos mostra no livro? É justamente. Uma alteração perespiritual decorrente daquele problema de saúde que ele teve na sua última encarnação, ou seja, daquele câncer, daquela obstrução intestinal, que levam então a uma alteração no perespírito, e isso manifesta se no mundo espiritual, então esse caso ele deixa muito ilustrado para nós que sim, as doenças que nós portamos na vida. Elas levam alterações ao perespírito que, quando chega do lado de lá, nós teremos que receber um tratamento. Da mesma forma como somos tratados aqui pela medicina terrena, também seremos tratados no mundo espiritual pela medicina.
De lá, eles irão cuidar de nós. Então, quem ler o livro nosso lar, assistir o filme o nosso lar, vai ver então que o lísias IA lá fazer aquela aplicação de passes e tal, e lentamente. O André Luiz foi se recuperando. Um ponto muito importante que a gente deve considerar acerca dessas alterações é que, embora você tenha o órgão do corpo físico doente e que ele está intrinsecamente ligado ao perespírito, lembrando que essa ligação, como nós comentamos no programa passado, ela acontece, molécula, molécula, então uma ligação muito íntima as impressões mentais que nós carregamos. Diante das alterações do corpo físico, elas também serão responsáveis por alterar o perespírito.
Então, não apenas a alteração, vamos dizer assim, mecânica direta, que o um órgão do corpo físico causa o órgão espiritual, mas as impressões mentais, aquilo que nós carregamos na nossa mente. Então, como nós nos enxergamos, então, quando a gente desencarna e se desperta no mundo espiritual? Nós nos veremos da forma como o nosso, a nossa mente, como a nossa consciência se enxerga. E é assim que a gente se vê. Então, se a gente se vê doente, porque estávamos doente aqui, de modo geral, a gente vai carregar isso do lado de lá, aqueles espíritos que já alcançaram 1° de evolução maior, que conseguem se ver livres desse invólucro material de uma maneira mais fácil.
Eles se recuperam no mundo espiritual muito rapidamente. Por quê? Porque estas impressões mentais que eles carregam já não são tão impregnadas. Então eles rapidamente se libertam desse pensamento, já se enxergam de uma outra forma e consequentemente, a sua recuperação é muito mais rápida. Lembrando que o nosso perespírito ele está totalmente. Vinculado e totalmente suscetível a todas as nossas impressões mentais. Então a gente vai definir através disso como vai ser o nosso, pelo espírito do lado de lá. Por isso que é muito importante que durante a nossa encarnação, a gente se prepare para a nossa desencarnação.
De que forma nos desprendendo cada vez mais, nos desapegando das questões físicas. Quer dizer, a gente tem que entender que este corpo que nós temos, ele é um veículo extremamente importante, ao qual a gente deve ser extremamente grato a Deus por nos ter emprestado este corpo físico para nos acompanhar durante a presente existência, porque ele é uma ferramenta super importante para o nosso, para nossa evolução, para o nosso desenvolvimento. Mas ele não é nosso, ele é um empréstimo. É como se fosse uma casa alugada. A gente tem que cuidar dela. Mas um dia a gente vai ter que devolver isso e que a gente possa devolver da melhor forma possível e sem o apego a ela, sem esse é é essa vinculação egoística com o corpo.
Por quê? Porque isso é que faz com que no mundo espiritual a gente tenha mais dificuldade de se recuperar. É quanto as alterações que o perespírito pode apresentar nos dias de hoje. Muito difícil. A gente tem um desencarne natural, né? Fala assim, olha, essa pessoa morreu sem nenhuma nenhum problema de saúde, né? Morreu de velhice. Isso acontece, acontece, mas não é. A maioria das pessoas, grande maioria, tem uma doença, então isso faz com que a gente chegue do lado de lá, trazendo alterações, levando consigo alterações e que precisarão receber um tipo de tratamento no mundo espiritual. A André Luiz fala para nós lá no livro nosso lar.
Só para a gente poder entender é o esse contexto, né? O seguinte, falando da doença dele, né? A moléstia, talvez, ou seja, a doença que ele teve, não assumisse características tão graves se o seu procedimento mental no planeta estivesse enquadrado nos princípios da fraternidade e da temperança, mostrando que que essas impressões mentais elas são extremamente importantes ao longo da vida para impregnar o nosso perespírito. E levar essas alterações pro além túmulo. Outro ponto que a gente encontra na literatura espírita e que, claro, é, trouxe aqui o caso do André Luiz, mas a gente vai encontrar.
Se a gente procurar na literatura espírita, tem muitos casos, né? Eu trouxe aqui um exemplo, por ser um exemplo, é que as pessoas talvez se recordem ou se se já tenham tido algum contato, que é a história do André Luiz. Mas a literatura espírita, ela é bastante rica nisso. Um outro ponto que eu gostaria de chamar muita atenção, que também é uma, é um contexto em que AA literatura espírita traz de uma maneira bastante clara. É esse impacto que o corpo físico causa no per espírito. É quando a gente fala do uso das drogas lícitas ou ilícitas, ou seja, quando a gente está falando do consumo do álcool, do cigarro, das drogas de forma geral.
