Transcrição do episódio
Gerada automaticamente a partir do áudio. Pode conter imprecisões.
De que forma a prática espírita favorece a sua saúde física e mental? A web rádio MEI MEI apresenta saúde, espiritualidade e você? Bom dia meus queridos ouvintes da web rádio. MEI MEI, é uma enorme insatisfação estar aqui com vocês no programa saúde e espiritualidade. Você. Meu nome é Ricardo Cavalcante. Eu sou membro da associação médico espírita de Botucatu e hoje estaremos conversando aqui sobre um tema bastante relevante, que é o transplante de órgãos. Como que a doutrina espírita compreende e analisa a questão do transplante de órgãos, que é uma prática hoje bastante utilizada pela medicina?
Antes que a gente comece a falar. Sobre a visão espírita, é importante que a gente entenda o que é o transplante de órgãos. Então existem uma série de doenças. É cometem a nossa população, cujos órgãos vão se tornando insuficientes, como por exemplo, a gente existe. Existem algumas doenças que levam a insuficiência cardíaca, como por exemplo, a pessoa pode sofrer um infarto. Parte agudo do miocárdio e ela pode evoluir para uma insuficiência cardíaca. A pessoa pode, por exemplo, ter uma doença de Chagas e comprometer o seu coração e isso levar a uma insuficiência cardíaca, ou seja, o seu coração fica insuficiente, ele não consegue mais trabalhar da maneira adequada e aquele órgão ele perde completamente a sua função EAE.
Isso leva a pessoa a uma. Possibilidade de sobrevida muito pequena, ou seja, ela vai viver pouco tempo diante daquela doença que é irreversível. Acontece também quando a gente tem um problema no fígado, principalmente a cirrose hepática. Tem várias condições que levam a cirrose hepática, como por exemplo, o consumo excessivo de álcool. É existem é algumas infecções, como por exemplo, vírus de hepatite b, vírus da hepatite c. A gente tem é infiltração gordurosa no fígado que se não tratado ao longo de muitos anos, pode evoluir para uma cirrose hepática. A gente tem doenças renais, como por exemplo, o próprio diabete, a pressão alta e podem comprometer o rim da pessoa e levar aquele rim a ficar insuficiente.
Então existem várias doenças que vão levando. Então a gente pode ter, né? Possibilidade de transplantar um coração que é insuficiente. O fígado, o rim transplantar é o pâncreas transplantar o intestino. Pode haver transplante de pele, pode haver transplante ósseo, transplante de córnea. E existe um tipo de transplante que se diferencia um pouco desses, que é o transplante de medula óssea. Ele é utilizado especialmente para pessoas e tem um tipo específico de câncer, que são as leucemias. As leucemias elas são 11 tipo específico de câncer que afeta diretamente a medula óssea da pessoa, que é a responsável pela produção de todo o sangue do indivíduo, seja os glóbulos vermelhos, sejam os glóbulos brancos, que são os a as células de defesa do nosso corpo.
Então, quando a medula fica doente a esse ponto, existe a possibilidade do transplante de medula óssea. E dentro de todo esse contexto, né? De transplante, o que a gente vê hoje no mundo, isso foi um grande avanço e a ciência conseguiu atingir hoje o transplante. Ele permite com que muitas vidas sejam salvas, milhares e milhares de vidas sejam salvas, seja no tratamento do câncer, seja é Na Na melhoria na sobrevida dessas pessoas que têm os seus órgãos insuficientes. Muitas vezes são pessoas jovens. E teria ainda uma vida toda pela frente e que se não fosse substituído o seu órgão, ela viveria por muito pouco, desencarnaria muito cedo.
Então esse é o cenário que nós vemos hoje, é o transplante de órgãos. Ele ele tem uma importância muito grande e ele acontece ele de 2 maneiras. Ele pode ser um transplante chamado intervivos, ou seja, quando AO doador. Ele não é uma pessoa que faleceu, ele é uma pessoa que está vivo e vai doar o órgão a outra pessoa. Isso pode acontecer em algumas situações, por exemplo, o rim, como nós temos 2 rins, a pessoa pode doar um rim para outra pessoa. Isso acontece, é pode acontecer com uma parte do fígado, a pessoa pode doar uma parte do fígado a uma outra pessoa, isso acontece muito com medula óssea, você pode retirar a medula da pessoa, isso não vai fazer falta para ela e ela pode doar para outra.
