Transcrição do episódio
Gerada automaticamente a partir do áudio. Pode conter imprecisões.
De que forma a prática espírita favorece a sua saúde física e mental? A web rádio MEI MEI apresenta saúde, espiritualidade e você, bom? Dia meus queridos amigos ouvintes da web rádio MEI, uma enorme insatisfação estar aqui com vocês no programa saúde e espiritualidade, você? Meu nome é Ricardo cavalcanto. Sou membro da associação médico espírita tatu e nós nos reunimos aqui todos os domingos às 11:00 da manhã, para refletir sobre questões relacionadas à nossa saúde sob uma ótica espírita. Doutrina espírita tem uma vasta literatura. Dentro dela nós encontramos uma série de informações. Nos auxiliam a compreender melhor as questões relacionadas a nossa saúde.
Não só a saúde do corpo, mas a saúde do espírito. E é isso que nós buscamos refletir e compreender. Aos domingos, daqui às 11 da manhã, eu convido a todos aqueles que estão chegando pela primeira vez, aqueles que ainda não conhecem esse nosso programa, esse nosso momento de reflexão. E não participar conosco para que a gente possa procurar compreender melhor aquilo que acontece na nossa vida. E atualmente nós estamos trabalhando aqui um tema muito interessante, transplante de órgãos. Semana passada nós já tivemos a oportunidade de conversar um pouco mais sobre a questão do transplante, como que funciona os tipos de transplante que se tem.
E hoje, dando continuidade a essa temática. Nós entenderemos um pouco mais desse assunto dentro da ótica espinha. Lembrando que o transplante de órgãos ele permite na atualidade, nós vamos dizer assim, salvarmos. Nós melhorarmos a saúde de uma quantidade muito grande de pessoas. Milhares de pessoas no mundo são beneficiadas pelo transplante. E é feito diante daquelas pessoas que apresentam insuficiências orgânicas. Então, o coração que é transplantado naquela pessoa que o coração já não está funcionando mais, em que é transplantado numa pessoa que não funciona mais, o fígado, os pulmões, intestino, a medula óssea, córnea, ouço a pele.
Existem vários tipos de transplante de pâncreas, vários tipos de órgãos que podem ser transplantados. E isso. Realmente é um grande avanço da medicina que permite com que muitas e muitas pessoas sejam beneficiadas com esta medida. Pra gente entender um pouco, comentamos isso na semana passada, mas importante a gente reforçar pra que a gente entenda o ponto que nós vamos discutir hoje uma pequena parte de pessoas que são beneficiadas com o transplante. Na atualidade, recebem o transplante de uma pessoa viva. No caso da medula óssea, isso é o padrão. Então o doador de medula é uma pessoa viva, você doa a medula.
Nós podemos doar a medula pra várias pessoas, inclusive porque a medula você consegue retirar e ela se regenera rapidamente, você não perde a medula óssea, retira os órgãos sólidos, é que é o maior problema. E nos órgãos sólidos, o doador geralmente é um doador parecido. Nos rins, talvez seja a situação mais clássica. Como nós temos 2 rins, é possível a gente doar um rim pra outra pessoa. Mas nos demais órgãos, muito raro a gente tem. No caso do fígado, ainda pode ter doador vivo, mas nos outros, geralmente o doador é um doador falecido. E mesmo no rim, a maior parte do transplante renal que é realizado no mundo.
É de doador falecido, ou seja, a pessoa desencarna e ela vai ser um doador. Por que que isso é um dado bastante curto? Porque nós precisamos refletir se este doador ele está pronto para doar. Será que essa pessoa está disposta a fazer espiritualmente falando a essa doação? Nós vivemos numa sociedade e há um certo tabu de se falar sobre a morte. As pessoas têm medo de conversar sobre a morte. Mas é muito importante que a gente converse sobre a morte, até pra decidir isso. Será que eu quero ser um doador de órgãos? Importante que a nossa família saia. Por quê? Como que funciona a questão do doador falecido?