Quando a gente está falando sobre a questão do suicídio, porque são situações em que claramente a gente vai encontrar alterações do perespírito. Então, quando a gente pensa em relação ao álcool, ao cigarro, às drogas de modo geral, AA gente encontra uma referência muito interessante numa obra de divaldo Pereira Franco, ditada pelo espírito Manoel filomeno de Miranda, intitulado nas Fronteiras da loucura. Esse é um. 11 obra muito importante é da literatura espírita e que ele traz pra gente o seguinte, né? Que o uso dessas substâncias ele libera componentes tóxicos que vão causar alterações no perespírito, então o perespírito será diretamente afetado por isso, quando a gente tem, por exemplo, lá nessa mesma obra.
Uma nova Filomena de Miranda conta para nós que quando a gente tem um desencarne pelo suicídio, por exemplo, seja suicídio direto, seja suicídio indireto, isso lesa o perespírito. Quando a gente chega do lado de lá, a gente levará conosco, né? A estas alterações. Estaremos, né? Portando essas alterações e que precisarão ser tratadas no mundo espiritual. Ou seja, isso atrasa a nossa adaptação. No mundo espiritual, então, também é um outro cenário. Então, o cenário das drogas, lícitas ou ilícitas, o cenário do suicídio, e aí é envolve uma questão, por quê? Porque são aquelas alterações que são provocadas, ou seja, o suicídio, ele é intencional, é o uso das drogas, lícitas ou ilícitas, ele também é intencional.
Então isso faz com que essas alterações sejam mais marcantes. Não foi uma doença que veio e que. Não, não se sabia que poderia causar aquilo. Não ali foi intencional, ainda mais nos dias de hoje, né? Principalmente em relação ao uso do álcool, do cigarro, das das demais drogas, que é sabido de todos os efeitos deletérios que isso tem para nossa vida. Então é esse tipo de alteração. Ele é mais impactante. E quando a gente pensa nas alterações de ordem mental, a gente também vai encontrar algo bastante semelhante. E aí eu trago para vocês. Um caso que é narrado pelo próprio Kardec. Ele está na revista espírita em junho de 1900-1000 858 desculpem, é em que Kardec é.
Ele traz ali o caso do senhor Morrison. O senhor Morrison foi um indivíduo que viveu na Inglaterra. Ele era um homem muito rico, uma pessoa de muitas posses, mas que nos últimos anos de vida dele. Ele entra num quadro de alteração comportamental muito importante. Nesse período, ele começou a se achar extremamente pobre, embora fosse uma pessoa muito rica, ele achava que ele era muito pobre e que ele precisaria trabalhar para sobreviver, de forma que ele acabou se tornando jardineiro da sua própria casa, do seu próprio Jardim e a sua família que via ele naquela condição para poder. Trazer um conforto emocional para ele.
Pagava salário para ele, então ele ele IA lá, ele ficava todo dia ali, ele limpava o Jardim, ele arrumava o Jardim, cuidava do Jardim, recebia um salário. Isso mantinha de uma maneira confortável, porque ele falava, não vou morrer de fome, não vou passar necessidade, porque eu sou uma pessoa pobre, preciso trabalhar e estou recebendo um salário. Uma alteração comportamental bastante importante que ele teve é que nos dias de hoje é. Pode ser enquadrado numa série de condições em quadros demenciais. Pode ser que ele tenha tido um AVC, por exemplo, que tenha gerado esse tipo de alteração, um tumor cerebral.
Nós não sabemos, porque obviamente naquela época, né, de de que antecedeu a Kardec ali, né? Na codificação, a gente não tinha os recursos da medicina para a gente ter um diagnóstico mais pormenorizado, mas, de qualquer forma, é um indivíduo que desencarna. Diante de uma alteração comportamental muito significativa e esse espírito ele foi evocado após o seu desencarne e o que que Kardec fala para nós, que embora é já tivesse passado 11 período relativamente longo após o seu desencarne, quando esse espírito ele foi evocado, ele mantinha as mesmas impressões mentais. Desses últimos anos de vida dele, ou seja, ele continuava se achando um indivíduo pobre, que precisava trabalhar, que senão ele IA morrer de fome, ou seja, isso não havia mudado.
Indicando para nós que mesmo as alterações mentais, elas também podem persistir após o desencarne da pessoa. Então, não é só a alteração física, mas a alteração mental também pode continuar no mundo espiritual. Se os cuidados não forem tomados, ou seja, é claro que isso vai ter muito a ver, como eu falei para vocês, das impressões mentais da condição moral do indivíduo, né? Do quanto que ele é desapegado, das questões físicas, materiais, da forma como ele vai se expressar no mundo espiritual. Então fica aqui essas esses exemplos e já trazendo uma resposta para esta pergunta de que realmente as alterações.
As impressões causadas ao corpo físico, elas sim podem levar a alterações pela espirituais e que persistem após o desencarne e que necessitarão dessa forma receber o devido tratamento no mundo espiritual. No próximo programa nós continuaremos falando sobre esse assunto, abordando alterações que são mais significativas, mais impactantes do que essas habituais que nós encontramos. Tenhamos todos uma semana de muita luz, muita paz e muitas vezes.