Existem alguns transplantes que são chamados intervindos e existem o transplante e é acontece do doador falecido, ou seja, é aquela pessoa que desencarna e aí os seus órgãos serão utilizados para ser transplantados em outra pessoa ou mais que uma pessoa. Você pode retirar vários órgãos e pode transplantar várias pessoas diante de um único doador, o transplante. É de doador falecido. Ele geralmente acontece quando você tem a chamada morte cerebral. Que que é a morte cerebral é quando apenas o cérebro morreu, mas o restante do corpo ainda mantém o seu funcionamento. Vejam que muitas, a maior parte das pessoas que desencarnam elas não desencarnam com morte cerebral.
Elas desencarnam pela parada cardíaca, ou seja, o coração parou de bater e. Quando o coração para de bater, para de ter circulação de sangue, e os nossos órgãos rapidamente são, é evoluem para um estado de degradação e destruição das suas células. Então, esse tipo de morte, vamos dizer, esse tipo de desencarne em que tem parada cardíaca, é ele é um tipo de desencarne que não permite a gente fazer essa ampla doação de órgãos. Mas quando há uma a morte cerebral, ela antecede a parada cardíaca. Isso acontece, por exemplo, em doenças que comprometem o sistema nervoso central. Então, a pessoa pode ter tido um AVC?
Ela pode ter tido um trauma, por exemplo, um acidente, e fez um trauma cranencefálico com uma lesão cerebral. São situações em que o cérebro ele é primeiramente afetado e, diante daquele comprometimento cerebral, OAO corpo ali ainda. Ele ainda mantém o seu funcionamento. Ah, mas essa pessoa então não está morta? Sim, ela está morta. Uma vez que o cérebro morre, este indivíduo é considerado morto. Desencarnado. E para a lutrina espírita, isso está em consonância com os ensinamentos e a espiritualidade, nos traz André Luiz, especialmente no livro obreiros da vida eterna. Deixa muito claro para nós, e a partir do momento que o cérebro morre.
É o espírito, ele vai se desprender por completo do corpo físico. Então aquele funcionamento dos órgãos que ainda persiste após a morte encefálica, após a morte cerebral, ele é um, ele é 11, vamos dizer assim. Um funcionamento, o gás, ele vai durar por pouco tempo, por algumas horas, e se você não faz alguma coisa, ele vai aquele aquele corpo para de funcionar, porque depende do cérebro. Todo o nosso funcionamento, do nosso corpo depende. A função cerebral, se o cérebro para é Questão de Tempo, o corpo também vai parar então, para medicina terrena, assim como dentro do próprio conceito espírita, a morte cerebral é considerado o desencarno, ou seja, essa pessoa, esse espírito, ele não vai ocupar mais aquele corpo.
Ele vai se desprender por completo daquele corpo, uma vez que há esse essa desvinculação com o cérebro. Que é o órgão central de comando do nosso organismo. Então, na medicina terrena estão encaminhados para transplante aquelas pessoas e tiveram morte cerebral. E aí, como os seus, o seu coração ainda está bombeando sangue. E isso tem ainda algumas horas. A partir do momento que a pessoa é detectada com a morte cerebral, é feito esse diagnóstico. Você tem um tempo curto para poder. Fazer a retirada desses órgãos antes que eles parem de funcionar. E aí nesse momento você consegue retirar esses órgãos e encaminhar pra doação, para as pessoas que estão precisando.
Então esse é o cenário que a gente vê da doação de órgãos e que é muito importante a gente entender isso, né? Então assim, ela não vai acontecer, né? A doação de órgãos não vai acontecer com um indivíduo vivo. Exceto quando é o transplante intervírus. E aí a pessoa fala, olha, eu quero ser o doador. Então, por exemplo, tem um familiar lá que tá precisando de um rim. Eu posso dizer, olha, eu quero doar o meu rim para aquele familiar ou ou quero doar a minha medula óssea para ajudar pessoas que têm câncer, que têm leucemia, para auxiliá las no seu tratamento. Então, esse é o transplante intervírus.