A pessoa se torna um potencial doador de órgãos se ela acaba evoluindo para o desencarne através de uma morte cerebral? Veja pra medicina de hoje. Isso já é um conceito que já existe há décadas. É a partir do momento que o nosso cérebro para de funcionar, ou seja, morre o nosso cérebro, aquela pessoa está morta. Nós não consideramos vida, a partir do momento que o cérebro está morto. Esse conceito de vida, ele também é um conceito que está em acordo, em concordância com aquilo que a doutrina espírita nos ensina. A partir do momento que o cérebro morre, nós perdemos o total controle sobre o corpo fino.
Espírito não controla mais aquele corpo, ele se desliga do corpo. Então a morte cerebral, ela define a morte física. Mas para a maioria dos desencarnes que acontecem no mundo hoje, a morte cerebral ela é, ela vem depois da morte cardíaca, ou seja, o coração para de funcionar, para de bater. E aí essa pessoa, o seu cérebro morre. Mas existem algumas situações em que as pessoas morrem. Primeiro fazem a morte cerebral pra depois fazer a morte cardíaca. Isso acontece em alguns eventos e o dano cerebral é a causa de morte do então é uma doença no cérebro. Por exemplo, uma pessoa que sofre de 1 a VC em um famoso derrame, é um AVC, pode ser isquêmico, aquele que falta sangue no cérebro, pode ser um AVC hemorrágico, aquele que sangra estoura um vaso lá no aneurisma, por exemplo.
Do cérebro e aí fundo aquele cérebro de sangue. Isso pode levar a uma morte cerebral e o coração ainda está funcionando. Uma pessoa que, por exemplo, sofre um trauma crânio, encefálica, uma pessoa sofre um acidente, um acidente de carro, de moto, cai de algum local, bate a cabeça, tem um dano cerebral tão grave e leva essa pessoa a morte, mas ela morre primeiro o cérebro. O restante do corpo continua ainda funcionando. Comentamos isso na semana passada. Ah, mas ele funciona por muito tempo, não por algumas horas, por algumas horas, você ainda consegue manter aquele corpo funcionando. Mas em breve, como o cérebro morreu e também vai morrer, restante do corpo morre.
Mas nós, na doutrina espírita, já consideramos que a partir do momento que morreu o cérebro, aquela pessoa está morta e é o que a medicina atualmente nem considera. Se o cérebro morreu, aquela pessoa está morta, ela já não está mais ali. A definição de morte cerebral, ela é muito cautelosa. No Brasil, nós temos um protocolo muito rígido para definir se uma pessoa tem morte cerebral. Então não é assim. O médico acha que tem? Não tem todo um protocolo que precisa ser cumprido. Exames que são realizados, exames clínicos que se faz numa pessoa, exames subsidiários do exames de imagens, exames. E auxiliam a definir assim, olha, e esse cérebro não funciona mais.
E vão dizer assim, olha, essa pessoa realmente teve uma morte cerebral. A partir do momento que a pessoa tem uma morte cerebral, a família é chamada e a família é quem toma a decisão se aquela pessoa vai ser um doador de órgãos ou não. Não é o indivíduo. O indivíduo já não tem mais condição ali de falar qualquer coisa. É a família que vai tomar essa decisão, é diante da família. E a equipe de saúde vai questionar, essa pessoa pode ser um doador? E muitas vezes as famílias aceitam doar, entendem? Isso está beneficiando muitas pessoas, milhares de pessoas podem ser salvas, uma única pessoa pode salvar diversas outras vidas ao ser um doador de ordem muitas vezes, e no Brasil isso é muito comum, as pessoas sempre tem esse espírito solidário.
Vão aceitar? Vamos, vamos deixar. Vamos doar. Mas muitas vezes aquele espírito que está desencarnando não tinha esse a intenção, não tinha esse interesse ou não estava pronto, não estava preparado para aquilo. Pode ainda estar muito apegado ao corpo, pode ainda estar vinculado AAA vida física, veja esse tipo de desencarne, que muitas vezes leva a morte cerebral, é um desencarne abrupto, isso desencarna rapidamente. É uma doença que vem evoluindo e. Dá tempo de se conversar sobre o assunto. É um evento abrupto, muitas vezes pessoas jovens. E aí não se pensa que essa pessoa vai desencarnar tão breve.
