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Transtornos emocionais e nossas faltas com Dr. Ricardo Cavalcante

00:19:59
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Transcrição do episódio

Gerada automaticamente a partir do áudio. Pode conter imprecisões.

De que forma a prática espírita favorece a sua saúde física e mental? A web rádio memei apresenta saúde, espiritualidade e você? Bom dia meus queridos amigos, ouvintes da web rádio memei internautas que nos acompanham aqui no programa saúde e espiritualidade você. Meu nome é Ricardo Cavalcante, sou membro da associação médico espírita de Botucatu e nós nos reunimos todos os domingos às 11:00 da manhã para uma conversa, para uma reflexão a respeito de temas ligados a nossa saúde diante de uma ótica espírita e no programa de hoje nós traremos uma discussão bastante interessante que nos é trazida.

Por André Luiz através da mediunidade Francisco Campos Xavier e que está no livro no mundo maior. O motivo dessa nossa conversa é que hoje nós vivemos no mundo uma verdadeira avalanche, uma verdadeira pandemia de doenças, de ordem emocional, de doenças psiquiátricas. E isso tem um motivo de ser. E André Luiz traz para nós as causas. Desse fenômeno que a gente tem observado nessa obra intitulada no mundo maior. Lá nesse livro, André Luiz conta pra gente O Mecanismo pelo qual a gente desenvolve a doença ou um transtorno de ordem emocional. E quando a gente estuda isso, a gente percebe que no mundo que nós vivemos, no contexto atual que a humanidade se encontra, é completamente compreensível.

Que haja um aumento desses transtornos. Então vamos entender isso que André Luiz nos coloca então lá nesse livro, num mundo maior. André Luiz traz a seguinte informação pra gente, transmitida através de alderaru, é que era o mentor dele durante as atividades que ele narra pra nós nesse livro. Então, alderaru diz o seguinte, quase podemos afirmar. De 90 em 100 casos de loucura, só um parênteses aqui, então, 90 em 100 é 90%, então é praticamente 90%. Então quase podemos afirmar, né, que 90% dos casos de loucura, o que que ele chama aqui de loucura, loucura seriam todas, né? É o conjunto das doenças psiquiátricas, das doenças de ordem emocional.

Então, todas as doenças, como por exemplo, é AO transtorno de ansiedade, é síndrome do pânico, as fobias, é transtorno obsessivo compulsivo, é transtorno do estresse pós traumático, a depressão, é problemas como transtorno afetivo bipolar, como a esquizofrenia, transtorno borderline, tudo isso está dentro do pacote. De transtornos, de ordem emocional. Então tudo isso está compreendido dentro desse nome que ele chama aqui de loucura, certo? Então ele está dizendo que 90% aproximadamente das pessoas que sofrem algum problema nesse sentido é excetuados aqueles que se originam da incursão microbiana sobre a matéria cinzenta.

Por que que ele está dizendo isso, né? Porque existem algumas infecções. Que podem originar distúrbios emocionais. Barra psiquiátricos. A gente tem 2 infecções que na época de André Luiz eram muito comuns. Elas chegaram a diminuir e agora voltaram a aumentar de novo, que é a sífilis e a tuberculose. São 2 infecções que comumente quando afetam o cérebro, quando afetam o nosso sistema nervoso central, elas podem desencadear uma alteração. Que parece um quadro psiquiátrico, parece que aquela pessoa está depressiva, aquela pessoa está com seu comportamento alterado. As pessoas acham muitas vezes que é uma doença psiquiátrica, mas na verdade é uma infecção que está afetando o cérebro dessas pessoas.