Mas o doador falecido, ele só vai acontecer a partir do momento em que. Há o desencarne do indivíduo, então essa muitas vezes é uma preocupação de muitas pessoas. Ah, mas vão retirar o órgão com a pessoa vinda viva? Não. A partir do momento que a morte cerebral, o desencarne já está constatado, né? O espírito está se desvinculando dali, então não há risco desta pessoa estar viva. No momento é que há essa doação. Esse é o sistema que funciona no Brasil, funciona no mundo. E hoje o transplante de órgãos, ele salva milhares e milhares de pessoas. Muitas pessoas são beneficiadas e na verdade, a gente tem um número muito menor de doadores do que pessoas que precisam receber órgãos de doação, até porque demanda esse esse modo específico de desencarne pra que possa haver a doação.
Então isso faz com que muitas pessoas não conseguem ainda ser contempladas. Por um, por um órgão, eles não tem a oportunidade de receber um órgão. E também porque existem diversos outros fatores, como por exemplo, a própria compatibilidade do tipo do sangue. Então tem que ser o mesmo tipo do sangue, tem que ter uma certa semelhança genética entre o doador e o receptor. É, tem a questão, por exemplo, em órgãos como por exemplo, o coração, pulmão, fígado, são órgãos que. OOO biotipo, o tamanho do doador, ele tem que ser compatível com o receptor, então eu não posso pegar, por exemplo, o coração de uma pessoa muito grande e colocar numa pessoa pequena e vice versa, a mesma coisa, o pulmão.
E ele tem que ser o tamanho, tem que ser compatível com aquela pessoa. Então alguns órgãos isso vai ter ter essa importância. Então existem diversos fatores que vão nortear a possibilidade. De doação. Então, esse é o cenário que a gente tem de doação de órgãos. E como que a doutrina espírita, dentro desse cenário todo, enxerga essa questão, né? Isso é algo válido, tem importância. O primeiro ponto que a gente tem que considerar é o seguinte, todo o avanço da ciência, todo o avanço científico que acontece e que vem. Para o bem da humanidade, ou seja, ele vem para salvar as pessoas, ele vem para promover cura, ele vem para promover saúde, bem-estar para as pessoas, certamente é.
São são condições que a própria espiritualidade permite que isso aconteça. A gente tem que entender que o nosso mundo físico, ele é uma representação, ele é um reflexo. Do que existe no mundo espiritual. Então, tudo que nós conquistamos aqui em termos de avanço científico, tecnológico, são condições que já foram alcançadas no mundo espiritual. Nós somos uma réplica deles, uma réplica atrasada. Então tudo que está aqui é porque já aconteceu antes lá. Então, certamente o as, os, os cientistas. E desenvolveram a possibilidade do transplante, que não foi um só, mas um grupo grande de cientistas que trabalharam e que continuam trabalhando Na Na no desenvolvimento dessas técnicas e dessas possibilidades de transplante.
Certamente são pessoas que foram preparadas para essa tarefa na Terra. São espíritos que recebem a intuição, a inspiração do mundo maior para poder agir. Os benfeitores do mundo maior certamente estão presentes. Considerando que isso está ajudando um número muito grande de pessoas, então o primeiro ponto que a gente tem que considerar é esse, se há esse avanço, certamente existe um motivo pelo qual é AAAA. Ciência trabalha nesse sentido e a gente precisa aproveitar essa oportunidade. Então esse ponto é um ponto que a gente já começa a partir daí, ou seja, para não achar que o transplante fosse algo ruim, fosse algo.
É prejudicial as pessoas. Muito pelo contrário, né? A espiritualidade permite isso vir, porque isso é benéfico para as pessoas. E uma quantidade muito grande de pessoas são beneficiadas com o transplante de ordem. Outro ponto importante pra gente é considerar essa questão do transplante. É que a nós ao optarmos. Por doar um órgão, nós estamos exercendo claramente aí a Caridade, estamos vivenciando a Caridade. E vejam, essa não é uma Caridade qualquer. Essa não é uma doação qualquer. Não é a mesma coisa que a gente pegar um dinheiro que tá no bolso e entregar para uma pessoa que passa pedindo na rua.