E aí não dá tempo de conversar, não dá tempo de perguntar isso. E aí a família vai tomar essa decisão e muitas vezes aquela pessoa sequer sabe que ela desencarnou. Isso acontece. Muitas vezes existem relatos, né, de espíritos. E realmente é. Entram no desespero ao verem os seus órgãos sendo retirados, porque eles nem sabem que eles estão desencarnados e sequer notaram que desencarnaram. Muitas vezes não perceberam. Acham que ainda estão vivos aqui, né? Que ainda pertencem ao mundo físico. Desconhecem completamente a vida no mundo espiritual e ficam ainda apegados aqui. O importante é ressaltar que uma vez que há o desencarne.
Há essa, esse rompimento do laço fluidico e liga o cérebro ao corpo espiritual. É o espírito. Ele não vai sentir mais o que acontece no corpo. Ah, mas ele pode se impressionar com o que acontece no corpo? Ele pode. Isso pode acontecer. Inclusive, há espíritos que sentem o seu corpo anos depois e o desencarne aconteceu, ainda sentem no corpo. Ah, mas o corpo não está mais lá, realmente não está, porque ele já foi completamente absorvido, né? AA, pela pela natureza, ele já foi deteriorado, mas a pessoa ainda sente ele. Por que? Porque as suas impressões, aquilo que ele ainda carrega consigo da sua existência, ainda estão nele, então ele fica vinculado.
Aqui existe relato, por exemplo, de espírito, que entram em desespero ao ver os seus órgãos sendo retirados, mas ele está sentindo dor. Ele pode estar produzindo uma dor ao ouvir aquela imagem, mas já não é mais uma sensação transmitida direta do corpo físico para o pelo espírito e aquele pelo espírito já está mais vinculado aquele corpo, já rompeu com aquele laço. Isso é muito importante que a gente entenda que doar o órgão significa que a gente vai ter dor. Nós teríamos dor do lado de lá? Não. Mas a gente pode produzir uma dor, produzir mediante a nossa incapacidade de doar, de não querer doar, não estar pronto para doar.
Isso é uma condição particular de cada um. Não somos melhores nem piores ao sermos ou não doadores de ordem. Isso varia de acordo com a situação, mas é importante. Durante a vida a gente conversa. O importante é que a gente rompa esse tabu. Existe na sociedade de não se falar sobre a morte. O importante é que a gente conversa em casa, nossa família, os nossos amigos sobre esse assunto. A gente fale sobre a morte, fale quais são as nossas vontades. Olha, eu tenho vontade de ser um doador ou eu não tenho vontade, tenho medo? Seio, acho que eu estou preparado, porque porque se acontece alguma coisa, se acontece conosco, uma morte cerebral, a nossa família saberá.
Qual é a nossa posição? E fica muito mais fácil para tomar essa decisão, porque aí a gente vai respeitar a decisão da pessoa. Milha respeitará. Nós, nós respeitaremos o de um familiar caso isso aconteça. Claro que nós, Nenhum de Nós gostaria que acontecesse a morte cerebral, nem nós além de nenhum nossos familiares, mas nós não sabemos o nosso futuro, não conhecemos as nossas programações, encarnatórias aquilo que está previsto. Caso aconteça, nós temos que estar preparados para isso. Isso é importante porque porque é importante que a doação seja de coração. Quanto mais de coração, quanto mais íntimo é aquele gesto, mais cargas positivas a gente pode depositar nos receptores.
Ao contrário, a gente pode levar problemas para o receptor ao se sentir revoltado, ao se sentir violado. Por seus órgãos terem sido retirados. Então nós temos relatos, por exemplo, de espíritos, né? Que se vinculam aos seus receptores de uma maneira negativa, levando, né, um sofrimento grande ao receptor. Claro que muitas vezes, quando nós lidamos com pessoas que são transplantadas de órgãos, a gente se depara com um problema chamado rejeição. E que é a rejeição quando a gente recebe o órgão que vem de uma outra pessoa. O nosso corpo, ele vai olhar para aquele órgão e falar, oxe, poxa, isso esse órgão não é meu, pertence ao meu corpo, essas células não são minhas.