Então aí O Mecanismo, ele é um pouco diferente, tanto O Mecanismo explicado pela medicina quanto pela própria doutrina espírita. Como a gente pensa nesse contexto? Então ele coloca assim, olha, excetuando esses casos. Né, que a infecção está causando isso, né? A maioria, ou seja, 90%, né, das pessoas que têm algum problema psiquiátrico, né? É, começam, né, nas consequências das faltas graves que praticamos. Ou seja, que esses problemas de ordem emocional começam nas consequências, ou seja, eles são consequências. Das faltas graves que praticamos com a impaciência ou com a tristeza, isto é, por intermédio de atitudes mentais que imprimem deploráveis reflexos ao caminho daqueles que as acolhem e alimentam.

Então, o que que ele tá dizendo aqui, que é a quase totalidade das doenças de ordem emocional? Vão se iniciar. Como consequência de faltas graves que nós praticamos. Por que? Porque diante dessas faltas graves que nós praticamos, a gente alimenta 2 tipos de comportamento, 2 tipos de pensamento, o pensamento da impaciência e o da tristeza. O que que ele está mostrando aqui para nós? Que de 2 formas maneiras a gente se prejudica diante dos erros que nós cometemos. Erros que são as. Infrações que nós comentemos diante das leis divinas. O que que significa isso? Impaciência, impaciência. É nós não aceitarmos aquele a as consequências do nosso erro.

É nós não querermos ter que enfrentar essas consequências. E é quando a gente se revolta diante das próprias das consequências dos nossos próprios erros. Pode se revoltar consigo mesmo, pode se revoltar com a vida, pode se revoltar com Deus, pode se revoltar com as outras pessoas. É um sentimento de revolta que é muito negativo e muito deletério pra nós. O outro é a tristeza. A tristeza pelo que? Porque isso gera um sentimento de culpa. Isso gera um sentimento, né, de. Incapacidade isso acaba também levando a uma a um tormento, né? A uma perturbação de ordem emocional muito significativa pra nós.

E o que que ele tá colocando aqui pra gente? Ele coloca que quando a gente alimenta, né? Seja essa impaciência, seja essa revolta, seja a tristeza, a culpa, né? Aquele peso que a gente carrega por uma atitude errada, que a gente pratica alimentar esses sentimentos. Ele nos leva a um adoecimento de ordem emocional, ou seja, a gente vai se desequilibrar. E aí ele continua dizendo pra gente instaladas essas forças desequilibrantes no campo íntimo, ou seja, a nossa mente inicia se a desintegração da Harmonia mental. Ou seja, é nesse momento então que a gente perde o nosso equilíbrio. O equilíbrio, a Harmonia da nossa mente, esta por vezes perdura.

Então esse esse desequilíbrio perdura não só numa existência, mas em várias delas, até que o interessado se disponha com fidelidade a valer se das bênçãos divinas que o aljofram para restabelecer a tranquilidade e a capacidade de renovação. Que eles são inerentes a individualidade em abençoado serviço evolutivo. Ou seja, o que ele está dizendo é que isso pode começar numa existência e pode durar por várias. Vai depender do que de como nós iremos lidar com essa situação. E aqui vem uma coisa, um ponto muito importante, será que nós estamos sabendo lidar com essa situação? Então nós hoje. Vivemos num mundo que é 11, mundo que, claro, cada época da humanidade teve os seus desafios.

Em todos eles nós sofremos esses desafios. Mas no mundo de hoje, a gente vive num mundo, numa sociedade que ela é hedonista, que nos alerta muito sobre isso. É Joana de angelis quando a gente pega as obras que Joana de angelis ditou pra divaldo Pereira Franco, né? Que foi? Psicógrafo da do Joana, né? Quem transmitiu pra nós esse essas mensagens do Joana? Ela tem toda 11 coleção de obras em que ela destaca de uma maneira muito clara isso pra gente. Nós estamos numa sociedade hedonista. O que que significa uma sociedade hedonista, uma sociedade que é cultura, cujos valores maiores são valores materiais, então?