Não é a mesma coisa que a gente preparar um prato de comida, de uma comida que tá sobrando na nossa casa e entregar para uma pessoa que tá pedindo na nossa porta. Ou pegar um agasalho e tá guardado lá no armário, no guarda roupa que a gente não usa mais, e entregar pra uma pessoa que tá passando frio na rua? Isso vai muito além. É uma doação verdadeira, porque a gente tá doando algo, está diretamente ligado a nós. Estamos doando um órgão e, claro, quem faz essa doação intervivos já mostra 1° de desprendimento muito grande. Assim é, por exemplo, quando a gente doa sangue, quando a gente via, vou ser um doador de sangue.
A gente está dando, está dando algo nosso, algo do nosso corpo, pode salvar a vida de muitas pessoas. Começar doando sangue é um bom caminho pra gente aprender a se desprender de si mesmo e poder ajudar as pessoas. Doar os órgãos já é algo que está bem além. É um mostra um grande desprendimento, mostra a capacidade que nós temos de exercer a Caridade, de exercer a benevolência em prol de pessoas que precisam de uma maneira muito significativa. Então, esse ato ele tem uma importância, ele tem uma relevância espiritual muito grande para as pessoas que estão dispostas a isso. E elas demonstram realmente um grande desprendimento desse, desse indivíduo.
Eu sempre, quando eu sou uma pessoa que convivo, trabalho com pacientes que são desplantados de órgãos e vemos muitas vezes histórias muito bonitas, por exemplo, dos transplantes intervivos de pessoas, então de pais que doam, por exemplo, os seus rins, um dos seus rins, para um filho, para uma filha e doa, né? É 1111 casal em que Oo marido doa pra esposa, ou a esposa pro marido ou a gente vê é entre irmãos um irmão que doa pra um outro irmão. É muito bonita essa atitude. Vocês imaginam a pessoa Pra Ela? Olha, eu estou disponibilizando meu órgão pra doar pra outra pessoa, pra auxiliar. Vejam um desprendimento, vejam que grandiosidade esse ato é perante Deus, perante as leis divinas.
É uma atitude muito, muito especial e que tem um mérito muito grande. E quando nós vamos desencarnar, nós realmente podemos doar os nossos órgãos. Por isso, uma coisa muito importante e que vai aqui já. Uma primeira dica pra nós é é que nós é importante que a gente converse sobre isso, enquanto nós somos encarnados. Converse com a nossa família. Olha, eu tenho intenção de doar ou eu não tenho intenção de doar com pessoas que podem não ter a intenção de doar. Pode ser algo que para elas possa aparecer ou aparentar ser algo doloroso ou algo difícil. A gente não deve forçar ninguém a uma atitude ao qual aquela pessoa não está preparada.
É importante que esteja preparado. Mas as pessoas que estão dispostas a doar, é importante que elas verbalizem isso. Parem para sua família. Olha, se eu desencarnar, podem doar os meus órgãos, porque eu gostaria de ajudar as pessoas. Eu gostaria que, né? Nesse momento derradeiro, aquele corpo que não me serve mais, porque nesse momento a gente já não precisa mais dele não. A partir do momento que nós desencarnamos, o corpo físico não tem mais utilidade para nós. Então é é importante que a pessoa coloque isso. Olha, ele não é mais, ele não vai me servir mais, mas ele pode salvar a vida de muitas pessoas.
Então eu gostaria de doar. Por isso que essa fala é importante, porque muitas vezes, quando a pessoa desencarna por morte cerebral, não dá tempo da gente discutir isso. Naquele momento, ela sofre um acidente, ela sofre um AVC. São eventos Agudos, súbitos e ninguém tava esperando. E aí, se AA conversa já aconteceu antes, a família já está preparada para o tudo que o indivíduo gostaria. E aí essa pessoa pode beneficiar muitas outras. Por isso é muito importante que a gente converse com a nossa família, presente as nossas ideias, os nossos propósitos, para que a gente possa fazer isso de coração, que a gente possa fazer isso de uma maneira.
É livre e com a intenção de auxiliar, porque isso trará uma paz, um benefício muito grande para quem é um doador de órgãos. Fica aqui para nossa reflexão. No próximo programa nós continuaremos falando sobre o transplante de órgãos. Tenhamos uma semana de muita luz e de muita paz.