E ele vai montar tudo. Uma resposta inflamatória para rejeitar aquele órgão, colocar ele para fora. Por isso que é feito todo um tratamento do lado imunossupressor, para impedir que o nosso sistema imune faça isso ao órgão que ele está está sendo levado. Aquele então. Existe todo um tratamento, todo um trabalho a se evitar a rejeição, mas eventualmente nós vemos casos de rejeição, não tem uma explicação clara, por que que é esta pessoa? Por que que este receptor de órgãos rejeitou aquele órgão? Aquele órgão não funciona, ele não consegue trabalhar adequadamente. Por que que isso acontece? É possível, nós levamos essa hipótese e que a influência talvez de um doador não desejava doar.
Pessoa que acabou, a família tomou essa decisão, mas o indivíduo não não queria isso ou o indivíduo está apegado aquele corpo pode estar levando a uma determinada rejeição. Nós não encontramos uma causa orgânica, encontramos uma causa no corpo. Por que que aquela rejeição está acontecendo mesmo com todas as medidas de controle são realizadas para isso? Isso pode ter a ver com a condição do doador. Por isso que é muito importante que a gente converse sobre esse tema, para que a gente tenha doadores melhores. Doadores que estão fazendo isso de coração, fazem com vontade de ajudar, fazem isso realmente se desvinculando do seu corpo, entendendo a partir do momento que nós desencarnamos, o corpo não serve mais e não tem mais utilidade para nós nenhuma.
E que aí. Aqueles órgãos podem ajudar outras pessoas. É importante que a gente é tenha a consciência da vida após a morte, entendendo, né? Que nós muitas vezes vamos né, desencarnar. E às vezes a gente demora um pouquinho pra perceber que a gente desencarnaou. Mas se a gente perceber que alguma coisa estranha está acontecendo, a gente tem que se atentar a isso, porque? Porque pode ser que nós já tenhamos desencarnado e. Esta cena né? De a gente ver Oo nosso corpo tendo seus órgãos retirados, né? Pode ser um sinal que a gente já passou pro lado de lá e ainda não percebemos. Mas isso serve pra gente se preparar pra essa situação.
É pra gente evitar problemas, como muitos respeitos relatam que pode possa acontecer. E outro ponto que é a gente também deve considerar diante desse fato. É que muitas vezes, né, quando a gente conversa com os pacientes que são transplantados que já são receptores, vocês podem perguntar assim, poxa vida, mas eu não sei se a pessoa que doou ordem pra se aquele meu doador, será que ele doou de coração, será que ele doou querendo doar? O que que eu faço, né? Atualmente a gente se depara com essa situação. A gente sempre orienta, né, que todo um receptor. Ore muito pelo seu doador, agradeça e constantemente faça uma prece agradecendo o seu doador, agradecendo a generosidade dele de ter cedido o órgão foi útil para ele enquanto encarnado e que agora pode estar ajudando a nova pessoa.
Ajudando. Esse comportamento auxilia muito porque. Mesmo diante de um doador que possa estar revoltado, isso pode ser um ponto importante para auxiliá lo a perceber o que está acontecendo, perceber que ele desencarnou a perceber que aquela ação ajudou uma outra pessoa, uma outra vida. Ele está recebendo, né? Um benefício muito grande da espiritualidade por ser um doador de órgãos, porque por mais que. Isso possa ser talvez contrária à vontade do indivíduo. É a doação. Ela é uma ação de Caridade? Muito. Ela tem um valor espiritual muito grande e Deus vai reconhecer isso pra cada pessoa que é um doador de órgãos.
Que a gente possa fazer esse momento de reflexão e possamos quebrar os tabus e conversar com a nossa família, com os nossos amigos. Expressar as nossas vontades e para aqueles que estiverem dispostos, sejamos doadores. Essa é uma campanha muito importante, assim como é a campanha de doação de sangue. E muitas vidas são salvas. É, muitas pessoas vão ter as suas vidas completamente modificadas para melhor. Vão resolver aquela doença. Estava levando ela muito próximo a morte vai dar uma Nova Esperança naquele dia. Com que a gente possa refletir, conversar e ter o coração aberto para poder ser um doador de órgãos verdadeiramente aqui para reflexão da nossa semana.
Que tenhamos todos uma semana de muita luz, muita paz.