Há uma preocupação maior em se ter as coisas do que ser alguém. Então há um detrimento do ser em relação ao ter. O ter vale mais. Então, a pessoa que tem tem mais posses, mais bens materiais, ela vale mais, vale mais. É aquela pessoa que se aproveita mais dos prazeres da vida, que curte os prazeres da vida. Essa pessoa, ela é mais valorizada na nossa sociedade. Então isso faz isso. Vai ser incutido na nossa mente de uma maneira bem sutil, inclusive, que às vezes a gente mal percebe. E aí muitas vezes a gente acha que a gente só vai ser feliz se a gente usufruir disso. Ou seja, se a gente não viver.

Esse hedonismo dá a impressão que a nossa Felicidade nunca vai chegar. Só que isso é um caminho completamente contrário àquilo pelo qual nós. Viemos fazer aqui como encarnados, como espíritos encarnados. A doutrina espírita nos deixa isso muito claro. Nós temos o propósito de que para que nós nascemos. Então a doutrina nos deixa claro, somos espíritos imortais, então já existíamos antes desta vida, continuaríamos a existir depois desta vida. E o propósito de estarmos aqui é de nos tornarmos pessoas melhores. Ou seja, o propósito está no ser, em sermos melhores, em aprendermos a cultivar dentro de nós todas aquelas virtudes, que são aquelas que Jesus nos ensinou.

Então, a humildade, Jesus ensinou a tolerância, a paciência, a mansuetude. Jesus ensinou a simplicidade, Jesus ensinou pra nós o amor ao próximo. O perdão, o amor aos inimigos, todas essas virtudes, elas são o objetivo da nossa existência, ou seja, nós construirmos isso dentro de nós. E quando a gente está mergulhado nesta vida, numa sociedade, né, num ambiente que nos conduz a um caminho diferente, é natural que a gente vá. Cair a gente vai tropeçar mais facilmente e ao mesmo tempo vamos ter mais dificuldades nos recuperar diante disso. E aí vem a impaciência, a revolta, a tristeza diante das nossas próprias atitudes.

E isso faz com que a gente adoeça mentalmente. Então isso leva a um desequilíbrio. André Luiz fala para nós que esse desequilíbrio. Desencadeado pela revolta, desencadeado pelo sentimento de culpa, pela tristeza que as nossas faltas é causam dentro de nós, é que isso, na verdade, gera 11 completo desmantelamento da nossa mente. Ele fala que isso funciona como se fosse. Ele chama isso de suicídio dissimulado. É como se nós bloqueássemos a nossa mente e isso gera um quadro de ordem emocional muito significativa. E no futuro, além do quadro emocional, também virá o quadro orgânico. Por quê? Porque quem comanda o nosso corpo é a nossa mente.

A gente tem uma mente desorganizada, desestruturada, daí um tempo. O corpo também ficará assim porque está sob o comando de uma mente que não consegue trabalhar de maneira adequada. Então, a doença orgânica física também aparecerá em um momento futuro. Então ele traz um alerta muito grande. E aí pra ilustrar, eu queria trazer um caso que ele mostra pra gente aqui, porque André Luiz, ele visita, como ele narra aqui nessa obra, um hospital psiquiátrico. Então ele vai encontrar ali pessoas que estão no que nós chamamos de surto psicótico. E a pessoa que tá lá no surto psicótico, ela tá manifestando uma série de é demandas decorrentes dessas questões que ela apresenta.

Então ele traz um caso aqui. Bastante interessante que ilustra essa nossa situação. É o caso de uma senhora, né? Então ele descreve ela aqui olha uma velha de cabelos nevados, mostrando a cerva ferocidade no olhar. Ou seja, aquele olhar, né? De raiva, de ódio. Envergava o uniforme da casa como quem arrastasse um vestido real e dizia 2 companheiras apáticas. Na minha qualidade de Marquesa, então, é uma mulher que está internada no hospital psiquiátrico com esse discurso. Na minha qualidade de Marquesa, não tolero a intromissão de médicos inconscientes. Creio estar presa por motivos secretos de família que averiguarei na primeira oportunidade.

Tenho poderosos inimigos na corte, contudo, as minhas amizades são mais prestigiosas e fiéis. Pai achou a voz como receando, espias ocultos, como se alguém tivesse vigiando ela, e falou ao ouvido de uma das irmãs de sofrimento, o imperador está interessado em meu caso e punirá os culpados, segregam me por miseráveis questões de dinheiro, elevando o diapasão inesperadamente bradu, todos pagarão, todos pagarão. Esse é o é a é a cena que André Luiz descreve e depois ele vai explicar pra gente, essa senhora na vida presente não tinha nada de Marquesa. Era uma pessoa que nasceu num ambiente mais humilde, mais pobre, e que passou por muitas dificuldades na vida e se revoltou muito diante de todos os problemas que ela teve que enfrentar e isso fez com que ela desenvolvesse.

Um quadro de ordem psiquiátrica, um quadro que levou ela a perda completa da crítica. Então ela estava num quadro psicótico bastante clássico que a psiquiatria nos nos na chama atenção esse discurso dela e André Luiz conta o que que esse discurso dela se acha se vendo como uma Marquesa com a questão da corte, né? Isso se referia a uma existência interior. Aonde ela cometeu faltas muito graves, uma existência que ela acabou se perdendo pela questão material. E aí isso gerou as consequências que fizeram com que, na presente existência, ela tivesse que passar por uma série de dificuldades, por uma série de problemas.

Pra quê? Pra poder se reequilibrar. Isso é lei de causa e efeito. A lei de causa e efeito, ela é uma lei educativa para nós, ela não é punitiva, ela tem no sentido de nos educar. Mas, e muitas vezes, o que que acontece? Isso também é importante. Antes de reencarnar, como Kardec nos explicava os espíritos, a gente escolhe provas difíceis. Por quê? Porque quando a gente está lá no mundo espiritual, nossa consciência mais desperta. Diz assim, para nós, olha, é melhor a gente já ter que passar por isso, já resgatar o que precisa. Pra gente não ficar carregando, remoendo essa questão. A gente escolhe às vezes provas difíceis pra passar e aí quando chega aqui a gente se revolve.

Quando chega aqui, a gente assume essa postura da culpa e isso vai levar a gente a um processo de adoecimento. Isso vai levar a uma repercussão bastante grave diante daquilo que a gente precisa enfrentar. Então a gente nem consegue resgatar o que precisava porque não soube aproveitar aquele aquele momento. Da do desafio, da dificuldade que a gente teve que passar de encontrar as ferramentas para superar aquilo e ao mesmo tempo a gente já grava mais ainda a nossa situação, que apenas não se adoece e, no fundo, não resgatamos aquilo. Ou seja, de toda forma, a gente ainda tem que retornar aqui, como no caso dessa senhora, num outro momento, numa outra encarnação ainda, para resgatar aquilo que ela precisava, porque não conseguiu aproveitar aquela aquela existência.

Com as dificuldades que ela mesma acaba escolhendo antes de reencarnar. Isso vem pra mostrar pra nós o quanto como que a gente deve refletir diante da vida. É muito comum que a gente fique num movimento de lamentação, que a gente fica num movimento de desânimo ou de desespero ou de revolta quando a gente tem que passar por situações difíceis na nossa. Existem situações que claramente nós criamos pelas nossas ações mais imediatas, mas existem muitas. Nós nem sabemos porque chegou, mas se chegou a nós, a gente sempre, sempre tem que lembrar que há um motivo de ser. A doutrina espírita deixa muito claro isso pra nós.

Então que a gente possa aproveitar isso, não se revoltar, não se desanimar. É difícil, é difícil, mas nós. Se está acontecendo conosco é porque nós temos os recursos para vencer essas dificuldades. Então fica aqui para nossa reflexão, para que a gente não caia nessa mesma falha. E esse é um alerta que André Luiz nos traz para poder nos prevenir dos problemas de ordem emocional, dos números que a gente pode ter que enfrentar ao longo da nossa existência. Que tenhamos todos uma semana de muita luz, de muita paz.